HELLFEST 2008 - Clisson, França

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lucifer
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HELLFEST 2008 - Clisson, França

Mensagempor lucifer » domingo jul 06, 2008 6:47 pm

Normalmente faço uma review sempre que vou a um festival, mas guardo-a para mim. Este Hellfest merece uma exposição mais positiva do que aquilo que se ouve dizer. Daí ter tomado a liberdade de colocar aqui a minha visão do festival.

Para quem não tiver nada de mais interessante para fazer....


Após uma cansativa viagem, somos chegados ao recinto do festival, que imediatamente nos transmitiu uma imagem positiva, quer em relação ao controlo de entradas quer sobretudo à qualidade do terreno reservado ao campismo.

Já com o estaminé montado, foi altura de um périplo turístico pela lindíssima vila de Clisson. Estando em perfeita comunhão entre o rio e a floresta, podemos encontrar em Clisson várias pontes, castelos, igrejas e fachadas que nos transportam para um imaginário medieval de grande beleza e imponência. Situada a 30 minutos a pé do recinto, Clisson é o local ideal para retemperar forças, sentados nalgumas das várias esplanadas que se espraiam pelo centro histórico. Hiper e Mini Mercados não faltam nas proximidades, possibilitando-nos uma redução de custos relativamente aos elevados preços do recinto.
Apesar do desastroso jogo da selecção, a primeira noite de festival foi como normalmente muito animada, apesar da noticia de que não existiam chuveiros no campismo. Sim, os franceses são efectivamente uns grandas porcos. No entanto é possível manter a higiene em níveis aceitáveis, graças ao ponto de água existente no campismo.

Chegados a sexta feira, os primeiros concertos começaram, com ELUVEITIE, DEATH ANGEL e DANKO JONES a proporcionarem os primeiros acordes, num recinto muito bem organizado, onde é fácil ver em condições todos os concertos, com vários pontos de sombra e uma surpreendente preocupação estética, para além de um metal market razoável. Muita relva e espaço livre para repousar, numa agradável surpresa depois de tudo aquilo que já se ouviu falar de mal deste festival.
SEPTIC FLESH foi o nosso primeiro concerto a sério, no Discovery Stage, situado numa tenda de circo de dimensões semelhantes á anteriormente usada em Barroselas. Tenda cheia e bom ambiente, num concerto em tudo igual ao que deram recentemente em Corroios, inclusive no setlist.
Depois chegou PARADISE LOST no palco principal, interpretando temas como “One Second” ou “Erased”, num concerto onde apenas o guitarrista (em dia de aniversário) mostrou os seus pergaminhos. O sr. Nick Holmes provou a sua inexistente presença de palco, para além de uma voz a falhar cada vez mais, desafinada e a entrar fora de tempo. Prestação medíocre dos britânicos, outrora uma das grandes bandas do nosso continente.
Entretanto MAYHEM resolveram aparecer. Alguma expectativa para ver uma das bandas que mais marcou a história do metal mundial. Apresentaram um som numa onda old school, sem nada de cativante por aí além, excepto o forte carisma do Atila que, envergando um vestuário meio nazi, tem sem dúvida uma forte presença.

Pouco depois surgem duas más notícias de rajada: o cancelamento de ARKHON INFAUSTUS e a impossibilidade de entrar com álcool no recinto, ainda que dentro dos copos do festival. É que a Kronenburg bebe-se mas não bate nada….
Chegava então a hora de ver aquele que foi o primeiro grande concerto do festival – KATATONIA. Comunhão perfeita entre a banda e o público, com uma postura de palco sem compromisso e malhas como “My Twin”, “July”, “Cold Ways”, “Tonight’s Music”, “Evidence” ou a “Murder” a fazerem a história de um grande momento.Melhor que no Garage o ano passado.
Logo depois era altura dos noruegueses DIMMU BORGIR darem um concerto irrepreensível no palco principal, com a atitude que não tiveram no Coliseu e com a barriga do Shagrath mais coberta…. Terminaram com o brutal clássico “Mourning Palace”.
Com o sol ainda bem alto, isto porque, tendo apanhado os 3 maiores dias do ano, só anoitecia depois das 22h, sobem ao palco 2 os norte-americanos TESTAMENT, autores de mais um bom concerto, o melhor que vi deles, com o Chuck Billy de regresso á grande forma. Entretanto era tempo de voltar á tenda para rever os brutais KRISIUN. “Are you ready for some brutal death metal?” Claro que estávamos! Mais uma prestação demolidora do trio brasileiro, com mais umas quantas calorias queimadas no mosh, no 2º ponto alto do dia até então. Ainda assim gostei mais do de Corroios ( o álcool também era mais…).
Vinte minutos depois e era o regresso de MARDUK aos nossos pescoços. O Mortuus é de facto um grande frontman, e a presença do vocalista de Primordial para interpretar o tema “Accuser/Oposer” deu ainda mais intensidade a um concerto mais “calmo” que o habitual, sem os clássicos “Baptism by Fire” ou “Fistfucking God”. Apesar desta pequena “falha”, foi um dos melhores concertos deste primeiro dia, numa tenda pintada a luzes vermelhas e amarelas.
Pouco tempo depois era altura de ter o privilégio de ver a reunião de CARCASS, banda da qual nunca fui seguidor acérrimo, mas cujo concerto me agradou, nomeadamente no efeito que os músicos conseguem criar em palco. Segundo os fãs mais intrasigentes. faltaram muitas malhas da altura do “Reign of Putrefaction”. Eu gostei.

