O jornalismo musical em análise

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BKD.
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Mensagempor BKD. » quarta nov 01, 2006 9:54 pm

Sinceramente, acho que não perdeste amigo nenhum...porque se fossem teus amigos, aceitavam as tuas opiniões e o facto de teres o teu próprio ponto de vista.

Como eu já disse num outro tópico, acho que há uma grande falta de maturidade na aceitação de críticas na nossa cena. É claro que as pessoas são diferentes umas das outras e reagem de formas diferentes, mas dando a minha opinião deixo estes pontos:

1º Em que livro de regras ou etiqueta, diz que para se comentar/criticar/opinar sobre algo, é necessário fazer-se melhor? Essa é das coisas mais estúpidas que alguma vez li, e por esse prisma, só musicos iluminados e no topo do virtuosismo teriam direito a opinar...WTF mesmo...

2º Quando recebemos uma crítica, boa ou má, ela pode servir para aprendermos ou não, pois pode até nem ter fundamento, como pode.

Na minha experiência pessoal, sempre tive uma boa relação com a crítica, e nunca ninguém me viu comentar críticas ou o seu conteúdo, e quem se der ao trabalho de pesquisar no nosso site, poderá reparar que temos lá as críticas que os nossos albuns receberam, as boas e as más...e todas as que nos enviarem ou que nós acharmos na net, revistas, etc, colocamos lá.

Já comentei com amigos, e aqui no fórum cheguei a fazer piada com uma crítica que recebemos, não pelo seu conteúdo, mas pela forma cómica com que se faziam analogias ao futebol e à selecção portuguesa.

Não há aqui ninguém que me possa apontar comentários ou não ao conteúdo de reviews feitas à nossa música, quer gravada, quer ao vivo. Já expliquei a pessoas que me pediram que o fizesse, o porquê de certas situações, mas digam bem ou digam mal do que fazemos, é a opinião de cada um, e válida ou inválida, justa ou injusta, ou temos a confiança, a segurança e o amor próprio em relação ao que fazemos, ou então mais valia dedicarmo-nos à pesca...e quem está na música pelo gosto que sente em compor, ensaiar, tocar, gravar, penso que nem uma núvem negra de trovões e coríscos consegue desmotivar!!!
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Zyklon [RIP]

Mensagempor Zyklon [RIP] » quarta nov 01, 2006 10:25 pm

Tenho estado de olho neste topico.
Para criticar musica acho que não é necessario saber tocar um instrumento musical,basta ter sensibilidade para isso,saber distingir o que é mau e o que é bom e acima de tudo ser isento e sincero.
O mesmo se aplica nos criticos das outras coisas sejam eles cinematograficos,literários....
Mas é isto é uma faca de dois gumes o que para um critico pode ser genial para o leitor pode ser o contrario ou vice versa.
Para mim uma critica deve de ser feita para dar uma ideia mental e tentar encontrar pontos comuns para enquadrar o leitor sobre o aquilo que lê estando o critico a ouvir ou ver do outro lado...é uma "especie de linguagem para surdos".
No texto/imagem a criatura fala de Moonspell....acho errado isso,pois sempre foram apoiados pela "nossa critica" "revisteira e jornaleira",quem conhece o Blitz,a Loud,a Riff ou aqueles produtos de pouco tempo,sabe bem que sempre foram apoiados.
Agora se o publico não apoia fala mal,têm inveja,mal dizer ou o raio,isso já é outra historia e só eles o sabem dizer o porquê e quem fala de Moonspell pode falar de outras bandas.
Por vezes é mais o genero musical que conta...
Eu tambem não entendo a "panelinha" de certos grupinhos que por ai andam e por vezes com coisas verdadeiramente aberrantes e idiotas...será mesmo apoio?
Não.
Isto sim é para mim a verdadeira palmidinha nas costas,porque por vezes as amizades/conhecidos superam a qualidade das coisas.
Bandas más/copias como as que por vezes aqui aparecem e com comentarios de next big thing....fazem-me rir.

