O jornalismo musical em análise
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pjms V2.0 [RIP]
a relação musico jornalista irá sempre ser conflituosa!!!!
em pt há mais de 323 bandas de metal em portugal, aki referenciadas no forum e ninguem diz mal de nada!
é tudo bom e melhor até do k se faz lá fora......vivesse numa hipocrisia total.
eu acho os jornalistas demasiado brandos nas palavras!
qual é o mal de dizer k a banda X ou Y ñ presta?!?!?
acho k se deveria criar o habito de dizer a verdade por muito cruel k ela fosse!
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qual é o mal de dizer k a banda X ou Y ñ presta?!?!?
acho k se deveria criar o habito de dizer a verdade por muito cruel k ela fosse!
- BKD.
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Eu penso, é que, entre a frase isolada e a resposta completa, há diferenças significativas de conteúdo e significado.
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Eu penso, é que, entre a frase isolada e a resposta completa, há diferenças significativas de conteúdo e significado.
BKD, concordo que muitas vezes os jornalistas descontextualizam as frases e, por essa via, dão sentidos completamente diferentes ao texto. No entanto, acho que não é esse o caso. Aliás, a frase é tão explícita que, julgo, tem exactamente o mesmo sentido isolada ou inserida na resposta completa. Penso que nem sequer dá lugar a ambiguidades. De qq forma, na primeira frase do artigo eu refiro-me precisamente ao facto de o músico ter atribuído as culpas aos jornalistas pelo impasse ou tardio reconhecimento em Portugal das carreiras das bandas a que se refere.
- Postmortem
- Ultra-Metálico(a)
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- Aiwass
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Acho o assunto bastante interessante, e até pq me toca de alguma forma. Concordo com algumas coisas que já aqui foram escritas mas não acho correcto estar a comentar um excerto de uma entrevista. Há coisas que são ditas num contexto e, quando isoladas, ganham um significado diferente.
Como as fontes devem ser sempre citadas - onde está esta entrevista disponível na íntegra?
Como as fontes devem ser sempre citadas - onde está esta entrevista disponível na íntegra?
Aiwass, as fontes devem ser citadas em textos informativos - notícias, breves, reportagens. Este é um texto de opinião. E como devem imaginar, se quisesse já teria dito onde está a entrevista, mas parece-me irrelevante. A "fonte" tb n indentificou os órgãos de comunicação q fazem " críticas negativas" nem os "músicos frustrados a camuflarem-se nas funções de jornalistas". E sinceramente n vejo qual a diferença entre a frase isolada e a repsosta completa, a frase parece-me bem explícita, n dá lugar a ambiguidades.
- Aiwass
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A opinião que tenho sobre a questão é apresentada é que ambas as partes têm razão. O Dico apresenta uma reflexão lógica e coerente com aquela que deve ser a função do jornalista/critico musical (cuja pertinência saúdo), mas o músico - que não sei quem é, nem em que quadrante musical se insere - tem também pontos de vista válidos, embora não os apresente da forma mais correcta.
Uma questão que importa aqui distinguir é que (ainda) existe uma fronteira entre aquilo que é underground e aquilo que é mainstream - apesar das diferenças estarem cada vez mais esbatidas, em claro prejuízo de alguns meios underground, que funcionam de forma cada vez mais mainstream.
Nesse meio mainstream, há de facto perseguições a bandas e outras que são literalmente levadas ao colo. Há projectos em que se confunde a sua capacidade de trabalho e persistência com criatividade e relevância artística. Claro exemplo disso são os The Gift, que embora tendo os seus méritos, não apresentam nada de novo. Talvez seja essa razão por nunca terem vingado fora de portas, mesmo com letras em inglês. A explicação para reacções da imprensa tão entusiasta em Portugal e tão indiferente no estrangeiro não será difícil de encontrar, creio eu. Mas isso é um universo do qual tenho pouco conhecimento e, como tal, não estou à vontade para falar.
Nos meios underground, tudo funciona dentro de uma lógica de comunidade. "Tu apoias-me a mim, e eu apoio-te a ti". Claro exemplo disso é este fórum, e os tópicos dedicados a bandas de Black Metal nacionais. Os adjectivos mais escritos são "magnífico" ou "genial", mesmo para o mais medíocre lançamento possível, apenas pq o vocalista ou o gajo que programa a caixa de ritmos é porreiro.
