Impostos
Portugal está sem soluções deste a morte de D João II, desde a perda de Alcacer Quibir, desde o ultimatum Inglês, desde o caos da implantação da republica....
Nada do que está a suceder neste país é novo, é uma repetição ciclica da nossa história.
O problema de Portugal é o de ter vivido orgulhosamente só, e não me refiro apenas ao periodo historico da 1928 a 1974. è ter uma fronteira definida desde há quase 900 anos, de se ter unido num estado-nação, e ser impermiavel aos conceitos de modernidade e progresso.
Quer politico, quer social, quer economico....
Mantemos em nós( e já li aqui alguns post que refelctem isso) a mentalidade messêanica de que há-de vir alguem e mudar tudo, e salvar-nos a todos.
O problema de Portugal é a nossa cultura....e de mantermos sempre uma atitude cinica em relação às questões internacionais.
Queremos estar em todo o lado, pertencer a todo, participar em tudo..mas não aprendemos nenhuma lição valiosa com isso...apenas gostamos de receber subsidios, para a realização das ditas obras.
Somos incapazes de encontrar no meio do dinheiro, o que realmente importa..porque temos a mania que como descobrimos os caminhos maritimos para todo lado, vivemos da honra e da glória( aqui se espelha por exemplo o futebol)......
O 25 de Abril e todas as influências ditas socialistas, ditas progressivas, ditas democraticas, abandalharam o que restava.
Colocaram-se ao serviço do estado, pessoas incompetentes, sem escolaridade sem formação, que nem se sabem valer da experiência, sabem apenas cumprir um horario, sem ter que produzir muito, porque as proprias chefias ou são incompetentes ou são incapazes de fazer face aos boicates dos funcionários para realizar um trabalho eficaz e rápido.
Falou-se aqui na Filândia.
A Filândia há cerca de 15 anos, fez uma aposta.
Apostou em tres coisas que achou muito importantes
Na sua Lingua, Na educação e na tecnologia.
Para tal apostaram no ensino da sua lingua e de outra estrangeira, nomeadamente o inglês, no ensino da Matematica e no investimento tecnologico. Fizeram a Nokia investiram em infraestruturas sociais(existem um hospital em qq cidade). Vários foram as forças partidárias que se foram sucedendo nos governos do país, sem que houvesse a necessidade de alterar um projecto que os filandeses definiram como nacional e essencial para o seu futuro.
No nosso pais, culpamo-nos uns aos outros..porque no fundo é impossivel esconder a incompetência de todos e desde há muitos anos.
Nós somos o pais do desgoverno, do nacional porreirismo, do facilitismos e da incapacidade de lidar com os problemas....
A solução a apresentar a este pais, terá que ser pensada como a China fez na decada de 50 do passado seculo(e apesar de um regime ditatorial, a economia floresceu, como se vê)
A força de um pais tem de ser planificada, por anos, por decadas, por gerações. Os chineses fizeram planos quinquenais, e tirando Tienammen, nunca houve uma grande vontade de terem democracia(não lhes traz qq mais valia)
A solução de portugal, não passa por tecnocratas que julgam ter a solução da via economica
Portugal, terá que acima de tudo ter uma ambição politica, uma solução transversal à vontade politica dos partidos, e dos lobbys existentes.
A apostar na educação/formação...pilares fundamentais do desenvolvimento de um pais. esquecer o betão, esquecer as estradas onde ninguem paga por circular, esquecer tudo o que é borlas e subsidiodependências, esquecer facilitismos e a politica de intergração de pessoas no aparelho produtivo pela cunha, esquecer a corrupção e que bom que é ter um construtor a pagar a minha hipoteca da casa e a oferecer-me um apartamento de férias no algarve, em troca de uns favores, de uns dinheiros para subsidiarem a minha campanha eleitoral......
Precisamos de uma dose alargada de civismo, de atitude politica, que não se marque pelas clivagens e pelo tempo de antena dos partidos, pela mediaocracia instalada.
Precisamos de ensinar aos portugueses o que é a Res Publica....
Natas
Nada do que está a suceder neste país é novo, é uma repetição ciclica da nossa história.
O problema de Portugal é o de ter vivido orgulhosamente só, e não me refiro apenas ao periodo historico da 1928 a 1974. è ter uma fronteira definida desde há quase 900 anos, de se ter unido num estado-nação, e ser impermiavel aos conceitos de modernidade e progresso.
