Era capaz de matar
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Svandis [RIP]
Era capaz de matar
Cerra os dentes, devagar.
Corroi-te a dor, o amor, o pavor de te dares.
Era capaz de matar por esse olhar.
Era capaz de te matar
apenas para não teres de enfrentar a realidade,
para te poupar á verdade
daquilo que escondes dentro de ti,
eu era capaz de matar por ti.
Fecha os olhos, já.
Deixa que eu faça do teu corpo a folha de papel,
o resguardo do colchão onde nunca me hei-de deitar,
o copo de fel que te dou a provar.
Fecha os olhos e não me vejas,
tal como não te vejo quebrar as correntes
que te prendem ao passado e ao presente,
quando me beijas através do tempo morto.
Quando me beijas os pés
através do medo que tiveste,
quando me fazes soberana em ti
e escorridamente, escorreitamente,
me aprecias a nudez que não vi,
a alça do vestido que caíu pelo ombro,
desnudando o colo plácido que nada sente,
desvendando a curva do seio doente
que já nada encerra por ti
nada em mim por ti.
Era capaz de matar
por uma falha nesse olhar,
por uma fuga imperfeita do teu ar
de quem está acima de tudo e de todos.
Era capaz de te matar
por me dares esse olhar,
por me tentares lançar no fogo
que arde em ti e gela em mim,
eu era capaz de matar
só para chegar ao fim e te pôr a andar
para longe de mim.
Era capaz de ficar parada aqui,
sem nunca mais pensar em nada
que não fosse esse teu olhar,
que não fosse esse momento que nunca chegou
ou o tormento que nunca quiseste parar.
Era capaz de matar por ti.
Corroi-te a dor, o amor, o pavor de te dares.
Era capaz de matar por esse olhar.
Era capaz de te matar
apenas para não teres de enfrentar a realidade,
para te poupar á verdade
daquilo que escondes dentro de ti,
eu era capaz de matar por ti.
Fecha os olhos, já.
Deixa que eu faça do teu corpo a folha de papel,
o resguardo do colchão onde nunca me hei-de deitar,
o copo de fel que te dou a provar.
Fecha os olhos e não me vejas,
tal como não te vejo quebrar as correntes
que te prendem ao passado e ao presente,
quando me beijas através do tempo morto.
Quando me beijas os pés
através do medo que tiveste,
quando me fazes soberana em ti
e escorridamente, escorreitamente,
me aprecias a nudez que não vi,
a alça do vestido que caíu pelo ombro,
desnudando o colo plácido que nada sente,
desvendando a curva do seio doente
que já nada encerra por ti
nada em mim por ti.
Era capaz de matar
por uma falha nesse olhar,
por uma fuga imperfeita do teu ar
de quem está acima de tudo e de todos.
Era capaz de te matar
por me dares esse olhar,
por me tentares lançar no fogo
que arde em ti e gela em mim,
eu era capaz de matar
só para chegar ao fim e te pôr a andar
para longe de mim.
Era capaz de ficar parada aqui,
sem nunca mais pensar em nada
que não fosse esse teu olhar,
que não fosse esse momento que nunca chegou
ou o tormento que nunca quiseste parar.
Era capaz de matar por ti.
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Abracadaver [RIP]
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Svandis [RIP]
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Re: Era capaz de matar
Svandis Escreveu:Cerra os dentes, devagar.
Deixa que eu faça do teu corpo a folha de papel,
a alça do vestido que caíu pelo ombro,
desnudando o colo plácido que nada sente,
o seio doente
que já nada encerra por ti
nada em mim por ti.
Estas especialmente. Ah e também gostei disto:
tal como não te vejo quebrar as correntes
que te prendem ao passado e ao presente,
quando me beijas através do tempo morto.
Escrevi algo semelhante no "carne" por gostar muito de foder o juízo temporal a quem lê:
"Uma bala de fumo na ponta dos dedos.
Um crime ainda presente, passado no futuro." e tal.
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Svandis Escreveu:Sataere Escreveu:Ainda estou ofegante!
E isso significa que gostaste ou nem por isso?
(porque carga de água é q este gaijo há-de ser sempre tão inintelegivel???)
Isso é algum insulto camuflado?
Pois claro que gostei. Se não gostasse, em vez de ofegante, estaria com vómitos convulsos. Mas isso eu guardo para outros poemas que metem para aí.
"Shudder, tremble, anticipate, obey - and with all that, if you are not very fortunate, perhaps you will not be completely miserable."
w w w . s k u l l p r o d u c t i o n s . c o m
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