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Lisboa à beira-mar, adoecendo

Enviado: quinta abr 14, 2005 9:36 am
por LS [RIP]
"Tu não te recordas
Dessa manhã imaculada
Nascendo por entre colinas enevoadas
Marmórea e gélida
Nem destas folhas suadas
Pelas minhas mãos carregadas

Como carvão, negras eram
Mas em palidez se desvaneceram
Tal como sonhos que luz nunca deram
E em constantes labirintos em ti se perderam
De criança repetidos à eternidade pela vastidão
Preenchida unicamente por solidão

Pois a brisa marinha salpicou-as
E do teu corpo, por tuas mãos marcadas
Num cais com a noite vindoura
Assim como essa tarde à beira-mar passada
E jovens juras de amor
Disfarçadas por inocentes paixões ao calor

Numa gaveta achei essas velhas folhas
E percorri-as com os meus dedos
Apenas para descobrir que não são as mesmas
Preenchidas com escritos que não decifro
Ou talvez tão grande é o desejo de me libertar
Que me tento rever e tudo olvidar



Amor e ódio, nada em nós há que seja eterno
Excepto eternas sacras cidades esculpidas em mármore
Que no plágio do divino
Tentam conter minha alma"



Algo bastante diferente do que costumo escrever, mais urbano, nostálgico e em português :wink:

Enviado: quinta abr 14, 2005 9:39 am
por Svandis [RIP]
:shock:
BEM!!!!! BEM!!!!!
Gostei!!

Enviado: segunda abr 25, 2005 1:36 am
por Memorial
muito bem. :)

Enviado: segunda mai 02, 2005 7:57 pm
por Strega [RIP]
Não te conhecia poeta oh Abnos...

Sim Senhor, os meus parabéns... :wink:

Enviado: terça mai 03, 2005 4:43 am
por Hediond [RIP]
Sentido. Muito bom.