Não me querendo afastar do tema, e voltando ao tema principal, o que é o jornalismo e crítica musical no underground? Não será ele feito pelas mesmas pessoas que fazem parte dessa comunidade? É que se no mainstream se pode distinguir editora / artista / media / público, no underground é tudo a mesma coisa, ou melhor, faz tudo parte do mesmo. E tudo trabalha para um objectivo comum que é ajudar esse movimento underground a subsistir - a continuar a haver concertos, a haver bandas a conseguir editar discos, a haver quem os edite, etc... Uma parte fundamental desse meio é a imprensa, neste caso composta por zines e webzines ou uma ou outra passagem noutro orgão de comunicação. O que existe é uma grande falta de cultura crítica musical em Portugal.
O nosso primeiro crítico musical, propriamente dito, talvez tenha sido Miguel Esteves Cardoso, nos anos 80. Já tinham havido outros, em suplementos culturais de jornais, na Música&Som, etc... mas o que faziam pouco tinha a ver com jornalismo musical. Hoje em dia temos excelentes jornalistas musicais como Nuno Galopim, João Lisboa, Jorge Manuel Lopes, Miguel Francisco Cadete, entre outros... No underground qualquer um é crítico e qualquer um faz um webzine. Um vista de olhos pela zona de imprensa deste fórum - que é um bom barómetro para muitas coisas - demonstra que muitos projectos editorais não têm qualquer razão de ser e os seus autores não têm qualquer noção de estética, criatividade, música ou - o mais grave - de como bem escrever português. E no entanto, todos aplaudem e dão a célebre "palmadinha nas costas". Tal como é necessário haver espírito crítico para as bandas, a crítica não está isenta de crítica.
E com base nessa premissa - "No underground qualquer um é crítico" - viveu-se durante anos e anos à sombra dos compadrios e da palmadinha nas costas, que frequentemente resvala para as invejas e intrigas. Veja-se, também neste fórum, a discussão provocada pelo recente lançamento de estreia dos The Ladder, que acabou em ataques pessoais juvenis. Se as críticas fossem más, eram os críticos que não estavam a "apoiar a cena", se são boas, devem-se a amizades e interesses.
Para concluir, estou inteiramente de acordo com a reflexão do Dico sobre o papel do crítico musical, só não tenho tantas certezas sobre "a falta de razão" do músico em questão, pois também não estou contextualizado. Sobre o segundo ponto, dos músicos politicamente correctos, também tenho uma opinião, que provavelmente apresentarei noutra oportunidade.
Uma questão que importa aqui distinguir é que (ainda) existe uma fronteira entre aquilo que é underground e aquilo que é mainstream - apesar das diferenças estarem cada vez mais esbatidas, em claro prejuízo de alguns meios underground, que funcionam de forma cada vez mais mainstream.
Nesse meio mainstream, há de facto perseguições a bandas e outras que são literalmente levadas ao colo. Há projectos em que se confunde a sua capacidade de trabalho e persistência com criatividade e relevância artística. Claro exemplo disso são os The Gift, que embora tendo os seus méritos, não apresentam nada de novo. Talvez seja essa razão por nunca terem vingado fora de portas, mesmo com letras em inglês. A explicação para reacções da imprensa tão entusiasta em Portugal e tão indiferente no estrangeiro não será difícil de encontrar, creio eu. Mas isso é um universo do qual tenho pouco conhecimento e, como tal, não estou à vontade para falar.
Nos meios underground, tudo funciona dentro de uma lógica de comunidade. "Tu apoias-me a mim, e eu apoio-te a ti". Claro exemplo disso é este fórum, e os tópicos dedicados a bandas de Black Metal nacionais. Os adjectivos mais escritos são "magnífico" ou "genial", mesmo para o mais medíocre lançamento possível, apenas pq o vocalista ou o gajo que programa a caixa de ritmos é porreiro.
