"The Bronze Age" - Análises

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Re: "The Bronze Age" - Análises

Mensagempor [BR11] » sábado mai 04, 2013 10:34 pm

DEMENTIA 13 - Tales for the Carnivorous / 2013

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Ainda sem qualquer suporte discográfico, os Dementia 13 começaram a dar que falar no momento em que colocaram gratuitamente para download o seu EP de estreia. Depois dos primeiros espectáculos, a banda liderada por Álvaro Fernandes atingiu tamanha sensação dentro da cena underground nacional, o que lhes permitiu serem imediatamente resgatados para fechar uma das noites do insuspeito SWR. E que festa foi...
Numa altura em que o metal parece virar-se novamente para as suas décadas douradas, este disco bebe influências em todos os clássicos do Death Metal de então, dos Bolt Thrower aos Autopsy, passando pelos portuenses Gangrena e Genocide, seguindo-se a cada interlúdio retirado de obscuros filmes de terror, uma descarga de pura adrenalina impossível de suster. Além do desempenho dos dois guitarristas dos Pitch Black e do baixo marcante empunhado por Zé Pedro dos Holocausto Canibal, é a presença imponente de Nuno Lima, embora aqui como elemento convidado, o elo perfeito para que a banda nos faça sentir, em todos estes 4 pequenos petardos, o fulgor algo perdido desde que o Death se foi metendo pelos caminhos da modernidade.
Toquem esta merda Alto! A sério, experimentem! Alto!!!
Mai-13 [ 77 / 100 ]
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Re: "The Bronze Age" - Análises

Mensagempor [BR11] » sábado mai 11, 2013 4:50 pm

CRUZ DE FERRO - Guerreiros do Metal / 2012

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«Guerreiros do Metal» é o EP de estreia dos Cruz de Ferro, uma banda de Heavy Metal de Torres Novas, iniciada nestas lides em 2009 e cuja reputação conseguida à custa de enérgicas actuações ao vivo, lhes foi granjeando um reconhecimento crescente junto da comunidade mais old-school.
Gravado e masterizado por Arlindo Cardoso nos Southern Studios e produzido pela própria banda, os 5 temas vocalizados em português que compõe este trabalho de apresentação evidenciam ainda pouca experiência, não só em termos de composição mas principalmente ao nível sonoro, ficando lacunas por preencher no campo melódico e também em poder, factor minorado caso tivessem utilizado uma bateria totalmente verdadeira (aquele trigger ao longo de todo o disco é terrível). Em termos individuais é a voz de Ricardo Pombo que se destaca, embora bem acompanhado pela secção de cordas. Obviamente estes géneros tradicionais ficam sempre mais expostos às imperfeições mas, pela amostra e pelo que já ouvi dizer a quem teve a sorte de ver actuações do quarteto, existe aqui mais do que matéria prima para colocar os Cruz de Ferro num patamar de destaque num universo carente deste tipo de sonoridade mas pejado de projectos mais extremos, demasiado semelhantes entre si.
Mai-13 [ 60 / 100 ]
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Re: "The Bronze Age" - Análises

Mensagempor [BR11] » sábado mai 18, 2013 6:45 pm

GHOST - Infestissumam / 2013

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Responsável por ter feito dos Ghost uma das banda mais interessantes dos últimos tempos, o álbum de estreia «Opus Eponymous» teve ainda o condão de encaixar na onda retro que tem invadido toda a industria discográfica. O mistério que envolve a verdadeira identidade dos seus membros, ironicamente apelidados de Nameless Ghouls e a imagética grotesca que possuem, cujo clímax assenta na figura imponente do front-man Papa Emeritus II, certamente ajudou a garantir um contrato fabuloso com uma das empresas do grupo Universal.
Este segundo ritual permanece dentro dos cânones anteriores embora o aspecto teatral apareça refinado. Mantendo as melodias inebriantes e assente em sólidas composições, «Infestissumam» é ainda mais Popish que o seu antecessor, repleto de influências 70's e devaneios Prog, onde o Hammond volta a ser o protagonista. Liricamente a abordagem é sinistra e blasfema, o que contrasta com o tom alegre e suave das passagens sonoras. Não se pense que a acessibilidade deste disco é um dado adquirido uma vez que só ao fim de várias audições começamos realmente a interiorizar o que na realidade aqui se pretende construir. Numa enorme produção, agradecemos a Lee Dorian ter apadrinhado este maldito concílio.
Mai-13 [ 78 / 100 ]
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Mensagempor [BR11] » sábado mai 25, 2013 5:59 pm

