Impostos

Schutzstaffel [RIP]

Mensagempor Schutzstaffel [RIP] » quinta mai 26, 2005 1:51 am

[/quote]Só lê e ouve música em disco quem quer. Não vou muito na treta de artigos de luxo. Para mim, um artigo de luxo é um ferrari, uma piscina, diamantes, etc.
A merda do constante aumento do tabaco é uma palhaça tremenda. E têm o descaramento de dizer que é uma maneira para reduzir o consumo de tabaco.
Dá vontade de roubar tabaqueiras ou simplesmente comprar tabaco sem imposto. O meu irmão fuma JPS a 1,80 maço.




claro! mas isso foi so para dizer k o imposto sobre 1 cd é mais elevado do k 1 livro, são 2 produtos digamos assim k tão encaixados no contexto cultural. :wink:

mas olha achas bem, por exemplo as fraldas de 1 criança ter o imposto igual tipo a 1 garrafa de vodka ou a 1 telemovel.

relativamente ao jps á maços mais baratos..

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vírgula
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Mensagempor vírgula » quinta mai 26, 2005 4:32 am

A única solução é a mudança de mentalidade do povo português, que vai desde o zé ninguém até ao mais poderoso.
O "espertísmo" e o "desenrascanço" não leva ninguém a lado nenhum.

Mete piada dizerem "isto só vai lá com um novo Salazar". Mas esta gente vive em que mundo? Que livro é que eles leram sobre a economia do país no tempo de Salazar?
Esse foi dos períodos económicos (e não só) mais negros da história deste país. Nunca Portugal retrocedeu tanto como nesse período.

Vlad [RIP]

Mensagempor Vlad [RIP] » quinta mai 26, 2005 10:13 am

vírgula Escreveu:A única solução é a mudança de mentalidade do povo português, que vai desde o zé ninguém até ao mais poderoso.
O "espertísmo" e o "desenrascanço" não leva ninguém a lado nenhum.


E a prova de que isto é verdade é que se todas as profissões liberais, restaurantes, jeitosos que fazem biscates e outras coisas do género passassem sempre facturas, o PIB subia quase 30% em matéria colectável. De repente deixávamos de ter um problema de défice.

Mete piada dizerem "isto só vai lá com um novo Salazar". Mas esta gente vive em que mundo? Que livro é que eles leram sobre a economia do país no tempo de Salazar?
Esse foi dos períodos económicos (e não só) mais negros da história deste país. Nunca Portugal retrocedeu tanto como nesse período.


O problema que falas tem uma relação indirecta com a falta de desenvolvimento incutido na sociedade portuguesa. Isso não quer dizer que o Estado fosse financeiramente mal gerido. O crescimento sustentado da sociedade portuguesa no seu todo é que não existiu por decisão politica. Tanto quanto sei não havia nenhum problema com os cofres do Estado na altura. Isso não quer dizer que não tenhas razão, só não é linear.

No entanto também acho que tem muita piada, porque mesmo que viesse um gajo desses endireitava os cofres à custa da nossa extrema pobreza, o que não me parece ser solução.

Pelo menos estes tentam endireitar os cofres à custa de pobreza não tão extrema. :D

V

Brujo [RIP 2009/08/10]

Mensagempor Brujo [RIP 2009/08/10] » quinta mai 26, 2005 11:00 am

não é facil ser governo, os tipos adoptam medidas e ninguem as curte, etc. . .é preciso dar tempo ao governo e deixa-los aplicar as medidas que acharem adequadas, nao é vem uma medida que a cgtp, ou lá como se chama, nao curte e toca a fazer manifestaçoes. já se sabe que se vai ter que apertar o cinto e que esta situaçao nao melhora do dia para a noite portanto nao vale a pena chorar

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Mensagempor BulletBeast » quinta mai 26, 2005 11:30 am

E vocês acreditam realmente que nos anos que se seguiram ao 25 de Abril a generalidade das pessoas realmente pensou em construír um país melhor e economicamente estável? Ou pensou melhor em usufruír da liberdade de expressão que lhe conferia entre outras coisas, a liberdade de poder trabalhar "x" horas por dia sem pensar em produzir resultados e trabalhar para um objectivo? É essa geração que agora se apoquenta mais com essas medidas, que está à beira da reforma e não gosta da possibilidade de ter de trabalhar mais alguns anos.

Admitindo que a maioria de nós pertence a uma faixa etária que está entre os 20 e 35 anos, somos nós que vamos comer com as verdadeiras dificuldades porque temos uma vida de trabalho pela frente. A geração que nos precedeu preparou-nos o futuro que agora chega.

Por outro lado e como pertencemos a um período pós-revolucionário, temos uma perspectiva diferente das coisas e acredito que somos mais fortes, mais optimistas e mais desprovidos daquela "motivação de função-pública" que arruinou este país.