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ORIS
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Mensagempor ORIS » quinta nov 02, 2006 12:50 am

BKD. Escreveu:Sinceramente, acho que não perdeste amigo nenhum...porque se fossem teus amigos, aceitavam as tuas opiniões e o facto de teres o teu próprio ponto de vista.

Como eu já disse num outro tópico, acho que há uma grande falta de maturidade na aceitação de críticas na nossa cena. É claro que as pessoas são diferentes umas das outras e reagem de formas diferentes, mas dando a minha opinião deixo estes pontos:

1º Em que livro de regras ou etiqueta, diz que para se comentar/criticar/opinar sobre algo, é necessário fazer-se melhor? Essa é das coisas mais estúpidas que alguma vez li, e por esse prisma, só musicos iluminados e no topo do virtuosismo teriam direito a opinar...WTF mesmo...

2º Quando recebemos uma crítica, boa ou má, ela pode servir para aprendermos ou não, pois pode até nem ter fundamento, como pode.

Na minha experiência pessoal, sempre tive uma boa relação com a crítica, e nunca ninguém me viu comentar críticas ou o seu conteúdo, e quem se der ao trabalho de pesquisar no nosso site, poderá reparar que temos lá as críticas que os nossos albuns receberam, as boas e as más...e todas as que nos enviarem ou que nós acharmos na net, revistas, etc, colocamos lá.

Já comentei com amigos, e aqui no fórum cheguei a fazer piada com uma crítica que recebemos, não pelo seu conteúdo, mas pela forma cómica com que se faziam analogias ao futebol e à selecção portuguesa.

Não há aqui ninguém que me possa apontar comentários ou não ao conteúdo de reviews feitas à nossa música, quer gravada, quer ao vivo. Já expliquei a pessoas que me pediram que o fizesse, o porquê de certas situações, mas digam bem ou digam mal do que fazemos, é a opinião de cada um, e válida ou inválida, justa ou injusta, ou temos a confiança, a segurança e o amor próprio em relação ao que fazemos, ou então mais valia dedicarmo-nos à pesca...e quem está na música pelo gosto que sente em compor, ensaiar, tocar, gravar, penso que nem uma núvem negra de trovões e coríscos consegue desmotivar!!!



Completamente de acordo !
E eu sou daqueles q sobrevive às tempestades 8)


Zyklon disse:
Agora se o publico não apoia fala mal,têm inveja,mal dizer ou o raio,isso já é outra historia e só eles o sabem dizer o porquê e quem fala de Moonspell pode falar de outras bandas.
Por vezes é mais o genero musical que conta...
Eu tambem não entendo a "panelinha" de certos grupinhos que por ai andam e por vezes com coisas verdadeiramente aberrantes e idiotas...será mesmo apoio?
Não.
Isto sim é para mim a verdadeira palmidinha nas costas,porque por vezes as amizades/conhecidos superam a qualidade das coisas.
Bandas más/copias como as que por vezes aqui aparecem e com comentarios de next big thing....fazem-me rir.




Ñ são só a ti q te fazem rir, mas depois passa-m logo o riso a partir do momento q vejo essas mesmas personalidades a levarem as coisas deles avante e toda a gente bate palmas. Como se tratasse de algo novo, ou creativo ou minimamente com pés e cabeça e qualidade.
E plo contrário vejo e ouço bandas q têem o seu valor e seu público e mereciam estar mt além!

Mas pronto nesse aspecto sei q sabes tão bem ou melhor q eu ,o q aí anda Zyklon, por isso é q teus textos, posts críticos são mt bons.Pq simplesmente sabes do q falas, sabes e consegues distinguir o bom e o mau. Mas qnts existem assim?
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Mensagempor Errante » quinta nov 02, 2006 12:54 am

As panelinhas e padrinhos só existem porque, grande parte do público do metal não tem o minimo de carácter, tem dificuldades em dizer "não gosto" a uma banda recomendada por alguém superior na hierarquia local que se calhar conhece o baixista, e passado um mês ou dois já todos dizem que aquilo é excelente, é fantástico e fenomenal. Passado um ano já ninguém se lembra daquilo.

