Visto que há quem aqui aprecie e pareça entender determinadas reflexões, espero que dêm por bem dispendido o Tempo sobre esta minha pequena deambulação. Também parte integrante do meu próximo trabalho "Idade Negra"...
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Um contemplar no Tempo antigo para as fornalhas da exaustão
Um breve sonho do que foi o inicio da condenação
Berços de estrelas brilhando na longínqua noite
Adivinhando o futuro da triste imensidão...
Outrora majestosa presença, colossal manifestação
Em um nome Natureza, sem nome a intemporal vastidão
Noite eterna, noite solene, âmago do choro profundo
Que me rodeia emergindo na alma... Sombria desgraça, agora perante este mundo.
Consciência solene de nada senão a tortura
Mistérios na cascata do eterno Tempo, secretas lamúrias despertando em espaço sereno
No inicio, a condenação
No principio do rumo à flagelação
Condição maldita, nascendo pela carne, morrendo pela degradação.
Sonhos do Tempo que outrora foi, ilusões serenas do manto negro que nos acolhe
Alucinando nos confins da existência, procurando saciar uma fome tão longe da razão
Luz que nos encobre, fogo que nos tolda o profundo
Memórias que se desprendem do infinito brilho, de uma interior devastação
Silenciosos no imensurável, presos numa frágil condição.
Hekatomb, "Condenação À Frágil Condição"
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Akitsa [RIP]
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