Lingua Portuguesa unificada em 2008
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LuiSlayer [RIP 2009/03/27]
Maeve Escreveu:LuiSlayer Escreveu:Maeve Escreveu::shock: Eu, pura e simplesmente, recuso-me a fazer qualquer modificação na minha ortografia. Já não bastava o sacrifício de ler os livros da faculdade em português do Brasil, agora também teria de escrever como tal? Não me parece! Já para não falar que a omissão da acentuação de todas essas palavras daria uma confusão desmedida!
A língua portuguesa é uma das poucas coisas boas neste país e até isso querem mudar.
Não vejo qualquer vantagem nesta mudança. Os brasileiros escrevem como querem, nós escrevemos como queremos. É normal que uma língua internacional/intercontinental sofra modificações. Caso contrário, hoje ainda estaríamos todos a falar Latim. Quanto aos países de África, acho que o mais acertado era o ensino do português de Portugal, mas se querem equilibrar as coisas, façam listas de comparações, como as que existem para os vocábulos em inglês do Reino Unido e o inglês americano.
Acho uma afronta se avançarem com isso no esino português.
A língua vai continuar a mesma. Esta medida serve só para a tornar mais facilmente identificável a nível mundial, penso eu.
Estão a falar muito da mudança da nossa "cultura", mas isso não vai ocorrer. O espírito português, as características intrínsecas que nos permitem dizer que somos nós e não outros, isso não vai desaparecer devido à mudança de grafia de algumas palavras ou à adopção de novos vocábulos. Qulaquer língua só tem a ganhar com a introdução de novos termos.
Quando dizes que não vais mudar a tua forma de escrever. Bem, daqui por uns anos, caso as mudanças tenham realmente efeito, isso irá resultar em erros ortográficos...
Vamos esperar para ver!
A língua não faz parte da tua cultura? Da minha faz!
Para além de achar o português do Brasil muitíssimo feio. É frequente haver pessoas que preferem comprar os livros (técnicos principalmente) em inglês para não terem de ler em português do Brasil. Os brasileiros também englobam muitas palavras estrangeiras e "aportuguesam-nas", o que dá numa bimbalhice total.
Não temos nada a ganhar com essas modificações. Discordo totalmente de ti.
Quanto aos meus futuros erros ortográficos, quero ver quem lá estará para me julgar. O "ph" não foi resultado de uma globalização. Tive muitíssima pena quando acabaram com as moedas típicas de cada país, mas aí sim, havia uma grande vantagem. Agora globalizar a língua, não me parece. Isto pode ser do interesse de todos, menos do povo português.
Claro que o Português faz parte da minha cultura. Mas acho mais importante continuar a dizer coisas como "adoro-te" ou "o autocarro está a chegar" em vez das variantes do Brasil "te adoro" ou "o ônibus está chegando".
Isto é aquilo que caracteriza a nossa cultura e a nossa maneira específica de comunicarmos. E isto nem eu quero perder. Também prefiro ler livros em Inglês do que no Português do Brasil...
Mas o que este novo acordo me parece trazer como uma mais valia é simplificar e uniformizar certas palavras. Repara que a nossa gramática continua a mesma. E isso nem eu quero ver mudado.
Dou mais valor aos exemplos que dei acima do que à existência ou não de certos "c" e "p".
Pebolim é matraquilho.... Aero-moça é hospedeira... Ação? Ação é Acção!
Epa isto a mim nem me aquece nem me arrefece, vai ser complicado é o pessoal habituar-se, mas realmente se há letras a mais nas palavras, mais vale tirar
[/Agustino Dias de Azenhaga de Cima]
E sinceramente, acho que se isto ajudar a nossa língua a tornar-se mais reconhecida a nível mundial, se deve adoptar(adotar) esta medida!
Epa isto a mim nem me aquece nem me arrefece, vai ser complicado é o pessoal habituar-se, mas realmente se há letras a mais nas palavras, mais vale tirar
E sinceramente, acho que se isto ajudar a nossa língua a tornar-se mais reconhecida a nível mundial, se deve adoptar(adotar) esta medida!
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LuiSlayer [RIP 2009/03/27]
otnemeM Escreveu:LuiSlayer Escreveu:Nos casos onde se vão retirar os "c" e os "p" de palavras onde eles aparecem GRAFICAMENTE mas não são pronunciados FONETICAMENTE, não vejo grande mal. Acção continuar-se-á a pronunciar acção, independentemente de se escrever acção ou ação.
Penso que assim se vai facilitar a escrita. Há muitos anos atrás deixámos de escrever farmácia com "ph". Não vejo por que motivo não se pode voltar a fazer o mesmo.
