2019.12.01 - Max & Igor Cavalera - Lisboa ao Vivo, Lisboa

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Enigma
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2019.12.01 - Max & Igor Cavalera - Lisboa ao Vivo, Lisboa

Mensagempor Enigma » segunda dez 02, 2019 7:50 pm

Besta - primeira banda da noite, estiveram iguais a si próprios, ou seja, apresentaram, como os próprios gostam de dizer, o ritual da Besta. E que ritual, foi! É verdade que o ambiente na sala já estava a ficar bem quente, aguardando os headliners da noite, mas souberam agarrar muito bem o público, com a devastação habitual que caracteriza as suas presatações ao vivo. Máquina cada vez mais bem oleada, com grande rodagem de palco, foram o começo ideal de noite.

Healing Magic - banda que tem acompanhado os manos Cavalera nesta tour, trata-se da banda de um dos filhos do Max, o Igor. Banda bem recente, formada no ano passado e que, segundo julgo saber, estará prestes a lançar o seu primeiro EP. Fator cunha à parte, deram um bom concerto, bem intenso e com grande entrega de todos os músicos, neste caso um trio, com o baterista bem ao centro, ladeado pelo guitarrista e pelo Igor, que é o vocalista/baixista. Atuaram sensivelmente o mesmo tempo de Besta, neste caso com um som diferente, com maior enfoque na parte instrumental e que, noutro contexto (eventualmente numa sala mais pequena e ambiente intimista), poderia ter sido ainda melhor. Foi uma excelente trip musical. On a side note: os filhos do Cavalera parecem ter mais jeito para a música que os filhos do Steve Harris. :mrgreen:

Max & Iggor Cavalera - penso que, depois do concerto de Helloween no ano passado, só me faltava mesmo ver os manos Cavalera tocar os clássicos de Sepultura para completar os álbuns/bandas que mais me marcaram na minha formação musical e que mais impacto em mim tiveram. E, indiscutivelmente, os Sepultura (leia-se todo o material até ao Chaos AD, inclusive) um impacto tremendo. O set foi constituído por 3 partes, sendo que as duas primeiras foram dedicadas ao Beneath e ao Arise (teria preferido que tivessem tocado os dois álbuns na íntegra e que cortassem nas covers, mas pronto...), e a terceira foi uma espécie de encore alargado que incluiu algumas covers e também outros temas clássicos fora desses dois álbuns icónicos. Os Cavalera vieram acompanhados pelos músicos que acompanham o Max nos Soulfly, ou seja, o Marc Rizzo na guitarra e o Mike Leon no baixo. O ambiente na sala (a abarrotar), desde os primeiros acordes, estava eletrizante e a assim que se ouviram os primeiros acordes da Beneath the Remains foi, literalmente, a loucura. Foi mesmo, arrisco a dizer, um ambiente de concerto na América Latina. :mrgreen: Como referia, teria preferido que tivessem tocado os dois álbuns na íntegra (penso que teria havido tempo para a mesma duração do set, que foi de 90 minutos), mas pelo menos tocaram os temas mais emblemáticos de ambos. Do Beneath, tocaram a sequência infernal dos primeiros 4 temas do álbum (fantástico, simplesmente), e ainda a Slaves of Pain e a Primitve Future. Seguiu-se uma pequena pausa e regresso dos músicos para o Arise, tendo também tocado os 4 primeiros temas do alinhamento do álbum, seguidos de Altered State e Infected Voice. Relativamente à prestação da banda, a única coisa que tenho a apontar é o facto de, por vezes, o Max ter exagerado, aqui e ali, nos sing alongs. Material deste, quer-se direto e sem grandes rodeios. Ainda assim, um pequeníssimo pormenor. De resto, e passados cerca de 30 anos do lançamento destes álbuns, não se poderia pedir muito mais. O Iggor esteve bastante bem na bateria e relativamente ao Max, não me queixo da prestação vocal e, quanto à interação com o público, é a habitual (lá está, aqui pedia-se menos postura à Soulfly). Foi a melhor viagem no tempo possível para música verdadeiramente imortal (o som também esteve excelente). Voltando ao set, quanto às covers tocaram uma excelente cover de Motorhead (Orgasmatron) e de Black Sabbath (War Pigs), com um refrão ligeiramente diferente, berrado a plenos pulmões por toda a sala "Puta que pariu". :mrgreen: O encore propriamente dito contou com a fantástica Troops of Doom (a mais difícl de recriar, diria, com a mesma ferocidade original), a Refuse/Resist que teve uma reação ainda mais entusiasmada do público, a cover Polícias (muito bom mesmo) e final de set com um medley que juntou um pouco do melhor que os Sepultura (e os Manos Cavalera) criaram musicalmente. Final de noite (uma grande noite de metal, à antiga) e, numa nota mais pessoal, com a perceção de se ter feito justiça (pelo menos em atuações ao vivo) a um dos legados mais importantes da música extrema. :metal:
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Re: 2019.12.01 - Max & Igor Cavalera - Lisboa ao Vivo, Lisboa

Mensagempor metalimperium » quinta fev 18, 2021 5:05 pm

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