AMORPHIS - Circle / 2013

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Correndo o risco em voltar a apresentar um produto pouco diferenciado, algo comum desde que Tomi Joutsen substituiu Pasi Koskinen, o grupo abandona a sua zona de conforto remetendo-se aos Petrax Studios com Peter Tägtgren. Capaz de atirar com as guitarras para a linha da frente, mantendo as teclas como um elemento dominante mas, desta feita, não tão proeminentes, este estilo de produção consegue aproveitar da melhor forma a componente melódica e a amplitude agressiva do seu vocalista, com especial ênfase para esta última. «Circle» oferece-nos mais um punhado de grandes canções, percorrendo a paleta de estilos que os Amorphis nos foram passando ao longo dos anos, das componentes mais progressivas, aos geniais rasgos melancólicos de Goth Metal, não desfazendo aquela vertente Folk que sempre incluíram na sua música. Mas o circulo não se fecha aqui, sendo a face mais musculada a grande proposta deste 11º álbum do sexteto finlandês, um autêntico suplemento vitamínico de força e energia. «Shades of Gray» e «Enchanted by the Moon» enveredam por terrenos mais obscuros e primitivos, não esquecendo os guturais Death Metal que caracterizaram a 1ª fase da banda, mas é na surpreendente «Nightbird's Song» onde se atinge o pico de agressividade há muito arredado do radar. Mai-13 [ 78 / 100 ]
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Re: "The Bronze Age" - Análises

Mensagempor [BR11] » sábado jun 01, 2013 10:56 am

SODOM - Epitome of Torture / 2013

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Numa altura em que todos os pesos pesados do universo Thrash Metal estão no activo e em grande forma, ganhando um ânimo suplementar graças à onda de revivalismo que os grupos mais recentes voltaram a trazer ao movimento, os Sodom, do alto das suas mais de 3 décadas de carreira, bombardeiam-nos como novo petardo, o 13º por sinal. Não divergindo muito das tendências bélicas apresentadas no precedente «In War and Pieces», o trio germânico apresenta-se com Markus Freiwald na bateria, antigo músico dos Despair, banda onde curiosamente também pontificou Waldemar Sorychta, novamente responsável pela moderna produção deste trabalho. Embora nunca tenham abandonado aquela faceta mais Punky, bem patente na voz rasgada de Tom Angelripper, as fundações Thrash estão mais uma vez bem presentes, num disco variado e com alguns temas candidatos, desde já, a clássicos. Guitarrista dos Sodom desde 1997, Bernemann varre «Epitome of Torture» com enérgicas descargas de melodia e excelentes riffs, o já citado "Makka" desunha-se lá atrás, num manancial de pura pancadaria enquanto Angelripper permanece fiel a si mesmo, uma razão mais do que suficiente para os manter como um dos ícones do metal teutónico.
Não é um «M-16», muito menos um «Agent Orange», não mata, mas mói.
Jun-13 [ 81 / 100 ]
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Re: "The Bronze Age" - Análises

Mensagempor [BR11] » sábado jun 08, 2013 8:07 pm

CATHEDRAL - The Last Spire / 2013

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Anunciado desde 2011, eis que chegamos ao fim. Este é mesmo o último álbum de estúdio dos Cathedral, escreve-se assim na 10ª lápide o epitáfio de uma das mais influentes e responsáveis bandas pelo alargamento de horizontes no cenário que passou a gravitar à volta do movimento Death / Doom Metal. Se «Forest of Equilibrium» é o canto do cisne, mesmo tratando-se do capítulo inicial, a banda sempre se reinventou ao longo dos tempos, criando discos surpreendentes e bastante diversificados entre si, mas para quem ficou plenamente rendido aos primeiros trabalhos, foram perdendo um pouco o sentido de orientação na altura em que pisaram territórios mais bizarros, onde o psicadelismo e as influências instrumentalmente alucinógenas desaguavam numa complexidade exagerada. «The Last Spire» não é um regresso ás raízes mas relega essa fase mais naïve e experimental, tornando-se um dos discos mais directos e pesados que já nos ofereceram. Com uma vertente rítmica colossal, grandiosidade e beleza nas composições, Gaz Jennings e Lee Dorian expelem Doom tradicional por todos os poros, em temas poderosos, gloriosamente sinistros e de profunda melancolia. "O circulo do tempo parou, vivendo na sombra de uma Catedral condenada". In Memoriam: Cathedral 1990-2013. Jun-13 [ 88 / 100 ]
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Mensagempor [BR11] » segunda jun 24, 2013 9:18 pm

