2010.06.18 a 20 - HELLFEST - Clisson, França
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JVELHAGUARDA
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2010.06.18 a 20 - HELLFEST - Clisson, França
Ainda a recuperar da viagem, 3 dias de grandes concertos, bom ambiente e excelente organização.
Asphyx, Dillinger Escape Plan, Devin Townsend, Bloodbath, Loudblast, Infectious Grooves, Godflesh, Ihsahn, My Dying Bride, etc.... alguns dos vários momentos dignos de registo.
Sempre preferi ver os concertos em Portugal mas, cada vez mais as escolhas dos promotores são incoerentes, repetidas e de resultados desanimadores em alguns casos, dai o motivo de nova viagem a França. Em comparação com o ano de 2008 as condições melhoraram de forma consolidada e digna de destaque. Dois palcos principais, com outra estrutura, que possibilita outro tipo de espectáculo e 2 tendas, a rockhard e a terrorizer. Mais uma vez não fiquei acampado, não falo das condições de acampamento, aparentemente melhoraram, já quem em 2008 não havia chuveiros por exemplo.
Inúmeras bandas depois, o saldo é claramente positivo, muitos concertos de qualidade, num festival que cada vez mais parece consolidar a sua posição, de forma sustentada.
Dia 1
Na entrada para o recinto, grande cartaz a anunciar a reunião de Coroner e concerto no hellfest no ano seguinte, aguçar o apetite logo antes de começar o festival.
Swallon the Sun - de dia e com o calor a apertar não é fácil ainda assim, bom concerto.
Evile - não conhecia, do que vi, pouco ficou na memória.
Crowbar - interessante a rever de futuro.
Sigh - muita energia, muita mistura e dois vocalistas cheios de energia, destaque para a cover, black metal de Venom.
Necrophagist - bom concerto, para quem é fan, que veja no caos, não se vai arrepender.
Negura Bunget - bom ambiente na tenda.
Walls of Jericho - para passar o tempo, pouco fica.
Kampfar - boas ideias, algo monótono.
Secrets of the Moon - interessante.
Deftones - nada de novo.
Ihsahn - excelente concerto, sem o saxofonista mas, com todos as musicas que se pretendem the Barren Lands, poderoso, primeiro momento alto do dia.
Hypocrisy - muitos clássicos, Roswell 47, Obsculum Obscenum, 5 vez que vi cada vez melhores e com um desempenho excelente do baterista, excelente concerto.
Loudblast - duas musicas do sublime dementia logo no inicio do concerto muito bom, algo que nunca pensei ver.
Infectious Grooves - These Freaks Are Here To Party, esta música diz tudo sobre o que foi o concerto da banda, Violent and Funky, um baixista extraordinário e acabar com um clássico S.T e invasão de palco pelo público, só visto.
The Young Gods - tudo a correr bem, concerto a aumentar de intensidade e de repente a luz vai abaixo na tenda e a banda não pode tocar mais, primeira desilusão, ainda assim C’est Quoi C’est Ça, excelente.
Watain - bom concerto, ainda assim acho que não é nada que já não tenha sido feito, com melhor qualidade.
Godflesh - concerto único da banda, muitas expectativas e algo goradas, começaram com 15 minutos de atraso e num festival destes não há hipóteses de ser recuperado o tempo perdido, técnicos de palco há toa e Justin Broadrick, a afinar guitarras e há deriva, enfim.
Arch Enemy - compensou esta desilusão, irmãos amott inspirados.
Ulver - estranho à brava, projecções vídeo boas.
Fear Factory - Self Bias Resistor bom de rever e um gene hoglan a dar uma coesão nunca vista à banda, excelente.
The devil´s blood - os elementos todos cobertos em sangue, com uma sonoridade anunciada de um cruzamento entre grateful dead e dissection, excelentes ideias, bom concerto.
Marduk - bom concerto mas, o cansaço já acumulava.
Biohazard - Tales From the Hard Side e Love is Denied foi o que vi, o descanso já era imperativo.
Dia 2
Asphyx - logo a começar o dia com um concerto excelente e um martin van drunen incansável, death metal de primeira linha, momento alto do dia.
Anvil - não conhecia, ouvi e não desgostei.
Sadist - altamente, poder ver de novo, Fools and Dolts e Tribe momentos excelentes do concerto.
Nevermore - jeff loomis toca que se farta, muito afectados por azelhices várias, warrel dane em baixo de forma, reflectiu-se na música Born, muito cedo inserida no set, podia ter sido melhor, as novas musicas acabaram por ser a melhor fase do concerto, The Termination Proclamation, Emptiness Unobstructed excelente.
Unearth - nada de novo.
Dark Funeral - idem aspas.
Annihilator - bons clássicos, King of the Kill, The Trend e Allison in Hell, muito fixe.
Candlemas - doom de categoria, tocaram na tenda desta vez, só ganharam com isso.
Twisted Sister - nunca me disse nada, dedicar um tema ao dio, boa iniciativa, Burn in Hell e I Wanna Rock, pouco mais guardo.
Immortal - abbath, com o seu humor peculiar, Tyrants bom momento, entre outros.
My Dying Bride - concerto de extrema qualidade, a comemorar 20 anos, Vast Choirs, primeira musica que gravaram e The Cry of Mankind momentos sublimes.
Alice Cooper - muito teatral, parece perder um pouco ao vivo, ainda assim bom.
Fields of Nephilim - muitos seguidores tocaram temas mais pesados da banda, se calhar por causa do festival em questão.
Carcass - uma hora é muito pouco, ainda assim Heartwork, Corporeal Jigsore não falharam, de destaque para as projecções vídeo de inúmeras autópsias, em comparação com 2008 a banda esta muito mais coesa, promete em vagos.
Dia 3
Ensiferum - nada de novo, muito calor.
Weedeater - não fez jus ao nome.
Dying fetus - não tocaram, não apareceram no aeroporto o que foi comunicado.
UDO - não estava a contar ver, valeu para passar o tempo.
Behemoth - máquina trituradora, concerto executado com precisão acima da média, baterista demolidor.
Katatonia - Ghost of the Sun, My Twin, um dos melhores concertos que vi deles.
Saxon - ouvi e pouco mais tenho a dizer.
Devin Townsend - expectativas altas e com boas razões para isso, "i use profanity because i´m sexualy frustrated", palavras do vocalista e assim disparou para um excelente set, Addicted e Ziltoid the Omniscient temas que se destacam.
Suffocation - competência máxima.
Exodus - mosh, mosh, mosh, muita poeira, muitos clássicos.
Doom - pouco gente na tenda, o cansaço ia acumulando e fazendo vitimas por todo o recinto, sonoridade algo parecida com napalm death em inicio de carreira e repulsion, muito bom.
Nile - máquinas e banda fundem-se num só, pouca distinção entre os dois.
Motorhead - Ace of Spades e pouco mais vi.
The Dillinger Escape Plan - a tenda tornou-se pequena de mais para um banda destas, em 2008 tinham tocado no palco principal, Hollywood Squares, When Good Dogs Do Bad Things, Farewell, Mona Lisa, já são temas indispensáveis, vocalista eléctrico demais, trepa por cima dos amplificadores com uma facilidade impressionante, excelente, a rever de futuro muitas vezes.
Slayer - Chemical Warfare, South of Heaven e Raining Blood, foi o que vi e me chegou, já era 5 vez também e ainda a tempo de picar o ponto no mosh, parece que finalmente o dave lombardo se enquadra de novo na banda (ou será ao contrário).
Kiss - só a entrada diz tudo, esta malta vem para dar espectáculo e é isso que sabem fazer melhor, a banda em si nunca me disse nada, (pelo meio bloodbath), ainda assim o início e final muito fixe até fogo de artifício ouve.
Bloodbath - muito cansaço nesta fase mas, ainda se foi buscar energias sabe-se lá onde para ver um concerto excelente, onde para mim terminou o festival, Soul Evisceration, Like Fire e Eaten impagáveis, o quinto concerto da banda, quem dera muitos terem esta qualidade ao quinto concerto.
Pontos positivos
Novos palcos, cumprimentos dos horários com precisão, possibilidade de ver inúmeras bandas devido à disposição do recinto, crescimento sustentado do festival, apoio da população da vila reflectido em inúmeras montras de comerciantes, excelente ambiente no recinto e fora dele.
Pontos negativos
Os problemas sonoros que afectaram em parte algumas actuações, preços um pouco inflacionados na comida e em merchandise, em comparação em 2008.
Asphyx, Dillinger Escape Plan, Devin Townsend, Bloodbath, Loudblast, Infectious Grooves, Godflesh, Ihsahn, My Dying Bride, etc.... alguns dos vários momentos dignos de registo.
Sempre preferi ver os concertos em Portugal mas, cada vez mais as escolhas dos promotores são incoerentes, repetidas e de resultados desanimadores em alguns casos, dai o motivo de nova viagem a França. Em comparação com o ano de 2008 as condições melhoraram de forma consolidada e digna de destaque. Dois palcos principais, com outra estrutura, que possibilita outro tipo de espectáculo e 2 tendas, a rockhard e a terrorizer. Mais uma vez não fiquei acampado, não falo das condições de acampamento, aparentemente melhoraram, já quem em 2008 não havia chuveiros por exemplo.
Inúmeras bandas depois, o saldo é claramente positivo, muitos concertos de qualidade, num festival que cada vez mais parece consolidar a sua posição, de forma sustentada.
Dia 1
Na entrada para o recinto, grande cartaz a anunciar a reunião de Coroner e concerto no hellfest no ano seguinte, aguçar o apetite logo antes de começar o festival.
Swallon the Sun - de dia e com o calor a apertar não é fácil ainda assim, bom concerto.
Evile - não conhecia, do que vi, pouco ficou na memória.
Crowbar - interessante a rever de futuro.
Sigh - muita energia, muita mistura e dois vocalistas cheios de energia, destaque para a cover, black metal de Venom.
Necrophagist - bom concerto, para quem é fan, que veja no caos, não se vai arrepender.
Negura Bunget - bom ambiente na tenda.
Walls of Jericho - para passar o tempo, pouco fica.
Kampfar - boas ideias, algo monótono.
Secrets of the Moon - interessante.
Deftones - nada de novo.
Ihsahn - excelente concerto, sem o saxofonista mas, com todos as musicas que se pretendem the Barren Lands, poderoso, primeiro momento alto do dia.
Hypocrisy - muitos clássicos, Roswell 47, Obsculum Obscenum, 5 vez que vi cada vez melhores e com um desempenho excelente do baterista, excelente concerto.