As línguas humanas tem a tendência a tornarem-se mais simples para os falantes, em termos fonéticos; é natural que a grafia acompanhe esta tendência.
É uma opinião...
Compreendo o teu argumento como compreendo a intenção de quem redigiu este "documento".
Acontece que as consoantes que não se lêem têm uma razão forte para lá estar: servem para abrir a vogal como se lá estivesse um acento - mas não está nem tão pouco são a silaba tónica. Sem elas, "acção"/(ação) lê-se correctamente a-ção. Não está lá um acento, a sílaba é átona, não há nada para indicar que se deve ler À em vez de A.
Se noutros países decidiram tirar, devia ser problema deles e não nosso.
p.s.- o caso do ph é diferente pois não havia diferença prática entre ph e f. É pura economia gráfica
Aconselho a leitura do "Prontuário Ortográfico e guia da língua portuguesa" nesta matéria.
Como anexo, está disponível o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, (ver Base IV - Das sequências consonânticas, página 426).
De seguida está lá também uma nota explicativa do mesmo acordo ortográfico.
Apresenta algumas razões que são contrárias ao que tu aqui escreves.
São umas meras curiosidades, nada mais!
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LuiSlayer [RIP 2009/03/27]
otnemeM Escreveu:Podes copiar aqui o que interessa?
Espero não ter de ir cobrar a minha ignorância à Dª Fernanda, minha professora da primária
Acordo Ortográfico da língua portuguesa (1990)
Base IV
Das sequências consonânticas
1º O c (...) das sequências interiores cc (...) e o p das sequências interiores pc (...) ora se conservam, ora se eliminam.
Assim:
(...)
b) Eliminam-se nos casos em que são invariavelmente mudos nas pronúncias cultas da língua: ação, acionar, afetivo, aflição, (...) adoção, adotar, batizar (...)
Nota explicativa do acordo ortográfico da língua portuguesa (1990)
4.2 - Justificação da supressão de consoantes não articuladas [base IV, 1º, b)]
As razões que levaram à supressão das consoantes mudas ou não articuladas em palavras como ação (acção), ativo (activo), diretor (director) (...) foram essencialmente as seguintes:
b) A justificação de que as ditas consoantes mudas travam o fechamento da vogal precedente também é de fraco valor, já que, por um lado, se mantêm na língua palavras com vogal pré-tónica aberta, sem a presença de qualquer sinal diacrítico, como em corar, padeiro, oblação, pregar (...)
+++++++
Importa realçar que estas medidas não entraram em vigor em Portugal. Isso já deves ter reparado. Os exemplos que aparecem acima sem o "c" continuam a serem escritos com o dito "c" ainda hoje, no Português de Portugal.
O porquê de este acordo não ter entrado em vigor e destas alterações não terem sido introduzidas nos manuais escolares e escrita corrente não sei.
Com isto eu não quero dizer que tu estavas errado quando disseste que o "c" permitia tornar o "a" de a-cção acentuado. É apenas uma amostra de que isso necessariamente não precisa de ocorrer.
Como disse no outro post, isto são meras curiosidades de Português...
- otnemeM
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lol, isso não explica nada, apenas diz (na prática) que a explicação que até há pouco tempo era tida como universalmente aceite, deixa de o ser por vontade de um acordo. Os exemplos que eles dão não servem porque as coisas são como são. Aquelas palavras são lidas "assim", estas terão de passar a ser lidas assim porque eles decidiram ao invés de haver uma evolução natural da fonética/grafia.
Enfim, acho incrível este vergar perante outros. Estamos a abrir mão do que é nosso em vez de nos orgulharmos e defendermos. Diplomacia da treta.
Entretanto no Paraguai ou no Uruguai, o Português vai passar a ser língua obrigatória por causa da importância do Brasil ali. O nosso Governo apressou-se a vir tirar os dividendos políticos passando a patética ideia de que isso será uma boa notícia para professores portugueses. Aqui vai uma noção surpreendente: eles têm o Brasil ao lado. No Brasil há professores de "Português" no desemprego. Eles querem aprender o Português do Brasil, para se entenderem com os turistas e investidores Brasileiros - dispensam certamente aprender um Português diferente do que precisarão de usar. Nós não vamos tocar na chicha.
There.
Enfim, acho incrível este vergar perante outros. Estamos a abrir mão do que é nosso em vez de nos orgulharmos e defendermos. Diplomacia da treta.