Aproximava-se então o momento alto da noite – ver VENOM ao vivo pela primeira vez! O palco estava brutal, com 3 filas de colunas Marshall de cada lado da bateria, criando uma parede para onde os músicos podiam subir para um patamar superior. Muito vermelho durante todo o concerto, que começou logo a abrir com a “Black Metal” para gáudio de todos! Temas como “Welcome to Hell”, “Antichrist”, “Countess Bathory”, “1000 years in Sodom” ou “Witching Hour” desfilaram ao longo de mais de 1h30, só tendo mesmo faltado a “In League With Satan”. O sr. Conrad Cronos apresentou-se em grande forma e tem de facto um carisma brutal! Agora aquele guitarrista – Rage – só visto. Desvirtua por completo o conceito Venom. É que não tem nada a ver. O som teve momentos menos bons, mas foi um bom concerto e, acima de tudo, um sonho realizado!

E assim terminava o primeiro dia…

Sábado começa com um sol ainda mais abrasador e um segundo cancelamento – NECROPHAGIST. Foi pena. O primeiro concerto foi privilégio de LEGION OF THE DAMNED, que nos presenciaram com 40 minutos de thrash/death sem piedade ou solos bonitinhos. Foi sempre a rasgar, perante uma plateia muito animada com os grandes temas dos 2 últimos álbuns, tendo terminado com o tema que dá nome á banda – “Legion of the Damned”. Foi uma tortura para todos os que ainda recuperavam das dores de pescoço do dia anterior…..Grande concerto!
Como se não bastasse vieram depois os veteranos SODOM, sem adereços de palco mas com a entrega e velocidade do costume. “ Agent Orange” e “Remember the Silence” foram os pontos altos de um concerto perpretado sob um sol abrasador, que levou a que camiões de bombeiros nos presenteassem com jactos de água durante o concerto. Foi como ver Sodom a chuva. Pena que não o tenham feito em mais concertos.
Depois veio SATYRICON! A par de Venom era a banda que mais queríamos ver neste fim-de-semana. O facto de tocarem ás 15h em nada afectou o seu desempenho, tendo sido possível ver um Satyr muito comunicativo, com novo look, e uma prestação de palco irrepreensível e cativante. Trouxeram uma teclista – sempre com um headbanging frenético – e optaram por tocar os seus hits da moda, como “ now diabolical”, “KING”, ou “fuel for hatred”. Apresentaram uma malha nova e acabaram com a habitual “mother north”. O setlist podia ter sido melhor é verdade, mas o facto é que áquela hora, debaixo daquele sol, o Dark Medieval Times ou o Nemesis Divina talvez não fossem de facto a melhor escolha. Mais um grande concerto!

O concerto seguinte foi ANATHEMA, ainda no palco 2, onde se aproveitou para descansar, apesar da opinião ser positiva relativamente ao conjunto britânico, que ainda tocou a” pulled at 2000 metres a second”. Bem melhor que os compatriotas Paradise Lost por exemplo. Como se aproximava HAEMORRHAGE dirigimo-nos á tenda para mais um grandioso concerto. Estes espanhóis são para mim a melhor banda grind da actualidade. O vocalista é inigualável, e as malhas são sempre a rasgar. Grande e alegre mosh, numa tenda a abarrotar pelas costuras. Um dos melhores concertos de todo o festival! Talvez melhor ainda que em Barroselas.
Entretanto aproximava-se o concerto de CANDLEMASS. Ora os suecos foram a segunda e última desilusão deste Hellfest. Este novo vocalista não tem grande voz mas, pior ainda, foi a prestação em palco da banda, que mais parecia estar a fazer um granda frete. Tocaram uma faixa do Epicus Doomicus Metalicus e 2 das melhores faixas do último álbum. Entretanto a seca ia aumentando e o início de ANAAL NATHRAKH aproximava-se, fazendo-nos deslocar novamente até á tenda.. Pois bem, foi um concerto memorável dos ingleses! Em álbum classifico-os como algo de industrial black/grind, mas ao vivo a vertente grind suplanta as outras duas, o que foi algo estranho durante a primeira malha. No entanto, a prestação de palco foi assombrosa,”nomeadamente do V.I.T.RI.O.L., senhor de um vozeirão, quer grunhido quer limpo. Fez questão de lembrar o quão rara é uma sua aparição ao vivo, durante uma actuação visivelmente emocionada pela apoteótica recepção que lhe proporcioná-mos. Tocaram a “submission is for weak” e a “do not speak”, para mim as suas 2 melhores malhas! A vontade em tocar era tanta, que tiveram que lhe cortar o som senão nunca mais saíam do palco. Excelente!.
Ainda na tenda, surgiram depois os polémicos SHINNING. Com um Kvarforth menos expansivo, e uma selecção de temas menos feliz, deram um concerto menos intenso que em Corroios, mas ainda assim de grande qualidade.
Logo depois, ainda e sempre no Discovery Stage, sobem ao palco os mui aclamados WATAIN. Foi mais um excelente concerto dos suecos, verdadeiramente incapazes de fazerem fretes ao vivo. Não houve correntes nem cruzes invertidas em palco, mas o espectáculo de fogo não faltou. O set-list foi mais ou menos o mesmo daquilo que têm apresentado em Portugal.
Depois ainda deu para ver um bom concerto de HELLOWEEN, apostados num setlist mais pesadote, baseado nos “ Keepers”, e com a habitual brutal decoração de palco, com 2 abóboras gigantes, uma de cada lado do palco, de onde saíam luzes laranjas côr de fogo, criando um efeito excelente!