Loudblast - duas musicas do sublime dementia logo no inicio do concerto muito bom, algo que nunca pensei ver.
Infectious Grooves - These Freaks Are Here To Party, esta música diz tudo sobre o que foi o concerto da banda, Violent and Funky, um baixista extraordinário e acabar com um clássico S.T e invasão de palco pelo público, só visto.
The Young Gods - tudo a correr bem, concerto a aumentar de intensidade e de repente a luz vai abaixo na tenda e a banda não pode tocar mais, primeira desilusão, ainda assim C’est Quoi C’est Ça, excelente.
Watain - bom concerto, ainda assim acho que não é nada que já não tenha sido feito, com melhor qualidade.
Godflesh - concerto único da banda, muitas expectativas e algo goradas, começaram com 15 minutos de atraso e num festival destes não há hipóteses de ser recuperado o tempo perdido, técnicos de palco há toa e Justin Broadrick, a afinar guitarras e há deriva, enfim.
Arch Enemy - compensou esta desilusão, irmãos amott inspirados.
Ulver - estranho à brava, projecções vídeo boas.
Fear Factory - Self Bias Resistor bom de rever e um gene hoglan a dar uma coesão nunca vista à banda, excelente.
The devil´s blood - os elementos todos cobertos em sangue, com uma sonoridade anunciada de um cruzamento entre grateful dead e dissection, excelentes ideias, bom concerto.
Marduk - bom concerto mas, o cansaço já acumulava.
Biohazard - Tales From the Hard Side e Love is Denied foi o que vi, o descanso já era imperativo.
Dia 2
Asphyx - logo a começar o dia com um concerto excelente e um martin van drunen incansável, death metal de primeira linha, momento alto do dia.
Anvil - não conhecia, ouvi e não desgostei.
Sadist - altamente, poder ver de novo, Fools and Dolts e Tribe momentos excelentes do concerto.
Nevermore - jeff loomis toca que se farta, muito afectados por azelhices várias, warrel dane em baixo de forma, reflectiu-se na música Born, muito cedo inserida no set, podia ter sido melhor, as novas musicas acabaram por ser a melhor fase do concerto, The Termination Proclamation, Emptiness Unobstructed excelente.
Unearth - nada de novo.
Dark Funeral - idem aspas.
Annihilator - bons clássicos, King of the Kill, The Trend e Allison in Hell, muito fixe.
Candlemas - doom de categoria, tocaram na tenda desta vez, só ganharam com isso.
Twisted Sister - nunca me disse nada, dedicar um tema ao dio, boa iniciativa, Burn in Hell e I Wanna Rock, pouco mais guardo.
Immortal - abbath, com o seu humor peculiar, Tyrants bom momento, entre outros.
My Dying Bride - concerto de extrema qualidade, a comemorar 20 anos, Vast Choirs, primeira musica que gravaram e The Cry of Mankind momentos sublimes.
Alice Cooper - muito teatral, parece perder um pouco ao vivo, ainda assim bom.
Fields of Nephilim - muitos seguidores tocaram temas mais pesados da banda, se calhar por causa do festival em questão.
Carcass - uma hora é muito pouco, ainda assim Heartwork, Corporeal Jigsore não falharam, de destaque para as projecções vídeo de inúmeras autópsias, em comparação com 2008 a banda esta muito mais coesa, promete em vagos.
Dia 3
Ensiferum - nada de novo, muito calor.
Weedeater - não fez jus ao nome.
Dying fetus - não tocaram, não apareceram no aeroporto o que foi comunicado.
UDO - não estava a contar ver, valeu para passar o tempo.
Behemoth - máquina trituradora, concerto executado com precisão acima da média, baterista demolidor.
Katatonia - Ghost of the Sun, My Twin, um dos melhores concertos que vi deles.
Saxon - ouvi e pouco mais tenho a dizer.
Devin Townsend - expectativas altas e com boas razões para isso, "i use profanity because i´m sexualy frustrated", palavras do vocalista e assim disparou para um excelente set, Addicted e Ziltoid the Omniscient temas que se destacam.
Suffocation - competência máxima.
Exodus - mosh, mosh, mosh, muita poeira, muitos clássicos.
Doom - pouco gente na tenda, o cansaço ia acumulando e fazendo vitimas por todo o recinto, sonoridade algo parecida com napalm death em inicio de carreira e repulsion, muito bom.
Nile - máquinas e banda fundem-se num só, pouca distinção entre os dois.
Motorhead - Ace of Spades e pouco mais vi.
The Dillinger Escape Plan - a tenda tornou-se pequena de mais para um banda destas, em 2008 tinham tocado no palco principal, Hollywood Squares, When Good Dogs Do Bad Things, Farewell, Mona Lisa, já são temas indispensáveis, vocalista eléctrico demais, trepa por cima dos amplificadores com uma facilidade impressionante, excelente, a rever de futuro muitas vezes.
Slayer - Chemical Warfare, South of Heaven e Raining Blood, foi o que vi e me chegou, já era 5 vez também e ainda a tempo de picar o ponto no mosh, parece que finalmente o dave lombardo se enquadra de novo na banda (ou será ao contrário).
Kiss - só a entrada diz tudo, esta malta vem para dar espectáculo e é isso que sabem fazer melhor, a banda em si nunca me disse nada, (pelo meio bloodbath), ainda assim o início e final muito fixe até fogo de artifício ouve.
Bloodbath - muito cansaço nesta fase mas, ainda se foi buscar energias sabe-se lá onde para ver um concerto excelente, onde para mim terminou o festival, Soul Evisceration, Like Fire e Eaten impagáveis, o quinto concerto da banda, quem dera muitos terem esta qualidade ao quinto concerto.
Pontos positivos
Novos palcos, cumprimentos dos horários com precisão, possibilidade de ver inúmeras bandas devido à disposição do recinto, crescimento sustentado do festival, apoio da população da vila reflectido em inúmeras montras de comerciantes, excelente ambiente no recinto e fora dele.
Pontos negativos
Os problemas sonoros que afectaram em parte algumas actuações, preços um pouco inflacionados na comida e em merchandise, em comparação em 2008.
Última edição por JVELHAGUARDA em quarta jun 23, 2010 2:34 pm, editado 2 vezes no total.
Re: 2010.06.18 a 20 - HELLFEST - Clisson, França
apos 2 dias de bus e 4 a curtir a grande ca vai...
comparando as condiçoes com as do wacken sao de facto bem piores, pouco espaço para andar la dentro quando esta mais gente, wcs e duches para esquecer e publico muito menos entusiasta que na alemanha onde se vive sem duvida muito mais o heavy metal.
destaco o que gosto e vi, kiss um dos motivos da minha ida sem duvida a maior banda de rock do mundo (algo de sobrenatural) e os anvil ja pesadoes mas com grande alegria a tocar.
boas surpresas os raven (grande pica destes gajos ja muito batidos) , os blaspheme que mereciam mais respeito e tocar numa hora mais decente apesar do vocalista estar com um ar meio tony carreira e os exodus que tocaram o bonded by blood.
grandes concertos (o habitual) de saxon, twisted sister, tankard
bons concertos de udo, alice cooper, pretty maids, y % t e motorhead
para slayer ja nao tenho paciencia ha muito tempo, estive a recuperar para me aguentar ate ao fim em kiss.
annihilator achei meio seca mas tambem so gosto de 2 albuns dele(s), ainda vi pelo meio uns bocados aqui e ali que iam passando como primal fear, slash, immortal e outros que nem devo ter ligado.
GRANDE desilusao com o cancelamento de count raven.
senao houver noticias de grandes melhorias de wcs e banhos ou um cartaz com um grande nivel como este nao sei se volto para o ano, mas no geral valeu bem a pena.
bom convivio almadense no bus com alguns outsiders
e muita malta ja acima dos 30 no nosso bus em grande festa.
faz me um bocado de confusao as bandas de black metal nestes festivais, nao por nao gostar ou gostar mas por achar que o black metal é um pouco mais que musica... e ve los ali a quererem fazer ar de maus misturados em bandas punk, hardcore, pussy metal hard rock, nao sei, acho que nao liga
ah e tentei ver ulver pq um amigo meu diz maravilhas daquilo... nao consigo perceber, ultrapassa me mesmo, aquilo nao bate nada com nada, nao ha nada que se aproveite ali mesmo, a adoraçao a estas cenas estranhas dava um bom motivo de estudo
comparando as condiçoes com as do wacken sao de facto bem piores, pouco espaço para andar la dentro quando esta mais gente, wcs e duches para esquecer e publico muito menos entusiasta que na alemanha onde se vive sem duvida muito mais o heavy metal.
destaco o que gosto e vi, kiss um dos motivos da minha ida sem duvida a maior banda de rock do mundo (algo de sobrenatural) e os anvil ja pesadoes mas com grande alegria a tocar.
boas surpresas os raven (grande pica destes gajos ja muito batidos) , os blaspheme que mereciam mais respeito e tocar numa hora mais decente apesar do vocalista estar com um ar meio tony carreira e os exodus que tocaram o bonded by blood.
grandes concertos (o habitual) de saxon, twisted sister, tankard
bons concertos de udo, alice cooper, pretty maids, y % t e motorhead
para slayer ja nao tenho paciencia ha muito tempo, estive a recuperar para me aguentar ate ao fim em kiss.
annihilator achei meio seca mas tambem so gosto de 2 albuns dele(s), ainda vi pelo meio uns bocados aqui e ali que iam passando como primal fear, slash, immortal e outros que nem devo ter ligado.
GRANDE desilusao com o cancelamento de count raven.
senao houver noticias de grandes melhorias de wcs e banhos ou um cartaz com um grande nivel como este nao sei se volto para o ano, mas no geral valeu bem a pena.
bom convivio almadense no bus com alguns outsiders
faz me um bocado de confusao as bandas de black metal nestes festivais, nao por nao gostar ou gostar mas por achar que o black metal é um pouco mais que musica... e ve los ali a quererem fazer ar de maus misturados em bandas punk, hardcore, pussy metal hard rock, nao sei, acho que nao liga
ah e tentei ver ulver pq um amigo meu diz maravilhas daquilo... nao consigo perceber, ultrapassa me mesmo, aquilo nao bate nada com nada, nao ha nada que se aproveite ali mesmo, a adoraçao a estas cenas estranhas dava um bom motivo de estudo
Última edição por ffff em quarta jun 23, 2010 6:18 am, editado 2 vezes no total.