Quer politico, quer social, quer economico....
Mantemos em nós( e já li aqui alguns post que refelctem isso) a mentalidade messêanica de que há-de vir alguem e mudar tudo, e salvar-nos a todos.
O problema de Portugal é a nossa cultura....e de mantermos sempre uma atitude cinica em relação às questões internacionais.
Queremos estar em todo o lado, pertencer a todo, participar em tudo..mas não aprendemos nenhuma lição valiosa com isso...apenas gostamos de receber subsidios, para a realização das ditas obras.
Somos incapazes de encontrar no meio do dinheiro, o que realmente importa..porque temos a mania que como descobrimos os caminhos maritimos para todo lado, vivemos da honra e da glória( aqui se espelha por exemplo o futebol)......
O 25 de Abril e todas as influências ditas socialistas, ditas progressivas, ditas democraticas, abandalharam o que restava.
Colocaram-se ao serviço do estado, pessoas incompetentes, sem escolaridade sem formação, que nem se sabem valer da experiência, sabem apenas cumprir um horario, sem ter que produzir muito, porque as proprias chefias ou são incompetentes ou são incapazes de fazer face aos boicates dos funcionários para realizar um trabalho eficaz e rápido.
Falou-se aqui na Filândia.
A Filândia há cerca de 15 anos, fez uma aposta.
Apostou em tres coisas que achou muito importantes
Na sua Lingua, Na educação e na tecnologia.
Para tal apostaram no ensino da sua lingua e de outra estrangeira, nomeadamente o inglês, no ensino da Matematica e no investimento tecnologico. Fizeram a Nokia investiram em infraestruturas sociais(existem um hospital em qq cidade). Vários foram as forças partidárias que se foram sucedendo nos governos do país, sem que houvesse a necessidade de alterar um projecto que os filandeses definiram como nacional e essencial para o seu futuro.
No nosso pais, culpamo-nos uns aos outros..porque no fundo é impossivel esconder a incompetência de todos e desde há muitos anos.
Nós somos o pais do desgoverno, do nacional porreirismo, do facilitismos e da incapacidade de lidar com os problemas....
A solução a apresentar a este pais, terá que ser pensada como a China fez na decada de 50 do passado seculo(e apesar de um regime ditatorial, a economia floresceu, como se vê)
A força de um pais tem de ser planificada, por anos, por decadas, por gerações. Os chineses fizeram planos quinquenais, e tirando Tienammen, nunca houve uma grande vontade de terem democracia(não lhes traz qq mais valia)
A solução de portugal, não passa por tecnocratas que julgam ter a solução da via economica
Portugal, terá que acima de tudo ter uma ambição politica, uma solução transversal à vontade politica dos partidos, e dos lobbys existentes.
A apostar na educação/formação...pilares fundamentais do desenvolvimento de um pais. esquecer o betão, esquecer as estradas onde ninguem paga por circular, esquecer tudo o que é borlas e subsidiodependências, esquecer facilitismos e a politica de intergração de pessoas no aparelho produtivo pela cunha, esquecer a corrupção e que bom que é ter um construtor a pagar a minha hipoteca da casa e a oferecer-me um apartamento de férias no algarve, em troca de uns favores, de uns dinheiros para subsidiarem a minha campanha eleitoral......
Precisamos de uma dose alargada de civismo, de atitude politica, que não se marque pelas clivagens e pelo tempo de antena dos partidos, pela mediaocracia instalada.
Precisamos de ensinar aos portugueses o que é a Res Publica....
Natas
o PS não perdeu tempo. ai o benfica foi campeão? então tá tudo com pica para uma subida de impostos o que faz falta é animar a malta. o anterior governo não teve essa sorte
é algo triste. se a subida é absurda em todos os produtos imaginem só na água que é um bem essencial à vida - eles devem achar que isto é o populous ou um jogo desses
é algo triste. se a subida é absurda em todos os produtos imaginem só na água que é um bem essencial à vida - eles devem achar que isto é o populous ou um jogo desses
shred of light pinch of endless
- Vento_Nocturno
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- Registado: sexta set 19, 2003 12:45 pm
- Localização: Lx
Do que eu já vi na televisão eu não queria viver na Finlandia aquele país é uma opressão social. Não tem nada a ver com a Suécia ou a Noruega.