Entretanto aproximava-se um dos concertos por nós mais esperados – MINISTRY! Com o palco decorado á moda antiga, com uma parede de redes metálicas a separar a banda do público, e a já habitual tela de fundo com imagens projectadas, nomeadamente usando e abusando de frases míticas do sr. George W. Bush e cenários de guerra e podridão, a banda de Al Jourgensen deu mais um concerto fenomenal! Espectacular atitude de todos os músicos, grande receptividade do público, e um setlist com a “let’s go”, o “rio grande blood”, “señor peligro”, “lieslieslies” “ a incontornável “ new world order” e mais umas quantas, proporcionando-se ali um dos momentos mais altos do Hellfest deste ano! O Paul Ryan faz falta é verdade, mas é uma pena que se confirme o final da banda, pois continua a ser uma das melhores bandas que já vi ao vivo! O arsenal de luzes foi como habitualmente poderosíssimo num espectáculo verdadeiramente arrebatador! Apesar de terem tocado menos malhas antigas foi ainda melhor que no Metalway de 2006.
Para finalizar um dia de cansaço físico tremendo, os magnânimes BELPHEGOR tiveram a incumbência de fechar a noite. Felizmente o cansaço de muitos deixou várias abertas numa tenda que em condições normais estaria a abarrotar, a exemplo do Wacken do ano passado. Foi o melhor concerto dos 3 que já vi dos austríacos, com um setlist sem piedade, onde a “Lúcifer Incestus”, “Goatreich-Fleshcult”, “Sepulture of Hipocrisy”,”Bleeding Salavation”,”Hells Ambassador” ou a nova “Stigma Diabolicum” fizeram a delícia de todos os presentes. São indubitavelmente uma das grandes bandas da actualidade, com uma monstruosa presença de palco, sem tempo para grandes conversas, e com um público cada vez mais devoto. Uma hora de violentíssimas descargas de ódio sádico, fez a história de mais um dos grandes momentos deste fim de semana! Aguarda-se mais um grande concerto no Caos.

No final, um dia de extraordinários concertos, com MINISTRY, BELPHEGOR E ANAAL NATHRAKH á cabeça, e dores infernais por todo o nosso corpo....

Domingo, último dia de concertos, sem que o sol mostrasse sinais de fraqueza, e uma perspectiva de descanso durante o início da tarde. Antes disso uma primeira deslocação ao recinto para aquilo que foi para nós uma óptima surpresa por parte dos norte-americanos MUNICIPAL WASTE. O som não é nada de original ou especial, mas a postura da banda foi excelente, sempre com piadas sarcásticas, e grande incentivo ao mosh, dando azo inclusive a uma wall of death muito bem executada. Foi talvez o maior e mais animado moshpit do festival.

Então sim uma merecida deslocação ao centro de Clisson para um rejuvenescedor descanso pelas esplanadas da vila. É curioso que, se por um lado os supermercados apresentam preços tão ou mais económicos que em Portugal, por outro, na restauração e bares, os preços disparam para níveis elevadíssimos. Ainda assim deu para retemperar forças antes do verdadeiro início das hostilidades no recinto.

Primeiro com PRIMORDIAL, na tenda, concerto que infelizmente não apanhámos desde o início, mas que ainda assim em nada nos decepcionou, com uma contagiante presença do vocalista e os restantes músicos muito bem oleados. Isto apesar de só termos apanhado praticamente malhas do último álbum. Muito bom concerto, com uma (novamente) contagiante interacção banda-público.
Entretanto já o recinto se compunha para aquela que foi a maior enchente do festival, certamente a roçar as 40 000 pessoas, número mais que suficiente para criar grandes ambientes e ainda assim deixar espaço livre para circular, descansar á sombra ou refrescarmo-nos num dos vários lavatórios com água da rede pública (própria para consumo) espalhados pelo recinto. E assim somos chegados a OBITUARY, que deram mais um bom concerto neste fim-de-semana, com uma boa presença de palco e um som de bom nível. Reconheci algumas músicas, mas é banda que nunca acompanhei muito de perto. Dizem os fãs que foi grande concerto. Terminaram com a “slowly we rot”.
Uma hora depois sobem ao palco 2 os britânicos MY DYING BRIDE. Para os fãs de doom foi sem dúvida um cartaz irrepetível, com as 3 bandas inglesas que originaram o movimento, mais Katatonia e Candlemass. Ora, o concerto da noiva moribunda foi bom, perante uma grande plateia que em muito abrilhantou a festa. O Aaron com a sua habitual peculiar presença, e o resto da banda muito certinha, mostraram uma banda em boa forma, apesar de ser nítido que este não é, e dificilmente poderá vir a ser, o melhor line-up da sua história.. O setlist também não foi o ideal, com a “The songless bird” e a “The cry of mankind” a serem os momentos mais altos de um concerto ainda assim emotivo e intenso, ideal para um final de tarde bem passado. Terminaram sem a “ forever people”, como tal deixando-nos 5m sem música. Horas mais tarde, tendo tido a oportunidade de trocar uns dedos de conversa com o guitarrista Hamish Glencross, disse-me que nem se aperceberam que tinham tocado 5m a menos, já que o concerto lhes tinha corrido tão bem que nem se preocuparam em olhar para o relógio…