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- horrorscream
- Metálico(a)
- Mensagens: 162
- Registado: segunda ago 06, 2007 4:57 pm
- Contacto:
Re: 2010.06.18 a 20 - HELLFEST - Clisson, França
Foi quase uma semana fora de casa, to podre, mas valeu muito a pena! Grandes concertos e muitas bandas que sonhava em ver...para mim os destquas fora, Nevermore, Slayer, Carcass, Exodus, Immortal, Bloodbath, Watain, Dark Funeral, Suffocation, Hypocrisy, Kiss, Alice Cooper, etc...ja nem lembro de tudo...muito alcool e fumaça! Hehehehehe
Em comparação com 2008 houveram melhorias, com certeza ainda precisa haver muito mais, sendo que o festival cresceu muito nestes últimos dois anos...Wc´s e local para banhos é o pior dos problemas sem dúvida. A entrada para o recinto podia se mais perto do camping!
Pessoal do autocarro foi 5 estrelas, nao houve stress algum! tudo 100%!
Já tenho saudades, se eu tiver guito o ano que vem, lá estarei...ou no Metal Camp...!

Em comparação com 2008 houveram melhorias, com certeza ainda precisa haver muito mais, sendo que o festival cresceu muito nestes últimos dois anos...Wc´s e local para banhos é o pior dos problemas sem dúvida. A entrada para o recinto podia se mais perto do camping!
Pessoal do autocarro foi 5 estrelas, nao houve stress algum! tudo 100%!
Já tenho saudades, se eu tiver guito o ano que vem, lá estarei...ou no Metal Camp...!

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GUARDIANS OF METAL
- Metálico(a)
- Mensagens: 188
- Registado: quarta out 03, 2007 3:54 pm
Re: 2010.06.18 a 20 - HELLFEST - Clisson, França
Foi a primeira vez que fui a um Hellfest, para mim o festival com melhor cartaz em toda a Europa, pena é que as condições não estejam ao nível do cartaz, principalmente no que toca a condições sanitárias (principalmente a nível dos banhos) , organização do espaço e um P.A. pouco potente comparado com outros grandes festivais a que já assisti principalmente no Mainstage 1 onde o vento mais afectava o som.
Vi e gostei de Evile, Crowbar, Hypocrisy, Infectious Grooves (com Mike Muir a pedir ao publico para invadir o palco o qual lhe fez a vontade em grande massa!), Sick of it all, Sepultura, Arch Enemy, Biohazard, Fear Factory, Dew Scented, Tankard, Raven, Pretty Maids, Anvil, Airbourne, Nevermore, Slash, Annihilator, Twisted Sister (com uma homenagem bastante sentida ao Dio), Alice Cooper (grande show), Carcass, UDO, Behemoth (a provar porque é que no Metal extremo deixaram toda a concorrência para trás!), Saxon, Suffocation, Exodus, Motorhead, Slayer e a fechar em grande a maior banda de Rock`n`Roll do mundo: KISS. Não foi a 1ª vez que os vi, tive a sorte de os ver há 14 anos num espectáculo de maior aparato, mas mais uma vez fiquei surpreendido e deslumbrado com tudo aquilo que os KISS conseguem fazer em cima de um palco. Quando eles dizem "You wanted the best you got the best", não são meras palavras, são um facto.
Depois dos concertos a festa continuava numa tenda junto ao campismo, com Djs, strippers, cerveja, vinho e muita animação, pena é que terminasse sempre ás 3h30m. A viagem na excursão foi a parte mais dura para mim mas correu bem na companhia de alguns amigos, conhecidos e muita malta fixe.
Com cartazes assim espero lá voltar e que as condições melhorem!
Vi e gostei de Evile, Crowbar, Hypocrisy, Infectious Grooves (com Mike Muir a pedir ao publico para invadir o palco o qual lhe fez a vontade em grande massa!), Sick of it all, Sepultura, Arch Enemy, Biohazard, Fear Factory, Dew Scented, Tankard, Raven, Pretty Maids, Anvil, Airbourne, Nevermore, Slash, Annihilator, Twisted Sister (com uma homenagem bastante sentida ao Dio), Alice Cooper (grande show), Carcass, UDO, Behemoth (a provar porque é que no Metal extremo deixaram toda a concorrência para trás!), Saxon, Suffocation, Exodus, Motorhead, Slayer e a fechar em grande a maior banda de Rock`n`Roll do mundo: KISS. Não foi a 1ª vez que os vi, tive a sorte de os ver há 14 anos num espectáculo de maior aparato, mas mais uma vez fiquei surpreendido e deslumbrado com tudo aquilo que os KISS conseguem fazer em cima de um palco. Quando eles dizem "You wanted the best you got the best", não são meras palavras, são um facto.
Depois dos concertos a festa continuava numa tenda junto ao campismo, com Djs, strippers, cerveja, vinho e muita animação, pena é que terminasse sempre ás 3h30m. A viagem na excursão foi a parte mais dura para mim mas correu bem na companhia de alguns amigos, conhecidos e muita malta fixe.
Com cartazes assim espero lá voltar e que as condições melhorem!
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Demoniac
- Ultra-Metálico(a)
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- Registado: domingo nov 06, 2005 3:26 pm
- Localização: Lisboa
Re: 2010.06.18 a 20 - HELLFEST - Clisson, França
Foi sim uma grande ida a França. Apesar de ser um festival algo recente (comparado com o 'centenário' WOA) e com condições de combate a nível sanitário e tal (nada que uma boa caminhada à vila não resolve-se tb).
Mas o que mais importa é a música e isso sim foi de grande qualidade! Grande som (tanto nas tendas como nos palcos principais), tirando pequenos laivos técnicos que acontecem a qualquer um.
Concertos marcantes e alguns só bons:
- Sigh - O quanto eu me arrependi de não conhecer muito mais que o Scorn D. antes de presenciar este concerto GENIAL e INSANO. Um Black Jazz (Fusão) genial! Bastante nipónico e recheado de momentos WTF!!?!. Adorei a dupla "gaja boa vestida de anjo banhada em sangue aos pulos" com o "durão com robe de samurai, acabado de sair de um filme do A.K." Acabaram com uma cover de Venom "Black Metal" executada com uma chama.......como nc ouvi antes. BOM!
- Magrudergrind - Grind fodido! Provavelmente das bandas mais intensas de GRIND que vi ao vivo. Pena foi terem tocado só 25m, mas 25m bem passados!
- Secrets of The Moon - Gostei mais que em disco. BM com toques à lá Pink Floyd, embora nada de muito exagerado.. deram um bom concerto, mas continuo a não entender o que a banda tem de tão especial.....maybe it's just not my thing.
- Kampfar - Concerto clássico de Kampfar. Já os tinha visto umas 3x e desta não foi diferente. Vi metade acabei por ir ver um bocado KMFDM.
- KMFDM - Como disse em cima, só vi metade deste (o fim). Estava a gostar. Som bastante industrial e interessante. Não sou grande conhecedor do mundo industrial, mas quanto mais investigo mais gosto! A ouvir com mais atenção.
- Godflesh - apesar dos problemas técnicos no inicio, foi excelente. Entrei mesmo no ambiente e foi devastador. Eu próprio só era conhecedor de material até ao Slavestate, mas fiquei com vontade de conhecer a banda muito melhor. Abriu com a genial e já bem datada "Like Rats".
- Ulver - Que fdp de concerto!! Foi uma viagem daquelas. Admito que estava algo céptico em relação ao desempenho desta banda num festival. Tudo correu bastante bem (samples e afins), a voz do garm em destaque,um baterista impressionante e não me quero alongar muito mais. Ainda estou a sobreviver a alguns momentos.....inspirador! (para os curiosos nada de BM aqui.....Blood Inside para cima)
- The Devil's Blood - Já conhecia esta banda (aquele majestoso EP que os lançou para a boca do mundo). Duvido que sejam muito conhecidos por cá! Basicamente são uma banda que toca Rock psicadélico à lá 70's e claramente têm como inspiração bandas tipo: Jeffersons Airplane e Hawkwind. Gostei MUITO! Depois do balanço de ver Godflesh e Ulver.....foi a cereja no topo do bolo.
- Slash - Acabei por não ver do inicio, mas fiquei bastante surpreendido com as covers de Guns N' Roses. O Slash encontrou um gajo que tem a voz IGUALZINHA ao Axl.....mas mm IGUAL, aliás melhor do que o Axl actualmente (relembrando-me do RiR, por exemplo). O que resultou em alta nostalgia. Foi um excelente aquecimento de Hard Rock, sim pq este dia foi dos mais especiais de sempre.
- Twisted Sister - FODA-SE! FODA-SE! FODA-SE!! Se já gostava da banda só conhecendo os clássicos e a regravação do clássico "Stay Hungry" (Still Hungry....neste caso), depois deste concerto fiquei completamente apanhado. BOM! MESMO MUITO BOM! Rock N' Roll filho da PUTA!! Isto sim é Hard Rock do bom! "Burn in Hell", "We are Not Gonna Take It", "I Wanna Rock","SMF", "You Can't Stop Rock 'n' Roll" e "The Kids are Back" foram alguns dos temas que me partiram todo e sinceramente QUERO MAIS! TRAGAM ESTES GAJOS A PORTUGAL! Quando falo de garra......ISTO SIM É GARRA!
- Alice Cooper - A razão principal da minha ida ao Hellfest. A minha estreia......genial! Teatral no melhor dos sentidos e tocaram 80% do que eu queria mesmo mesmo ouvir. Para quem já tem 62 anos, não está NADA mal. A única que falhou um bocado foi a "poison", mas falhou não só a nivel de voz como as guitarras estavam um bocado estranhas (tocado de maneira diferente...n me agradou). Tirando isto foi puro show! Muito teatro com magia misturado e como smp boa musica. Dos concertos da minha vida.
- Carcass - Foi bom! Embora já tivesse todo arrebentado......vi de looooonnngeeee e morri antes do fim. Banda que quero rever melhor no Vagos. Contudo gostei mais do ambiente no Wacken.....estavam demasiado sérios! Mas gostei do video que eles estavam a mostrar. Uma prova que eles levam a música deles bastante a sério!
- Katatonia - Bem melhor que no Vagos. Grande entrega da banda. Fiquei rendido e soube mesmo bem para relaxar de tarde. De lado estava o senhor M. A. a olhar....ainda fiquei na esperança que ele cantasse algo do "Brave Murder Day", mas o senhor bazou a meio do gig deles. Bastante intenso!