Não me querendo afastar do tema, e voltando ao tema principal, o que é o jornalismo e crítica musical no underground? Não será ele feito pelas mesmas pessoas que fazem parte dessa comunidade? É que se no mainstream se pode distinguir editora / artista / media / público, no underground é tudo a mesma coisa, ou melhor, faz tudo parte do mesmo. E tudo trabalha para um objectivo comum que é ajudar esse movimento underground a subsistir - a continuar a haver concertos, a haver bandas a conseguir editar discos, a haver quem os edite, etc... Uma parte fundamental desse meio é a imprensa, neste caso composta por zines e webzines ou uma ou outra passagem noutro orgão de comunicação. O que existe é uma grande falta de cultura crítica musical em Portugal.
O nosso primeiro crítico musical, propriamente dito, talvez tenha sido Miguel Esteves Cardoso, nos anos 80. Já tinham havido outros, em suplementos culturais de jornais, na Música&Som, etc... mas o que faziam pouco tinha a ver com jornalismo musical. Hoje em dia temos excelentes jornalistas musicais como Nuno Galopim, João Lisboa, Jorge Manuel Lopes, Miguel Francisco Cadete, entre outros... No underground qualquer um é crítico e qualquer um faz um webzine. Um vista de olhos pela zona de imprensa deste fórum - que é um bom barómetro para muitas coisas - demonstra que muitos projectos editorais não têm qualquer razão de ser e os seus autores não têm qualquer noção de estética, criatividade, música ou - o mais grave - de como bem escrever português. E no entanto, todos aplaudem e dão a célebre "palmadinha nas costas". Tal como é necessário haver espírito crítico para as bandas, a crítica não está isenta de crítica.
E com base nessa premissa - "No underground qualquer um é crítico" - viveu-se durante anos e anos à sombra dos compadrios e da palmadinha nas costas, que frequentemente resvala para as invejas e intrigas. Veja-se, também neste fórum, a discussão provocada pelo recente lançamento de estreia dos The Ladder, que acabou em ataques pessoais juvenis. Se as críticas fossem más, eram os críticos que não estavam a "apoiar a cena", se são boas, devem-se a amizades e interesses.
Para concluir, estou inteiramente de acordo com a reflexão do Dico sobre o papel do crítico musical, só não tenho tantas certezas sobre "a falta de razão" do músico em questão, pois também não estou contextualizado. Sobre o segundo ponto, dos músicos politicamente correctos, também tenho uma opinião, que provavelmente apresentarei noutra oportunidade.
Aiwass, julgo que, no essencial, estamos de acordo. Partilho obviamente da ideia de comunidade subjacente ao Underground. No fundo, é isso que ele é, uma grande família, em que toda a gente se ajuda. O apoio mútuo, altruísta e desinteressado é, sem dúvida, a peça basilar do Underground. Mas penso que as "cenas" mais bem sucedidas do mundo - como a alemã ou a sueca, só para dar dois exemplos - conseguiram esse estatuto pq se propuseram dar o passo seguinte no Underground. Os músicos e os "jornalistas" deixaram de trabalhar para os amigos, sentiram que, para crescer, tinham que fazer mais, melhor e de forma mais profissional. E nem por isso deixaram de ser Underground. Esse passo é o da credibilização.
A esse respeito, dizes e muito bem q, no Underground, qq um é um "crítico". É verdade. E não é bom. Acho q, antes de alguém se propôr ser crítico, tem q responder a algumas perguntas perante si próprio e os outros: domino a língua portuguesa? Sei escrever bem? Perecebo suficientemente de música para fazer algo do género? Conheço as regras jornalísticas? Irei acrescentar algo de novo ao q já existe ou serei apenas mais um?
E isto é crescer. Temos de ser exigentes connosco próprios, é necessário dar uma nova credibilização ao Underground, que passa exactamente por uma reflexão profunda acerca do que pretendemos que seja o Underground. Imprimamos qualidade ao que fazemos, mas quando somos criticados q saibamos lidar com isso e aprender, evoluir com as críticas negativas. É aí que está a verdadeira inteligência e vontade de subir ao patamar seguinte. É altura de o nosso Underground subir ao próximo nível. A este respeito estou a escrever um artigo para publicar brevemente.
Relçativamente aos músicos politicamente correctos gostava bastante de saber a tua opinião, Aiwass. Fico à espera da tua intervenção que será certamente uma mais-valia para o fórum, como já é habitual.