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Pitch Black
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Mensagempor Pitch Black » quinta mai 26, 2005 2:22 pm

Bem... acho muito bonito o novo IVA, etc e só digo uma coisa: o País pára, as pessoas juntam-se, cortam estradas para se manifestarem... pelo FUTEBOL. Entretanto, parte do nosso dinheiro vai para os estádios e outras coisas relacionadas com o futebol. Toda a gente se mobiliza por esta "nobre" causa.

Quanto ao aumento da gasolina, portagens, IVA, impostos etc... a filosofia é: "pronto... vou ter que me desenrascar de outra maneira". Mas se há um motivo para se ir festejar uma vitória qualquer no futebol, as ruas enchem-se de pessoas que gritam, cantam e manifestam-se... pela causa errada.

É a educação, valores e ideais que, infelizmente, temos em grande parte da população Portuguesa.

Intifada
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Mensagempor Intifada » quinta mai 26, 2005 2:47 pm

A solução não passa por despedir um numero elevado de funcionários públicos, como já alguem disse aqui... porque, se ainda há reformas neste pais elas devem-se aos descontos feitos pela função pública, aliás, são sempre eles quem pagam as crises... os empresários e liberais continuam a viver á margem de qualquer sacrificio.

Um excelente exemplo é a Finlandia, considerada quase unanimente como o pais mais desenvolvido em termos sociais, de qualidade de vida e de eficiência dos serviços. Lá, mais de 35% da população dependem directamente do estado, por outras palavras, são funcionários públicos, e défices e pobreza não existe. É um estado social/democrata, com profundas preocupações e raizes socialistas, mas com uma diferença... as pessoas trabalham, são eficientes, tem formação e são cumpridoras.

Aqui a mudança passa por nós todos, desde o Zé da Esquina até ao grande empresário... é a cultura do "chico-espertismo", onde só paga impostos quem é estupido ou... funcionário público! Enquanto isto não mudar, podem vir 20 Salazares que a merda vai continuar!

A mudança tem que ser feita por todos, a começar pelas mentalidades!

Razor
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Mensagempor Razor » quinta mai 26, 2005 3:00 pm

[quote="Vlad"]
Infelizmente a solução para isto é desempregar muita gente. No Estado. E isso ninguém quer fazer. E na minha opinião, enquanto não o fizerem, não vão lá.

[/quote] Ninguém o quer fazer? Quando eu era funcionário público fui despedido pela dra. Ferreira Leite, seguidora da teoria do funcionário público como bode expiatório para todos os problemas do país. :evil:

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Mensagempor BulletBeast » quinta mai 26, 2005 3:09 pm

Pitchblack... eu acho bem que as pessoas encham ruas e festejem pelo futebol (ainda que não tenha sido o meu Sporting a ganhar o título!!!), pela política, pelo que seja... porque isso obviamente só faz é bem: gritar, cantar e manifestar o contentamento só tem pontos positivos a meu vêr.

A forma de como gastamos o nosso dinheiro é que está distorcida, não é por acaso que os concertos mais caros e mais mediáticos são sempre os primeiros a esgotar. Madonna e U2 são dois exemplos disso. E se fosses ao Miau.pt em vésperas da Final da Taça Uefa, vias em quanto iam as imensas licitações que se faziam em leilões brutalmente inflaccionados, para a venda dos bilhetes.

Eu conheço pessoal que troca de carro com alguma regularidade, vestem-se com roupa caríssima, fazem pelo menos uma semana de férias de Verão no estrangeiro por ano e ganham à volta de 600€/650€ mensalmente. Vivem praticamente do cartão de crédito e gabam-se disso - aliás já ouvi dizerem "eu pago tudo com o VISA", como se isso fosse uma coisa altamente vantajosa.
Se vivermos acima das nossas posses é claro que a economia do país se vai ressentir, porque estamos a gastar dinheiro que não temos. Se fazemos este tipo de vida (e todos nós conhecemos gente que o faz) não nos podemos queixar muito.
As únicas pessoas que se podem queixar são aquelas que têm pouco e mesmo assim, têm dificuldade em colocar na mesa 2 refeições quentes por dia, que querem pôr os filhos a estudar e não têm dinheiro para o fazer, que andam de transportes públicos porque um automóvel para elas é algo de inantigível e cujas férias são passadas em casa ou com uma ida à praia de vez em quando, porque não têm dinheiro para mais. Esse são os verdadeiros prejudicados nestas situações e é neles que temos de pensar.

Se acharem que estou a nívelar muito por baixo o grau da nossa exigência relacionada com a qualidade de vida, eu compreendo e aceito isso... mas sinceramente precupa-me muito mais as pessoas que não têm alternativas, que as pessoas que vão ter que fazer concessões a níveis banais para poder fazer frente a eventuais dificuldades económicas.