- Devin Townsend Project - Grande e boa surpresa. O senhor Devin é mesmo portador de um talento bastante respeitável (tanto vocal como compositor/guitarrista). A complexidade dos temas parecia desvanecer perante tamanho relaxamento na sua execução. Um Devin Townsend bastante gozão e extrovertido (para falar de relance claro!), algo que dava um excelente ambiente. Tenho que ouvir isto melhor (sem as piadas pelo meio)......grandes riffs e passagens.
- Motorhead - Mesmo set do RiR, basicamente. Adicionaram um ou outro tema (pareceu-me). Grande rock n' roll como sempre, desta vez com uma menina do ventre a dar umas voltinhas. Estes sim são os MH que eu conheci no WOA.....no RiR pareciam pouco à vontade e este concerto foi a prova disso. Nem vou falar do Mikey D. - este homem... que impressão! que GROOVE!
- Kiss - Eu não os considero os melhores. No entanto tenho que admitir: GRANDE ESPECTÁCULO! Contudo o show foi de 2h e 2h de KISS é pedir demais (para mim). Eu gosto muito dos clássicos como: "Black diamond", "I was made for loving you", "Detroit Rock City" e "Shout it out loud"......mas existem momentos que sinceramente achei fracos! "Crazy Night" foi um desses momentos mesmo dolorosos para mim......
Tirando isso o show foi incrível e provavelmente dos mais megalómanos que alguma vez irei presenciar na minha vida. Foi com alguma pena que perdi grande parte de BloodBath (era ao mesmo tempo). Deu para ver um bocado, mas nem conta....vi umas 3-4 musicas. Não me arrependo no entanto. É raro ver Kiss ao vivo e foi algo para relembrar não esquecendo o facto que grande parte da discografia deles não me convence.
- The Dillinger Escape Plan - Gostei! Embora tivesse visto quase a meias (estava a dar Slayer ao mesmo tempo), mas fiquei curioso para os ouvir melhor. Foi uma banda que conheci logo com o 1º álbum e fiquei bastante impressionado na altura, mas acabei por desligar. Fiquei bastante surpreendido com algumas influências meio Pop que ouvi lá pelo meio (mas digo isto no melhor dos sentidos!).....gostava de os ver com mais atenção. Grandes músicos!
Concertos que mal vi e gostava mesmo de ter visto do principio ao fim: BloodBath, Hypocrisy, Slayer (Já os vi vezes demais.....mas parecia-me estar a ser cool), Decapitated, My Dying Bride (ao mm tempo que Twisted Sister.....que CRIME!), Obscura.
Concertos algo chatos/fracos/meh!:
- Ihsahn - Não sou grande fã do projecto dele a solo daí ser bastante suspeito. Achei o concerto bastante chato, embora bastante bem executado. É um "avant-garde" que não me convence e sinceramente lembra-me os momentos mais chatos de Emperor. Demasiado gajos em palco tb......o I mal se podia mexer.
- Necrophagist - Meh! Foi bom ouvir malhas como a Full Body Autopsy e cenas do género. Se em casa só consigo ouvir esta banda umas 2x
por ano......ao vivo foi quase intragável passado 20m....roçou o chato.
- Annihilator - Eu compreendo que o gajo toca bastante bem e rápido. Para mim foi chato para caralho! Não aguentei mesmo..... Sem garra nenhuma, mas sim as vezes existiam bons riffs lá no meio.....mas apenas isso (com vocalizações bastante MEH!!!)
- UDO - Apesar de ter sido um prazer ouvir a "Metal heart" (um bocado a despachar, mas pronto) foi um bocado mediado o concerto. Não pareciam com muita vontade de tocar. Pouca garra mesmo. Pena pq foram tocados bons clássicos de HM! Daquele que eu respeito mesmo.
- Immortal - Depois de ver Twisted Sister apanhar com um concerto mediano (para ser simpático) de Immortal....não se pode esperar muita simpatia. Em comparação com o Gig de 2008 no Wacken, este foi fraco! só tocaram 3 malhas antigas (leia-se do At The Heart of Winter para baixo) e estas foram meh! "Grim and Frostbitten..." (sem o solo no final....uau) um "Pure Holocaust" mm javardo e mal ensaiado com um "Withstand The Fall of Time" (é assim ?) com pouca garra. O Resto foi mesmo malhas recentes e umas 3 do novo álbum que sinceramente achei CHATO para caralho e até apanhei um gamanço de metallica....bastante descarado. O lado positivo é que o Abbath tocou com a camisola vestida e está menos fatzo.....no Wacken o homem estava mm mal!
Quanto à excursão .....que se pode dizer ? O bom ambiente do costume, acompanhado de bons filmes e concertos ao vivo de bandas que a maioria gosta bastante. Sem problemas e tudo a tempo e horas (como já nos foram mimando).
Mas o que mais importa é a música e isso sim foi de grande qualidade! Grande som (tanto nas tendas como nos palcos principais), tirando pequenos laivos técnicos que acontecem a qualquer um.
Concertos marcantes e alguns só bons:
- Sigh - O quanto eu me arrependi de não conhecer muito mais que o Scorn D. antes de presenciar este concerto GENIAL e INSANO. Um Black Jazz (Fusão) genial! Bastante nipónico e recheado de momentos WTF!!?!. Adorei a dupla "gaja boa vestida de anjo banhada em sangue aos pulos" com o "durão com robe de samurai, acabado de sair de um filme do A.K." Acabaram com uma cover de Venom "Black Metal" executada com uma chama.......como nc ouvi antes. BOM!
- Magrudergrind - Grind fodido! Provavelmente das bandas mais intensas de GRIND que vi ao vivo. Pena foi terem tocado só 25m, mas 25m bem passados!
- Secrets of The Moon - Gostei mais que em disco. BM com toques à lá Pink Floyd, embora nada de muito exagerado.. deram um bom concerto, mas continuo a não entender o que a banda tem de tão especial.....maybe it's just not my thing.
- Kampfar - Concerto clássico de Kampfar. Já os tinha visto umas 3x e desta não foi diferente. Vi metade acabei por ir ver um bocado KMFDM.
- KMFDM - Como disse em cima, só vi metade deste (o fim). Estava a gostar. Som bastante industrial e interessante. Não sou grande conhecedor do mundo industrial, mas quanto mais investigo mais gosto! A ouvir com mais atenção.
- Godflesh - apesar dos problemas técnicos no inicio, foi excelente. Entrei mesmo no ambiente e foi devastador. Eu próprio só era conhecedor de material até ao Slavestate, mas fiquei com vontade de conhecer a banda muito melhor. Abriu com a genial e já bem datada "Like Rats".
- Ulver - Que fdp de concerto!! Foi uma viagem daquelas. Admito que estava algo céptico em relação ao desempenho desta banda num festival. Tudo correu bastante bem (samples e afins), a voz do garm em destaque,um baterista impressionante e não me quero alongar muito mais. Ainda estou a sobreviver a alguns momentos.....inspirador! (para os curiosos nada de BM aqui.....Blood Inside para cima)
- The Devil's Blood - Já conhecia esta banda (aquele majestoso EP que os lançou para a boca do mundo). Duvido que sejam muito conhecidos por cá! Basicamente são uma banda que toca Rock psicadélico à lá 70's e claramente têm como inspiração bandas tipo: Jeffersons Airplane e Hawkwind. Gostei MUITO! Depois do balanço de ver Godflesh e Ulver.....foi a cereja no topo do bolo.
- Slash - Acabei por não ver do inicio, mas fiquei bastante surpreendido com as covers de Guns N' Roses. O Slash encontrou um gajo que tem a voz IGUALZINHA ao Axl.....mas mm IGUAL, aliás melhor do que o Axl actualmente (relembrando-me do RiR, por exemplo). O que resultou em alta nostalgia. Foi um excelente aquecimento de Hard Rock, sim pq este dia foi dos mais especiais de sempre.
- Twisted Sister - FODA-SE! FODA-SE! FODA-SE!! Se já gostava da banda só conhecendo os clássicos e a regravação do clássico "Stay Hungry" (Still Hungry....neste caso), depois deste concerto fiquei completamente apanhado. BOM! MESMO MUITO BOM! Rock N' Roll filho da PUTA!! Isto sim é Hard Rock do bom! "Burn in Hell", "We are Not Gonna Take It", "I Wanna Rock","SMF", "You Can't Stop Rock 'n' Roll" e "The Kids are Back" foram alguns dos temas que me partiram todo e sinceramente QUERO MAIS! TRAGAM ESTES GAJOS A PORTUGAL! Quando falo de garra......ISTO SIM É GARRA!
- Alice Cooper - A razão principal da minha ida ao Hellfest. A minha estreia......genial! Teatral no melhor dos sentidos e tocaram 80% do que eu queria mesmo mesmo ouvir. Para quem já tem 62 anos, não está NADA mal. A única que falhou um bocado foi a "poison", mas falhou não só a nivel de voz como as guitarras estavam um bocado estranhas (tocado de maneira diferente...n me agradou). Tirando isto foi puro show! Muito teatro com magia misturado e como smp boa musica. Dos concertos da minha vida.
- Carcass - Foi bom! Embora já tivesse todo arrebentado......vi de looooonnngeeee e morri antes do fim. Banda que quero rever melhor no Vagos. Contudo gostei mais do ambiente no Wacken.....estavam demasiado sérios! Mas gostei do video que eles estavam a mostrar. Uma prova que eles levam a música deles bastante a sério!
- Katatonia - Bem melhor que no Vagos. Grande entrega da banda. Fiquei rendido e soube mesmo bem para relaxar de tarde. De lado estava o senhor M. A. a olhar....ainda fiquei na esperança que ele cantasse algo do "Brave Murder Day", mas o senhor bazou a meio do gig deles. Bastante intenso!
- Devin Townsend Project - Grande e boa surpresa. O senhor Devin é mesmo portador de um talento bastante respeitável (tanto vocal como compositor/guitarrista). A complexidade dos temas parecia desvanecer perante tamanho relaxamento na sua execução. Um Devin Townsend bastante gozão e extrovertido (para falar de relance claro!), algo que dava um excelente ambiente. Tenho que ouvir isto melhor (sem as piadas pelo meio)......grandes riffs e passagens.
- Motorhead - Mesmo set do RiR, basicamente. Adicionaram um ou outro tema (pareceu-me). Grande rock n' roll como sempre, desta vez com uma menina do ventre a dar umas voltinhas. Estes sim são os MH que eu conheci no WOA.....no RiR pareciam pouco à vontade e este concerto foi a prova disso. Nem vou falar do Mikey D. - este homem... que impressão! que GROOVE!