Numa cidade pequena como Braga nota-se muito isso, e é por algum motivo que aqui a grande maioria do pessoal do metal só gosta de grind, brutal death e afins. Falo de Braga mas este tipo de coisas acaba por acontecer um pouco por todo o lado, dependendo o género de metal daquilo que o Grão-mestre de freguesia gosta.

Além disso quem começa a ouvir metal por querer ser diferente acaba sempre por ser igual a muitos outros dependendo do estilo que escolheu para se afirmar.

Estaria a mentir se dissesse que com catorze ou quinze anos não ouvia quase apenas o que me diziam que era bom para me afirmar (excepto umas quantas coisas com as quais comecei a ouvir metal), mas há qualquer coisa de errado quando isto acontece com pessoas que já têm anos e anos de metal.

Por estas e por outras estou gradualmente a afastar-me da comunidade metálica e, citando o Phobos, "Fuck the metal spirit".

Desculpem o offtopic e, acima de tudo, o desabafo.

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Mensagempor _Silver_Skull_ » quinta nov 02, 2006 1:07 am

Concordo contigo Tony. :) Cada vez mais o pessoal tem vergonha de admitir que não gosta de algo que o "Grão-mestre" diz que é bom, ou de dizer que gosta de algo que o "Grão-mestre" diz que é mau... Falta de personalidade, é o que isso é.
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Dico
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Mensagempor Dico » quinta nov 02, 2006 7:37 am

BKD e Kyklon, se calhar expliquei-me mal, mas eu não disse que para fazer crítica é necessário saber-se fazer melhor do que os outros. Nos meus posts não se lê isso, apenas disse que um músico terá muito mais facilidade em compreender o que é difícil de fazer tecnicamente do que n é, o que é uma boa composição e o que não é. Um exemplo: em geral, os críticos de Música Clássica e de Ópera sabem música.

Tenho a certeza de que se nunca tivesse tocado teria uma percepção diferente da música (n necessariamente melhor), sem dúvida alguma. Não é absolutamente fundamental tocar um instrumento para fazer crítica, obviamente, mas ajuda muito. Por outro lado, eu disse q os bons conhecedores (e que tenham bom ouvido, acrescento) tb estão perfeitamente habilitados a escrever sobre música.

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ORIS
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Mensagempor ORIS » quinta nov 02, 2006 8:27 am

Dico disse:

apenas disse que um músico terá muito mais facilidade em compreender o que é difícil de fazer tecnicamente do que n é, o que é uma boa composição e o que não é.


Sim é uma grande verdade!
Mas lá está...
Tbm vai depender das capacidades interpretativas, sensoriais e técnicas do músico q está supostamente a avaliar! :wink:

Pq até neste mesmo forum já ouvi frases do género: "bela malha" ou " belo riff" e outras coisas, e qnd depois fui ouvir por curiosidade esses mesmos temas, ñ estava nada de mais a ñ ser um "picking alternado" e extremamente mal feito numa corda de Mi da guitarra 8) . E estas coisas, na m opinião são completamente absurdas :x . Mas pronto, os "padrinhos" e "madrinhas" e outras coisas +,ajudam muito. :roll:


São tbm muitos os casos em Portugal, em q um músico (de um meio + "fechado" ou ñ) q avalia outro,ou é "corrupto" ou tem uma percepção mt errada das coisas. Seja técnicamente, seja do género musical q se está a ouvir, como da cultura musical do género ou sub-género musical em si.
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Mensagempor BKD. » quinta nov 02, 2006 9:57 am

Dico Escreveu:BKD e Kyklon, se calhar expliquei-me mal, mas eu não disse que para fazer crítica é necessário saber-se fazer melhor do que os outros.


Eu não disse que disseste, eu disse que muita gente vai buscar essa... não estava a falar para ti, mas no geral...