Anyway... back to topic.
(E ATENÇÃO HÁ SEMPRE E EU TAMBÉM CONHEÇO EXCEPÇÕES MAS QUE NAO DEIXAM DE SER ISSO MESMO EXCPÇÕES E EU VOU FALAR DA REGRA)
O nosso défice real é consideravelmente superior ao anunciado basta relembrar que o défice oculto (em particular nos municipios). Provavelmente andará mais na casa dos 8% (pelo menos)
Acho que a generalidade das analises que fazem do nosso défice estão a ser simplistas no minimo...
1. Excesso de funcionários públicos e de serviços irrelevantes.
Quanto a este ponto temos de nos transportar a 1974/75 e ao processo de descolonização, onde, e por razões obvias, na altura o Estado teve de "criar" empregos para absorver o imenso fluxo de retornados. Isto foi essencialmente efectuado através da criação de circuitos burocráticos mais exigentes. O problema é que ninguem ao longo do tempo tentou de facto fazer nada progressivamente sobre isto e agora esta situação subsiste.
2. Legislação que "proibe" grosso modo o despedimento de trabalhadores em especial funcionários públicos. Para resumir e simplificar se posso fazer pouco e nada me acontece para que me esforçar e consequentemente se estes funcionam todos aqui assim nao vou fazer ondas e so saio prejudicado se o fizer. Deduzam o ciclo vicioso em que se entra. E por isso tanto funcionário publico "coça a micose"
3. Desigualdade absoluta de direitos entre funcionários públicos e restantes contribuintes. Não é admissivel que alguem com 30 anos de serviço se possa reformar com a pensão por "inteiro" para depois ir com a reforma trabalhar para o sector privado (ou mesmo o público) enquanto que quem suporta toda a maquina do estado tenha de trabalhar em média pelo menos mais 10 a 15 anos (simples quem por exemplo acaba de estudar tipo com 24 e for para o Estado reforma-se na boa aos 54 e se for para o privado 65 e ainda tem a lata de querer ampliar isso ate aos 70). Vergonhoso é a lata dos que atendem na seg social; alguem que aos 60 vai perguntar pelas suas contas recebe logo um riso de escarnio e sarcasmo com respostas do tipo o senhor ainda nao tem idade para se preoucupar com isso e va trabalhar. Mais esse mito de que a função publica é que suporta as crises é uma falácia quem as suporta é quem nao sabe se no dia seguinte tem emprego e trabalha as horas que forem precisas muitas vezes sem pagamento adicional para garantir que o seu lhe chega ao final do mês. Grosso modo na funçao publica aconteça o que acontecer no final do mes ele vai la estar porque os outros hao de ter de pagar para isso.
4º Para além dos quadros dos funcionários públicos existe outro problema relacionado com a qtd actualmente absurda de dependentes de rendimentos do estado entre baixas, desempregados, reformados, rendimentos minimos e outros como subsidios à produção (sou perfeitamente contrario a qualquer subsidiação de actividades economicas incluindo agricolas). O já referido omissamente Medina Carreira (que ate é do PS) há uns 2 meses (?) na SIC noticias quantificou o numero e era assustador... cerca 4 milhões da população esta directamente dependente de rendimentos do Estado. Isto é insustentavel.
5º Ainda falando em pessoas, o corporativismo, em particular, de 2 classes profissionais extremamente ligadas ao estado - médicos e advogados. Não é à toa que dois dos grandes problemas do nosso estado são a saude e a justiça (isto já para não falar da educação)
6º Para os 3 pontos anteriores é inexplicavel (?!?!) que não haja uma efectiva exclusividade de relação laboral perante o estado, ou não se acabem premporiamente com as licenças sem vencimento e toda a mafia de influencias que permitem. (porque será que se tivermos 2 empregos ou assim so descontamos para a seg social por um?)
7º Para quem tem memoria fraca porque será que em Portugal (pelo menos ate à meia duzia de anos atras) a corrupção maior e mais corrente era a de se pagar a funcionarios publicos para que fizessem o trabalho deles nomeadamente despachar os papeis que teimavam em ficar no fim da pilha?? nao acham? nunca foram a notarios e outros que tais pois nao?