- Kiss - Eu não os considero os melhores. No entanto tenho que admitir: GRANDE ESPECTÁCULO! Contudo o show foi de 2h e 2h de KISS é pedir demais (para mim). Eu gosto muito dos clássicos como: "Black diamond", "I was made for loving you", "Detroit Rock City" e "Shout it out loud"......mas existem momentos que sinceramente achei fracos! "Crazy Night" foi um desses momentos mesmo dolorosos para mim......
Tirando isso o show foi incrível e provavelmente dos mais megalómanos que alguma vez irei presenciar na minha vida. Foi com alguma pena que perdi grande parte de BloodBath (era ao mesmo tempo). Deu para ver um bocado, mas nem conta....vi umas 3-4 musicas. Não me arrependo no entanto. É raro ver Kiss ao vivo e foi algo para relembrar não esquecendo o facto que grande parte da discografia deles não me convence.
- The Dillinger Escape Plan - Gostei! Embora tivesse visto quase a meias (estava a dar Slayer ao mesmo tempo), mas fiquei curioso para os ouvir melhor. Foi uma banda que conheci logo com o 1º álbum e fiquei bastante impressionado na altura, mas acabei por desligar. Fiquei bastante surpreendido com algumas influências meio Pop que ouvi lá pelo meio (mas digo isto no melhor dos sentidos!).....gostava de os ver com mais atenção. Grandes músicos!
Concertos que mal vi e gostava mesmo de ter visto do principio ao fim: BloodBath, Hypocrisy, Slayer (Já os vi vezes demais.....mas parecia-me estar a ser cool), Decapitated, My Dying Bride (ao mm tempo que Twisted Sister.....que CRIME!), Obscura.
Concertos algo chatos/fracos/meh!:
- Ihsahn - Não sou grande fã do projecto dele a solo daí ser bastante suspeito. Achei o concerto bastante chato, embora bastante bem executado. É um "avant-garde" que não me convence e sinceramente lembra-me os momentos mais chatos de Emperor. Demasiado gajos em palco tb......o I mal se podia mexer.
- Necrophagist - Meh! Foi bom ouvir malhas como a Full Body Autopsy e cenas do género. Se em casa só consigo ouvir esta banda umas 2x
por ano......ao vivo foi quase intragável passado 20m....roçou o chato.
- Annihilator - Eu compreendo que o gajo toca bastante bem e rápido. Para mim foi chato para caralho! Não aguentei mesmo..... Sem garra nenhuma, mas sim as vezes existiam bons riffs lá no meio.....mas apenas isso (com vocalizações bastante MEH!!!)
- UDO - Apesar de ter sido um prazer ouvir a "Metal heart" (um bocado a despachar, mas pronto) foi um bocado mediado o concerto. Não pareciam com muita vontade de tocar. Pouca garra mesmo. Pena pq foram tocados bons clássicos de HM! Daquele que eu respeito mesmo.
- Immortal - Depois de ver Twisted Sister apanhar com um concerto mediano (para ser simpático) de Immortal....não se pode esperar muita simpatia. Em comparação com o Gig de 2008 no Wacken, este foi fraco! só tocaram 3 malhas antigas (leia-se do At The Heart of Winter para baixo) e estas foram meh! "Grim and Frostbitten..." (sem o solo no final....uau) um "Pure Holocaust" mm javardo e mal ensaiado com um "Withstand The Fall of Time" (é assim ?) com pouca garra. O Resto foi mesmo malhas recentes e umas 3 do novo álbum que sinceramente achei CHATO para caralho e até apanhei um gamanço de metallica....bastante descarado. O lado positivo é que o Abbath tocou com a camisola vestida e está menos fatzo.....no Wacken o homem estava mm mal!
Quanto à excursão .....que se pode dizer ? O bom ambiente do costume, acompanhado de bons filmes e concertos ao vivo de bandas que a maioria gosta bastante. Sem problemas e tudo a tempo e horas (como já nos foram mimando).
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Re: 2010.06.18 a 20 - HELLFEST - Clisson, França
Destroyers Of All - NOVO ÁLBUM DISPONÍVEL! http://www.facebook.com/destroyersofall
Existence:Vøid - http://www.facebook.com/existencevoid
"Fuck the Universe! It's drowning on its own blood..."
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Re: 2010.06.18 a 20 - HELLFEST - Clisson, França
Para o ano não posso falhar o Hellfest
dasse

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Demoniac
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Re: 2010.06.18 a 20 - HELLFEST - Clisson, França
Boas fotos como sempre pá! Sou o único a achar o baixista de Ihsahn um "young varg" (todo metrosexual) ?
Prestem bem atenção à foto do Infernalord.

Prestem bem atenção à foto do Infernalord.

-
JVELHAGUARDA
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Re: 2010.06.18 a 20 - HELLFEST - Clisson, França
Links de alguns bons momentos:
http://www.youtube.com/watch?v=ypTI8Kcs ... re=related
http://www.youtube.com/watch?v=UzjLtPB2 ... eature=sub
http://www.youtube.com/watch?v=PzZdYKVDVzA
http://www.youtube.com/watch?v=SybiE4uSrZM
http://www.youtube.com/watch?v=qb0k_Twg ... re=related
http://www.youtube.com/watch?v=LfajE_Bw ... re=related
http://www.youtube.com/watch?v=2Bxd206F ... re=related
http://www.youtube.com/watch?v=8X-CJwk3fY0
http://www.youtube.com/watch?v=rSRp6nQl3Nc
http://www.youtube.com/watch?v=w9pPKAeNHeU
http://www.youtube.com/watch?v=A_2zWvQlimI
http://www.youtube.com/watch?v=nGk8vkH-niA
http://www.youtube.com/watch?v=Vlh7_q-SESE
http://www.youtube.com/watch?v=0e6QFA7a5q8
http://www.youtube.com/watch?v=OLf8qFbBijc
http://www.youtube.com/watch?v=ypTI8Kcs ... re=related
http://www.youtube.com/watch?v=UzjLtPB2 ... eature=sub
http://www.youtube.com/watch?v=PzZdYKVDVzA
http://www.youtube.com/watch?v=SybiE4uSrZM
http://www.youtube.com/watch?v=qb0k_Twg ... re=related
http://www.youtube.com/watch?v=LfajE_Bw ... re=related
http://www.youtube.com/watch?v=2Bxd206F ... re=related
http://www.youtube.com/watch?v=8X-CJwk3fY0
http://www.youtube.com/watch?v=rSRp6nQl3Nc
http://www.youtube.com/watch?v=w9pPKAeNHeU
http://www.youtube.com/watch?v=A_2zWvQlimI
http://www.youtube.com/watch?v=nGk8vkH-niA
http://www.youtube.com/watch?v=Vlh7_q-SESE
http://www.youtube.com/watch?v=0e6QFA7a5q8
http://www.youtube.com/watch?v=OLf8qFbBijc
- Pedrof
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Re: 2010.06.18 a 20 - HELLFEST - Clisson, França
JVELHAGUARDA Escreveu:http://www.youtube.com/watch?v=OLf8qFbBijc
Este deixou-me particularmente:
Não haverá ninguém com "colhões" para os trazer a Portugal?
-
JVELHAGUARDA
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Re: 2010.06.18 a 20 - HELLFEST - Clisson, França
Em Portugal acho difícil, este foi o 5 espectáculo da banda, tour não haverá, cachet deve ser um pouco elevado mas, gostava de ser surpreendido, talvez um dia isso aconteça, vale bem o investimento.
Re: 2010.06.18 a 20 - HELLFEST - Clisson, França
De volta ao Hellfest depois da excelente experiência vivida em 2008. Voltou a ter o melhor cartaz da Europa e pelos vistos, caso os ultra conservadores não consigam levar a sua avante, vai muito provavelmente continuar a ter. Foram 115 bandas fora as do Metal Corner.
Antes de mais uma palavra de apreço para a excursão que decorreu practicamente sem falhas, facilitando em muito a vida de quem queria ir este ano a Clisson. Que para o ano sejam 150 em vez de 100 bravos lusitanos.
De resto a pequena vila medieval francesa continua manter um encanto muito próprio e aquelas esplanadas ideais para o “estágio “ pré festival. A primeira noite terminou no Metal Corner, transformado este ano num mini party stage, com direito a uma tenda exclusivamente para concertos.
Quanto á logística do festival, ao contrário das vozes protestantes, sou a afirmar as notórias melhorias relativamente há dois anos. Desde logo havia duches. Óptimo. Depois as WC’s estiveram (excepto no Domingo à noite) bastante aceitáveis. De resto o espaço do recinto aumentou, teve mais um palco, continuou com uma disposição espacial bastante bem conseguida e com aquela preocupação estética que só abona em favor da organização gaulesa. Ás vezes há malta que mais parece que está á espera de um hotel de cinco estrelas…
Quanto a concertos:
SEXTA FEIRA
11:05 da manhã e já OTARGOS estava a bombar na Rock Hard tent. Tinha-os perdido estupidamente em Paris o ano passado, mas estes 30 minutos compensaram bem a perda. Duas faixas do “Kinetic Zero” e o resto do último álbum, com a “La Genése de Dieu” e a “Dawn of the Ethereal Monolith” a serem os momentos mais altos de um concerto que deixou logo antever o que nos aguardava nesse dia. Excelent!
A seguir SWALLOW THE SUN no segundo palco. Se ver uma banda black metal de manhã não é o ideal, uma de doom também não fica favorecida. Foi por isso o menos bom concerto que vi dos finlandeses, num set onde predominaram as malhas do novo álbum (e até não resultaram mal) com a “Swallow” a ser naturalmente a mais aclamada pelo público.
Logo depois um não-concerto de URGEHAL. O som esteve completamente merdoso desde o primeiro acorde. Ninguém do palco ou da mesa conseguiu melhorá-lo e ainda assim os nórdicos insistiram em continuar a tocar. Marduk por exemplo fez o contrário, mas já lá vamos. Já apaguei aqueles 30 m da memória porque Urgehal não é aquilo.
No primeiro concerto da Terrorizer tent (mais virada para as cenas hard core e experimentais) os japoneses SIGH impressionaram pela positiva. Atitude agressiva, com uns toques de sensualidade da vocalista e um som a espaços bem rasgado. Sangue, fogo e blasfémia asiática num concerto altamente recomendável.
Depois os alemães NECROPHAGIST compensaram a sua não aparição de há dois anos com um concerto a roçar o demolidor. Grandes executantes, bons riffs e muito peso aproveitando o melhor som da tenda até então.