Entretanto no Paraguai ou no Uruguai, o Português vai passar a ser língua obrigatória por causa da importância do Brasil ali. O nosso Governo apressou-se a vir tirar os dividendos políticos passando a patética ideia de que isso será uma boa notícia para professores portugueses. Aqui vai uma noção surpreendente: eles têm o Brasil ao lado. No Brasil há professores de "Português" no desemprego. Eles querem aprender o Português do Brasil, para se entenderem com os turistas e investidores Brasileiros - dispensam certamente aprender um Português diferente do que precisarão de usar. Nós não vamos tocar na chicha.
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LuiSlayer [RIP 2009/03/27]
otnemeM Escreveu:lol, isso não explica nada, apenas diz (na prática) que a explicação que até há pouco tempo era tida como universalmente aceite, deixa de o ser por vontade de um acordo. Os exemplos que eles dão não servem porque as coisas são como são. Aquelas palavras são lidas "assim", estas terão de passar a ser lidas assim porque eles decidiram ao invés de haver uma evolução natural da fonética/grafia.
Enfim, acho incrível este vergar perante outros. Estamos a abrir mão do que é nosso em vez de nos orgulharmos e defendermos. Diplomacia da treta.
Entretanto no Paraguai ou no Uruguai, o Português vai passar a ser língua obrigatória por causa da importância do Brasil ali. O nosso Governo apressou-se a vir tirar os dividendos políticos passando a patética ideia de que isso será uma boa notícia para professores portugueses. Aqui vai uma noção surpreendente: eles têm o Brasil ao lado. No Brasil há professores de "Português" no desemprego. Eles querem aprender o Português do Brasil, para se entenderem com os turistas e investidores Brasileiros - dispensam certamente aprender um Português diferente do que precisarão de usar. Nós não vamos tocar na chicha.
There.
Sim, eu não disse que explicava nada. Simplesmente era uma curiosidade acerca do que tinhas escrito anteriormente. Valeu pelo suporte científico, nada mais.
Concordo com tudo o que dizes na segunda parte da tua mensagem. De certeza que professores portugueses não vão tirar o emprego aos brasileiros nesses países. Enfim, politiquices...
- vírgula
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Opinião interessante, no Público de 2ª feira:
Correcto, correto, korreto
por Rui Tavares, Público, 11/12/2007
Há talvez 15 anos que se discute o novo acordo ortográfico da língua portuguesa e eu continuo a ouvir dizer que deveríamos respeitar a ortografia "natural" de cada país. O que isto tem de extraordinário é as pessoas acreditarem que a ortografia é "natural". Pois bem, não só a ortografia não é "natural" como a intenção é precisamente a de não acompanhar a naturalidade com que se fala. Se assim fosse, os portuenses escreveriam "Puârto" e os lisboetas "Ljboa". Os cariocas não escreveriam "boa noite" mas "boa noitchi". Meus amigos, não há nada de errado em a ortografia ser uma norma "artificial": é para isso que ela existe.
Depois há quem se escandalize por os governos poderem legislar sobre a língua e ache isso fonte de totalitarismo. Vamos lá ver: o que me acontece se eu escrever "pharmacia"? Alguém me multa? Alguém me prende? Não, porque a ortografia oficial serve em primeiro lugar para se usar em documentos oficiais.
Certamente expandir-se-á para outros usos, por inércia ou pragmatismo, mas que tem isso de mal? Fernando Pessoa continuou a escrever "monarchia" em vez de "monarquia" muito depois da reforma de 1911 e não veio daí mal ao mundo. Tal como na blogosfera já existem portugueses (e galegos) a escrever segundo o futuro acordo antes de ele entrar em vigor. Os rappers kontinuarão a eskrever koisas kom a letra "k". E isso tudo será óptimo. Porém, ninguém pode achar estranho que os governos adoptem uma ortografia oficial (em Espanha é a da Real Academia). E se for comum a todos os países lusófonos, tanto melhor.
Mas há mais: depois de se escandalizarem com o acordo ortográfico por ser terrivelmente megalómano, os seus críticos ridicularizam-no por ser muito modesto. O acordo vai ser inútil, alegam, porque não vai mudar a maneira como os brasileiros e os portugueses escrevem ou falam, nem as diferentes expressões e vocabulário que usam. Mas claro que não vai mudar! Até porque isso, lembram-se?, seria terrivelmente megalómano. Ninguém pretende obrigar brasileiros, portugueses e timorenses a usar as mesmas palavras com o mesmo significado: isso não é ortografia. Um acordo ortográfico diz respeito à maneira como as coisas se escrevem. Os significados desenrascam-se sozinhos - como é hábito deles.
Falhando tudo o resto, vem o argumento proteccionista: que o acordo ortográfico vai permitir aos brasileiros entrar no mercado dos livros escolares em África, por exemplo, porque as editoras portuguesas não tiveram tempo de se adaptar.