Com o cancelamento de Necrophagist, sobrou 1h antes do nosso último concerto no Discovery Stage – os norte americanos DYING FETUS. Trata-se de uma banda que já não ouvia em casa há muito tempo, mas cujos cd’s vão voltar a rolar certamente depois deste extraordinário concerto! Brutal, avassalador, extremamente bem executado! Três homens, 2 vozes, uma presença em palco excelente e malhas abusadissímas animaram a tenda durante 40m de som brutal ininterrupto. A satisfação era tal que practicamente ninguém saiu mais cedo para ver o início de AT THE GATES. Grande concerto mesmo!
Quanto aos suecos, percursores de um movimento do qual nunca fui seguidor, acabaram por me surpreender pela positiva, nomeadamente o vocalista, com uma alta rotação de palco, criando-se ali mais um bom concerto.
Ainda com a luz do sol bem nítida, eis que os veteraníssimos MOTORHEAD sobem ao palco principal. Perante a maior plateia de todo o festival, Lemmy e companhia deram um excelente concerto, com uma vitalidade assinalável, e uma eficaz selecção de temas, onde a “ace of spades” foi como é óbvio o momento mais alto. Deu para esquecer o cansaço, e apreciar mais de 1hora de um excelente espectáculo, terminado com os três elementos da banda numa emocionada e prolongada despedida do público na extremidade frontal do palco. Muito bom!

Caminhando a uma velocidade vertiginosa para o fim do festival, era altura dos mestres do death americano MORBID ANGEL subirem ao palco 2 para mais um extraordinário concerto, perante uma enorme plateia. Foi a primeira vez que os vi ao vivo, e a primeira impressão que retive foi a de que são realmente grandes executantes e com grande bagagem de palco. De resto, grande espectáculo de luzes, com as músicas a soarem ainda pesadas do que em álbum, e vários temas do “Altars of Madness” a fazerem as delicias de todos os que estoicamente se iam mantendo de pé....
Para finalizar a noite, faltavam os incontornáveis SLAYER. Por variados motivos em épocas passadas, esta acabou por ser a primeira vez que vi a banda de Tom Araya e companhia ao vivo. As expectativas não eram muito elevadas, pois já tinha ouvido rumores de alguns fracos concertos que os thrashers norte - americanos têm dado no passado recente. Perante uma assistência ainda cheia de vitalidade, que lotou completamente o espaço adjacente ao palco principal, cedo nos apercebemos de que estávamos perante mais um grande concerto neste festival. Com um Tom Araya particularmente inspirado, sempre em constante e enérgico headbanging, o Kerry King do costume e um som poderosíssimo, os minutos foram passando sem que ninguém arredasse pé da frente do palco. O sistema de luzes em tonalidades maioritariamente escuras conferiu uma imagem ainda mais negra a este concerto, que teve um dos pontos altos, quando, ao final da 3ª malha , o Tom Araya perguntou se estávamos ali pela música, ao que todos responderam afirmamente. “ So do we”, retorquiu o líder da banda, e a partir daí acabaram-se as conversas. Só thrash pá cabeça. Dois encores num espectáculo de 1h30, que terminou com a seguinte sequência – “raining blood”, “mandatory suicide” e “angel of death”, esta última tocada com os três músicos encostados sobre o lado esquerdo do palco, precisamente á nossa frente, deixando uma imagem para mais tarde recordar. Brutal!

E pronto, fim dos concertos e regresso ao campismo com o ego saciado pela quantidade de grandes bandas que tivemos o prazer de ver e/ou rever. Fim dos concertos….pensávamos nós, isto porque o Metal Corner continuava a bombar. Ora, o metal Corner é uma tenda situada á entrada do campismo, com bebida, comida, muitas mesas e assentos e...um palco, com direito a luzes e técnico de som residente onde iam actuando bandas de menor dimensão (provavelmente bandas de garagem ou similares). Neste fim de festa encontrámos uma banda suigeneris: uma banda de jazz a interpretar grandes clássicos da história do metal. Trompetes, trombone, saxofones, clarinetes e bateria a tocarem, Maiden, Priest, Megadeth, Metallica, SOAD, e até Nirvana, com toda a gente a entoar as letras de cor. Foi chegando pessoal e a festa foi-se prolongando até uma altura em que quase já não cabia mais ninguém na tenda! Ambiente espectacular a finalizar um fim de semana de altíssimo nível, e a comprovar mais uma vez a agradável surpresa que o público francês nos proporcionou, quer em termos de feeling, quer de adesão aos concertos, quer de boa onda durante todo o festival.

E assim terminou aquele foi para nós o melhor festival internacional a que já presenciámos, aproveitando no regresso á estação de Clisson uma das muitas carrinhas-taxi que a organização nos proporcionou, que , por 2€ / pessoa nos transportavam do campismo ao centro de Clisson e vice-versa.