BLACK SABBATH - 13 / 2013

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18 anos após «Forbidden» e 35 depois de Ozzy ter deixado a banda, a tentativa de regresso com o quarteto original esbarra na recusa de Bill Ward, motivada por questões contratuais e luta de egos à mistura. Em seu lugar Brad Wilk, conhecido baterista dos Rage Against de Machine e Audioslave, revela-se um óptimo recurso mas sem o carisma de Ward. Outro aspecto menos conseguido é a produção de Rick Rubin, demasiado polida e moderna para as memórias que tínhamos da década de 70', época para onde este disco nos transporta. Não entrando em competição com a fase Dio e seguintes, «13» até se porta bem melhor que os últimos discos que Ozzy deixou nos Sabbath, bebendo influências claras dos 6 primeiros álbuns, a mesma fonte para onde mergulham milhares das bandas actuais. Embora demonstre evidentes provas de desgaste vocal, Ozzy ainda detêm aquele timbre, não suando esforçado, Iommi vai buscar 2 ou 3 riffs que por si só já valem o investimento e Butler, de regresso após «Cross Purposes», é o complemento dinâmico perfeito. Se os Heaven & Hell recrearam de forma positiva a faceta mais Heavy em torno dos Sabbath, «13» remete de forma ainda mais fiel para os territórios Doom, Sludgy e Stoner, tão em voga actualmente mas muito aquém do que faziam estes velhotes. Jun-13 [ 91 / 100 ]
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Re: "The Bronze Age" - Análises

Mensagempor [BR11] » terça jul 16, 2013 10:24 pm

MEGADETH - Super Collider / 2013

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O regresso ao activo dos Megadeth em 2004, já com um Mustaine convertido e com a lesão debelada, tem-nos trazido um pouco de tudo mas, centrando-nos na música, apenas um álbum deste período mais recente consegue aproximar-se do que a banda fez de melhor. E certamente não é o caso deste disco...
O que falha rotundamente em «Super Collider» é a tentativa de se fazer um som mais orientado para uma vertente Rock quando no seu seio existem músicos claramente mais vocacionados para o universo Thrash e, olhando então para um exímio guitarrista como Chris Broderick, essa opção chega a ser um sacrilégio. Mustaine parece declamar mais do que canta, mas isso também não é de todo negativo, as linhas de guitarra chegam a entusiasmar e facilmente se destacam da mediania mas é na produção demasiado insípida e um pouco baça que a porca também torce o rabo. Porra, então aquele trabalho brilhante que Andy Sneap fez em «Endgame» não é muito melhor que isto!? Finalmente os temas, que à semelhança do disco anterior parecem sobras de «Cryptic Writings», soando pouco inspirados e bastante comerciais, resultam num conjunto supostamente inferior ao odiado «Risk». E quando a melhor música até é um tema bónus, algo não está mesmo a funcionar bem.
Jul-13 [ 52 / 100 ]
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Re: "The Bronze Age" - Análises

Mensagempor [BR11] » segunda jul 22, 2013 8:05 pm

AMON AMARTH - Deceiver of the Gods / 2013

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A forma mais fácil de analisar um novo disco dos suecos Amon Amarth é afirmar que, independentemente de tal catalogação ser positiva ou negativa, estamos perante mais do mesmo. Ainda assim, poucas são as bandas que se podem orgulhar de, em mais de 20 anos de carreira, se irem repetindo perante um significativo aumento de seguidores. E em parte é isso que podemos encontrar em «Deceiver of the Gods», outro álbum sobre mitologia vs. humanidade, onde a figura central recai agora sobre Loki e a sua luta contra o restante panteão nórdico. E a crítica morreria por aqui...
Com uma aproximação mais profunda ao som típico dos anos '80 e menos Death Metal que habitualmente, a produção musculada de Andy Sneap incute um groove adicional à componente melódica, contrastando com o estilo mais subtil e dinâmico de Jens Bogren. Temas como o épico «Warriors of the North» ou principalmente «Hel», este contando com a participação do inimitável Messiah Marcolin, adicionam às batalhas de dupla guitarra e às poderosas descargas rítmicas novas roupagens, mesmo que na linha da frente permaneça inamovível o gigante Johan Hegg. A edição especial desta obra inclui um interessante EP de originais, onde o quinteto mergulha em algumas das suas influências mais notórias, algumas delas bem curiosas.
Jul-13 [ 82 / 100 ]
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Re: "The Bronze Age" - Análises