Acima de tudo estava a falar sobre a forma como muitas bandas e amigos de bandas reagem a críticas quando não são boas.. "ah, faz tu melhor..." etc etc...é coisa mesmo de quem não tem argumentos ou não tem confiança naquilo que fez/faz...
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Mensagempor ORIS » quinta nov 02, 2006 1:04 pm

BKD. Escreveu:
Dico Escreveu:BKD e Kyklon, se calhar expliquei-me mal, mas eu não disse que para fazer crítica é necessário saber-se fazer melhor do que os outros.


Eu não disse que disseste, eu disse que muita gente vai buscar essa... não estava a falar para ti, mas no geral...

Acima de tudo estava a falar sobre a forma como muitas bandas e amigos de bandas reagem a críticas quando não são boas.. "ah, faz tu melhor..." etc etc...é coisa mesmo de quem não tem argumentos ou não tem confiança naquilo que fez/faz...



Ora nem +, ñ têem confiança pq mtas delas na verdade, nem têem o valor q lhe dão, e até tocam mt abaixo do q mt gente faz transparecer.
E tbm pq mts delas (bandas) ñ são constituidas por musicos, mas por wannabe's, ou então alguns frustrados. E geralmente os + frustrados ( e até compreendo ) são aqueles q dentro da banda ou projecto andam sempre a levar aquilo às costas, e aquilo nem evolui musicalmente nem profissionalmente., e depois acabem por disparar pra todos os lados!


Mas sem querer fugir ao tema, digo isto. Se olhassem (as bandas) pro q fazem e lutassem pra evoluir ( e falo a nível de creatividade e técnica musical), e olhassem menos pro umbigo, talvez as coisas tbm estivessem melhor. E então talvez a imprensa e a música pudessem coexistir de forma mais saudavel!
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Mensagempor Intifada » quinta nov 02, 2006 3:09 pm

As panelinhas e padrinhos só existem porque, grande parte do público do metal não tem o minimo de carácter, tem dificuldades em dizer "não gosto" a uma banda recomendada por alguém superior na hierarquia local que se calhar conhece o baixista, e passado um mês ou dois já todos dizem que aquilo é excelente, é fantástico e fenomenal. Passado um ano já ninguém se lembra daquilo.

Numa cidade pequena como Braga nota-se muito isso, e é por algum motivo que aqui a grande maioria do pessoal do metal só gosta de grind, brutal death e afins. Falo de Braga mas este tipo de coisas acaba por acontecer um pouco por todo o lado, dependendo o género de metal daquilo que o Grão-mestre de freguesia gosta.

Além disso quem começa a ouvir metal por querer ser diferente acaba sempre por ser igual a muitos outros dependendo do estilo que escolheu para se afirmar.

Estaria a mentir se dissesse que com catorze ou quinze anos não ouvia quase apenas o que me diziam que era bom para me afirmar (excepto umas quantas coisas com as quais comecei a ouvir metal), mas há qualquer coisa de errado quando isto acontece com pessoas que já têm anos e anos de metal.

Por estas e por outras estou gradualmente a afastar-me da comunidade metálica e, citando o Phobos, "Fuck the metal spirit".

Desculpem o offtopic e, acima de tudo, o desabafo.


Subscrevo totalmente e até conheço bem o micro-clima bracarense... mas o que se passa em Braga é mesmo que se passa neste pequeno Portugal...

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Joe
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Mensagempor Joe » quinta nov 02, 2006 3:50 pm

BKD. Escreveu:Sinceramente, acho que não perdeste amigo nenhum...porque se fossem teus amigos, aceitavam as tuas opiniões e o facto de teres o teu próprio ponto de vista.

