
Muita polémica tem rodeado este lançamento, muito graças ao anúncio de participações de produtores electrónicos ou do vocalista de YMA6. A verdade é que este é o registo mais sólido, mais adulto e mais sentido da banda, so far.
A sonoridade dos BMTH, hoje em dia, pouco tem a ver com o deathcore do primeiro álbum "Count Your Blessings" (que é até uma referência para o género). Acaba por ser mais post-hardcore, generalizando muito. Mas também é verdade que a cada álbum a banda se reinventa, sem perder solidez ou carácter (pelo contrário!), coisa rara de se ver.
Sem me alongar muito, que não tenho paciência para análises técnicas, acho que o álbum roça a genialidade. Sem perderem peso ou agressividade em relação ao "Suicide Season", ganharam sentimento, desespero, alma. Todo o álbum tem um equilíbrio enorme em termos de composição, gerindo bem sentimentos diferentes. Como já disse, a agressividade não sai prejudicada, mas há momentos no álbum absolutamente... belos! O álbum ouve-se do início ao fim, sem aborrecer, e fica-se com a sensação de que houve tempo para tudo e de que tudo foi "dito".
Este é sem dúvida, daqueles álbuns capazes de tocar cá dentro e de marcar uma pessoa.
Com apenas 6 anos de existência e uma média de idades de talvez 22 anos, aproximadamente, os BMTH, ao contrário do que é dito em hate comments típicos como "são uns putos" ou "são uns chavalos nojentos e vendidos", demonstram hoje uma maturidade musical ENORME e fora do normal, que muitas bandas nem em duas décadas atingem.
Nota positiva ainda para o deluxe bundle de lançamento, álbum + t-shirt alusiva ao álbum + poster + sticker por apenas 23 euros. Menos do que muitas bandas levam por uma t-shirt em tour.