A esse respeito, dizes e muito bem q, no Underground, qq um é um "crítico". É verdade. E não é bom. Acho q, antes de alguém se propôr ser crítico, tem q responder a algumas perguntas perante si próprio e os outros: domino a língua portuguesa? Sei escrever bem? Perecebo suficientemente de música para fazer algo do género? Conheço as regras jornalísticas? Irei acrescentar algo de novo ao q já existe ou serei apenas mais um?
E isto é crescer. Temos de ser exigentes connosco próprios, é necessário dar uma nova credibilização ao Underground, que passa exactamente por uma reflexão profunda acerca do que pretendemos que seja o Underground. Imprimamos qualidade ao que fazemos, mas quando somos criticados q saibamos lidar com isso e aprender, evoluir com as críticas negativas. É aí que está a verdadeira inteligência e vontade de subir ao patamar seguinte. É altura de o nosso Underground subir ao próximo nível. A este respeito estou a escrever um artigo para publicar brevemente.
Relçativamente aos músicos politicamente correctos gostava bastante de saber a tua opinião, Aiwass. Fico à espera da tua intervenção que será certamente uma mais-valia para o fórum, como já é habitual.
- BKD.
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Sem me querer alongar muito em tomada de posições e tendo as minhas ideias próprias sobre toda esta questão bem formadas...algumas em consonância com o que o Dico e o Aiwass disseram, outras um pouco radicais, vou apenas deixar um exemplo, que pode abonar um pouco em prol da afirmação que o referido músico anónimo fez:
A revista Inglesa Terrorizer e o seu apoio/sponsoring às vezes quase fundamentalista das bandas britânicas. Não deixam de fazer o seu jornalismo, a sua crítica, mas quando toca às "suas" bandas, têm uma preocupação acrescida de sublinhar e até elevar os pontos positivos, e deixar na obscuridade ou enevoar os pontos negativos das mesmas. Nem sempre esse tipo de atitude é contrário à ética, nem penso estarem a enganar o leitor, sendo que até certo ponto essa posição é óbvia e assumida.
Pessoalmente, só para dissipar dúvidas, penso que um jornalista deve ser imparcial ao máximo que lhe for possível, e concentrar-se em formas de passar ao leitor o maior número de características possíveis sobre o produto avaliado, quer goste ou não goste dele. Uma boa review, seria por exemplo, ler um comentário a um album em que o jornalista expressa que não gosta, mas que devido à sua explicação sobre o conteúdo eu diga "Olha, sou capaz de gostar disto", apesar da crítica negativa...
A revista Inglesa Terrorizer e o seu apoio/sponsoring às vezes quase fundamentalista das bandas britânicas. Não deixam de fazer o seu jornalismo, a sua crítica, mas quando toca às "suas" bandas, têm uma preocupação acrescida de sublinhar e até elevar os pontos positivos, e deixar na obscuridade ou enevoar os pontos negativos das mesmas. Nem sempre esse tipo de atitude é contrário à ética, nem penso estarem a enganar o leitor, sendo que até certo ponto essa posição é óbvia e assumida.
Pessoalmente, só para dissipar dúvidas, penso que um jornalista deve ser imparcial ao máximo que lhe for possível, e concentrar-se em formas de passar ao leitor o maior número de características possíveis sobre o produto avaliado, quer goste ou não goste dele. Uma boa review, seria por exemplo, ler um comentário a um album em que o jornalista expressa que não gosta, mas que devido à sua explicação sobre o conteúdo eu diga "Olha, sou capaz de gostar disto", apesar da crítica negativa...
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BKD, concordo plenamente. Um bom crítico é aquele que incute no leitor curiosidade para conhecer uma banda, mesmo que a crítica seja negativa. Mas o bom crítico também é aquele que, ouvindo uma banda de que manifestamente não gosta, tem ética e profissionalismo suficiente para dizer que o seu disco é bom.
Já me aconteceu "n" vezes escrever sobre bandas que praticam sonoridades de que não gosto mas que se revelaram tão boas naquilo que fazem que dei boas classificações aos seus discos/maquetas. Na maior parte dos casos nunca mais ouvi esses discos, pq n é o meu género de som, mas as bandas têm mérito no seu trabalho e isso é que importa. No fundo, os gostos musicais do crítico não interessam para nada, desde que ele seja neutro e distinga a qualidade, independentemente do género musical.
