Poemas, Textos ou Histórias Pequenas.

wolfheimband
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Poemas, Textos ou Histórias Pequenas.

Mensagempor wolfheimband » domingo nov 09, 2008 11:49 pm

Não sei se existe algo parecido ou igual, se houver enfim
Se estiver na secção errada, peço desculpa pareceu-me a melhor já que aqui pode-se dar trabalhos a conhecer e outros comenta-lo.

Aqui vai o meu Poema

O Libertino


É ele que percorre as ruas estreitas e diversas
Os antros de ópio , e mulheres perversas
Sempre com vontades inversas
"Faço-o ou não ? Ela é jovem, ela é Feia
Esta é bonita e aquela uma freira
Esta paga-me tuta-e-meia.
Não vejo diferença, basta apagar a candeia...
Pois no escuro não vejo o que fodo,
Apenas sinto o que a cartilagem mastreia
Apenas imagino tratar-se de uma sereia..."
Experimenta o ócio vezes sem conta
E é com a vontade sempre pronta,
Que as mulheres ele monta..
é ele que aparenta inocência
Onde só existe demência...
Único que paga às prostitutas com favores sexuais
Quer sejam eles orais ou anais...
O fígado está tão putrefacto que compensa
Em medida, o compasso da morte, com vida intensa
As senhoras sentem-se húmidas e os homens invejosos
Pois ele sente a liberdade, e a emoção por onde vagueia....
(claro que o álcool e a morfina contribuem muito ao correrem-lhe na veia)
"calma escritor do meu fado, posso ser putanheiro
posso comer,beber e foder sem ter dinheiro
Mas por deus, muitos querem a minha vida, poucas querem as minhas maleitas
...De qualquer maneira, és o único que as aproveita
Se a vida tem algo para lhe oferecer
Ele dela apenas retira o prazer.


P.S - Peço desculpa pelo palavreado forte :oops:

Escarnio [RIP]

Re: Poemas, Textos ou Histórias Pequenas.

Mensagempor Escarnio [RIP] » segunda nov 10, 2008 12:28 am

Provo-te,
nao por saberes bem mas para saber se te amo
Cheiro-te,
nao por cheirares bem mas porque sei que te amo

e ver-te ali estendia
a dormir no meu reflexo
é saber que estaras sempre em mim

e alinhar o teu difuso ser,
acaricia-lo,
no gume de uma lamina
é saber que a tua dormencia sera em breve minha

Cocaina, cocaina
minha palida rainha

Abaddon_s Mai [RIP]

Re: Poemas, Textos ou Histórias Pequenas.

Mensagempor Abaddon_s Mai [RIP] » segunda nov 10, 2008 11:57 pm

E la venho eu estragar a festa 8)

Diz-me Amor,
Na embriaguez de teus enleios
Porque não cantas tua dor?

Fui um dia tua amante
Guerreira que a dor matou…
Ou sonhou… vida errante…
Despojos que o mar levou…

Da escuridão saí vencida
Do abismo nada restou
Porquê sozinha? Porquê esquecida?
Porquê despojos que o mar levou?

Em lágrimas e medo me afoguei
Em cinzas… meu sangue se derramou
E das cinzas, tua me tornei
Despojos que o mar levou.

(e isto e o que acontece quando se esta numa aula de matematica de 12ano sem mais nada para fazer)

paulo figueiredo [RIP 2011/02/27]

Re: Poemas, Textos ou Histórias Pequenas.

Mensagempor paulo figueiredo [RIP 2011/02/27] » terça nov 11, 2008 12:24 am

The Light at the End of the World

An isle, a bright shining isle
stands forever, alone in the sea
Of rock and of sand and grass
and shale, the isle bereft of trees.

- Small. A speck in the wide blue sea.
'Tis the last of all the land.
A dweller upon our lonesome
isle, the last, lonely man? -

By the Gods he is there to
never leave, to remain all his life.
His punishment forevermore,
to attend the eternal light.

The lighthouse, tall and brilliant
white, which stands at the end
of the world. Protecting ships
and sailors too, from rock they could be hurled

Yet nothing comes and nothing
goes 'sept the bright blue sea.
Which stretches near and far
away, 'tis all our man can see.

Though, one day, up high on
rock, a bird did perch and cry.
An albatross, he shot a glance,
and wondered deeply, why?

Could it be a watcher sent?
A curse sent from the Gods,
who sits and cries and stares at him,
the life that they have robbed.

Each year it comes to watch
over him, the creature from above.
Not a curse but a reminder of
the woman that he loved.

- Oh weary night, under stars,
he'd lay and gaze.
Up towards the moon and stars.
The suns dying haze.

Time and again, Orion's light
filled our man with joy.
Within the belt, he'd see his love,
remembering her voice -

The twinkle from the stars above
bled peace into his heart
As long as she looks down on him
he knows they'll never part

One day good, one day bad
The madness, the heat, the sun,
Out to sea, he spies upon land.
His beloved Albion.