Ora eu nem faço um tabu do proteccionismo, mas que raio de argumento é este? Se queremos adoptar medidas proteccionistas, adoptemo-las. Por exemplo: as editoras brasileiras não podem ter mais de 30 por cento detidos por estrangeiros. Mas se não desejamos introduzir medidas assumidamente proteccionistas, não desçamos então à hipocrisia de inventar pretextos pseudoproteccionistas.
Para mais, se a África lusófona, que precisa de livros e alfabetização, for inundada de edições brasileiras baratas numa ortografia comum, isso é bom para os africanos em primeiro lugar, e eu fico contente por eles. E se as editoras portuguesas, que aliás são cada vez mais detidas por espanhóis, não tiveram tempo para se adaptar a um acordo ortográfico que há 15 anos se sabe que vem aí, então estamos pior do que eu pensava.
Correcto, correto, korreto
por Rui Tavares, Público, 11/12/2007
Há talvez 15 anos que se discute o novo acordo ortográfico da língua portuguesa e eu continuo a ouvir dizer que deveríamos respeitar a ortografia "natural" de cada país. O que isto tem de extraordinário é as pessoas acreditarem que a ortografia é "natural". Pois bem, não só a ortografia não é "natural" como a intenção é precisamente a de não acompanhar a naturalidade com que se fala. Se assim fosse, os portuenses escreveriam "Puârto" e os lisboetas "Ljboa". Os cariocas não escreveriam "boa noite" mas "boa noitchi". Meus amigos, não há nada de errado em a ortografia ser uma norma "artificial": é para isso que ela existe.
Depois há quem se escandalize por os governos poderem legislar sobre a língua e ache isso fonte de totalitarismo. Vamos lá ver: o que me acontece se eu escrever "pharmacia"? Alguém me multa? Alguém me prende? Não, porque a ortografia oficial serve em primeiro lugar para se usar em documentos oficiais.
Certamente expandir-se-á para outros usos, por inércia ou pragmatismo, mas que tem isso de mal? Fernando Pessoa continuou a escrever "monarchia" em vez de "monarquia" muito depois da reforma de 1911 e não veio daí mal ao mundo. Tal como na blogosfera já existem portugueses (e galegos) a escrever segundo o futuro acordo antes de ele entrar em vigor. Os rappers kontinuarão a eskrever koisas kom a letra "k". E isso tudo será óptimo. Porém, ninguém pode achar estranho que os governos adoptem uma ortografia oficial (em Espanha é a da Real Academia). E se for comum a todos os países lusófonos, tanto melhor.
Mas há mais: depois de se escandalizarem com o acordo ortográfico por ser terrivelmente megalómano, os seus críticos ridicularizam-no por ser muito modesto. O acordo vai ser inútil, alegam, porque não vai mudar a maneira como os brasileiros e os portugueses escrevem ou falam, nem as diferentes expressões e vocabulário que usam. Mas claro que não vai mudar! Até porque isso, lembram-se?, seria terrivelmente megalómano. Ninguém pretende obrigar brasileiros, portugueses e timorenses a usar as mesmas palavras com o mesmo significado: isso não é ortografia. Um acordo ortográfico diz respeito à maneira como as coisas se escrevem. Os significados desenrascam-se sozinhos - como é hábito deles.
Falhando tudo o resto, vem o argumento proteccionista: que o acordo ortográfico vai permitir aos brasileiros entrar no mercado dos livros escolares em África, por exemplo, porque as editoras portuguesas não tiveram tempo de se adaptar.
Ora eu nem faço um tabu do proteccionismo, mas que raio de argumento é este? Se queremos adoptar medidas proteccionistas, adoptemo-las. Por exemplo: as editoras brasileiras não podem ter mais de 30 por cento detidos por estrangeiros. Mas se não desejamos introduzir medidas assumidamente proteccionistas, não desçamos então à hipocrisia de inventar pretextos pseudoproteccionistas.
Para mais, se a África lusófona, que precisa de livros e alfabetização, for inundada de edições brasileiras baratas numa ortografia comum, isso é bom para os africanos em primeiro lugar, e eu fico contente por eles. E se as editoras portuguesas, que aliás são cada vez mais detidas por espanhóis, não tiveram tempo para se adaptar a um acordo ortográfico que há 15 anos se sabe que vem aí, então estamos pior do que eu pensava.
I see no fascination, I see no spark of light. Their toys are showered down like acid rain, but the beams will corrode, and we will fall.
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Ermo Escreveu:Porra vírgula , não dava um bocadinho mais pequeno ? Deves pensar que vives num mundo de repleto de igualdade, onde toda a gente vê bem ....
lol
aqui vê-se bem, depende do monitor.
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