Mensagempor [BR11] » domingo set 01, 2013 10:53 pm

LMO - Lingua Mortis Orchestra - feat. RAGE / 2013

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Desde que lançaram «Lingua Mortis» em 1996, um álbum que conta com a colaboração de músicos com formação erudita, numa orientação mais clássica e sinfónica, os Rage não mais abandonaram essa vertente, sendo recorrente a utilização da LMO nos discos do trio germânico ao longo da sua vastíssima carreira. Aproveitando a participação da referida orquestra nos espectáculos ao vivo e usando, desta feita, material novo em detrimento dos arranjos de temas mais conhecidos, os cerca de 100 elementos integrantes de 2 orquestras provenientes de Espanha e da Bielorrússia, juntamente com mais duas vocalistas de apoio, uma das quais com uma forte componente operática, assumem o papel de protagonistas com Peavy Wagner, Victor Smolski e Andre Hilgers, em posição de igual destaque.
Composto quase na totalidade pelo exímio guitarrista russo e redigido por Peavy, este primeiro álbum dos LMO, cuja temática versa a caça às bruxas durante o período da inquisição, continua na senda dos seus antecessores, transpirando melodia, óptimas orquestrações e imensa energia. Como nota final e tomando este registo como uma dedicatória a todos os músicos que têm funcionado como um complemento, «Lingua Mortis Orchestra» pode ser perfeitamente considerado o 21º álbum dos Rage.
Set-13 [ 78 / 100 ]
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Re: "The Bronze Age" - Análises

Mensagempor [BR11] » domingo set 08, 2013 8:19 pm

POWERWOLF - Preachers of the Night / 2013

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É inquestionável que os Powerwolf criaram um estilo único, algo do qual poucas bandas actualmente se podem orgulhar. É indiscutível que os temas da banda alemã são cativantes e resultam muito bem ao vivo. É ainda absolutamente consensual que o Power Metal litúrgico protagonizado pelo quinteto liderado por Attila Dorn é uma pedrada refrescante para esta época estival, carente de álbuns de maior interesse. Caso utilizássemos esta introdução para algum dos primeiros discos do colectivo estaríamos plenamente de acordo sobre uma série de factores que nos levariam a recomendar esta rodela.
Ao quinto álbum, os Powerwolf repetem todos os seus clichés, mantendo-se numa zona de conforto que começa a tornar-se repetitiva, retirando parte da longevidade que os trabalhos iniciais ainda possuíam. Acima da faceta mais operática, das orquestrações majestosas e da excelente mistura, novamente a cargo de Fredrik Nordström, pouco sobra neste «Preachers of the Night» que já não tenha sido escutado anteriormente. Enfim, revelados os segredos da sacristia, comidas meia dúzia de hóstias, ouvidas algumas homilias e penetrando por alguns confessionários, a costela religiosa fica algo fora de prazo.
Set-13 [ 75 / 100 ]
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Re: "The Bronze Age" - Análises

Mensagempor [BR11] » domingo set 15, 2013 7:08 pm

WATAIN - The Wild Hunt / 2013

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Uma das mais proeminentes bandas de Black Metal da actualidade, volta à carga com o 5º disco de originais, capaz de causar polémica, caso actualmente isso ainda seja possível, num dos meios mais ortodoxos do espectro extremo. Os Watain, que nunca esconderam uma certa ligação aos conterrâneos Dissection, avançam com um forte registo melódico, as atmosferas habitualmente estranhas e um extraordinário desempenho por parte do guitarrista Pelle Forsberg, capaz de nos oferecer uma série de riffs e solos de grande qualidade. Algumas passagens mais eruditas e progressivas realçam o cuidado posto na experimentação e diversificação, algo que a banda sempre procurou, como aqueles toques tribais que podemos encontrar em «Outlaw», parecido com o que os Soulfly fariam caso enveredassem por estilos mais brutais. Não descurando a componente da agressividade, são os temas mais serenos que elevam a fasquia deste «The Wild Hunt», quer seja na faixa título, no instrumental apresentado lá mais para o final ou na grande pedrada no charco que é a balada semi-acústica «They Rode On», onde a faceta Bathory do trio sueco salta à vista, numa interpretação límpida e brilhante por parte de Erik Danielson. No todo, um trabalho diversificado e poderoso, saído novamente dos Necromorbus Studios. Set-13 [ 81 / 100 ]
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Re: "The Bronze Age" - Análises