Cliffs of white and trees of green
Children run and play,
'My home land' he cries and weeps,
why so far away?

Eyes sore and red. Filled with tears,
he runs towards the sea.
To risk his life, a worthy cause,
for home he would be.

Into the sea, deep and blue,
the waters wash him clean.
Awake. He screams. Cold with sweat.
And Albion a dream.

- Such is life upon the isle,
of torment and woe.
One day good. One day bad.
And some days, even hope.

The light at the end of the world
burns bright for mile and mile
Yet tends the man, its golden glow,
in misery all the while?

For fifty years he stands and waits,
atop the light, alone.
Looking down upon his isle
the Gods have made his home -

The watcher at the end of the world
through misery does defile.
Remembers back to that single night
and allows a tiny smile.

(His sacrifice was not so great,
he insists upon the world.
Again he would crime,
Again he would pay,
for one moment with the girl)

Her hair, long and black it shone,
The dark, beauty of her eyes,
Olive skin and warm embrace,
her memory never dies.

'Twas years ago, he remembers clear
the life they once did live.
Endless love and lust for life,
they promised each would give.

Alas, such love and laughter too,
was short as panting breath
For one dark night, her soul was kissed
by the shade of death.

(Agony, like none before,
was suffered by our man.)
who tends the light now burning bright
on the very last of land.
(Anger raged and misery too
like nothing ever before.)
He cursed the Gods and man and life,
and at his heart he tore.

- A deity felt sympathy
and threw our man a light
'Your woman you may see again,
for a single night. -

But think hard and well young man,
there is a price to pay:
to tend the light at the end of the world
is where you must stay.

Away from man and liufe and love.
Alone you will be.
On a tiny isle. A bright shining isle
in the middle of the sea.'

- 'I'll tend the light, for one more night
with the woman whom I love',
screamed the man, with tearful eyes,
to the deity above.

And so it was that very night
his lover did return.
To his arms and to their bed,
together they did turn.
In deepest love and lust and passion
entwined they did fall.
Lost within each other's arms
they danced (in lover's ball). -

- Long was the night filled with love.
For them the world was done.
Awoke he did to brightest light,
his woman and life had gone.

To his feet he leapt. To the sea he looked.
To the lighthouse on the stone.
The price is paid and from now on
he lives forever alone.

Fifty years have passed since then
and not a soul has he seen.
but his woman lives with him still
in every single dream.

'Tis sad to hear how young love has died
to know that, alone, someone has cried.
but memories are ours to keep.
To live them again, in our sleep.-

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GodListensToSlayer
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Re: Poemas, Textos ou Histórias Pequenas.

Mensagempor GodListensToSlayer » domingo mar 01, 2009 2:09 pm

Este poema foi premiado internacionalmente, mas não passou na nossa televisão, em Portugal.Porque será? Recordo o poema da criança de 3 anos, 'Meu nome é Sara'

O meu nome é ''Sara''

Tenho 3 anos

Os meus olhos estão inchados,

Não consigo ver.

Eu devo ser estúpida,

Eu devo ser má,

O que mais poderia pôr o meu pai em tal estado?

Eu gostaria de ser melhor,

Gostaria de ser menos feia.

Então, talvez a minha mãe me viesse sempre dar miminhos.

Eu não posso falar,

Eu não posso fazer asneiras,

Senão fico trancada todo o dia.

Quando eu acordo estou sozinha,

A casa está escura,

Os meus pais não estão em casa.

Quando a minha mãe chega,

Eu tento ser amável,

Senão eu talvez levaria

Uma chicotada à noite.

Não faças barulho!

Acabo de ouvir um carro,

O meu pai chega do bar do Carlos.

Ouço-o dizer palavrões.

Ele chama-me.

Eu aperto-me contra o muro.

Tento-me esconder dos seus olhos demoníacos.

Tenho tanto medo agora,

Começo a chorar.

Ele encontra-me a chorar,

Ele atira-me com palavras más,

Ele diz que a culpa é minha, que ele sofra no trabalho.

Ele esbofeteia-me e bate-me,

E berra comigo ainda mais,

Eu liberto-me finalmente e corro até à porta.

Ele já a trancou.

Eu enrolo-me toda em bola,

Ele agarra em mim e lança-me contra o muro.

Eu caio no chão com os meus ossos quase partidos,

E o meu dia continua com horríveis palavras...

'Eu lamento muito!', eu grito

Mas já é tarde de mais

O seu rosto tornou-se num ódio inimaginável.

O mal e as feridas mais e mais,

'Meu Deus por favor, tenha piedade!

Faz com que isto acabe por favor!'

E finalmente ele pára, e vai para a porta,

Enquanto eu fico deitada,

Imóvel no chão.

O meu nome é 'Sara'

Tenho 3 anos,

Esta noite o meu pai *matou-me*.