8º Desresponsabilização absoluta da irresponsabilidade de quem trabalha no estado em particular quem tem a suposta funçao de chefiar decidir governar ou mesmo administrar os serviços e rubricas financeiras do estado exemplos: Presidentes das Camaras e sus muchachos e demais directores gerais de serviços públicos so para não começar a descer a hierarquia... Fantastico é saber a colectiva avaliação de desempenho que fazem internamente aos funcionários públicos são todos "du best"...
9º Desenganem-se no entanto da redução em absoluto de custos pela redução de funcionários públicos há uma falta clarissima de formação e meios na função pública. É triste e lamentavel.
10º Vicios despesitas da Administração Pública, Jobs for the boys, as cunhas e afins tem tambem uma boa quota parte dos problemas
11º Grande parte do problema do defice vem em particular desde 75 quando desbarataram de uma assentada todo o sistema economico do pais sem o reformarem ou ajustarem no minimo progressivamente e desde entao andamos a pagar mais ou menos cmufladamente a factura.
Para quem é esquecido, ou nem por isso, Portugal deposi do 25 de Abril já esteve na Banca rota por duas vezes são periodos muito maus mesmo e ninguem quer isso de volta (quem nos deu a mao na altura foi o FMI).
Por outro lado as remessas dos emigrantes foram na altura determinantes para safar o estado. Para quem tambem nao se lembra os bancos que dao lucro agora no privado quando eram publicos nao davam (nao me venham dizer que a CGD agora tb da lucros pk a rentabilidade deles é vergonhosa)
12º Desde 92/94 (+-) para ai que tapamos o defice claramente corrente com receitas extraordinarias - azareco - estas basicamente acabaram. Isto nao é nenhuma novidade só que ninguem queria saber até porque à boleia das condiçoes internacionais iamos-nos safando.
12º Acredito sinceramente que economica e socialmente as coisas ainda vao ficar pior, nao acredito nada que a medio prazo o desemprego fique por aqui.
13º Tudo isto seria perfeitamente irrelevante nos noticiarios se a nossa economia fosse mais produtiva competitiva e exportasse bem mais para caramba. Continuava a ser tudo bola e samba por cá. As mesmas exigencias sociais do costume, as mesmas legislações ideologicamente certas e tecnicamente desajustadas os mesmos chavoes.
14º Supreende-me que ao fim de tantos anos as propangandas demagogicamente baratas do patrao sacana e do trabalhador coitadinho continuem. Ambos são partes vitais do sistema economico e o sistema descompensado não pode continuar ou so teremos "empresarios de merda" em Portugal. OU AINDA HÁ ALGUÉM QUE ACREDITE NA COLECTIVIZAÇÃO DOS MEIOS DE PRODUÇÃO???????????????????????????????????
15º Há mais aspectos como a ampliação do leque de contribuintes. Eu acho que era razoavelmente fácil se subissemos o IVA para 22% e o estado reembolsaria, sem limite, o diferencial de 1% entre o Iva de 22 e o de 21 (EU acho que isto ja devia ter sido feito anteriormente) Vantagens:
- Mesmo que fosses beber a bica ou comprar tabaco ou às put.. pedias o recibo ou a factura.
- Se não declarasses tudo o que ganhavas tb nao podias ir buscar esse 1% de volta ou tinhas de explicar ao fisco essa multiplicação dos paes...
No entanto nao resolvia todo problema mas acho bem mais razoavel do que a publicitação da declaração de IRS de todos que per si nao vai garantir absolutamente nada
16º Regulações reais dos sectores economicos e fiscalizações efectivas da concorrencia desleal. Exemplo eu já trabalhei numa empresa(multinacional) que representava cerca de 35% a 40% do mercado e que lidava com certo tipo de venenos, tinha quadros de segurança equipamentos de segurança, formação regular aos funcionarios, dava lucros e pagava muiitos impostos mas regra geral nao conseguia trabalhar para o estado porque concorria com empresas mais baratas quase do tipo pai mae e filho sem cuidados tecnicos ou de segurança que fossem. A actividade nao esta devidamente regulada em Portugal mas nessa empresa cumpriam-se regras estritas de segurança que a casa mae impunha. Por ca qq um pode abrir uma empresa com meia duzia de patacas e funciona nao se investe (tb se se investe passa-se logo a ser mais um porcos capitalistas opressores do proletariado)
17º Tem de se mudar as metalidades, nao comprar artigos falsificados roubados e afins já ajuda e muito. Adicionalmente e em particular os roubados significam que os legais tem de ser mais caros para compensar. Se aprendermos a compar já se ajuda a economia e a preferencia pelo produto portugues se de identica qualidade tb deve ser observada e peçam sempre a factura. Sempre que nao o fazem no limite estao a por o vosso posto de trabalho em causa se trabalham em sitios onde se cumprem as regras.
