"Não provar tais lábios é o veneno
Que percorre as veias do eterno
E corrói a alma entregue a tal sorte
Em decadência ruinosa de morte
Não provar tal corpo é servidão
De mágoas encarceradas de solidão
E prantos muito chorados
Por néctares salgados derramados
Não provar tais lágrimas é êxtase
De sentidas cicatrizes mudas
Sobre duas vazias imagens apartadas
Reflectindo trevas no caos das luzes entrelaçadas
Não provar tal sangue é traição
Uma mórbida e decadente obsessiva paixão
Uma barreira entre os palácios do além
E o banho deste mar, que escarlate o céu poente agora tem
Não provar tal pele são delícias
Por tormentosas formas e vias
Percorridas por dedos esguios e doridos
Alimentadas por hórridos sentimentos unicos e vividos
Não provar tal alma é a salvação
Se a virgindade do ser for perfeito perdão
Sentir o zénite do paraíso tocar na ponta do dedo
E como ilusão perdê-lo por entre o alto nevoeiro
Provar a morte é o desejo
Para uma vida àrida e sem ensejo
De inércia e completa incapacidade
Preso às esferas da eternidade
E lembrando-me, talvez pudesse acreditar em tudo
Já que nunca acreditarei naquilo que é futuro..."
um poema dedicado a um sentimento por alguém que nunca foi esquecido, apenas jazia adormecido...
simples, mas sentido
V
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20ª Edição