O jornalismo musical em análise
- jp soturno
- Ultra-Metálico(a)
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O Bruno já disse várias coisas e este ultimo post do Raxx está correcto. Há algum tempo que não me informo das cenas com a SPA, mas a todos os interessado http://www.spautores.pt/
Hail to thee! É só copiões, haha e imitações!!! Tb quero disto...e vende... Tanto carneirinho e lambe cu...
- Aiwass
- Ultra-Metálico(a)
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Este topic parece que teve um tom profético. Foi aberto para discutir alguns temas do jornalismo musical e, de repente, outro desses temas veio à baila noutros locais do fórum: o plágio.
Felizmente o nível ainda não baixou por aqui e espero que assim se mantenha. Pode ser que se possam discutir alguns assuntos com elevação e seriedade, e não troca de acusações.
Felizmente o nível ainda não baixou por aqui e espero que assim se mantenha. Pode ser que se possam discutir alguns assuntos com elevação e seriedade, e não troca de acusações.
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Phantom_of_Delight
- Turista
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Num esforço de comentar directamente o post inicial do Dico:
- a questão de fundo é cinicamente pertinente!
Honestamente, não acredito nos conceitos de objectividade imaculada, rigor matemático ou isenção utópica, que os jornalistas, no seu todo, defendem e inumeram como principios absolutos da sua actividade. Existirão sempre condicionalismos, mais ou menos visiveis, mais ou menos exteriores e mais ou menos conscientes, capazes de inquinár todo o processo de informação. E quando nos concentramos no sub-genero da critica, músical neste caso, facilmente se percebe que tais principios são ainda mais sujeitos de aluimento. Porque se não forem os criterios editoriais do orgão para o qual o jornalista colabora, serão os seus gostos e conheciementos pessoais e intrinsecos a influenciar o que lhe é objecto de análise.
Veja-mos o exemplo das mediáticas eleições americanas, onde é tradição reputados jornais de refrência como o "washington post" ou "N.Y times", apoiarem descaradamente o candidato dos democratas ou o dos republicanos, conforme a maré politica que mais lhes interessa.
Um absurdo? Talvez, mas gabe-se-lhes a honestidade de assumirem a sua escolha, em vez de tentarem ludribiar os leitores sob a fachada da isençao informativa.
Enquanto parte da amálgama heterogénea a que se convencionou chamar de público, pessoalmente, o que me preocupa, é a questão da credibilidade... E só será credivel, quem tiver a autoridade para...
Então, um critico, seja qual for o assunto sobre o qual reflete, o minimo aceitavel que dele se pode esperar, é que domine, no plano tecnico, a linguagem desse mesmo assunto. E aqui faço a distinção entre a critica e a mera opinião. Sendo que ambas são inteiramente legitimas, uma opinião. não tem que ser credivel nem ter autoridade. Desde que identificada enquanto tal, a opinião será sempre válida, simplesmente, porque a maiorira das pessoas, mal ou bem, opina sobre quase tudo. E mesmo que muitas vezes opine mal e caia no ridiculo, a verdade é que é um direito adquirido dos nossos tempos, o direito à opinião.
Já a critica, pressupõe conhecimentos que possibilitem ir além da simples opinião, conhecimentos esses que permitam ao critico, contornar tudo quanto lhe é impossivel ignorar, como os seus gostos, as suas preferências, as suas escolhas, as suas vontades. No final o critico não teve que ser objectivo, rigoroso nem isento, mas terá sido credivel, competente e até autoritário, se o seu trabalho for capaz de transmitir, muito além do seu proprio eu.
Catalogar isto de bom ou aquilo de mau, será sempre tremendamente subjectivo. Avaliar, sob qualquer escala, uma determinda obra com uma determinada nota, será sempre muito pouco objectivo.
A justificação de qualquer analise é que tornará credivel o que se aventou criticar, e assim sendo, a critica pressupõe autoridade.
