Agonizing Terror / Metal na TV / Imprensa sensacionalista
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Svandis [RIP]
- chainsaw maniac
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O Tó Jó, que costumava usar sapatilhas pretas - o que era também uma prova para quem não o queria levar muito a sério, porque os metaleiros mais duros usam Doc Martens -, passou a andar com uma pulseira de cabedal e bicos de metal.
????
os metaleiros mais duros não usam sapatilhas?só doc's e picos? ahahahhaa
eu nem vou comentar, nem isto nem o que se passou na altura...
tou farta, farta de sencionalismos mediáticos e estéreotipos. GRUNF!
Última edição por chainsaw maniac em quinta out 21, 2004 1:44 pm, editado 1 vez no total.
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YX [RIP]
Lembro-me bem disso, aliás gravei na altura a reportagem para uma k7 VHS. Quando me quero rir um bocado, pego naquilo. E dá-me tanta vontade de rir os comentários da jornalista como algumas das frases proferidas pelos nossos "ilustres" representantes.
Perda de tempo estar a comentar cenas como esta, as coisas sempre foram assim e vão continuar a ser. Fora com os estereótipos dentro e fora do metal!
Perda de tempo estar a comentar cenas como esta, as coisas sempre foram assim e vão continuar a ser. Fora com os estereótipos dentro e fora do metal!
Última edição por YX [RIP] em sábado out 23, 2004 11:25 am, editado 1 vez no total.
- Legião
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Satânicos mas arrependidos
O assassínio dos pais cometido pelo líder de uma banda com influências satânicas, no dia do eclipse, 11 de Agosto, está a agitar o «underground» português. Os Agonizing Terror, a banda de «death metal» de António Jorge Santos, o Tó Jó, professavam a morte. O duplo homicídio foi cometido, segundo a Polícia Judiciária, dentro deste espírito. Mas entre as bandas que tocam o estilo, ninguém relaciona as duas coisas - a música e o crime. A atitude geral é de mostrar desconforto por ver o metal associado a um crime - e recuar nas ideologias. «O pessoal diz essas barbaridadezitas só para se mostrar», sintetiza Bruno Correia, organizador do Festival Algarve em Chamas.
Negar Satanás
Questionados pela Polícia Judiciária sobre a ideologia que professavam, os dois membros da banda de «black metal» portuense Summum Malum recuaram. Tudo não era mais que brincadeira. Hélder Teixeira e Nuno Lima foram interrogados por serem, nesta altura, os amigos mais próximos dos Agonizing. Estavam em Aveiro quando se soube que Tó Jó era suspeito.
Afastadas as ligações ao crime, de volta ao Porto, Hélder e Nuno amenizaram o visual, o que foi considerado estranho por quem os conhecia como a banda mais satanicamente assumida. Em palco, os Summum Malum usam ícones satânicos. Cruzes, pentagramas invertidos e cintos de balas. Pintam as caras com a técnica «corpse paint» (para parecerem um cadáveres).
O primeiro trabalho - 666 cassetes de ensaio distribuídas através do correio - chamava-se Lusitanian Evilness e tinha como «slogan» «No love, no life, only death is real» (não ao amor, não à vida, só a morte é real).
As cassetes, gravadas num ensaio, para um som mais cru, eram a maneira mais usada de apreciar-lhes o estilo, porque os Summum Malum pareciam levar o obscurantismo à letra. Só aceitavam partilhar o palco com quem tinha a mesma ideologia - ou pelo menos com outras bandas a que reconheçam «carácter». Há alguns meses anunciaram a decisão de não tocar mais no Porto, porque, diziam, esse público era «impressionantemente mau».
As entrevistas que davam eram das mais duras do meio - «os únicos sentimentos que transmitimos são puro ódio, caos, violência e total destruição» - e costumavam gritar «Glória a Satanás nas profundezas, nas profundezas Glória a Satanás».
Cederam na primeira ocasião em que a ideologia foi posta à prova. Contactados pelo EXPRESSO, não quiseram prestar declarações.
Diabo «light»
Estranha-se esta atitude pelo facto das bandas «underground» levarem normalmente as suas ideias muito a sério. Sem ter de prestar contas ao mercado, fazem imagem através das suas convicções, a mais comum o ódio ao cristianismo - a raiz das ligações do Black Metal ao Satanismo.