Já me aconteceu "n" vezes escrever sobre bandas que praticam sonoridades de que não gosto mas que se revelaram tão boas naquilo que fazem que dei boas classificações aos seus discos/maquetas. Na maior parte dos casos nunca mais ouvi esses discos, pq n é o meu género de som, mas as bandas têm mérito no seu trabalho e isso é que importa. No fundo, os gostos musicais do crítico não interessam para nada, desde que ele seja neutro e distinga a qualidade, independentemente do género musical.
Esqueci-me de fazer alguns apontamentos importantes. BKD, sobre a Terorrizer: costumo comprar sempre e para mim é uma referência, gosto bastante, apesar dessa peculiaridade q dizes e bem de enaltecerem as bandas inglesas.
Aliás, o jornalismo musical britânico sempre foi conhecido por essa falta de neutralidade, montes de bandas famosíssimas lá do burgo (e neste campo abro as considerações muito para além do Metal), embora sem grande mérito, alcançaram o sucesso precisamente devido a esse enaltecimente desmesurado (e muitas vezes despropositado) por parte da imprensa. Enfim, o tablodismo sempre foi relacionado com a imprensa inglesa e não será por acaso...No entanto, vou continuar a comprar a Terrorizer.
Aiwass, quanto aos jornalistas musicais portugueses: enquanto críticos, de todos os que referes de facto o MEC é a grande referência, sem qq dúvida. Numa consideração mais ampla, o José Rodrigues e o Fernando Reis (ambos da Loud!) são tb óbvias referências (e influências, no meu caso), assim como o Bronze. De resto, a melhor crítica musical portuguesa, faz-se, sem dúvida (na minha opinião, é claro), nos jornais generalistas, em especial a crítica de Música Clássica e Ópera. Leiam alguns textos do Público ou do Expresso (especialmente na revista Actual) e digam lá se n é de excelência. No DN também há muito bons textos nesta área.
Aliás, o jornalismo musical britânico sempre foi conhecido por essa falta de neutralidade, montes de bandas famosíssimas lá do burgo (e neste campo abro as considerações muito para além do Metal), embora sem grande mérito, alcançaram o sucesso precisamente devido a esse enaltecimente desmesurado (e muitas vezes despropositado) por parte da imprensa. Enfim, o tablodismo sempre foi relacionado com a imprensa inglesa e não será por acaso...No entanto, vou continuar a comprar a Terrorizer.
Aiwass, quanto aos jornalistas musicais portugueses: enquanto críticos, de todos os que referes de facto o MEC é a grande referência, sem qq dúvida. Numa consideração mais ampla, o José Rodrigues e o Fernando Reis (ambos da Loud!) são tb óbvias referências (e influências, no meu caso), assim como o Bronze. De resto, a melhor crítica musical portuguesa, faz-se, sem dúvida (na minha opinião, é claro), nos jornais generalistas, em especial a crítica de Música Clássica e Ópera. Leiam alguns textos do Público ou do Expresso (especialmente na revista Actual) e digam lá se n é de excelência. No DN também há muito bons textos nesta área.
- ORIS
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Aiwass Escreveu:A opinião que tenho sobre a questão é apresentada é que ambas as partes têm razão. O Dico apresenta uma reflexão lógica e coerente com aquela que deve ser a função do jornalista/critico musical (cuja pertinência saúdo), mas o músico - que não sei quem é, nem em que quadrante musical se insere - tem também pontos de vista válidos, embora não os apresente da forma mais correcta.
Uma questão que importa aqui distinguir é que (ainda) existe uma fronteira entre aquilo que é underground e aquilo que é mainstream - apesar das diferenças estarem cada vez mais esbatidas, em claro prejuízo de alguns meios underground, que funcionam de forma cada vez mais mainstream.
Nesse meio mainstream, há de facto perseguições a bandas e outras que são literalmente levadas ao colo. Há projectos em que se confunde a sua capacidade de trabalho e persistência com criatividade e relevância artística. Claro exemplo disso são os The Gift, que embora tendo os seus méritos, não apresentam nada de novo. Talvez seja essa razão por nunca terem vingado fora de portas, mesmo com letras em inglês. A explicação para reacções da imprensa tão entusiasta em Portugal e tão indiferente no estrangeiro não será difícil de encontrar, creio eu. Mas isso é um universo do qual tenho pouco conhecimento e, como tal, não estou à vontade para falar.