Quanto à critica músical em Portugal, devo dizer que me aborrece ler tantas e tantas coisas, escritas por pessoas sem autoridade na matéria, e perceber que na maioria das vezes, a dita, limita-se a espelhar a opinião do seu autor. E é grave quando um leigo, disfarçado de entendido, influencia a opinião de outro leigo!
Vou concluir, reconheçendo a autoridade, por exemplo do metal incandescente e do seu autor, porque já varias vezes me deu provas de credibilidade. E não estou com isto a ser politicamente correcto, nem tão pouco conheço o Dico, estou simplesmente, a emitir uma opinião. Tenho direito a ela, não se esqueçam!
Jorge Figueiredo
- a questão de fundo é cinicamente pertinente!
Honestamente, não acredito nos conceitos de objectividade imaculada, rigor matemático ou isenção utópica, que os jornalistas, no seu todo, defendem e inumeram como principios absolutos da sua actividade. Existirão sempre condicionalismos, mais ou menos visiveis, mais ou menos exteriores e mais ou menos conscientes, capazes de inquinár todo o processo de informação. E quando nos concentramos no sub-genero da critica, músical neste caso, facilmente se percebe que tais principios são ainda mais sujeitos de aluimento. Porque se não forem os criterios editoriais do orgão para o qual o jornalista colabora, serão os seus gostos e conheciementos pessoais e intrinsecos a influenciar o que lhe é objecto de análise.
Veja-mos o exemplo das mediáticas eleições americanas, onde é tradição reputados jornais de refrência como o "washington post" ou "N.Y times", apoiarem descaradamente o candidato dos democratas ou o dos republicanos, conforme a maré politica que mais lhes interessa.
Um absurdo? Talvez, mas gabe-se-lhes a honestidade de assumirem a sua escolha, em vez de tentarem ludribiar os leitores sob a fachada da isençao informativa.
Enquanto parte da amálgama heterogénea a que se convencionou chamar de público, pessoalmente, o que me preocupa, é a questão da credibilidade... E só será credivel, quem tiver a autoridade para...
Então, um critico, seja qual for o assunto sobre o qual reflete, o minimo aceitavel que dele se pode esperar, é que domine, no plano tecnico, a linguagem desse mesmo assunto. E aqui faço a distinção entre a critica e a mera opinião. Sendo que ambas são inteiramente legitimas, uma opinião. não tem que ser credivel nem ter autoridade. Desde que identificada enquanto tal, a opinião será sempre válida, simplesmente, porque a maiorira das pessoas, mal ou bem, opina sobre quase tudo. E mesmo que muitas vezes opine mal e caia no ridiculo, a verdade é que é um direito adquirido dos nossos tempos, o direito à opinião.
Já a critica, pressupõe conhecimentos que possibilitem ir além da simples opinião, conhecimentos esses que permitam ao critico, contornar tudo quanto lhe é impossivel ignorar, como os seus gostos, as suas preferências, as suas escolhas, as suas vontades. No final o critico não teve que ser objectivo, rigoroso nem isento, mas terá sido credivel, competente e até autoritário, se o seu trabalho for capaz de transmitir, muito além do seu proprio eu.
Catalogar isto de bom ou aquilo de mau, será sempre tremendamente subjectivo. Avaliar, sob qualquer escala, uma determinda obra com uma determinada nota, será sempre muito pouco objectivo.
A justificação de qualquer analise é que tornará credivel o que se aventou criticar, e assim sendo, a critica pressupõe autoridade.
Quanto à critica músical em Portugal, devo dizer que me aborrece ler tantas e tantas coisas, escritas por pessoas sem autoridade na matéria, e perceber que na maioria das vezes, a dita, limita-se a espelhar a opinião do seu autor. E é grave quando um leigo, disfarçado de entendido, influencia a opinião de outro leigo!
Vou concluir, reconheçendo a autoridade, por exemplo do metal incandescente e do seu autor, porque já varias vezes me deu provas de credibilidade. E não estou com isto a ser politicamente correcto, nem tão pouco conheço o Dico, estou simplesmente, a emitir uma opinião. Tenho direito a ela, não se esqueçam!
Jorge Figueiredo
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