«Não chega a letra, tenho que analisar a personalidade de uma banda para a incluir no meu catálogo», diz Francisco Viegas, 26 anos, ladrilhador, vocalista dos Celtic Dance. Enquanto Conqueror, o seu cognome no meio, editou a primeira cassete dos Summum Malum. Normalmente são as dissensões ideológicas que acabam com as bandas. Aconteceu com os Dark Agression, onde Francisco anda a tocar. Foi num festival organizado em Unhais da Serra por esta banda de «pagão-death-black metal» do Fundão que os Agonizing Terror se motivaram para o satanismo.
Agora, Daniel, ou «Slaugther Belzebub», que dava entrevistas a acabar com «Hate Christ Forever», e usava uma cruz invertida nos concertos, insiste em afirmar que nunca foi satânico. Apenas defende alguns dogmas do satanismo («contra a moral do cristianismo», por exemplo). Para os concertos, comprava nos talhos sangue para espalharem no corpo. Esclarece Daniel: «Era um sinal de brutalidade da música, não um ritual». E sobre a distribuidora LuciDist, há uma explicação simples na qual Lucifer não entra: «Vem do nome inglês Lucy, mas sem y.» Depois do crime de Ílhavo, o primeiro do género em Portugal, os satânicos negam Satanás.
Por Catarina Carvalho
Fonte: http://www.expresso.pt (21 Agosto 1999)
Gostei bastante desta reportagem, espelha bem o radicalismo exagerado de muita gente dentro do Metal.
O assassínio dos pais cometido pelo líder de uma banda com influências satânicas, no dia do eclipse, 11 de Agosto, está a agitar o «underground» português. Os Agonizing Terror, a banda de «death metal» de António Jorge Santos, o Tó Jó, professavam a morte. O duplo homicídio foi cometido, segundo a Polícia Judiciária, dentro deste espírito. Mas entre as bandas que tocam o estilo, ninguém relaciona as duas coisas - a música e o crime. A atitude geral é de mostrar desconforto por ver o metal associado a um crime - e recuar nas ideologias. «O pessoal diz essas barbaridadezitas só para se mostrar», sintetiza Bruno Correia, organizador do Festival Algarve em Chamas.
Negar Satanás
Questionados pela Polícia Judiciária sobre a ideologia que professavam, os dois membros da banda de «black metal» portuense Summum Malum recuaram. Tudo não era mais que brincadeira. Hélder Teixeira e Nuno Lima foram interrogados por serem, nesta altura, os amigos mais próximos dos Agonizing. Estavam em Aveiro quando se soube que Tó Jó era suspeito.
Afastadas as ligações ao crime, de volta ao Porto, Hélder e Nuno amenizaram o visual, o que foi considerado estranho por quem os conhecia como a banda mais satanicamente assumida. Em palco, os Summum Malum usam ícones satânicos. Cruzes, pentagramas invertidos e cintos de balas. Pintam as caras com a técnica «corpse paint» (para parecerem um cadáveres).
O primeiro trabalho - 666 cassetes de ensaio distribuídas através do correio - chamava-se Lusitanian Evilness e tinha como «slogan» «No love, no life, only death is real» (não ao amor, não à vida, só a morte é real).
As cassetes, gravadas num ensaio, para um som mais cru, eram a maneira mais usada de apreciar-lhes o estilo, porque os Summum Malum pareciam levar o obscurantismo à letra. Só aceitavam partilhar o palco com quem tinha a mesma ideologia - ou pelo menos com outras bandas a que reconheçam «carácter». Há alguns meses anunciaram a decisão de não tocar mais no Porto, porque, diziam, esse público era «impressionantemente mau».
As entrevistas que davam eram das mais duras do meio - «os únicos sentimentos que transmitimos são puro ódio, caos, violência e total destruição» - e costumavam gritar «Glória a Satanás nas profundezas, nas profundezas Glória a Satanás».
Cederam na primeira ocasião em que a ideologia foi posta à prova. Contactados pelo EXPRESSO, não quiseram prestar declarações.
