Enquanto a luz falha
E o silêncio das possibilidades
É docemente saboreado
São velas que ardem na escuridão
Gritos de esperança por uma paixão
Votos secretos que faço, a mim mesmo
Como para crer que é real aquilo que vejo
Não são mantos de sentimentos
Nem templos ao alto amor
São meros sons e imagens
Gritos de arrogante imaginária dor
São viagens, se bem que solitárias
A uma argêntea Lua no céu
A sonhos agrestes e frios
Na espera de companhia
Locais belos e espectrais
Azuis lagos, celestiais
Gélidos, no entanto
Brilhando como cristais
Não são anseios por ver orgiásticos prazeres
Que ardem como poentes sóis
Foram realidades, mas efémeras
Na passagem por uma agitada estagnação
São caóticos véus de tempestade
Em heresias de oferecido corpo negado
São prantos e desfigurações
A uma parede de vergonhosas confissões
Não são labaredas que iluminam
Mas gemidos de odiosa masturbação
Prazeres lançados ao vento, a todos
Alguma vez sentiste tal fantasia matar-te?
Não são palavras, minha amiga
Pois esta luz queimou
Uma borboleta que voou perto de tão bruta chance
E amargamente a provou
Sonhos que agora reais são frios e negros
Marmóreas torres, penetrando a escura terra
Ardente e rosada
De oceano escuro traja a sua alma
São cicatrizes
Tão somente cicatrizes que nunca verdadeiramente saram..."
outro poema pequeno e simples dedicado à amizade e a força que ela nos dá

20ª Edição