Torna-me a noite um pouco mais escura,
e o dia mais curto,
e esse corpo mais lasso, mais lento
o teu respirar,
mais parado o bater desse coração,
mais morto que vivo,
na palma da minha mão.
Torna-me o sabor amargo a fel
em doce elixir,
golfado na língua, o sangue
entre os dentes,
a carne pútrida que mordo,
que rasgo
e me sabe a mel.
Deixa-me a cama vazia,
manchada do sangue e do esperma,
a semente final,
demonio de ti,
o teu sal...
e entredentes benzia-te a alma,
enquanto rezavas a qual deus menor,
enquanto te deitavas
entre pernas e suor.
Torna-me real,
eu que não sei distinguir o bem do mal,
torna-me letal
e fiel ao teu corpo,
torna-me o veneno que queres consumir,
torna-me o medo que te leva a fugir,
torna-me o vento,
murmurio da noite
que jaz aqui,
a estrela cadente,
o membro doente,
o demonio em ti...
Bem, um pelo menos consegui recuperar, falta-me o outro...
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