A boa disposição foi a tónica dominante da actuação dos Stick Men (com destaque para o Pat, que sorria a rodos e metia-se com o pessoal das primeiras filas), actuação essa que ainda nos premiou com uma bela "Elephant Talk", para delírio de alguns. Escusado será dizer que saíram do recinto sob uma chuva de aplausos e algumas vénias.
P.S.: Ao contrário do que acontece com a esmagadora maioria das bandas que toca na Incrível (incluindo PT), o Tony Levin disse um "Olá Almada" e não um "Olá Lisboa".
Porcupine Tree: Segunda vez na Incrível Almadense, num espaço de apenas um ano. Sendo uma das minhas bandas favoritas, parece-me quase surreal ter o grupo do Steven Wilson aqui à porta.
Ao contrário do que esperava, adorei ver o The Incident ser tocado na íntegra. Foi completamente "flawless", extremamente profissional (como tudo em PT), mantiveram uma boa dinâmica e até temas que não acho grande piada ouvir em casa (Drawing the Line, Kneel and Disconnect), transformaram-se e conquistaram-me. Os 55 minutos da faixa passaram a correr, pareceram uns 10.
E 10 foi o tempo cronometrado depois da conclusão da 1ª parte do concerto. Ao fim desses minutos, lá estava a banda de regresso, pontualíssima e pronta a dar início à parte mais esperada da noite, a parte das faixas que tornaram Porcupine Tree no gigante musical que é hoje.
O destaque vai para a Russia on Ice/Anesthetize, Way Out of Here, Normal (onde o Steven Wilson se engasgou por culpa do fumo do tabaco, creio) e Strip the Soul/.3... Simplesmente surreais... Gavin Harrison é um mostro da bateria e aqueles riffs da Anesthetize foram qualquer coisa de especial. A plateia à frente foi ao rubro e pareceu-me ter havido até uma espécie de mosh durante as partes mais pesadas das faixas do FoaBP.
Depois da descarga, veio uma despedida mais branda no encore. As bem conhecidas Sound of Muzak e Trains serviram de saudação final ao público português, ao qual a banda inglesa ficou novamente rendida, atendo às suas caras de felicidade e agradecimentos. Wilson prometeu um regresso para muito breve... Se for de novo aqui à terrinha, não me importo.
Mais uma vez destaco o profissionalismo da banda. Os instrumentos são cuidados ao máximo (aquelas PRS.....), os roadies estão sempre atentos a tudo o que passa e um deles até andou a aspirar o chão para que o Steven Wilson não se aleijasse, ele que tem por hábito tocar descalço. Isto para além do videoscreen, onde as imagens acompanharam muito bem toda a actuação (principalmente na Yellow Windows of the Evening Train). Ah... E também gostei de ver o roadie mal-disposto a sacar o setlist da mão do puto que subiu ao palco para o tirar.
Em suma, mais um concerto genial de uma banda sublime.

Setlist: http://www.setlist.fm/setlist/porcupine ... 72e8a.html