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Mensagempor Einherjer » quinta mai 26, 2005 3:18 pm

lá diz o velho rifão que "com o mal dos outros posso eu bem."

mas é um facto que temos um dos aparelhos publicos mais pesados de toda a europa...

eu, na minha actividade, já realizei trabalhos em imensos organismos publicos e se desde sempre houve algo que me irritou foi a extrema indolência e/ou incompetência dos dos chefes de secção que subiam por antiguidade... claro que há sempre excepções e também encontrei gente esforçada e trabalhadora com espirito de serviço e sacrifício...

enfim...

há muitas medidas que têm de ser tomadas... e algumas delas muito mais importantes que quaisquer despedimentos na função publica mas o sinais que este governo envia é que novamente serão os mesmo a pagar a puta da crise. enquanto a saude grita por reforma, assim como a justiça e as finanças (fisco)... mas, como sempre, nada será feito que possa minimamente beliscar os interesses instalados. afinal de contas para um politico, os favores de hoje são o garante de emprego amanhã...
"If you want a picture of the future, imagine a boot stomping on a human face. Forever." O'Brien

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Mensagempor BKD. » quinta mai 26, 2005 3:26 pm

Interesses instalados são algo muito meticuloso...e vou dar alguns exemplos:

Estados Unidos...o Bill Clinton quis mexer na industria farmacêutica e no sistema de saúde [ que é todo privado ] e de repente "apareceram" a Paula Jones e a Monica Lewinski...

Portugal...o Santana Lopes [ sem estar a querer limpar as suas barracadas ] quis ir ao bolso dos bancos, e foi jogado aos leões...

Quem mais tem, mais quer ter, e cada um só se preocupa com o seu úmbigo e não com o bem geral. Se alguém se atreve a mexer na lama de algum poder instituido, seja com boas ou más intenções, enterra-se e queima-se.
:: https://www.ilargia.pt|https://linktr.ee/visceraldeathmetal
:: In the beginning the Universe was created. This has made a lot of people very angry and been widely regarded as a bad move. ::

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Mensagempor raxx7 » quinta mai 26, 2005 4:17 pm

Intifada Escreveu: funcionários públicos, como já alguem disse aqui... porque, se ainda há reformas neste pais elas devem-se aos descontos feitos pela função pública, aliás, são sempre eles quem pagam as crises... os empresários e liberais continuam a viver á margem de qualquer sacrificio.


Absurdo. E os trabalhadores por conta de outrém no sector privado, não têm descontos para a segurança social? Aliás, a administração pública tem tido regimes mais favoráveis que o sector privado.

Um excelente exemplo é a Finlandia, considerada quase unanimente como o pais mais desenvolvido em termos sociais, de qualidade de vida e de eficiência dos serviços. Lá, mais de 35% da população dependem directamente do estado, por outras palavras, são funcionários públicos, e défices e pobreza não existe. É um estado social/democrata, com profundas preocupações e raizes socialistas, mas com uma diferença... as pessoas trabalham, são eficientes, tem formação e são cumpridoras.


Segundo este artigo do sindicato de quadros técnicos do estado, os trabalhadores da administração pública eram 21% da população activa da Finlância, contra 14% em Portugal. Falta saber se inclui os milhares de pessoas que são pagas pelo estado sem pertencerem aos quadros da função pública.

De volta à administração pública em Portugal. Não vou chamar às pessoas que lá trabalham preguiçosas porque não são piores que as outras mas a verdade é, entre outros problemas, a administração pública está organizada de tal forma que incentiva as pessoas a fazer o menos possivel. E com raras excepções, as pessoas ou se adaptam ou vão trabalhar para o sector privado.
Shrödinger's cat has left the building.
When in doubt, ban!

Schutzstaffel [RIP]

Mensagempor Schutzstaffel [RIP] » quinta mai 26, 2005 4:26 pm

Intifada escreveu:
funcionários públicos, como já alguem disse aqui... porque, se ainda há reformas neste pais elas devem-se aos descontos feitos pela função pública, aliás, são sempre eles quem pagam as crises... os empresários e liberais continuam a viver á margem de qualquer sacrificio.


Absurdo. E os trabalhadores por conta de outrém no sector privado, não têm descontos para a segurança social? Aliás, a administração pública tem tido regimes mais favoráveis que o sector privado.



concordo!

MorbidDestiny [RIP]

Mensagempor MorbidDestiny [RIP] » quinta mai 26, 2005 4:29 pm

Portugal = Terra dos (maus) fenómenos...

Não tarda muito, pertencemos é aos cabrões dos vizinhos do lado ou então aos chinocas que estão a gostar muito de cá, bahhhh...

Intifada
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Mensagempor Intifada » quinta mai 26, 2005 4:55 pm

21% da população activa do Finlandia são funcionários do estado, sendo que cerca de 15% também dependem directamente do estado, mesmo não sendo considerados func. publicos... o que somado dá ceca de 35%. Não é de todo absurdo, é só consultar os inumeros estudos disponiveis na net.

Cá em Portugal desconheço os numeros. Mas certamente andará muito longe do numero da Finlandia.


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