Não, não foste o único a ir.

Já agora, muda o título do tópico para o pessoal que foi ao 2º dia também poder dar o seu contributo, evitando a criação de outro tópico.
Dia 1:
Ora bem, não é fácil começar esta review...ou melhor, não é fácil recordar-me do péssimo (inenarrável) cenário com que me deparei quando cheguei às imediações do recinto. Cheguei por volta das 20h15 - depois de apanhar um trânsito infernal para chegar a Oeiras, mas pronto, isso já são outros quinhentos - (portanto, mais que a tempo de ver Megadeth, que estavam aprazados para começar às 20h30, o que aconteceu) e deparei-me com uma fila que teria, sem ponta de exagero, várias centenas de metros. O cenário era mesmo inacreditável. E a razão para isso é muito simples...só havia uma entrada para o recinto. Para um evento com milhares de pessoas, havia simplesmente uma entrada. Dizer que a organização esteve mal é ser bastante simpático. Estive 45 minutos para entrar na recinto e, nessa altura, já quase não havia revista à entrada, pois as reclamações já eram mais que muitas e, provavelmente, a organização já se tinha apercebido do completo caos que se passava à entrada. Resultado disto tudo: apanhei apenas metade (menos, na verdade) do concerto de Megadeth. Nunca me tinha acontecido nada assim...mau demais para ser verdade. Dir-me-ão: as portas abriram às 19h...Mas estar lá a essas horas, só para estudantes ou para quem estivesse de férias, caso contrário, não me parece. Considerando a fila que ainda estava à porta quando eu entrei, houve certamente muita gente que perdeu Megadeth. Repetindo-me, propositadamente: mau de mais para ser verdade!
Megadeth - difícil dizer muita coisa acerca de um concerto em que, das 11 músicas tocadas, vi apenas a partir do final do sétimo tema (a fantástica Tornado of Souls). Até aí, limitei-me a ouvir a partir da interminável fila em que me encontrava. Os últimos temas do concerto que vi, e não apenas ouvi, foram o tema título do último álbum (que marcou o back to form da banda), Dystopia, e os clássicos Symphonie of Destruction, Peace Sells, e o encore com a eterna Holy Wars. De um set já de si curtinho, para a banda que é - 60 minutos - conseguir ver apenas 30 minutos (ou até um pouco menos), foi deprimente. Do que vi, parece-me que a banda está em excelente forma e rejuvenescida com os novos membros. Tanto o Kiko Loureiro como o Dirk Verbeuren são excelentes músicos e ao vivo a sua prestação também é bastante boa. Esperemos então por uma nova oportunidade para os ver por cá (e de preferência como headliners).
Kiss - tendo em conta todos os problemas, Kiss era mesmo a tábua de salvação da noite (devo dizer que se o cartaz tivesse apenas Kiss, tenho dúvidas que tivesse marcado presença, portanto só isso diz muito acerca do meu estado de espírito..) Pois bem, os Kiss salvaram-me a noite por completo! Grande concerto, digo, espetáculo, de rock n´roll! Mais que um excelente concerto de rock (que o foi, obviamente!), foi um enorme espetáculo. Houve de tudo um pouco - fogo, pirotecnia, o Stanley a sobrevoar a plateia, o Simmons e o baterista a tocarem numa plataforma bem acima do palco, fogo de artifício no final. Foi, efetivamente, uma grande festa e uma enorme celebração de rock. Os Kiss mostraram que são uma verdadeira instituição do rock n´roll. Verdadeiros animais de palco, é no palco que a banda melhor se exprime. Tanto o Stanley como o Simmons são grandes figuras, tendo repartido as despesas no que respeita ao contacto mais próximo com o público. Quanto à setlist, foi um autêntico greatest hits. Começaram com a Deuce, do álbum homónimo e, a partir, foram hits atrás de hits, na maior parte dos casos berrados pelo público, como a Shout it Loud, War Machine, Schock Me, Say Yeah, I Love it Loud ou a Lick It Up. Para o final ficaram reservadas as clássicas I Was Made For Lovin' You, Love Gun e Black Diamond. Para o encore, reservaram a Cold Gin, Detroit Rock City, fechando com a minha favorita (de muitos) Rock and Roll All Nite. E foi mesmo! Não rock n´roll para toda a noite, mas para 100 minutos do melhor que o rock tem para oferecer ao vivo.