Há muito mais a dizer sobre o défice mas ja tou cansado
Anyway... back to topic.
(E ATENÇÃO HÁ SEMPRE E EU TAMBÉM CONHEÇO EXCEPÇÕES MAS QUE NAO DEIXAM DE SER ISSO MESMO EXCPÇÕES E EU VOU FALAR DA REGRA)
O nosso défice real é consideravelmente superior ao anunciado basta relembrar que o défice oculto (em particular nos municipios). Provavelmente andará mais na casa dos 8% (pelo menos)
Acho que a generalidade das analises que fazem do nosso défice estão a ser simplistas no minimo...
1. Excesso de funcionários públicos e de serviços irrelevantes.
Quanto a este ponto temos de nos transportar a 1974/75 e ao processo de descolonização, onde, e por razões obvias, na altura o Estado teve de "criar" empregos para absorver o imenso fluxo de retornados. Isto foi essencialmente efectuado através da criação de circuitos burocráticos mais exigentes. O problema é que ninguem ao longo do tempo tentou de facto fazer nada progressivamente sobre isto e agora esta situação subsiste.
2. Legislação que "proibe" grosso modo o despedimento de trabalhadores em especial funcionários públicos. Para resumir e simplificar se posso fazer pouco e nada me acontece para que me esforçar e consequentemente se estes funcionam todos aqui assim nao vou fazer ondas e so saio prejudicado se o fizer. Deduzam o ciclo vicioso em que se entra. E por isso tanto funcionário publico "coça a micose"
3. Desigualdade absoluta de direitos entre funcionários públicos e restantes contribuintes. Não é admissivel que alguem com 30 anos de serviço se possa reformar com a pensão por "inteiro" para depois ir com a reforma trabalhar para o sector privado (ou mesmo o público) enquanto que quem suporta toda a maquina do estado tenha de trabalhar em média pelo menos mais 10 a 15 anos (simples quem por exemplo acaba de estudar tipo com 24 e for para o Estado reforma-se na boa aos 54 e se for para o privado 65 e ainda tem a lata de querer ampliar isso ate aos 70). Vergonhoso é a lata dos que atendem na seg social; alguem que aos 60 vai perguntar pelas suas contas recebe logo um riso de escarnio e sarcasmo com respostas do tipo o senhor ainda nao tem idade para se preoucupar com isso e va trabalhar. Mais esse mito de que a função publica é que suporta as crises é uma falácia quem as suporta é quem nao sabe se no dia seguinte tem emprego e trabalha as horas que forem precisas muitas vezes sem pagamento adicional para garantir que o seu lhe chega ao final do mês. Grosso modo na funçao publica aconteça o que acontecer no final do mes ele vai la estar porque os outros hao de ter de pagar para isso.
4º Para além dos quadros dos funcionários públicos existe outro problema relacionado com a qtd actualmente absurda de dependentes de rendimentos do estado entre baixas, desempregados, reformados, rendimentos minimos e outros como subsidios à produção (sou perfeitamente contrario a qualquer subsidiação de actividades economicas incluindo agricolas). O já referido omissamente Medina Carreira (que ate é do PS) há uns 2 meses (?) na SIC noticias quantificou o numero e era assustador... cerca 4 milhões da população esta directamente dependente de rendimentos do Estado. Isto é insustentavel.
5º Ainda falando em pessoas, o corporativismo, em particular, de 2 classes profissionais extremamente ligadas ao estado - médicos e advogados. Não é à toa que dois dos grandes problemas do nosso estado são a saude e a justiça (isto já para não falar da educação)
6º Para os 3 pontos anteriores é inexplicavel (?!?!) que não haja uma efectiva exclusividade de relação laboral perante o estado, ou não se acabem premporiamente com as licenças sem vencimento e toda a mafia de influencias que permitem. (porque será que se tivermos 2 empregos ou assim so descontamos para a seg social por um?)