A seguir, KAMPFAR. Bom concerto com a “Norse” e a “Ravenheart” a liderar o set de uma actuação onde um Dolk demasiado comunicativo acabou por retirar alguma da mística habitual dos seus concertos. A generalidade do público adorou mas eu ainda prefiro aquela atitude nórdica mais fria. SECRETS OF THE MOON foi um bocado insosso. A primeira vez que os vi foi mais ou menos. Esta foi pior.
Ainda deu para ver um concerto morníssimo de IHSAHN antes do nosso primeiro contacto com HIPOCRISY. Grande concerto dos suecos no palco 2, com um set pesado e várias malhas antigas, ainda que o público não tenha correspondido totalmente à excelência do concerto. Um dos melhores momentos até então.
Depois de uma merecida pausa chegavam os também suecos WATAIN ao palco da Rock Hard tent. Não há hipóteses: ocupam por mérito próprio um dos principais lugares de destaque da cena black actual, sempre com grandes prestações, inovações cénicas e sets poderosíssimos. Não deixaram de apresentar o novo álbum, que resulta bem ao vivo, ocupando o resto do tempo na sua maioria com temas do “Casus Luciferi” e do “Sworn to the Dark”. Talvez até melhor do que quando actuaram em Barroselas, num dos melhores concertos de todo este Hellfest.
Entretanto altura para fazer inveja a muita gente: GODFLESH ao vivo. O palco estava practicamente todo envolto em fumo e apenas consegui descortinar dois músicos, sem baterista. Pensava que fossem três. Confesso que nunca percebi muito bem onde é que o conceito “Metal” entrava na definição do seu som industrial e ao vivo continuei sem o descobrir. Não obstante foi uma boa experiência, onde pelo menos duas malhas puseram toda a tenda a curtir. Depois e continuando a criar dores de cotovelo (…) fomos ver in loco o conceito ULVER. Nada de black metal, mas ainda assim uma viagem agradável ao som de ruídos electro-atmosféricos, com uma projecção de imagens de fundo muito bem conseguida. Mas convenhamos, o Trickster tá com aquele cérebro todo queimado.
Ainda espreitei um pouco dos gordos dos FEAR FACTORY na primeira vez que olhei para o 1º palco e a noite terminou com os magnânimes MARDUK em mais uma violenta descarga de ódio bélico. Percorreram quase toda a sua discografia, embora me tivesse parecido terem adoptado um set menos rápido. Tiveram um problema na guitarra do Hakansson e imediatamente pararam o som até aquilo estar a 100%. Era assim que os Urgehal deveriam ter procedido. Tenda cheia e mosh violento (ainda aviei uns quantos mas também apanhei) a marcar o final de um dia brutal.
SÁBADO
O dia começa com o cancelamento de COUNT RAVEN para pena minha dado que é daquelas bandas difíceis de apanhar no circuito de concertos. Assim, o primeiro concerto a sério acabou por ser o dos holandeses ASPHIX. Grande descarga de death old school, sempre a rasgar. Pareceu-me ser uma óptima banda para trazer a Barroselas.
Num dia bastante mais calmo que a sexta feira, seguiram-se os suecos DARK FUNERAL. Tinha-os visto há 4 anos no Metalway e na altura tinha sido muito bom. Em Clisson não se ficaram atrás. Primeiro destilaram três / quatro malhas dos três primeiros álbuns, ganhando a assistência para depois então nos brindarem com algumas faixas do último álbum, que também não ficaram mal na fotografia. Óptimo ambiente na tenda a provar que os suecos não desarmam apesar das críticas e indiferença que chovem dentro do seu próprio meio.
Depois e porque os concertos da Terrorizer atrasaram uma hora deixando-nos sem hipótese de voltar a dar um pezinho de dança em DISCHARGE, acabámos por ver uma boa parte de TWISTED SISTER. Agradável surpresa, com uma banda em boa forma, sobretudo o Dee Sneider que tá com uma forma física de fazer inveja a qualquer trintão. Para quem como eu não segue este tipo de som ficou a ideia de um bom concerto no dia onde mais gente decidiu visitar o recinto do festival.
Entretanto havia que deixar MY DYING BRIDE para outra altura, aproveitando para rever IMMORTAL. Em 2007 no Wacken proporcionaram-me talvez o maior concerto da minha vida, num dos primeiros concertos depois da reunião, no meio de 100 mil pessoas. No Hellfest dificilmente poderia ser melhor, mas é impossível ouvir a “Pure Holocaust”, “Bishirk”, “Damned in Black”, “Tyrants”, “One by One” ou a “Sons of Northern Darkness” e dizer que não foi bom. Apenas duas malhas do novo álbum. Não houve grandes tretas cénicas e ainda houve um stress com a guitarra do Abbath. Alguma agitação cá á frente, crowd surf e grande ambiente num inevitável momento alto do fest deste ano.
Para terminar a noite na Rock Hard sobravam os FIELDS OF THE NEPLHILIM. Conheço apenas dois álbuns a sério – o “The Nephilim” e o “Elizium” – álbuns claramente numa onda dark/goth rock. Eis senão quando Mark McKoy e c& resolvem entrar com três malhas a abrir, quase a roçar o doom metal acelerado! Ora tendo em conta o nível de consumos já perpetrados por essa hora apenas um resultado possível – passei-me! É que não estava mesmo á espera. Depois lá surgiram os clássicos mais calmos mas sempre numa excelente onda, com uma ou outra malha novamente mais pesadota, terminando com a “Moonchild” salvo erro. Gostei bastante.
O final surgia pouco depois com o regresso dos CARCASS ao palco 2. Do que vi pareceu-me melhor do que há dois anos, incluindo a elaborada projecção gore na tela do palco. O cansaço adensava-se. Já vi a banda. Não sou fanboy da mesma. Fui-me embora antes do final.
DOMINGO
Já não cheguei a tempo de GENERAL SURGERY, ficando EX DEO como primeiro concerto do dia. Mhec. Que treta. Death mais que batido, lento, sem feeling, enfim sem nada de jeito. Bazei a meio para ir à Terrorizer ver 16. De sludge pouco. De hard core muito. Ou seja, em meia hora consegui ver dois maus concertos. É obra. Fuck!
Recuperei com a revisão de SAVIOURS, num stoner rock a abrir, entretido, como já o tinha sido no SWR. Depois a nossa primeira vez em DECAPITATED. Desconhecia que depois da fatalidade que os assolou andavam a tocar um death com laivos de pseudo core e portanto estranhei em muito o início da actuação dos polacos. E como a coisa não melhorava voltei a bazar, embora eles tenham terminado a actuação com três malhas antigas. Tocassem o “The Negation” todo e tinha lá ficado. Bom, bazei para ir ver BLACK COBRA. Sludge à moda dos Moho, com a mesma potência e insanidade dos espanhóis numa óptima experiência. Dentro deste registo também me pareceu boa aposta para Barroselas.
Entretanto espreitei ENSIFERUM. Folk metal ás 2 da tarde não é para mim. Regresso á Terrorizer para os norte americanos WEEDATER voltarem a debitar um sludge doom arrastado e bem balançado. Desconhecia. Gostei. Después os DYING FETUS resolveram cancelar, o que foi mau, embora num fest com tanta banda 2 ou 3 cancelamentos nem seja nada de admirar.
A seguir ao descanso chegou o primeiro contacto com BEHEMOTH. Apesar de já nem sequer ouvir os trabalhos que têm lançado sempre pensei que ao vivo valesse a pena e não estava enganado. Reconheci algumas músicas do início da fase death mas continuo á espera de os poder ver de noite. Aí sim é gajo para ser muito bom.
Entretanto a 3ª vez para KATATONIA, num concerto que começou com o bom ambiente do costume à volta da banda e algumas malhas do último álbum misturadas com outras do “The Great Cold Distance”. Sensivelmente a meio, pouco depois da “Evidence” tivemos necessidade de proceder a uma retirada estratégica para uma hibernação criogénica de uma hora. Motivo: le vin rouge de la valée de Clisson…Experimentem. Lá no planeta onde estive fiquei com a ideia de não ter ouvido nenhuma faixa do “Tonight’s Decision” para trás. Nem mesmo a “Murder”. Mas devo estar enganado.
De regresso para SUFFOCATION. Sempre ouvi dizer que davam grandes concertos mas confesso que nem sequer conhecia o som. Ao vivo não foi a minha onda, mas atendendo às circunstâncias acho que no futuro darei um 2ª oportunidade. Entretanto EXODUS deram um bom concerto no palco 2, embora nunca imaginasse que tivessem um vocals com aquela pinta. Salvo erro tocaram o “Bonded by Blood” na íntegra.
A seguir chegam os britânicos DOOM á terrorizer. Ora, tendo visto Motorhead há 15 dias, e tendo também já visto Nile duas vezes (embora sejam sempre concertos assombrosos) tomámos a decisão de nos juntarmos à escumalha do Hellfest. Punks, skins, red skins, freaks, fokens, enfim os maiores foras do festival foram lá parar, embora a tenda não tenha enchido. Se Discharge no Caos foi um belo bailarico, Doom foi uma dose fodida de punk/crust com mosh violentíssimo, punhos fechados, pés no ar, rotativos…E no final de cada malha eram todos os melhores amigos… Andar no mosh de punho fechado e a pontapés não é a minha cena, mas rapidamente me habituei. Apanhei mas também me fartei de dar, embora comedidamente porque eles eram grandes comó car….. . Um dos melhores gigs do fim-de-semana.
Depois vi SLAYER cá de trás, tranquilamente apreciando o desfilar dos grandes clássicos dos americanos. Ao fim e ao cabo é sempre um prazer.
Para o final duas grandes notas: 1º KISS com um espectáculo megalómano, uma entrada em palco astronáutica, e um feeling totalmente parolo mas quasi irresistível. Depois os suecos BLOODBATH a fecharem a Rock Hard. Em álbum nunca me convenceram mas ali, naquele palco, a fechar um grande festival deram um fabulástico concerto! Antes de mais o Akerfeldt tava com grande pinta, como que representando um intelectual de café já consumido, murmurando frases sarcásticas e dementes. Depois o Renkse e o Nystrom ficam muito bem ali a debitar death metal, pena é que nada desse sentimento tenham andado a transportar para Katatonia nos últimos tempos. Bom, desde o primeiro ao último acorde foi uma curtição, com grandes malhas durante o som, e grande cena do Akerfeldt nos interlúdios. Não sei dizer muito mais porque não conheço a sério nenhuma música da banda, mas para quem tocou o seu quinto concerto ao vivo saíram-se muitíssimo bem. É banda que só toca em festivais grandes e em Portugal duvido que algum fest tenha capacidade para os trazer. Infelizmente. Pá, em suma, granda concerto!
