Foi uma actuação muito interessante com a sala praticamente cheia e com um som “suf. mais”. Percorreram os registos de originais - da promo ao álbum de estreia - e também apresentaram algumas novidades sendo que a entrega foi total! Hoje em dia, acho que não se deve estar com desculpas e politicamente sei-lá-o-quê em relação às bandas femininas. Ou o fazem bem ou não! As Black Widows fazem-no muito bem em disco e ainda melhor ao vivo devido ao sentimento sincero e honesto que emanam do palco.
Rute é senhora de uma voz imensa que muda de um aproximado de soprano para um gutural como quem pisca um olho. Para além de assegurar a voz – sem dúvida, a alma desta banda – Rute assegura a guitarra, solos e simpatia. Brutal a voz de Rute a substituir Gunther Theys nas suas partes gravadas em disco. Mónica discreta mas eficaz. Sara a dar-lhe nas horas e sempre com muita garra. A Ana está no bom caminho, só deixo uma ressalva para as partes mais rápidas que deverão, quanto a mim, ser um pouco mais trabalhadas no futuro. Também a bateria não estava amplificada e como tal, aquele som mais seco (tipo ensaio) também descaracteriza um pouco a música no seu todo. Da próxima vez, é favor amplificarem a bateria à Ana.
Resumindo, uma noite black mágica!