Em suma, um festival que em muito superou as nossas expectativas, quer em termos de condições, quer de ambiente criado, quer sobretudo de qualidade e quantidade de concertos. O Wacken é a Meca, é uma cena á parte de tudo aquilo que podemos imaginar, e tem uma dimensão tremenda. Mas, e caíndo já no cliché da comparação, curti mais no Hellfest. Primeiro porque dá para ver todos os concertos em óptimas condições, segundo porque o recinto tem muito mais para nos oferecer do que o festival alemão e terceiro porque o cartaz deste ano era, a nível pessoal, praticamente imbatível, sem a quantidade imensa de horas que os alemães dedicam ao power metal. Para além disso Clisson é uma cidade muito melhor apetrechada do que a aldeia alemã ( só falta mesmo a piscina.....).

Terei todo o gosto em voltar assim que o cartaz volte a ter este nível!

Agora venha o Caos!
.

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nazgul
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Re: HELLFEST 2008 - Clisson, França

Mensagempor nazgul » domingo jul 06, 2008 11:38 pm

Excelente crítica! O entusismo sentido ao ler o texto supera qualquer aborrecimento que a sua extensão possa implicar.
Dá vontade mesmo de ir ao Hell Fest.
Haja dinheiro pó ano e estou lá batido!

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Re: HELLFEST 2008 - Clisson, França

Mensagempor otnemeM » segunda jul 07, 2008 12:15 am

lucifer Escreveu:Neste fim de festa encontrámos uma banda suigeneris: uma banda de jazz a interpretar grandes clássicos da história do metal. Trompetes, trombone, saxofones, clarinetes e bateria a tocarem, Maiden, Priest, Megadeth, Metallica, SOAD, e até Nirvana, com toda a gente a entoar as letras de cor. Foi chegando pessoal e a festa foi-se prolongando até uma altura em que quase já não cabia mais ninguém na tenda! Ambiente espectacular a finalizar um fim de semana de altíssimo nível, e a comprovar mais uma vez a agradável surpresa que o público francês nos proporcionou, quer em termos de feeling, quer de adesão aos concertos, quer de boa onda durante todo o festival.

São os franceses Pastors of Muppets.

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Re: HELLFEST 2008 - Clisson, França

Mensagempor Caxias » segunda jul 07, 2008 12:21 am

realmente este ano o cartaz estava quase perfeito (para mim). tive pena de não ir devido aos exames da faculdade..mas pronto, tavez para o ano dê...

... faço minhas as palavras do nazgul

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Re: HELLFEST 2008 - Clisson, França

Mensagempor Pathologist » segunda jul 07, 2008 12:38 am

lucifer, sempre foste! Só rectifico uma coisa: Remember The Fallen e não Remember The Silence, a música de Sodom. Quanto ao resto, não aguentaria tanto tempo em França... Já quando se vai para o Wacken estarmos tanto tempo em contacto com aquele povo tão... MERDOSO. Ui! Este ano não te vejo por Wacken, vais ter falta na caderneta! :lol:
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Re: HELLFEST 2008 - Clisson, França

Mensagempor horrorscream » segunda jul 07, 2008 10:51 am

Ya, foi brutal mesmo!!! Ano que vem estou lá novamente se possível, mas tentarei ir de avião, a viagem acaba com a pessoa. Muito bom sua crítica, é mais ou menos o que eu senti tb!!!

:beer:

www,myspace.com/guilhermebusato (Tenho algumas fotos no meu myspace) quem quiser me add q poderá ver

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Re: HELLFEST 2008 - Clisson, França

Mensagempor lucifer » segunda jul 07, 2008 11:50 am

nazgul Escreveu:Excelente crítica! O entusismo sentido ao ler o texto supera qualquer aborrecimento que a sua extensão possa implicar.
Dá vontade mesmo de ir ao Hell Fest.
Haja dinheiro pó ano e estou lá batido!


O Lidl dimunui em muito as despesas..... :P

Pathologist Escreveu:lucifer, sempre foste! Só rectifico uma coisa: Remember The Fallen e não Remember The Silence, a música de Sodom. Quanto ao resto, não aguentaria tanto tempo em França... Já quando se vai para o Wacken estarmos tanto tempo em contacto com aquele povo tão... MERDOSO. Ui! Este ano não te vejo por Wacken, vais ter falta na caderneta! :lol:


Os gajos não são assim tão merdosos. Também pensava isso antes de lá chegar.
P'ró ano marca aí o Metalcamp na tua caderneta pa curtirmos uma praia....:wink:

horrorscream Escreveu:Ya, foi brutal mesmo!!! Ano que vem estou lá novamente se possível, mas tentarei ir de avião, a viagem acaba com a pessoa. Muito bom sua crítica, é mais ou menos o que eu senti tb!!!