Como eu já disse num outro tópico, acho que há uma grande falta de maturidade na aceitação de críticas na nossa cena. É claro que as pessoas são diferentes umas das outras e reagem de formas diferentes, mas dando a minha opinião deixo estes pontos:


Concordo contigo, só quero acrescentar que tambem é necessário maturidade para fazer criticas assim como para as receber, e isso por vezes tambem falta. Um amigo a dizer, ah e tal isso tá uma merda, mando ele po caralho com grande maturidade e continuamos amigos, agora quando se trata de publicações, independentemente da critica ser positiva ou negativa, existem por aí autenticos atentados ao opinismo (acto de opinar) :D , e não falo na opinião em si, isso cada um é livre de ter a sua, mas na forma como as coisas nos são apresentadas quando estamos a pagar por uma publicação supostamente especializada em determinado género, haja no minimo alguma sensibilidade...
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Mensagempor Aiwass » quinta nov 02, 2006 8:11 pm

Sobre o primeiro ponto da reflexão do Dico, creio que já muita gente emitiu a sua opinião e todos apresentaram opiniões válidas. A conclusão que retiro daquilo que aqui li é que as pessoas concordam que para haver uma evolução na cena é necessária uma crítica isenta, exigente e conhecedora. E, como tal, a crítica não pode ficar isenta de crítica. E a credibilidade de um crítico é ganha com trabalho, isenção e coerência.

Em relação aos músicos politicamente correctos, a opinião que tenho vai no mesmo sentido. Acho que um músico só dá as respostas "chapa 3" em todas as entrevistas, porque lhe fazem as mesmas perguntas todos os dias.

Se eu tenho uma entrevista marcada com um artista X que está em período de promoção do novo disco, já sei que nesse dia ele vai estar o dia inteiro ao telefone a responder a entrevistas. E todos esses jornalistas têm de pensar em perguntas para lhe fazer, sendo que muitas delas são repetidas - às vezes até porque são assuntos incontornáveis.

Sinceramente, acho que aqui a culpa é dos jornalistas. Um músico não tem de preparar entrevistas, tem de responder aquilo que lhe perguntam da forma que entender - seja ela sincera ou não. Cabe ao jornalista preparar a entrevista de forma a evitar as respostas "chapa 3", já na ponta da língua. Se forem assuntos importantes, deverá ter uma abordagem diferente, de forma também a obter uma reacção diferente.
Já conversei sobre este assunto com o Fernando Ribeiro e confidenciou-me que, em dias de promoção, ele tem de inventar formas de responder de forma diferente às mesmas perguntas que lhe fazem em todas as entrevistas que dá. E normalmente começa às 11 da manhã e acaba às 20h00, durante 3 ou 4 dias. E o Fernando é um gajo eloquente, a maioria dos entrevistados não se dá a esse trabalho. Responde a despachar porque já não consegue estar ao telefone.

Acredito que o acto de escrever uma entrevista também poderá ser um acto criativo. No Underworld vivemos quase obcecados por essa mudança na abordagem às entrevistas, precisamente de forma a evitar entrevistas chatas e que podem ser lidas em inúmeras outras revistas. Somos mais pequenos, temos menos tiragem e menos frequente, por isso temos de marcar a diferença e tornar o objecto apetecível ao leitor.
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Mensagempor ORIS » sexta nov 03, 2006 2:12 am

Aiwass Escreveu:Sobre o primeiro ponto da reflexão do Dico, creio que já muita gente emitiu a sua opinião e todos apresentaram opiniões válidas. A conclusão que retiro daquilo que aqui li é que as pessoas concordam que para haver uma evolução na cena é necessária uma crítica isenta, exigente e conhecedora. E, como tal, a crítica não pode ficar isenta de crítica. E a credibilidade de um crítico é ganha com trabalho, isenção e coerência.

Em relação aos músicos politicamente correctos, a opinião que tenho vai no mesmo sentido. Acho que um músico só dá as respostas "chapa 3" em todas as entrevistas, porque lhe fazem as mesmas perguntas todos os dias.

Se eu tenho uma entrevista marcada com um artista X que está em período de promoção do novo disco, já sei que nesse dia ele vai estar o dia inteiro ao telefone a responder a entrevistas. E todos esses jornalistas têm de pensar em perguntas para lhe fazer, sendo que muitas delas são repetidas - às vezes até porque são assuntos incontornáveis.