7º Para quem tem memoria fraca porque será que em Portugal (pelo menos ate à meia duzia de anos atras) a corrupção maior e mais corrente era a de se pagar a funcionarios publicos para que fizessem o trabalho deles nomeadamente despachar os papeis que teimavam em ficar no fim da pilha?? nao acham? nunca foram a notarios e outros que tais pois nao?
8º Desresponsabilização absoluta da irresponsabilidade de quem trabalha no estado em particular quem tem a suposta funçao de chefiar decidir governar ou mesmo administrar os serviços e rubricas financeiras do estado exemplos: Presidentes das Camaras e sus muchachos e demais directores gerais de serviços públicos so para não começar a descer a hierarquia... Fantastico é saber a colectiva avaliação de desempenho que fazem internamente aos funcionários públicos são todos "du best"...
9º Desenganem-se no entanto da redução em absoluto de custos pela redução de funcionários públicos há uma falta clarissima de formação e meios na função pública. É triste e lamentavel.
10º Vicios despesitas da Administração Pública, Jobs for the boys, as cunhas e afins tem tambem uma boa quota parte dos problemas
11º Grande parte do problema do defice vem em particular desde 75 quando desbarataram de uma assentada todo o sistema economico do pais sem o reformarem ou ajustarem no minimo progressivamente e desde entao andamos a pagar mais ou menos cmufladamente a factura.
Para quem é esquecido, ou nem por isso, Portugal deposi do 25 de Abril já esteve na Banca rota por duas vezes são periodos muito maus mesmo e ninguem quer isso de volta (quem nos deu a mao na altura foi o FMI).
Por outro lado as remessas dos emigrantes foram na altura determinantes para safar o estado. Para quem tambem nao se lembra os bancos que dao lucro agora no privado quando eram publicos nao davam (nao me venham dizer que a CGD agora tb da lucros pk a rentabilidade deles é vergonhosa)
12º Desde 92/94 (+-) para ai que tapamos o defice claramente corrente com receitas extraordinarias - azareco - estas basicamente acabaram. Isto nao é nenhuma novidade só que ninguem queria saber até porque à boleia das condiçoes internacionais iamos-nos safando.
12º Acredito sinceramente que economica e socialmente as coisas ainda vao ficar pior, nao acredito nada que a medio prazo o desemprego fique por aqui.
13º Tudo isto seria perfeitamente irrelevante nos noticiarios se a nossa economia fosse mais produtiva competitiva e exportasse bem mais para caramba. Continuava a ser tudo bola e samba por cá. As mesmas exigencias sociais do costume, as mesmas legislações ideologicamente certas e tecnicamente desajustadas os mesmos chavoes.
14º Supreende-me que ao fim de tantos anos as propangandas demagogicamente baratas do patrao sacana e do trabalhador coitadinho continuem. Ambos são partes vitais do sistema economico e o sistema descompensado não pode continuar ou so teremos "empresarios de merda" em Portugal. OU AINDA HÁ ALGUÉM QUE ACREDITE NA COLECTIVIZAÇÃO DOS MEIOS DE PRODUÇÃO???????????????????????????????????
15º Há mais aspectos como a ampliação do leque de contribuintes. Eu acho que era razoavelmente fácil se subissemos o IVA para 22% e o estado reembolsaria, sem limite, o diferencial de 1% entre o Iva de 22 e o de 21 (EU acho que isto ja devia ter sido feito anteriormente) Vantagens:
- Mesmo que fosses beber a bica ou comprar tabaco ou às put.. pedias o recibo ou a factura.
- Se não declarasses tudo o que ganhavas tb nao podias ir buscar esse 1% de volta ou tinhas de explicar ao fisco essa multiplicação dos paes...