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Re: Poemas, Textos ou Histórias Pequenas.

Mensagempor [BR11] » domingo mar 01, 2009 2:13 pm

Essa criança tem tanto 3 anos como eu tenho 17

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Re: Poemas, Textos ou Histórias Pequenas.

Mensagempor Lapeno Enriquez » domingo mar 01, 2009 2:14 pm

;___;
...natasnatasnatasnatasnatasnatasnatasnatasnatasnatasnatasnatasnatasnatasnatasnatas...
MORTE AO FALSO METAL

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Re: Poemas, Textos ou Histórias Pequenas.

Mensagempor GodListensToSlayer » domingo mar 01, 2009 2:18 pm

[BR11] Escreveu:Essa criança tem tanto 3 anos como eu tenho 17


isso nao sei,so postei o que li

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Re: Poemas, Textos ou Histórias Pequenas.

Mensagempor Alvin Karpis » domingo mar 01, 2009 2:49 pm

Pena o meu irmão de 3 anos não saber escrever poemas e usar os verbos no condicional ou usar expressões como "acaba de.." :(

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Re: Poemas, Textos ou Histórias Pequenas.

Mensagempor death in geres » domingo mar 01, 2009 3:09 pm

Mariquices á parte, gostei!
Está forte!
Óbvio que não foi uma criança de 3 anos que o escreveu!
Mas na volta até 'viveu' essa situação!
Até Morrer! BENFICA Até Morrer!

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Re: Poemas, Textos ou Histórias Pequenas.

Mensagempor Banho Acido [RIP 2009/03/07] » domingo mar 01, 2009 3:21 pm

Este poema foi premiado internacionalmente, mas não passou na nossa televisão, em Portugal.Porque será?


:lol:

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Re: Poemas, Textos ou Histórias Pequenas.

Mensagempor Lady_Metal [RIP 2009/11/06] » domingo mar 01, 2009 5:28 pm

era uma vez um gato maltês q tocava piano e falava inglês !!! quem é q escreveu isto?! :twisted:

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Re: Poemas, Textos ou Histórias Pequenas.

Mensagempor Lapeno Enriquez » domingo mar 01, 2009 5:35 pm

Então não era francês?
...natasnatasnatasnatasnatasnatasnatasnatasnatasnatasnatasnatasnatasnatasnatasnatas...
MORTE AO FALSO METAL

Lady_Metal [RIP 2009/11/06]

Re: Poemas, Textos ou Histórias Pequenas.

Mensagempor Lady_Metal [RIP 2009/11/06] » domingo mar 01, 2009 5:44 pm

Aprendi assim... :twisted:

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Re: Poemas, Textos ou Histórias Pequenas.

Mensagempor 21poison » domingo mar 01, 2009 9:06 pm

O Menino e o Caixote


- Não pode ser - disse o senhor Sousa ao filho, o Ernestinho de oito anos.
- Mas, papá, eu vejo nos filmes. Todos têm - afirmou a criança, à procura de uma salvação para aquilo que lhe parecia um desejo certo.
- Onde é que já se viu um leão em casa? Só nessas fitas idiotas. E, além disso, o menino não vê que não há espaço? Para a semana arranjo-lhe um gato bonito, daqueles que bebem leitinho e fazem miau.
O Ernestinho desistiu de convencer o pai. Para quê? Era um homem com bigode, sempre a explicar o que não era preciso. Nem sequer percebia de leões.
Sentou-se no chão a pensar. Com certeza que devia haver um leão ali em casa! Não era a vassoura atrás da porta, nem a cadeira larga da mãe dormir aos domingos, nem sequer o embrulho do lixo à espera de ser deitado fora. Foi investigar, toda a gente sabe que os leões estão onde menos se espera.
Na cozinha, lá ao fundo, estava o caixote vazio que trouxera as compras da Cooperativa. O Ernestinho pousou-lhe a mão, acariciou-o com ternura e um certo receio. O caixote rugiu e sacudiu a areia amarela e antiga que lhe aquecia a juba. O menino puxou-o ao de leve, como quem ensina e acompanha, e o caixote seguiu-o, pisando firme.
O Ernestinho sentou-se no chão da sala. Entre o sofá e a mesinha da televisão o caixote ficava mesmo bem, confortável , como na caverna onde nascera e dera o primeiro rugido.
- Agora vamos caçar, Baluba - explicou o Ernestinho ao caixote.
- Que faz o menino aí com esse caixote? - perguntou severamente o senhor Sousa, abrindo a porta, de sobrolho franzido.
O menino olhou para o pai, assustado, e depois para o seu amigo Baluba.
- Mata o velho, Baluba! - gritou, num desespero.
O leão saltou veloz e, com uma única dentada eficaz, arrancou a cabeça do senhor Sousa.



Mário-Henrique Leiria, Contos do Gin-Tonic


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