No final, saída do recinto ainda com os Kiss a tocar e a inventar trinta por uma linha para entreter o público. Não faço ideia do cachet que estes meninos levam, mas tendo em conta o arsenal de recursos que mostraram é capaz de ser justificado.
Final de festa no Metal Corner onde a força que faltava para ver os últimos concertos sobrava em entusiasmo para levantar os últimos copos, com bom ambiente geral e visível satisfação pela generalidade do festival.
Em jeito de conclusão, o Hellfest 2010 justificou a sua importância no panorama dos festivais europeus, melhorando vários aspectos da organização, embora tenham sido alguns os concertos onde se registaram um ou outro problema técnico. Deu para furar o sistema e entrar com álcool no recinto todos os dias, só que o cantil levava pouco…
Grandes concertos, elevados consumos e bom ambiente no festival e na vila de Clisson, deixando em aberto nova incursão a terras gaulesas para os próximos anos. Avec plaisir.
Antes de mais uma palavra de apreço para a excursão que decorreu practicamente sem falhas, facilitando em muito a vida de quem queria ir este ano a Clisson. Que para o ano sejam 150 em vez de 100 bravos lusitanos.
De resto a pequena vila medieval francesa continua manter um encanto muito próprio e aquelas esplanadas ideais para o “estágio “ pré festival. A primeira noite terminou no Metal Corner, transformado este ano num mini party stage, com direito a uma tenda exclusivamente para concertos.
Quanto á logística do festival, ao contrário das vozes protestantes, sou a afirmar as notórias melhorias relativamente há dois anos. Desde logo havia duches. Óptimo. Depois as WC’s estiveram (excepto no Domingo à noite) bastante aceitáveis. De resto o espaço do recinto aumentou, teve mais um palco, continuou com uma disposição espacial bastante bem conseguida e com aquela preocupação estética que só abona em favor da organização gaulesa. Ás vezes há malta que mais parece que está á espera de um hotel de cinco estrelas…
Quanto a concertos:
SEXTA FEIRA
11:05 da manhã e já OTARGOS estava a bombar na Rock Hard tent. Tinha-os perdido estupidamente em Paris o ano passado, mas estes 30 minutos compensaram bem a perda. Duas faixas do “Kinetic Zero” e o resto do último álbum, com a “La Genése de Dieu” e a “Dawn of the Ethereal Monolith” a serem os momentos mais altos de um concerto que deixou logo antever o que nos aguardava nesse dia. Excelent!
A seguir SWALLOW THE SUN no segundo palco. Se ver uma banda black metal de manhã não é o ideal, uma de doom também não fica favorecida. Foi por isso o menos bom concerto que vi dos finlandeses, num set onde predominaram as malhas do novo álbum (e até não resultaram mal) com a “Swallow” a ser naturalmente a mais aclamada pelo público.
Logo depois um não-concerto de URGEHAL. O som esteve completamente merdoso desde o primeiro acorde. Ninguém do palco ou da mesa conseguiu melhorá-lo e ainda assim os nórdicos insistiram em continuar a tocar. Marduk por exemplo fez o contrário, mas já lá vamos. Já apaguei aqueles 30 m da memória porque Urgehal não é aquilo.
No primeiro concerto da Terrorizer tent (mais virada para as cenas hard core e experimentais) os japoneses SIGH impressionaram pela positiva. Atitude agressiva, com uns toques de sensualidade da vocalista e um som a espaços bem rasgado. Sangue, fogo e blasfémia asiática num concerto altamente recomendável.
Depois os alemães NECROPHAGIST compensaram a sua não aparição de há dois anos com um concerto a roçar o demolidor. Grandes executantes, bons riffs e muito peso aproveitando o melhor som da tenda até então.
A seguir, KAMPFAR. Bom concerto com a “Norse” e a “Ravenheart” a liderar o set de uma actuação onde um Dolk demasiado comunicativo acabou por retirar alguma da mística habitual dos seus concertos. A generalidade do público adorou mas eu ainda prefiro aquela atitude nórdica mais fria. SECRETS OF THE MOON foi um bocado insosso. A primeira vez que os vi foi mais ou menos. Esta foi pior.
Ainda deu para ver um concerto morníssimo de IHSAHN antes do nosso primeiro contacto com HIPOCRISY. Grande concerto dos suecos no palco 2, com um set pesado e várias malhas antigas, ainda que o público não tenha correspondido totalmente à excelência do concerto. Um dos melhores momentos até então.
Depois de uma merecida pausa chegavam os também suecos WATAIN ao palco da Rock Hard tent. Não há hipóteses: ocupam por mérito próprio um dos principais lugares de destaque da cena black actual, sempre com grandes prestações, inovações cénicas e sets poderosíssimos. Não deixaram de apresentar o novo álbum, que resulta bem ao vivo, ocupando o resto do tempo na sua maioria com temas do “Casus Luciferi” e do “Sworn to the Dark”. Talvez até melhor do que quando actuaram em Barroselas, num dos melhores concertos de todo este Hellfest.
Entretanto altura para fazer inveja a muita gente: GODFLESH ao vivo. O palco estava practicamente todo envolto em fumo e apenas consegui descortinar dois músicos, sem baterista. Pensava que fossem três. Confesso que nunca percebi muito bem onde é que o conceito “Metal” entrava na definição do seu som industrial e ao vivo continuei sem o descobrir. Não obstante foi uma boa experiência, onde pelo menos duas malhas puseram toda a tenda a curtir. Depois e continuando a criar dores de cotovelo (…) fomos ver in loco o conceito ULVER. Nada de black metal, mas ainda assim uma viagem agradável ao som de ruídos electro-atmosféricos, com uma projecção de imagens de fundo muito bem conseguida. Mas convenhamos, o Trickster tá com aquele cérebro todo queimado.
Ainda espreitei um pouco dos gordos dos FEAR FACTORY na primeira vez que olhei para o 1º palco e a noite terminou com os magnânimes MARDUK em mais uma violenta descarga de ódio bélico. Percorreram quase toda a sua discografia, embora me tivesse parecido terem adoptado um set menos rápido. Tiveram um problema na guitarra do Hakansson e imediatamente pararam o som até aquilo estar a 100%. Era assim que os Urgehal deveriam ter procedido. Tenda cheia e mosh violento (ainda aviei uns quantos mas também apanhei) a marcar o final de um dia brutal.
SÁBADO
O dia começa com o cancelamento de COUNT RAVEN para pena minha dado que é daquelas bandas difíceis de apanhar no circuito de concertos. Assim, o primeiro concerto a sério acabou por ser o dos holandeses ASPHIX. Grande descarga de death old school, sempre a rasgar. Pareceu-me ser uma óptima banda para trazer a Barroselas.
Num dia bastante mais calmo que a sexta feira, seguiram-se os suecos DARK FUNERAL. Tinha-os visto há 4 anos no Metalway e na altura tinha sido muito bom. Em Clisson não se ficaram atrás. Primeiro destilaram três / quatro malhas dos três primeiros álbuns, ganhando a assistência para depois então nos brindarem com algumas faixas do último álbum, que também não ficaram mal na fotografia. Óptimo ambiente na tenda a provar que os suecos não desarmam apesar das críticas e indiferença que chovem dentro do seu próprio meio.
Depois e porque os concertos da Terrorizer atrasaram uma hora deixando-nos sem hipótese de voltar a dar um pezinho de dança em DISCHARGE, acabámos por ver uma boa parte de TWISTED SISTER. Agradável surpresa, com uma banda em boa forma, sobretudo o Dee Sneider que tá com uma forma física de fazer inveja a qualquer trintão. Para quem como eu não segue este tipo de som ficou a ideia de um bom concerto no dia onde mais gente decidiu visitar o recinto do festival.
Entretanto havia que deixar MY DYING BRIDE para outra altura, aproveitando para rever IMMORTAL. Em 2007 no Wacken proporcionaram-me talvez o maior concerto da minha vida, num dos primeiros concertos depois da reunião, no meio de 100 mil pessoas. No Hellfest dificilmente poderia ser melhor, mas é impossível ouvir a “Pure Holocaust”, “Bishirk”, “Damned in Black”, “Tyrants”, “One by One” ou a “Sons of Northern Darkness” e dizer que não foi bom. Apenas duas malhas do novo álbum. Não houve grandes tretas cénicas e ainda houve um stress com a guitarra do Abbath. Alguma agitação cá á frente, crowd surf e grande ambiente num inevitável momento alto do fest deste ano.
Para terminar a noite na Rock Hard sobravam os FIELDS OF THE NEPLHILIM. Conheço apenas dois álbuns a sério – o “The Nephilim” e o “Elizium” – álbuns claramente numa onda dark/goth rock. Eis senão quando Mark McKoy e c& resolvem entrar com três malhas a abrir, quase a roçar o doom metal acelerado! Ora tendo em conta o nível de consumos já perpetrados por essa hora apenas um resultado possível – passei-me! É que não estava mesmo á espera. Depois lá surgiram os clássicos mais calmos mas sempre numa excelente onda, com uma ou outra malha novamente mais pesadota, terminando com a “Moonchild” salvo erro. Gostei bastante.
O final surgia pouco depois com o regresso dos CARCASS ao palco 2. Do que vi pareceu-me melhor do que há dois anos, incluindo a elaborada projecção gore na tela do palco. O cansaço adensava-se. Já vi a banda. Não sou fanboy da mesma. Fui-me embora antes do final.
DOMINGO
Já não cheguei a tempo de GENERAL SURGERY, ficando EX DEO como primeiro concerto do dia. Mhec. Que treta. Death mais que batido, lento, sem feeling, enfim sem nada de jeito. Bazei a meio para ir à Terrorizer ver 16. De sludge pouco. De hard core muito. Ou seja, em meia hora consegui ver dois maus concertos. É obra. Fuck!
Recuperei com a revisão de SAVIOURS, num stoner rock a abrir, entretido, como já o tinha sido no SWR. Depois a nossa primeira vez em DECAPITATED. Desconhecia que depois da fatalidade que os assolou andavam a tocar um death com laivos de pseudo core e portanto estranhei em muito o início da actuação dos polacos. E como a coisa não melhorava voltei a bazar, embora eles tenham terminado a actuação com três malhas antigas. Tocassem o “The Negation” todo e tinha lá ficado. Bom, bazei para ir ver BLACK COBRA. Sludge à moda dos Moho, com a mesma potência e insanidade dos espanhóis numa óptima experiência. Dentro deste registo também me pareceu boa aposta para Barroselas.