Sinceramente, acho que aqui a culpa é dos jornalistas. Um músico não tem de preparar entrevistas, tem de responder aquilo que lhe perguntam da forma que entender - seja ela sincera ou não. Cabe ao jornalista preparar a entrevista de forma a evitar as respostas "chapa 3", já na ponta da língua. Se forem assuntos importantes, deverá ter uma abordagem diferente, de forma também a obter uma reacção diferente.
Já conversei sobre este assunto com o Fernando Ribeiro e confidenciou-me que, em dias de promoção, ele tem de inventar formas de responder de forma diferente às mesmas perguntas que lhe fazem em todas as entrevistas que dá. E normalmente começa às 11 da manhã e acaba às 20h00, durante 3 ou 4 dias. E o Fernando é um gajo eloquente, a maioria dos entrevistados não se dá a esse trabalho. Responde a despachar porque já não consegue estar ao telefone.

Acredito que o acto de escrever uma entrevista também poderá ser um acto criativo. No Underworld vivemos quase obcecados por essa mudança na abordagem às entrevistas, precisamente de forma a evitar entrevistas chatas e que podem ser lidas em inúmeras outras revistas. Somos mais pequenos, temos menos tiragem e menos frequente, por isso temos de marcar a diferença e tornar o objecto apetecível ao leitor.



Totalmente de acordo. sintético e objectivo!
É dessa objectividade q precisamos hoje em dia. Coerência no discurso, avalição objectiva e concreta! :)
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Mensagempor Dico » sexta nov 03, 2006 6:35 am

BKD. Escreveu:
Dico Escreveu:Eu não disse que disseste, eu disse que muita gente vai buscar essa... não estava a falar para ti, mas no geral...


OK, BKD, sorry. :D

Aiwass, concordo com a tua reflexão, q n poderia estar melhor justificada. É assim q as coisas acontecem de facto, pq muitas vezes os jornalistas fazem as coisas em cima do joelho e n preparam as perguntas com antecedência (muitas vezes por culpa deles, outras vezes pela natureza da profissão), mas no caso português n há muitas bandas q passem horas inteiras a dar entrevistas.

Moonspell é, de facto, a excepção (já agora, parabéns pelos MTV Awards). É possível q algumas bandas dêem umas quantas entrevistas seguidas durante uns dias, mas n estão fechadas 12 horas por dia durante 4 ou 5 dias num escritório da editora a falar com jornalistas de todo o mundo. Estão a ver a ideia? Por isso, n se justifica que algumas bandas tenham um discurso formatado.

Tendo um número reduzido de entrebistas a fazer, é muito fácil contornar as perguntas iguais ou parecidas e dar respostas interessantes. Por exemplo, TwntyInchBurial são uma banda óptima de entrevistar, dão sempre respostas interessantes e muito dinâmicas. E no entanto já têm uma bagagem do caraças. Ha, e respondem a entrevistas q se fartam.

Acho q aqui entra tb um pouco da atitude da banda e tb, admito, do estado físico em q se encontra (se é uma altura de grande cansaço devido a concertos, etc.). Mas lá está, quanto maior for a abanda, em princípio, mais formatadas serão as respostas, devido às tais maratonas de entrevistas. E essas maratonas n acontecem com as bandas pequenas.

Dico
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Mensagempor Dico » domingo nov 05, 2006 9:23 am

Bem, nem de propósito. Falámos aqui já da ética e profissionalismo dos jornalistas. E eis que de repente me deparo com a página 8 da nova revista Metalheart, em que plagiaram a minha crítica ao EP de Painstruck publicada no Metal Incandescente. Leiam tudo em http://www.metalunderground.org/viewtop ... 842#320842.

É este o jornalismo que se faz em Portugal, meus senhores. NÃO COMPREM A METALHEART!!!!!


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