Nacionalismo em LX

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vírgula
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Mensagempor vírgula » quinta jun 16, 2005 6:26 pm

Sothis Escreveu:Afinal qual é o problema de os Skins se manifestarem? Toda a gente é livre de mostrar os seus ideais? Vivemos em democracia, realmente nao entendo qual é o problema


Liberdade para pessoas que se manifestam contra a liberdade?
É uma questão difícil (ou não).

Pestilens, já tás sem argumentos há muito. Vês uma conversa que está a seguir um curso decente e já não sabes como te meter. Se não tens nada de interessante a dizer, não digas. Só tás a tentar destabilizar.

Pestilens [RIP]

Mensagempor Pestilens [RIP] » quinta jun 16, 2005 7:30 pm

Pah a tua ignorância deve-se medir a passos largos!!Tens razao numa coisa,é verdade , já nao tenho mais nada para dizer ...mas isso porque quando meto um post ..faço-o sempre de maneira muito sucinta e completa daquilo que quero dizer ,enquanto tu deves precisar de 20 pra dizer sempre a mesma .....m* .... digamos coisa ,antes!! :wink: o meu deve tar na pag 1 ou 2 ,olha ao tempo que ja deixei o post!!Sou um gaijo atento :wink:

Ermo [RIP]

Mensagempor Ermo [RIP] » quinta jun 16, 2005 8:47 pm

ACIME: A criminalidade de estrangeiros em Portugal - Um estudo Científico
Publicado em 09-03-2005

Realizou-se no passado dia 07 de Março um workshop para a apresentação do relatório preliminar do estudo "A criminalidade de estrangeiros em Portugal", desenvolvido pelo Centro de Investigação em Ciências Sociais e Humanas (Númena), da responsabilidade de Hugo de Seabra e Tiago Santos, para o Observatório da Imigração. O ACIME apresenta aqui o sumário executivo. O relatório final será disponibilizado brevemente.

Circula na sociedade portuguesa um discurso que equaciona estrangeiros e criminalidade. Os receptores e transmissores deste discurso são variados, compreendendo alguns media, organizações políticas e indivíduos privados, com prevalência de um ou outro grupo social. Um estudo .

Partindo do reconhecimento de que estamos perante sociologias - no sentido de discursos sobre o social - espontâneas, o objectivo desta investigação foi trazer a esta questão uma abordagem mais sistemática, apoiada num reflexão teórica explicitada, em metodologias que permitiram o controlo da influência de diversas variáveis independentes e em fontes tão credíveis quanto possível. Tivemos, assim, de rejeitar a pergunta na sua formulação mais espontânea - é a participação comprovada de indivíduos de nacionalidade estrangeira em actos criminais maior do que aquilo que a sua proporção no conjunto da sociedade portuguesa levaria a esperar? -, até porque a resposta é tão evidente como enganadora. Nessa formulação a pergunta leva à comparação do que não é comparável, ou seja, falha em manter o resto constante enquanto confronta a criminalidade de portugueses e estrangeiros. Os estrangeiros e os portugueses residentes em Portugal são muito diferentes entre si. Qual seria então o resultado desta comparação caso estrangeiros e portugueses se assemelhassem nos aspectos susceptíveis de influírem sobre a criminalidade condenada, nomeadamente os que respeitam à sua inscrição na estrutura social? Esta foi a nossa verdadeira questão de partida e também, cremos, a única que poderia esclarecer se há efectivamente um contributo da nacionalidade para a criminalidade. Procurando dar resposta a esta questão, a nossa preocupação foi recolher dados quantitativos que nos permitiram inscrever tanto o estrangeiro como o criminoso na estrutura social. Encontrámo-los, fundamentalmente, no censo de 2001 e em dados fornecidos pelo Gabinete de Política Legislativa e Planeamento do Ministério da Justiça (GPLP).

Apenas sete variáveis surgem simultaneamente nos dados do GPLP e nos Censos: sexo, idade, nacionalidade (reduzida, por limitações da fonte, à dicotomia português / estrangeiro), estado civil, residência habitual, instrução e condição perante o trabalho. Destas, as não respostas privaram-nos desde logo do usufruto da instrução, já que nos dados do GPLP só 61% dos casos são válidos no que respeita a esta variável; o estado civil foi recolhido de uma forma que torna a comparação ambígua; o segredo estatístico impossibilitou-nos de trabalhar com a residência habitual, pois desagregaríamos demasiado os dados, permitindo a identificação de indivíduos. Ficámos assim com a condição perante o trabalho, o sexo, a idade e a nacionalidade disponíveis para serem trabalhados. Note-se que, por força de limitações inerentes às próprias estatísticas, não tivemos alternativa senão trabalhar com base no conceito de estrangeiro. As noções de imigrante ou o de indivíduo pertencente a etnia minoritária são porventura mais caras ao discurso xenófobo e, como tal, mereceriam ser postas à prova e desmistificadas. Contudo, tal não é possível no âmbito de um projecto de desk research.

