Sonoros altos fazem o Sol se por...
Raios brilhantes vêm a lua nascer...
Onde o mar triunfou com terror,
Onde o humano vê perecer,
Gaia no seu esplendor...
Espuma rugiu levemente a nascente...
Almas gritaram incessantemente a poente...
Tremores gelaram os confins da mente...
Num globo eternamente doente...
Papiros desenhados anunciam com destreza,
Quedas imediatas na profundeza...
Imediato...o frágil desespero,
Imediato...o fardo do pressentimento,
Imediato...o pesado afogamento...
Para o humano cedo chegou o medo...
Cai sem terra e sem sustento,
Sem flores a desabrochar...
Só com um mundo a parar,
Para ver lágrimas a brotar,
De rancorosa Mãe a chorar...
Arrastou seus próprios desejos e criação,
Com seu punhado de mar à mão,
Usando esse tremendo e imenso poder,
Que é dom de fazer nascer...
Que é dom de ver morrer...
E cinzas às cinzas, pó ao pó, nos devolver....
Escrito agora mesmo...Não está grande coisa...
A Natureza não deve aguentar muito mais sem nos ver fora daqui se continuarmos assim...Cheira-me que só foi um aviso...

20ª Edição