Mensagempor [BR11] » sábado set 21, 2013 9:55 pm

ANNIHILATOR - Feast / 2013

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Atingindo os 30 anos de carreira com os seus Annihilator, Jeff Waters não parece abrandar, sendo já «Feast» o 14º trabalho de estúdio da banda canadiana. Obviamente que a história de um colectivo com esta longevidade se faz por fases, alicerçadas na robustez da sua formação, em cada momento, mas também por uma série de factores alheios ao seu próprio desempenho, que vão tornando a música produzida mais ou menos apetecível ao público. No entanto, há um factor em todo o percurso dos Annihilator que permanece imutável, a destreza com que o guitarrista se apresenta a cada disco, valendo-lhe o respeito e admiração da comunidade. Com Dave Padden como vocalista principal desde «All for You» de 2004, nunca esteve alguém ao lado de Waters durante tanto tempo na banda, os trabalhos mais recentes vão-se mantendo dentro de uma linha coerente, sendo «Feast» mais um festim de solos, riffs elaborados e ritmos frenéticos, com espaço para alguns temas mais pausados e outros bastante descomprometidos, deixando de parte um pouco do tecnicismo exagerado do último álbum, gravado há 3 anos atrás. Como sempre, deambulando entre o Thrash e o Heavy Metal com laivos de Punk, neste registo uma pequena ajuda de Danko Jones para tal, a música dos Annihalator mantém-se actual e competente. Set-13 [ 74 / 100 ]
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Re: "The Bronze Age" - Análises

Mensagempor [BR11] » sábado set 28, 2013 11:30 pm

CARCASS - Surgical Steel / 2013

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Ora aqui está finalmente o 6º álbum da banda de Liverpool, algo que se começou a desenhar assim que os Carcass se voltaram a reunir em 2007, editado 17 anos após o canto do cisne. Mesmo sem Michael Amott e Daniel Erlandsson, comprometidos com os Arch Enemy e com Ken Owen há muito afastado por razões de saúde, embora o baterista de sempre participe neste disco através de algumas vozes de apoio, Jeff Walker e Bill Steer não se fazem rogados e, com a ajuda de Daniel Wilding, concebem uma colectânea de temas que a nossa memória coloca automaticamente ali algures entre «Heartwork» e «Necroticism», embora «Swansong», pela componente mais melódica também seja chamado à calha. Desta feita Steel trabalha sozinho com os instrumentos mais afiados e fá-lo de uma forma sublime, através de riffs perfurantes e solos fluidos sob a voz de comando de Walker. A produção do eterno Colin Richardson e a operação de cosmética dada por Andy Sneap retiram qualquer reminiscência datada a este trabalho, conferindo a «Surgical Steel» uma frescura admirável. No ano em que os Black Sabbath regressaram aos estúdios, os Carcass fazem-no de forma incrível. Agora é partir uma data de pescoços que alguém os arranjará. Ferramentas não faltam. Set-13 [ 92 / 100 ]
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Re: "The Bronze Age" - Análises

Mensagempor [BR11] » sábado out 12, 2013 5:06 pm

SATYRICON - Satyricon / 2013

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Cinco anos passaram desde o final da trilogia «Volcano» / «Now, Diabolical» / «The Age of Nero», onde os Satyricon exploraram uma faceta Black N' Roll, com uma perspectiva mais elaborada, não só em termos estilísticos mas também reforçando os cuidados postos na produção. Agora em nome próprio, o duo como que regride, oferecendo-nos uma prestação mais amarga, estranha e triste, num álbum predominantemente lento. Relativamente à engenharia e efeitos de estúdio, estes revelam-se bastante menos poderosos quando comparados com os dos registos citados, embora pontualmente o recurso aos teclados e a uma factual componente de experimentação forneçam ao resultado final aquela atmosfera que se pretende. Satyr explora a sua voz de forma menos ríspida, conferindo a algumas passagens uma estranha conotação Gothic, enquanto Frost continua a revelar-se um extraordinário baterista. Pelo meio temos temas singulares, como o caso da Popish «Phoenix», a qual conta com a participação de Sivert Høyem dos conterrâneos Madrugada. No final, se exceptuarmos os momentos mais acessíveis e um ou outro tema que poderia constar da discografia mais recente, o resultado é mais visceral e difícil de assimilar do que seria expectável e, para alguns, desejável. Out-13 [ 78 / 100 ]
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Última edição por [BR11] em sábado out 19, 2013 3:41 pm, editado 1 vez no total.


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