Diabo «light»
Estranha-se esta atitude pelo facto das bandas «underground» levarem normalmente as suas ideias muito a sério. Sem ter de prestar contas ao mercado, fazem imagem através das suas convicções, a mais comum o ódio ao cristianismo - a raiz das ligações do Black Metal ao Satanismo.
«Não chega a letra, tenho que analisar a personalidade de uma banda para a incluir no meu catálogo», diz Francisco Viegas, 26 anos, ladrilhador, vocalista dos Celtic Dance. Enquanto Conqueror, o seu cognome no meio, editou a primeira cassete dos Summum Malum. Normalmente são as dissensões ideológicas que acabam com as bandas. Aconteceu com os Dark Agression, onde Francisco anda a tocar. Foi num festival organizado em Unhais da Serra por esta banda de «pagão-death-black metal» do Fundão que os Agonizing Terror se motivaram para o satanismo.
Agora, Daniel, ou «Slaugther Belzebub», que dava entrevistas a acabar com «Hate Christ Forever», e usava uma cruz invertida nos concertos, insiste em afirmar que nunca foi satânico. Apenas defende alguns dogmas do satanismo («contra a moral do cristianismo», por exemplo). Para os concertos, comprava nos talhos sangue para espalharem no corpo. Esclarece Daniel: «Era um sinal de brutalidade da música, não um ritual». E sobre a distribuidora LuciDist, há uma explicação simples na qual Lucifer não entra: «Vem do nome inglês Lucy, mas sem y.» Depois do crime de Ílhavo, o primeiro do género em Portugal, os satânicos negam Satanás.
Por Catarina Carvalho
Fonte: http://www.expresso.pt (21 Agosto 1999)
Gostei bastante desta reportagem, espelha bem o radicalismo exagerado de muita gente dentro do Metal.
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Vooder [RIP 2011/01/03]
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[RIP]
O Metal agora é chique. Passou a moda. Os criminosos agora são os rappers. Depois iremos ouvir comentários do género:
"O Ice (ou Ismael Nunes, o seu nome verdadeiro) não era duro. Ele usava o boné com a pala para a frente. Os verdadeiros duros do Rap usam a pala ligeiramente de lado..."
Sensacionalismo move as massas. Pop. Quintas das celebridades. Big Brother. O facto de se poder olhar para dentro de qualquer vida ou intriga é um objectivo que muita gente fez questão de realçar na sua vida. Vivemos as vidas uns dos outros. Vende quando se escreve sensacionalismo. Não acham a natureza humana repugnante?...
"O Ice (ou Ismael Nunes, o seu nome verdadeiro) não era duro. Ele usava o boné com a pala para a frente. Os verdadeiros duros do Rap usam a pala ligeiramente de lado..."
Sensacionalismo move as massas. Pop. Quintas das celebridades. Big Brother. O facto de se poder olhar para dentro de qualquer vida ou intriga é um objectivo que muita gente fez questão de realçar na sua vida. Vivemos as vidas uns dos outros. Vende quando se escreve sensacionalismo. Não acham a natureza humana repugnante?...
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Ego Liberare [RIP]
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Svandis [RIP]
«No love, no life, only death is real» (não ao amor, não à vida, só a morte é real). Que bem q a jornalista fala inglês, até dá gosto de ver...
Não ao amor, não á vida, só a morte é real - No to love, no to life, only death is real.
Sem amor, sem vida, só a morte é real - no love, no life, only death is real.
Como é facil fazer uma livre intrepratação e acabar por distorcer as palavras alheias conforme nos dá jeito... q foi o q esta senhora fez. Pra mim, deixou de ter qq credibilidade o artigo, a partir do momento em q n sabe sequer traduzir algo tão simples... e nem pediu ajuda a quem soubesse, tadinha, n dava jeito!
Não ao amor, não á vida, só a morte é real - No to love, no to life, only death is real.
Sem amor, sem vida, só a morte é real - no love, no life, only death is real.
Como é facil fazer uma livre intrepratação e acabar por distorcer as palavras alheias conforme nos dá jeito... q foi o q esta senhora fez. Pra mim, deixou de ter qq credibilidade o artigo, a partir do momento em q n sabe sequer traduzir algo tão simples... e nem pediu ajuda a quem soubesse, tadinha, n dava jeito!
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Ego Liberare [RIP]
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