Sim, de autocarro nunca mais. Foi mais cansativo ir até frança do que toda a viagem até ao Wacken. E aquelas carreiras da Eurolines...bah....que merda, ainda por cima cheias de reformados avecs a cheirarem mal como tudo.... :cry:
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Re: HELLFEST 2008 - Clisson, França

Mensagempor Pathologist » segunda jul 07, 2008 4:43 pm

Na, po ano é Obscene Extreme Fest! Se der para ir a outro, é Wacken...
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Re: HELLFEST 2008 - Clisson, França

Mensagempor OrDoS » segunda jul 07, 2008 6:02 pm

Então e Meshuggah!??!?! Não tocaram?! :shock:
From word to a word I was led to a word...
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Re: HELLFEST 2008 - Clisson, França

Mensagempor Pathologist » segunda jul 07, 2008 6:34 pm

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Re: HELLFEST 2008 - Clisson, França

Mensagempor OrDoS » segunda jul 07, 2008 6:54 pm

Pathologist Escreveu:Tocaram sim.


Boas fotos! Mas eu gostava era de saber como foi o concerto ;)
From word to a word I was led to a word...
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Re: HELLFEST 2008 - Clisson, França

Mensagempor nazgul » terça jul 08, 2008 12:53 am

lucifer Escreveu:
nazgul Escreveu:Excelente crítica! O entusismo sentido ao ler o texto supera qualquer aborrecimento que a sua extensão possa implicar.
Dá vontade mesmo de ir ao Hell Fest.
Haja dinheiro pó ano e estou lá batido!


O Lidl dimunui em muito as despesas..... :P

Mas há outras possiblidades para além dessa excelente ideia?!?!? 8)
Epá, mas para reduzir MESMO as despesas só indo á boleia e tanto pode dar para chegar uma semana antes de ter começado, como um mês depois do concerto ter acabado...
:mrgreen:

m666
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Re: HELLFEST 2008 - Clisson, França

Mensagempor m666 » quarta jul 09, 2008 11:41 pm

Impulsionado pela excelente reportagem feita pelo lucifer, resolvi meter mãos à obra e fazer também um pequeno diário dos excelentes dias passados por terras gaulesas. Devo dizer que, em termos de cartaz, este festival para mim era praticamente imbatível e apenas algumas críticas em relação à logística do ano passado me deixavam apreensivo, mas tirando o facto de não haver chuveiros tudo estava perfeito.

Clisson é uma vila bastante simpática e já foi aqui bem documentada pelo lucifer. O facto de haver cadeias de Hipermercados e Fast Food perto do recinto ajudou a conter um pouco os custos, visto que 2€ por uma cerveja de 25 cl que nem sequer batia é muito para a bolsa do comum portuga.


1º Dia

DEATH ANGEL - Concerto engraçadito mas não mais que isso.. tocaram alguns clássicos do Ultra-Violence e umas do novo album. O som estava bom e serviu o propósito de aquecer (ainda mais) as hostes.

SEPTICFLESH - Muito bom concerto!! Set list semelhante a Corroios ainda que me pareceu que o som aqui estava melhor. Tenda ao rubro com os gregos.

PARADISE LOST - Como o lucifer disse foi uma grande desilusão. Adoro os 3 primeiros albuns mas nem malhas como Pity The Sadness ou As I Die me conseguiram cativar. Completamente amorfos! Nem cheguei a ver o concerto até ao fim..

MAYHEM - 2ª vez que os via e continuo-o a gostar mais deles em album.. o som tava algo confuso e tocaram prái uma música de cada album da sua discografia. Viu-se que ainda possuem uma vasta legião de fãs mas para mim foi um concerto apenas razoável.

KATATONIA - Vi assim mesmo por alto e nem tenho opinião formada..

TESTAMENT - Ui ui... Entraram logo a matar com clássicos atrás de clássicos! Tocaram algumas 5 ou 6 malhas do Legacy e do New Order seguidas! Estão em grande forma estes senhores, com o Bostaph perfeitamente integrado no espírito da banda. Por acaso quando começaram a tocar as cenas do último album (que adoro) foi quando me desloquei para a tenda para ver os Krisiun.

KRISIUN - Era a 5ª vez que os ia ver e, mais uma vez não desiludiram!!! Tocaram umas duas malhas do novo album que na altura ainda não conhecia, mas como o lucifer disse gostei mais do concerto de Corroios no ano passado.

MARDUK - 1ª Vez que os via e também não me desiludiram. Podiam ter tocado mais cenas do Panzer ou do Those mas compreende-se que queiram tocar malhas novas também. Fiquei bastante impressionado com a postura e voz do Mortuus.

CARCASS - Umas das muitas razões que me fizeram ir a este festival. Foi um bom concerto e terem arrancado logo com a Inpropagation foi lindo. Já esperava que iriam basear a sua actuação no Necroticism e no Heartwork e assim foi.. Não esperava era tocarem a Reek of Putrefaction e a Keep on Rotting in a Free World (Que são de albuns que o Ammot nem tocou). Acho que tocaram também a Genital Grinder mas não posso precisar muito.. Um dos pontos altos foi a subida ao palco do Ken com uma t-shirt dos Confessor!!! Lindo!

VENOM - A gigante parede de amps da Marshall que tinham em palco anunciava que vinha aí um concerto demolidor, mas foi puro engano!!! O som, na minha opinião, estava bastante fraquito em termos de volume e aliado ao cansaço de um dia quente e longo fez com que a minha estreia em concertos dos Venom fosse assim um pouco sem sal.. Tocaram muitos clássicos como Welcome to Hell(Fest) e Countess..