O passo seguinte foi aplicar a estrutura de uma população a outra, neutralizando assim o efeito de variáveis terceiras sobre o indicador que se pretende comparar, nomeadamente a taxa bruta de criminalidade (número de condenações por mil indivíduos). O resultado foram 7‰ para os portugueses e 11‰ para os estrangeiros. De seguida, apurámos qual seria a taxa bruta de criminalidade dos portugueses caso a estrutura desta população, em termos de sexo, idade e condição perante o trabalho fosse idêntica à dos estrangeiros. Uma vez aplicadas aos portugueses uma masculinidade e uma juventude similares às dos estrangeiros, a taxa bruta de criminalidade dos nacionais ascende a 10‰ e, se tivermos em conta a condição perante o trabalho, atinge mesmo os 11‰, ou seja, a virtual paridade com os estrangeiros. A maior criminalidade dos estrangeiros face aos portugueses revela-se assim ilusória, esbatendo-se à medida que vamos controlando o efeito de variáveis que, essas sim, têm uma relação real com o fenómeno da criminalidade.

Esta é talvez a principal conclusão do estudo, mas há outras. Da comparação do envolvimento de estrangeiros e portugueses em processos penais findos entre 1997 e 2003 na primeira instância destaca-se a existência efectiva de uma sobrerepresentação dos primeiros em todas as fases processuais (arguidos, condenados e condenados a prisão efectiva).
A análise da caracterização socio-demográfica dos criminosos estrangeiros e portugueses remete-nos para algumas semelhanças: em ambos os grupos predominam os homens solteiros, com idades até aos 40 anos, detentores do ensino básico e empregados. A grande e significativa diferença encontra-se no local de residência, pois entre um quarto (1997) e um oitavo (2003) dos estrangeiros declarou residir no estrangeiro. Deste facto podemos concluir que estes certamente não eram à data da prática do crime imigrantes (legais ou ilegais) em Portugal. Onde estão então as diferenças que levam à grande mediatização da criminalidade de estrangeiros? Antes de mais, estão nos resultados diferenciados das fases processuais. Ou seja, foi possível constatar que, em termos de medidas de coacção, a prisão preventiva é bastante mais aplicada a estrangeiros do que a portugueses. Poderão ser três as razões para este facto. Em primeiro lugar, a indicação expressa do Código de Processo Penal para manter em prisão preventiva qualquer suspeito de prática de crime de nacionalidade estrangeira que se encontre em situação irregular no país, mesmo que os indícios da prática do crime não tenha a força usualmente requisitada por lei. Em segundo lugar, poderá haver um maior envolvimento dos estrangeiros em crimes com molduras penais superiores a 3 anos o que, acrescido do perigo de fuga, poderá levar a este tipo de decisões. O que não é explicado pelas razões previamente apontadas poderá ser interpretado como a existência de algum preconceito na máquina judicial tendente a penalizar mais severamente os não nacionais.

Através do cálculo de índices de condenação, também nesta fase os estrangeiros aparecem com maior probabilidade de serem condenados do que os portugueses. Aqui, para além do tipo de crime praticado e do possível preconceito dos agentes do sistema judicial, entra em acção um novo factor: as defesas oficiosas de fraca qualidade.

Ao analisarmos as penas aplicadas na sequência de uma condenação, verificamos que a prisão é mais frequentemente aplicada a estrangeiros, nomeadamente no que diz respeito à prisão efectiva. Mostra-se assim relevante isolar os principais crimes punidos com essa medida, sobressaindo da análise que o crime de tráfico de droga estava, em 2003, na origem de 47% das condenações a prisão efectiva de estrangeiros e de apenas 15% das de portugueses. Se tivermos em conta que a moldura penal deste crime vai de um mínimo de 4 a um máximo de 25 anos, estão, à partida, postas de parte quaisquer possibilidades de penas alternativas à prisão efectiva, apenas aplicáveis até aos 3 anos de prisão.

Verificámos igualmente que nas condenações a prisão dos estrangeiros predominam penas de maior duração e que, com frequência assinalável, as durações médias das penas de prisão aplicadas ao mesmo tipo de crime são superiores para os estrangeiros. Mas esta é uma questão a aprofundar numa outra investigação já em curso, centrada nos estrangeiros no sistema prisional.

(in http://www.acime.gov.pt/modules.php?name=News&file=article&sid=785)

Achei que este artigo, encontrado noutro forum, faça sentido ser aqui postado. Não digo se concordo ou não com as conclusões tiradas ... mas é preciso ter em atenção que este estudo foi feito por entidades competetes e não por um qualquer português de tasco.
Última edição por Ermo [RIP] em quinta jun 16, 2005 9:28 pm, editado 1 vez no total.

Abracadaver [RIP]

Mensagempor Abracadaver [RIP] » quinta jun 16, 2005 9:04 pm

vírgula Escreveu:Liberdade para pessoas que se manifestam contra a liberdade?
É uma questão difícil (ou não).