Nos meios underground, tudo funciona dentro de uma lógica de comunidade. "Tu apoias-me a mim, e eu apoio-te a ti". Claro exemplo disso é este fórum, e os tópicos dedicados a bandas de Black Metal nacionais. Os adjectivos mais escritos são "magnífico" ou "genial", mesmo para o mais medíocre lançamento possível, apenas pq o vocalista ou o gajo que programa a caixa de ritmos é porreiro.
Não me querendo afastar do tema, e voltando ao tema principal, o que é o jornalismo e crítica musical no underground? Não será ele feito pelas mesmas pessoas que fazem parte dessa comunidade? É que se no mainstream se pode distinguir editora / artista / media / público, no underground é tudo a mesma coisa, ou melhor, faz tudo parte do mesmo. E tudo trabalha para um objectivo comum que é ajudar esse movimento underground a subsistir - a continuar a haver concertos, a haver bandas a conseguir editar discos, a haver quem os edite, etc... Uma parte fundamental desse meio é a imprensa, neste caso composta por zines e webzines ou uma ou outra passagem noutro orgão de comunicação. O que existe é uma grande falta de cultura crítica musical em Portugal.
O nosso primeiro crítico musical, propriamente dito, talvez tenha sido Miguel Esteves Cardoso, nos anos 80. Já tinham havido outros, em suplementos culturais de jornais, na Música&Som, etc... mas o que faziam pouco tinha a ver com jornalismo musical. Hoje em dia temos excelentes jornalistas musicais como Nuno Galopim, João Lisboa, Jorge Manuel Lopes, Miguel Francisco Cadete, entre outros... No underground qualquer um é crítico e qualquer um faz um webzine. Um vista de olhos pela zona de imprensa deste fórum - que é um bom barómetro para muitas coisas - demonstra que muitos projectos editorais não têm qualquer razão de ser e os seus autores não têm qualquer noção de estética, criatividade, música ou - o mais grave - de como bem escrever português. E no entanto, todos aplaudem e dão a célebre "palmadinha nas costas". Tal como é necessário haver espírito crítico para as bandas, a crítica não está isenta de crítica.
E com base nessa premissa - "No underground qualquer um é crítico" - viveu-se durante anos e anos à sombra dos compadrios e da palmadinha nas costas, que frequentemente resvala para as invejas e intrigas. Veja-se, também neste fórum, a discussão provocada pelo recente lançamento de estreia dos The Ladder, que acabou em ataques pessoais juvenis. Se as críticas fossem más, eram os críticos que não estavam a "apoiar a cena", se são boas, devem-se a amizades e interesses.
Para concluir, estou inteiramente de acordo com a reflexão do Dico sobre o papel do crítico musical, só não tenho tantas certezas sobre "a falta de razão" do músico em questão, pois também não estou contextualizado. Sobre o segundo ponto, dos músicos politicamente correctos, também tenho uma opinião, que provavelmente apresentarei noutra oportunidade.
Completamente de acordo, vou só acrescentar um ponto ou + q pra mim, como músico são bastante importantes e relevantes.
O músico, levemos este termo no sentido daquele q trabalha, é bom profissional e bem informado e habituado ao meio q o rodeia incluindo imprensa. E q acima de tudo toca pq está dentro dele essa arte e esse desejo,(E + uma vez digo - Criar e tocar ñ é pra quem quer,é pra quem sabe e acima de tudo pra quem sabe bem avaliar mundo musical q o rodeia e a sua evolução) cria as suas obras/peças/pautas,como quiserem chamar, e sabe logo de antemão q qnd essas músicas "saírem" cá pra fora vão ser alvo de avaliações qb. até aqui nada de anormal. Pra melhor m compreenderem vou assumir esta posição , pq é a m realidade. Continuemos...
Ora se um trabalho meu é alvo de crítica, é bom logo foi escutado e isso é raro. E no Underground,doa a quem doer, geralmente ouve-se o que é "apadrinhado", logo mt boas obras e até bons músicos ficaram perdidos e esquecidos.
Eu como músico, gosto q m obras sejam ouvidas, precisamente pra q possam ser criticadas .
É difícil absorver é o facto de mtas dessas críticas nem terem bases nem pessoas adequadas pra as fazerem, como o Aiwass mencionou.