Este primeiro dia foi excelente porque pude ver bandas que, provavelmente, nunca mais irei ver e porque o ambiente geral no recinto era excelente. Os únicos pontos negativos foram a proibição de entrada de alcool no recinto (chulos..) e não ter conseguido ver os BARONESS na tenda.



2º dia

SODOM - Ver estes senhores às 14h é um pouco estranho, mas tanto em Corroios como agora fiquei com a sensação que os melhores anos já lá vão para esta banda. Deram um monumental prego na Remember the Fallen onde tiveram mesmo de interromper a música a meio!!! Foi um concerto apenas razoável.

DISFEAR - Única banda assim mais para o D-beat/crust/rock do cartaz e deram um excelente concerto!!! Basearam o concerto mais no último album mas quando tocavam malhas do Misanthropic a tenda quase que vinha abaixo!!! O Tomas é um grande Frontman sempre a puxar pela malta e ver ali o Uffe também é inspirador!!

SATYRICON - Mais um grande concerto!! Como o que gosto mais deles são os 2 últimos albuns, a set list foi perfeita para mim mas acredito que para os die-hard-fans tenha sido uma beca seca.. Ficou demonstrado que o Frost é mesmo um excelente baterista. Grande feeling!

ICED EARTH - 1ª vez que os vi. Ao início fiquei confuso pois pensava que era o Tim Owens que estava a cantar mas uma observação mais atenta fez-me ver que era o Matt com o cabelo rapado. Tiveram uma apresentação irrepreensível mas o sol tórrido que se fazia sentir não os ajudou muito.. A solidez ritmica do Schaffer é uma coisa impressionante!!

TODAY IS THE DAY - Fui vê-los porque pensava que o Derek Roddy estava a tocar lá mas era outro baterista.. de qualquer das maneiras achei aquilo muito emo para mim e só vi um par de músicas.

HAEMORRHAGE - Mais uma estreia e mais um grande concerto! Aquela tenda tava ao rubro e eles bem merecem os créditos. O som tava muito bom, particularmente o da bateria, apesar de achar o baterista fraquito.. As malhas do Morgue foram as que mais puxaram por mim!

ANAAL NATHRAKH - Fodasse que concerto! Foi sempre a dar brita! Como o lucifer disse, ao vivo aquilo é quase grind e até tem uns apontamentos crust lá no meio. Foi uma oportunidade única de vê-los ao vivo.

HELLOWEEN - Quando entram e tocam a Halloween na integra, agarram logo o público na mão e não o perdem mais!!! Também porque a banda é muito boa (à excepção do vocal que achei fracote..) e porque basearam grande parte da sua actuação nos Keepers. Nota-se que possuem uma grande rodagem de palco nos muitos anos que levam disto.. Ponto alto da noite foi termos Helloween + Kai Hansen + 2 Gamma Ray tudo junto a malhar nos clássicos. Inesquecível!

MINISTRY - Mais uma banda que não deve ser possivel ver mais na vida! E que pena que eles vão acabar!! Foi só assim o concerto do festival, até aquele ponto.. Foi simplesmente demolidor! Vi o concerto perto do mosh e akilo estava uma selvajaria difícil de explicar! O concerto do T99 parecia uma brincadeira ao pé daquilo..

CAVALERA CONSPIRACY - Foi engraçadito mas não mais que isso.. O som estava muito bom (assim como a grande maioria das bandas presentes no fest..) e tocaram muito da trilogia CC + Sep + Nailbomb. O Igor continua um grande baterista e o Rizzo surpreendeu-me e muito. Não admira que o Max não o largue.. O momento alto do concerto foi o Troops of Doom tocada pelo Igor Jr! O filho do Igor aí com uns 10 anos rockou na bateria numa música que até é das mais rápidas que tocaram! O miudo quase nem chegava aos pratos..

O segundo dia chegava ao fim após um sol tórrido que se prolonga até às 22h, mas foi um dia em grande! MInistry foi mesmo a banda do dia! Foi pena não ter conseguido ver os Airbourne.. fica para a próxima!



3º dia

Pelo cartaz este era claramente o melhor dia do fest para mim! Iria ser uma autentica maratona de grandes bandas!

MUNICIPAL WASTE - Ao longo do fest era impressionante o número de pessoal com t-shirts de MU vestidas e comprovou-se a assistência que tiveram num concerto que começou às 12:40h! E sim, deram um grande concerto cheio de acção na plateia, com thrashers à là 80's a fazerem o maior circle pit que houve nakele fest! Mas tudo na boa onda sem violência desnecessária. Tocaram uma versão dos Excel penso..

ROSE TATOO - Um grande concerto deste cinquentões!!! Grande Hard rock que nem sequer conhecia por aí além mas que me fizeram abanar a cabeça com o seu balanço! Ah.. e fiquei a saber que a Nice Boys é deles e não de Guns n' Roses!!!!! Sempre a aprender!!!

ORIGIN - UUUUUUUUUUUiiiiii!!!!!!!!!!! Fodasse! Indiscritível! Que brutalidade que se ouviu naquela tenda! Está no Top3 de concertos do fest. Death/Grind/Brutal como só os americanos sabem fazer! O som tava excelente, o que não é fácil neste tipo de som ultra-técnico! A banda é toda muito boa mas o Longstreth a bater é uma coisa por demais!! Técnicamente tá ao nível do mestre Sandoval.