No entanto nao resolvia todo problema mas acho bem mais razoavel do que a publicitação da declaração de IRS de todos que per si nao vai garantir absolutamente nada
16º Regulações reais dos sectores economicos e fiscalizações efectivas da concorrencia desleal. Exemplo eu já trabalhei numa empresa(multinacional) que representava cerca de 35% a 40% do mercado e que lidava com certo tipo de venenos, tinha quadros de segurança equipamentos de segurança, formação regular aos funcionarios, dava lucros e pagava muiitos impostos mas regra geral nao conseguia trabalhar para o estado porque concorria com empresas mais baratas quase do tipo pai mae e filho sem cuidados tecnicos ou de segurança que fossem. A actividade nao esta devidamente regulada em Portugal mas nessa empresa cumpriam-se regras estritas de segurança que a casa mae impunha. Por ca qq um pode abrir uma empresa com meia duzia de patacas e funciona nao se investe (tb se se investe passa-se logo a ser mais um porcos capitalistas opressores do proletariado)
17º Tem de se mudar as metalidades, nao comprar artigos falsificados roubados e afins já ajuda e muito. Adicionalmente e em particular os roubados significam que os legais tem de ser mais caros para compensar. Se aprendermos a compar já se ajuda a economia e a preferencia pelo produto portugues se de identica qualidade tb deve ser observada e peçam sempre a factura. Sempre que nao o fazem no limite estao a por o vosso posto de trabalho em causa se trabalham em sitios onde se cumprem as regras.
Há muito mais a dizer sobre o défice mas ja tou cansado
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Slither [RIP]
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Morgana
- Metálico(a) Compulsivo(a)
- Mensagens: 410
- Registado: quarta jan 21, 2004 1:13 pm
- Localização: North
- Contacto:
No meio disto tudo, há uma coisa que não me agrada: lá por os funcionários públicos terem benefícios, teve de haver alguma coisa que os justificasse. A dor de coto em relação às benesses de que usufruem não justifca que o nivelamento seja por baixo. O contribuinte normal deveria era lutar por ter os mesmos direitos que os da F. P., e não ficar satisfeito porque funcionários públicos os perderam. E uma medida simples ajudava a combater parte do problema: em vez de sairem com 85% da reforma, poderiam sair com 75%, o que ajudaria o contribuinte normal a ter acesso a 75% da reforma, em detrimento dos actuais 65%. Isto era ajudar a nivelar o nível de vida.
Um dos grandes problemas deste país é, definitivamente, quererem nivelar tudo por baixo.
Um dos grandes problemas deste país é, definitivamente, quererem nivelar tudo por baixo.
«Morality is herd instinct in the Individual»
Back to the Grave e-Magazine
http://www.grave.kom.pt
http://www.backtothegrave.deviantart.com
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http://www.grave.kom.pt
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-
Abracadaver [RIP]
Morgana Escreveu:No meio disto tudo, há uma coisa que não me agrada: lá por os funcionários públicos terem benefícios, teve de haver alguma coisa que os justificasse. A dor de coto em relação às benesses de que usufruem não justifca que o nivelamento seja por baixo. O contribuinte normal deveria era lutar por ter os mesmos direitos que os da F. P., e não ficar satisfeito porque funcionários públicos os perderam. E uma medida simples ajudava a combater parte do problema: em vez de sairem com 85% da reforma, poderiam sair com 75%, o que ajudaria o contribuinte normal a ter acesso a 75% da reforma, em detrimento dos actuais 65%. Isto era ajudar a nivelar o nível de vida.
Um dos grandes problemas deste país é, definitivamente, quererem nivelar tudo por baixo.
Isso parece-me fraca argumentação de um qualquer sindicato da F.P. Não é o contribuinte normal que ganha de menos, é o FP que ganha de mais.
Tem alguma lógica um ex-funcionário dos correios ter 300 contos de reforma?
Era, realmente, bonito ter toda a gente a ganhar 300 contos de reforma, mas como é óbvio, isso é totalmente impraticável.
E basicamente, o Vento_Nocturno resumiu os problemas mais graves no último post.
-
Vooder [RIP 2011/01/03]
Caro Sr. Primeiro-Ministro
Venho por meio desta comunicação manifestar meu total apoio ao seu esforço
de modernização do nosso país. Como cidadão comum, não tenho muito mais a
oferecer além do meu trabalho, mas já que o tema da moda é Reforma
Tributária, percebi que posso definitivamente contribuir mais.
Vou explicar: Na actual legislação, pago na fonte 31% do meu salário 20 para
o IRS e 11 para a Segurança Social.
