Solene Agonia
Enviado: segunda jun 20, 2005 10:06 am
Perdido nas trevas, calcoteando a podridão
escondido no âmago da sombra, sorrindo em vão
loucura me esmaga, no calor da mortiça sensação.
Forças me abandonam, à desgraça, ébrio
num vomitar de melancolia me ergo rogando, as pragas
morram de alma descarnada... sem sangue, sem mágoa.
Sem sofrer, existam, podres de natureza
recorram ao credo do fútil; existo longe
morram, por mim vomito sombras.
Solene, agonia, alegria, na minha vida
a morte não rejubila, foge de mim, louca
desvairada se encobre.
Solene, agonia, que me sangra
em facadas de maliciosa ternura, fúria
ódio, para morrer longe.
Perdido nas trevas, deixando de escrever
ébrio me resigno, à condição que abomino
e deixo que existam, as desgraças.
Forças me abandonam, só, e alheio
ao soçobrar de movimento, só
de tristeza me rodeio.
Sem sofrer, que existam, falsas criaturas
eu fujo, indo atrás da que mal me ama
no vómito que é a vida.
1-02-2005 - AKM.T.
escondido no âmago da sombra, sorrindo em vão
loucura me esmaga, no calor da mortiça sensação.
Forças me abandonam, à desgraça, ébrio
num vomitar de melancolia me ergo rogando, as pragas
morram de alma descarnada... sem sangue, sem mágoa.
Sem sofrer, existam, podres de natureza
recorram ao credo do fútil; existo longe
morram, por mim vomito sombras.
Solene, agonia, alegria, na minha vida
a morte não rejubila, foge de mim, louca
desvairada se encobre.
Solene, agonia, que me sangra
em facadas de maliciosa ternura, fúria
ódio, para morrer longe.
Perdido nas trevas, deixando de escrever
ébrio me resigno, à condição que abomino
e deixo que existam, as desgraças.
Forças me abandonam, só, e alheio
ao soçobrar de movimento, só
de tristeza me rodeio.
Sem sofrer, que existam, falsas criaturas
eu fujo, indo atrás da que mal me ama
no vómito que é a vida.
1-02-2005 - AKM.T.