Entretanto espreitei ENSIFERUM. Folk metal ás 2 da tarde não é para mim. Regresso á Terrorizer para os norte americanos WEEDATER voltarem a debitar um sludge doom arrastado e bem balançado. Desconhecia. Gostei. Después os DYING FETUS resolveram cancelar, o que foi mau, embora num fest com tanta banda 2 ou 3 cancelamentos nem seja nada de admirar.
A seguir ao descanso chegou o primeiro contacto com BEHEMOTH. Apesar de já nem sequer ouvir os trabalhos que têm lançado sempre pensei que ao vivo valesse a pena e não estava enganado. Reconheci algumas músicas do início da fase death mas continuo á espera de os poder ver de noite. Aí sim é gajo para ser muito bom.
Entretanto a 3ª vez para KATATONIA, num concerto que começou com o bom ambiente do costume à volta da banda e algumas malhas do último álbum misturadas com outras do “The Great Cold Distance”. Sensivelmente a meio, pouco depois da “Evidence” tivemos necessidade de proceder a uma retirada estratégica para uma hibernação criogénica de uma hora. Motivo: le vin rouge de la valée de Clisson…Experimentem. Lá no planeta onde estive fiquei com a ideia de não ter ouvido nenhuma faixa do “Tonight’s Decision” para trás. Nem mesmo a “Murder”. Mas devo estar enganado.
De regresso para SUFFOCATION. Sempre ouvi dizer que davam grandes concertos mas confesso que nem sequer conhecia o som. Ao vivo não foi a minha onda, mas atendendo às circunstâncias acho que no futuro darei um 2ª oportunidade. Entretanto EXODUS deram um bom concerto no palco 2, embora nunca imaginasse que tivessem um vocals com aquela pinta. Salvo erro tocaram o “Bonded by Blood” na íntegra.
A seguir chegam os britânicos DOOM á terrorizer. Ora, tendo visto Motorhead há 15 dias, e tendo também já visto Nile duas vezes (embora sejam sempre concertos assombrosos) tomámos a decisão de nos juntarmos à escumalha do Hellfest. Punks, skins, red skins, freaks, fokens, enfim os maiores foras do festival foram lá parar, embora a tenda não tenha enchido. Se Discharge no Caos foi um belo bailarico, Doom foi uma dose fodida de punk/crust com mosh violentíssimo, punhos fechados, pés no ar, rotativos…E no final de cada malha eram todos os melhores amigos… Andar no mosh de punho fechado e a pontapés não é a minha cena, mas rapidamente me habituei. Apanhei mas também me fartei de dar, embora comedidamente porque eles eram grandes comó car….. . Um dos melhores gigs do fim-de-semana.
Depois vi SLAYER cá de trás, tranquilamente apreciando o desfilar dos grandes clássicos dos americanos. Ao fim e ao cabo é sempre um prazer.
Para o final duas grandes notas: 1º KISS com um espectáculo megalómano, uma entrada em palco astronáutica, e um feeling totalmente parolo mas quasi irresistível. Depois os suecos BLOODBATH a fecharem a Rock Hard. Em álbum nunca me convenceram mas ali, naquele palco, a fechar um grande festival deram um fabulástico concerto! Antes de mais o Akerfeldt tava com grande pinta, como que representando um intelectual de café já consumido, murmurando frases sarcásticas e dementes. Depois o Renkse e o Nystrom ficam muito bem ali a debitar death metal, pena é que nada desse sentimento tenham andado a transportar para Katatonia nos últimos tempos. Bom, desde o primeiro ao último acorde foi uma curtição, com grandes malhas durante o som, e grande cena do Akerfeldt nos interlúdios. Não sei dizer muito mais porque não conheço a sério nenhuma música da banda, mas para quem tocou o seu quinto concerto ao vivo saíram-se muitíssimo bem. É banda que só toca em festivais grandes e em Portugal duvido que algum fest tenha capacidade para os trazer. Infelizmente. Pá, em suma, granda concerto!
No final, saída do recinto ainda com os Kiss a tocar e a inventar trinta por uma linha para entreter o público. Não faço ideia do cachet que estes meninos levam, mas tendo em conta o arsenal de recursos que mostraram é capaz de ser justificado.
Final de festa no Metal Corner onde a força que faltava para ver os últimos concertos sobrava em entusiasmo para levantar os últimos copos, com bom ambiente geral e visível satisfação pela generalidade do festival.
Em jeito de conclusão, o Hellfest 2010 justificou a sua importância no panorama dos festivais europeus, melhorando vários aspectos da organização, embora tenham sido alguns os concertos onde se registaram um ou outro problema técnico. Deu para furar o sistema e entrar com álcool no recinto todos os dias, só que o cantil levava pouco…
Grandes concertos, elevados consumos e bom ambiente no festival e na vila de Clisson, deixando em aberto nova incursão a terras gaulesas para os próximos anos. Avec plaisir.
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Vooder [RIP 2011/01/03]
Re: 2010.06.18 a 20 - HELLFEST - Clisson, França
Eu adoraria ver cá os Sigh, alto fanboy!
Re: 2010.06.18 a 20 - HELLFEST - Clisson, França
Festival excelente, cartaz brutalíssimo!
Muitos se queixaram das condições do acampamento, eu pessoalmente não achei nada más! Os chuveiros tinham as suas coisas más, a meio do dia aquilo estava meio badalhoco, mas também não estava a espera do contrário (agora, cagalhões lá é que enfim!). Ainda apanhei água meia morna!
As casas de banho é o normal, mas eram limpas várias vezes ao dia!
O Metal Corner é que devia fechar mais tarde! No último dia estava com a pica toda e acabou super cedo!
Uma coisa que me deixou completamente lixada, não sei se foi atraso na abertura das portas, mas epa, no primeiro dia ia toda lançada para ver the faceless as 10.30 da manhã e fiquei 45 minutos na fila para entrar no recinto, resultado, perdi o concerto! Como já falaram aqui no atraso da abertura das portas, deve ter sido isso..
Quanto a concertos, destaco: Bloodbath (que sonho!), Decapitated, Motorhead (que festa!), Slayer, Devin Townsend, As i Lay Dying, Obscura, Carcass (que poder!), Infectious Grooves.
A maior “desilusão” foi mesmo Necrophagist. Estava com alta pica para vê-los, comecei o concerto lá à frente e epa, a bateria estava tão alta que as musicas quase não se reconheciam. Tive de vir mais para trás, melhorou, mas mesmo assim…
Só vi os últimos 30 minutos de Kiss, que teatro! O Paul a tocar a i was made for loving you na torre, muito bom!
http://www.youtube.com/watch?v=H27ojKUAgSo Um vídeo gravado pelo vocal de decapitated na spheres of madness.
Andei pelo flickr a ver fotos, algumas bem fixes!
http://www.flickr.com/photos/pentakonix ... 335613436/ - o pormenor duma luz, brutal!
http://www.flickr.com/photos/nicowein/4728150850/ - o verdadeiro personagem!
http://www.flickr.com/photos/mortaupat/4726802977/ - um panorama sobre o recinto á noite. Achei mesmo bonita a decoração, quando a noite caía o efeito das luzes era uma coisa espectacular mesmo!
http://www.flickr.com/photos/staynervous/4725696114/ - o guitarrista de airbourne nos andaimes.
A excursão, muitas paragens! Compreendo que se pare com frequência, mas 30 minutos de estrada e uma paragem, como aconteceu umas poucas de vezes, é exagero. De resto, gostei muito! Tirando alguns aromas que se fizeram notar nas duas viagens!
No geral foi um festival do caraças! Adorei a experiência, o ambiente, os concertos…enfim! 5 estrelas! Valeu bem a pena! Venha o próximo!
Muitos se queixaram das condições do acampamento, eu pessoalmente não achei nada más! Os chuveiros tinham as suas coisas más, a meio do dia aquilo estava meio badalhoco, mas também não estava a espera do contrário (agora, cagalhões lá é que enfim!). Ainda apanhei água meia morna!
As casas de banho é o normal, mas eram limpas várias vezes ao dia!
O Metal Corner é que devia fechar mais tarde! No último dia estava com a pica toda e acabou super cedo!
Uma coisa que me deixou completamente lixada, não sei se foi atraso na abertura das portas, mas epa, no primeiro dia ia toda lançada para ver the faceless as 10.30 da manhã e fiquei 45 minutos na fila para entrar no recinto, resultado, perdi o concerto! Como já falaram aqui no atraso da abertura das portas, deve ter sido isso..
Quanto a concertos, destaco: Bloodbath (que sonho!), Decapitated, Motorhead (que festa!), Slayer, Devin Townsend, As i Lay Dying, Obscura, Carcass (que poder!), Infectious Grooves.
A maior “desilusão” foi mesmo Necrophagist. Estava com alta pica para vê-los, comecei o concerto lá à frente e epa, a bateria estava tão alta que as musicas quase não se reconheciam. Tive de vir mais para trás, melhorou, mas mesmo assim…
Só vi os últimos 30 minutos de Kiss, que teatro! O Paul a tocar a i was made for loving you na torre, muito bom!
http://www.youtube.com/watch?v=H27ojKUAgSo Um vídeo gravado pelo vocal de decapitated na spheres of madness.
Andei pelo flickr a ver fotos, algumas bem fixes!
http://www.flickr.com/photos/pentakonix ... 335613436/ - o pormenor duma luz, brutal!
http://www.flickr.com/photos/nicowein/4728150850/ - o verdadeiro personagem!
http://www.flickr.com/photos/mortaupat/4726802977/ - um panorama sobre o recinto á noite. Achei mesmo bonita a decoração, quando a noite caía o efeito das luzes era uma coisa espectacular mesmo!
http://www.flickr.com/photos/staynervous/4725696114/ - o guitarrista de airbourne nos andaimes.
A excursão, muitas paragens! Compreendo que se pare com frequência, mas 30 minutos de estrada e uma paragem, como aconteceu umas poucas de vezes, é exagero. De resto, gostei muito! Tirando alguns aromas que se fizeram notar nas duas viagens!
No geral foi um festival do caraças! Adorei a experiência, o ambiente, os concertos…enfim! 5 estrelas! Valeu bem a pena! Venha o próximo!
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