Como pode ver, sou um cidadão afortunado.
Cada vez que eu, no supermercado, gasto o que o meu patrão me pagou, o
Estado, e muito bem, fica com 19% para si (31+19=50)
Sou obrigado a concordar que é pouco dinheiro para o governo fazer tudo
aquilo que promete ao cidadão em tempo de campanha eleitoral.
Mas o meu patrão é obrigado a dar ao Estado, e muito bem, mais 23,75%
daquilo que me paga para a Segurança Social. E ainda 33% para o Estado
50+23,75+33=106,75).
Além disso quando compro um carro, uma casa, herdo um quadro, registo os
meus negócios ou peço uma certidão, o Estado, e muito bem, fica com quase
metade das verbas envolvidas no caso.
Minha sugestão, é invertermos os percentuais. A partir do próximo mês
autorizo o Governo a ficar com 100% do meu salário.
Funcionaria assim: Eu fico com 6,75% limpinhos, sem qualquer ónus mas o
Governo fica com as contas de:
- Despesas Escolares,
- Seguro de Saúde,
- Despesas com médicos,
- Medicamentos,
- Materiais escolares,
- Condomínio,
- Água,
- Luz,
- Telefone,
- Energia,
- Supermercado,
- Gasolina,
- Vestuário,
- Lazer,
- Portagens,
- Cultura,
- Contribuição Autárquica,
- IVA,
- IRS,
- IRC,
- Imposto de Circulação
- Segurança Social,
- Seguro do carro,
- Inspecção Periódica,
- Taxas do Lixo, reciclagem, esgotos e saneamento
- E todas as outras taxas que nos impinge todos os dias.
- Previdência privada e qualquer taxa extra que por ventura seja
repentinamente criada por qualquer dos Poderes Executivo, Legislativo e
Judiciário.
Um abraço Sr. Primeiro-Ministro e muito boa sorte, do fundo do meu coração!
Venho por meio desta comunicação manifestar meu total apoio ao seu esforço
de modernização do nosso país. Como cidadão comum, não tenho muito mais a
oferecer além do meu trabalho, mas já que o tema da moda é Reforma
Tributária, percebi que posso definitivamente contribuir mais.
Vou explicar: Na actual legislação, pago na fonte 31% do meu salário 20 para
o IRS e 11 para a Segurança Social.
Como pode ver, sou um cidadão afortunado.
Cada vez que eu, no supermercado, gasto o que o meu patrão me pagou, o
Estado, e muito bem, fica com 19% para si (31+19=50)
Sou obrigado a concordar que é pouco dinheiro para o governo fazer tudo
aquilo que promete ao cidadão em tempo de campanha eleitoral.
Mas o meu patrão é obrigado a dar ao Estado, e muito bem, mais 23,75%
daquilo que me paga para a Segurança Social. E ainda 33% para o Estado
50+23,75+33=106,75).
Além disso quando compro um carro, uma casa, herdo um quadro, registo os
meus negócios ou peço uma certidão, o Estado, e muito bem, fica com quase
metade das verbas envolvidas no caso.
Minha sugestão, é invertermos os percentuais. A partir do próximo mês
autorizo o Governo a ficar com 100% do meu salário.
Funcionaria assim: Eu fico com 6,75% limpinhos, sem qualquer ónus mas o
Governo fica com as contas de:
- Despesas Escolares,
- Seguro de Saúde,
- Despesas com médicos,
- Medicamentos,
- Materiais escolares,
- Condomínio,
- Água,
- Luz,
- Telefone,
- Energia,
- Supermercado,
- Gasolina,
- Vestuário,
- Lazer,
- Portagens,
- Cultura,
- Contribuição Autárquica,
- IVA,
- IRS,
- IRC,
- Imposto de Circulação
- Segurança Social,
- Seguro do carro,
- Inspecção Periódica,
- Taxas do Lixo, reciclagem, esgotos e saneamento
- E todas as outras taxas que nos impinge todos os dias.
- Previdência privada e qualquer taxa extra que por ventura seja
repentinamente criada por qualquer dos Poderes Executivo, Legislativo e
Judiciário.
Um abraço Sr. Primeiro-Ministro e muito boa sorte, do fundo do meu coração!
-
YX [RIP]
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