PRIMORDIAL - Vi assim muito ao de leve e nem conheço a banda por ai além mas achei engraçado o vocal pedir ao técnico de som, no meio de uma música, para desligar a música que se fazia ouvir.. só não se apercebeu que a música era do palco principal!!!lol

OBITUARY - Das minhas bandas favoritas de todos os tempos e 2ª vez que os via. Apresentaram um novo baixista apesar de me ter parecido ter visto o Frank de lado no palco. Foi um bom concerto mas acho que abusaram nas malhas novas!! Viu-se claramente que quando tocavam cenas do Cause of Death o público reagia logo de maneira mais entusiasta. E não percebo porque nunca tocam nada do End Complete, que para mim é o melhor deles e um Top5 de Death Metal de sempre! Outra coisa que me desagradou foi a postura do Ralph Santola, acho que não é a mais apropriada para uma banda como os Obituary. Uma coisa é tocar muito, outra é ter a mania do Rockstar e querer estar sempre a solar! Enfim..

ROTTEN SOUND - Outro dos grandes concertos do fest! Grind a debitar a toda a velocidade com uns apontamentos mais rockeiros/d-beat a funcionarem em pleno! Claro que as malhas do Murderworks foram o ponto alto do concerto, e até acho que só tocaram duas.. Muito Bom!!

MY DYING BRIDE - Foi melhor do que estava à espera! Com baixista e teclista/violinista novas e perfeitamente integradas (apesar de me ter dado a sensação de umas notas ao lados nas teclas) tocaram malhas do Angel que já não esperava ouvir por terem violino. Foi engraçado.

NECROPHAGIST - Concerto cancelado! Grande merda..

NOFX - Ohpá foi só rir! Apesar de só conhecer o So Long and Thanks for all the Shoes foi uma lufada de ar fresco no peso/brutalidade do fest. Tecnicamente são muito bons mas o melhor foram as tiradas tipo "somos a única banda do fest em que o baterista só tem um pedal de bombo" ou "isto não é o hellfest mas sim o smellfest" ou "o meu jardineiro é françês" ou "a próxima musica vai ser o vosso próximo hino nacional!" .lol

AT THE GATES - Mais uma oportunidade única de ver uma banda que não vai durar muito mais que esta digressão. Algo prejudicados pelo som, fizeram-se valer pela experiencia e pelas malhas que tocaram, quase o Slaughter na integra! ahahah

MOTORHEAD - Vi umas 5 ou 6 malhas mas tava a achar aquilo mediano demais.. Preferi ir ver o Sound Check de Morbid Angel, onde pude ver o Sandoval uns bons 40 minutos ali na boa a tocar/afinar a bateria até tudo estar perfeito. Apesar de não ser baterista, ve-lo é sempre uma inspiração para mim pois transmite uma emoção dificil de descrever. De salientar que o Nick Barker tava como roadie ao mestre!! lol

MORBID ANGEL - A banda do Fest e a melhor banda ao vivo de sempre. Ponto Final. 4ª vez que os via e, curiosamente, sempre com formações diferentes mas com o poder habitual. Agora com Destructor na 2ª guitarra, os pilares da banda serão sempre o Trey e o Sandoval que dão toda uma aura mistica à música que tocam. Não acho que o David actual tenha trazido algo de novo à banda e até gosto mais do Growl do Steve Tucker que do registo vocal do David no Domination, por exemplo.. Entraram logo com o Rapture e seguiram-se os clássicos do Altars e do Covenat. Tal como no End Complete de Obituary nao compreendo como os Morbid Angel nao toquem nada do Blessed Are the Sick, um album fabuloso com grandes malhas tipo Brainstorm, Fall From Grace, Day oF Suffering, Abominations.. Tocaram uma malha nova, Nevermore, e ainda o Bill Ur Sag do FFTTF.

SLAYER - Depois da razia de MA achei o concerto de Slayer fraquito, o pior dos 4 que vi deles. Estava muito longe do palco é verdade mas o som pareceu-me sempre com pouca potência. E a entrada com a Disciple tb nao puxou muito por mim.. Gostei particularmente da Ghosts of War, uma musica que nao costumam tocar ao vivo e que é do album que mais gosto deles. Achei tambem o Jeff em muito fora de forma, os solos dele parecem exercícios e sempre iguais uns aos outros e sempre diferentes dos albuns..



Resumindo foi um festival inesquecivel, dificilmente igualavel em termos de cartaz e onde só faltaram os Priest e Entombed!!!!
Depois foi fazer as malas e por-me à estrada para 17h seguidas de condução até casa!
A ver se pró ano há mais!

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OrDoS
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Re: HELLFEST 2008 - Clisson, França

Mensagempor OrDoS » quinta jul 10, 2008 10:13 am

Fdx, mas ninguém viu Meshuggah que possa descrever o concerto!?
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lucifer
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Re: HELLFEST 2008 - Clisson, França

Mensagempor lucifer » quinta jul 10, 2008 10:37 am

OrDoS Escreveu:Fdx, mas ninguém viu Meshuggah que possa descrever o concerto!?


Man eu passei á frente do palco principal quando ouvi uma grande barulheira. Virei-me para olhar e reparei que eram eles a tocar. Não vou opinar pois não é a minha onda e vi prái uma música. Acho que houve pessoal de coimbra que viu.
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