Há certos limites que não podem ser quebrados. Ao minimo sinal de xenofobia, racismo, insulto e afins, a policia acaba com a manif.
Aliás, uma das coisas que mais me revolta - não tem nada a ver com gostos politicos - é o código penal (não quero falar do que não sei, mas do que li percebi que assim é) proibir tudo o que é associação de extrema direita e afins e não fazer o mesmo com a extrema esquerda. Curioso, no minimo.

Quanto a esse estudo... bem, fala por ele, realmente.

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Postmortem
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Mensagempor Postmortem » quinta jun 16, 2005 10:21 pm

Liberdade para pessoas que se manifestam contra a liberdade?
É uma questão difícil (ou não).


Esta é uma afirmação idiota. A liberdade é para todos e isso inclui os que se "manifestam contra a liberdade". Democracia é assim. Podes não gostar mas não lhes podes negar esse direito. Se assim fosse, então, qualquer estado totalitário poderia afirmar-se democrático já que iam seguir essa lógica do "Aceitamos tudo, desde que não seja contra o regime".

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Mensagempor vírgula » quinta jun 16, 2005 10:30 pm

Jovem... eu não afirmei nada... conheces o ponto de interrogação?

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Mensagempor Postmortem » quinta jun 16, 2005 10:39 pm

Então desculpa, mas parecia que estavas a implicar isso.

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Mensagempor vírgula » quinta jun 16, 2005 10:48 pm

Não, tava mesmo a questionar. Acho uma pergunta muito difícil de responder. Eu pelo menos não tenho a certeza do que acho...

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Mensagempor Einherjer » sexta jun 17, 2005 12:50 am

disseste isto...

vírgula Escreveu:Não, tava mesmo a questionar. Acho uma pergunta muito difícil de responder. Eu pelo menos não tenho a certeza do que acho...


por causa disto...

vírgula Escreveu:Liberdade para pessoas que se manifestam contra a liberdade? É uma questão difícil (ou não).



acho que o "ou não" diz tudo... mas até tu tiveste o bom senso de não tomar uma posição absolutista... pelo menos de uma forma explícita... e o ponto de interrogação até serve para algo...

no fundo és tão intolerante como aqueles que acusas... a liberdade de expressão é tão linda de se defender quando vem ao encontro daquilo em que acredito...

porém, já dizia Voltaire: "não concordo com o que o cidadão diz, mas defenderei até à morte o seu direito de o dizer"...

mas eu sei... é tão mais fácil falar de tolerância com uma cerveja na mão à porta do café suave do que realmente aplicá-la na vida real...
"If you want a picture of the future, imagine a boot stomping on a human face. Forever." O'Brien

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Grem
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Mensagempor Grem » sexta jun 17, 2005 9:19 am

Pá, e o pessoal do foro respeitar-se?
Vitorinum Sabbathi

TrymBeast
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Mensagempor TrymBeast » sexta jun 17, 2005 9:59 am

Morte aos criminosos sejam pretos, amarelos, vermelhos ou brancos todos me metem nojo!
SITE OFICIAL PORTUGUÊS DE METALIUM
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JPP [RIP]

Mensagempor JPP [RIP] » sexta jun 17, 2005 10:04 am

"A PSP de Lisboa vai estar especialmente atenta já amanhã durante um concerto do Iron Maiden no Parque das Nações. Segundo informações policiais que estarão a ser observadas pelas autoridades, esta banda é apreciada pelos elementos skin de todo o mundo e até o guitarrista da banda já terá pertencido a uma organização de cabeças rapadas inglesa"

in Portugal Diario
http://www.portugaldiario.iol.pt/notici ... div_id=291

Abracadaver [RIP]

Mensagempor Abracadaver [RIP] » sexta jun 17, 2005 11:30 am

E resta rir com o debate que se faz no parlamento: http://www.portugaldiario.iol.pt/notici ... div_id=291

Well, essa coisa dos Maiden é completamente aberrante, para não variar.

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Mensagempor otnemeM » sexta jun 17, 2005 3:19 pm

No parlamento chama-se fascista e racista aos unicos que propoem ou exijem soluções. Quem diria...

Do lado esquerdo temos "actos isolados" "coitadinhos" "problemas sociais" etc. Soluções e medidas é que nem vê-las. Aquela deputada do BE que falou havia de ser assaltada em plena praia e ainda levar uma escarreta de um dos "meninos de cor socialmente excluidos" para ver o que é bom.

Até ao fim do verão isto há-de piorar e depois nao se queixem do racismo aumentar. Não vai ser a nova enchente de anuncios pro-tolerancia e anti-racismo que nos vão safar.

Pestilens [RIP]

Mensagempor Pestilens [RIP] » sexta jun 17, 2005 3:45 pm

Após muitos posts aqui ...finalmente me convenceram!!Sao coitadinhos ..os meninos .. e outros que fazem merda (seja de que cor for)!!Que continuem ,porque acho que neste momento já nem um Salazar vale a pena...acho que ja era preciso dois!!Mas se existe algum, nos dias de hj ,acho que ele nem mexe a palheta ...para quê .. para ser o urso da sociedade!!Só pode...(espero que nao tenha sido mais uma posta de pescada hihih)


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