Mas tbm é verdade q o músico fica geralmente na "mó" de baixo,como se de censura se tratasse. Pq qnd diz certas verdades, neste caso acerca da imprensa, põem logo em causa a sua integridade e acima de tudo o seu profissionalismo.
É-me bastante difícil descrever qnts vezes já assisti a isso e de forma bastante injusta. Ou seja toda a dedicação, esforço e profissionalismo postos num trabalho q simplesmente ñ aparece da noite para o dia, são achincalhados e subestimados e renegados pra um canto desta "galáxia" q é a música.Pq simplesmente se disse umas verdades,apesar de concordar q mtas vezes elas ñ são expostas da forma + correcta.
E é verdade q neste forum ñ é excepção. Todas essas situções, fazem com q ñ me dirija mtas vezes pra ver concertos de bandas Tugas pq simplesmente mtas delas ñ valem o reconhecimento q têem. E qnd digo isto dirijo-me à creatividade, execução e qualidade musical. São "levadas ao colo", dentro de um meio musical q já foi + saudável. É por essas e por outras,q tbm mta gente simplesmnte aspira a dar à sola pra outro país. Pq infelizmente já se viu mt bem q cá ñ se liga mt ao musico em si, mas a quem tem $ ou "padrinho(os)".
E eu sou musico e orgulho-me bastante disso, mas tenho outras capacidades nas quais estão a capacidade de saber ouvir e opinar sobre um trabalho mesmo q ñ goste do género em si. Pra concluir cito apenas do facto de ser hábito em Portugal misturarem os bons músicos, pseudos, wannabe's e afins no mesmo saco. aí sim está um dos principais problemas.
Hanged by Mental Fibers Crystallized Thru Gold...At the Gates of Oblivion - Vastness Project
http://www.youtube.com/user/ProjectVastness
http://neophytus.deviantart.com/
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http://neophytus.deviantart.com/
Oris, tocaste num ponto sensível, que no fundo é: quem tem conhecimentos suficientes para fazer crítica musical? Resposta: os melómanos de longa data, verdadeiramente conhecedores, e os músicos. No meu caso, orgulho-me de pertencer a ambas as "equipas". Durante vários anos fui músico, pelo que já experimentei o "outro lado" do palco.
E recebi críticas positivas e negativas. Com as positivas fiquei feliz e com vontade de fazer ainda melhor, com as negativas aprendi e tentei solucionar os problemas que nelas eram enunciados. Todas as críticas de que fui alvo tinham fundamento e isso é que é importante: criticar mas fundamentando.
Por outro lado, enquanto jornalista/crítico, já perdi alguns amigos por dizer o que realmente penso da sua música. E isto diz muito...
E recebi críticas positivas e negativas. Com as positivas fiquei feliz e com vontade de fazer ainda melhor, com as negativas aprendi e tentei solucionar os problemas que nelas eram enunciados. Todas as críticas de que fui alvo tinham fundamento e isso é que é importante: criticar mas fundamentando.
Por outro lado, enquanto jornalista/crítico, já perdi alguns amigos por dizer o que realmente penso da sua música. E isto diz muito...
Oris, tocaste num ponto sensível, que no fundo é: quem tem conhecimentos suficientes para fazer crítica musical? Resposta: os melómanos de longa data, verdadeiramente conhecedores, e os músicos. No meu caso, orgulho-me de pertencer a ambas as "equipas". Durante vários anos fui músico, pelo que já experimentei o "outro lado" do palco.
E recebi críticas positivas e negativas. Com as positivas fiquei feliz e com vontade de fazer ainda melhor, com as negativas aprendi e tentei solucionar os problemas que nelas eram enunciados. Todas as críticas de que fui alvo tinham fundamento e isso é que é importante: criticar mas fundamentando.
Por outro lado, enquanto jornalista/crítico, já perdi alguns amigos por dizer o que realmente penso da sua música. E não serão os últimos...
E recebi críticas positivas e negativas. Com as positivas fiquei feliz e com vontade de fazer ainda melhor, com as negativas aprendi e tentei solucionar os problemas que nelas eram enunciados. Todas as críticas de que fui alvo tinham fundamento e isso é que é importante: criticar mas fundamentando.
Por outro lado, enquanto jornalista/crítico, já perdi alguns amigos por dizer o que realmente penso da sua música. E não serão os últimos...
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