Deixem
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Svandis [RIP]
Deixem
Deixem-me dormir, hibernar,
bem no fundo da caverna escura e quente,
no fundo do útero seco
que pariu as aberrações que vos são dadas a ver.
Pela frincha da porta,
pelo buraco da fechadura,
lá andam vocÊs a espreitar, em segredo,
em surdina, sem nada dizerem.
Deixem-me sangrar sozinha,
de punhos cerrados contra a imensidão
da nuvem escura que cobre este céu,
deixem-me aniquilar o pouco juizo
que resta neste cerebro cansado, queimado,
desgastado de ouvir as vossas palavras vazias e carrancudas.
Deixem-me afogar, aniquilar,
adormecer a dor em alcool e sangramentos,
menstruações quase abortivas
dos vossos sussurros chatos e inquietantes.
No auge da vossa estupidez,
vocês fazem-me pensar,
fazem-me considerar a estupidez reinante em meu redor.
Deixem-me em paz, não percebem que bebi de mais?
Calem-se as vozes e as buzinas estridentes
dos carros que passam na rua
no engarrafamento continuo
da semente golfada em violencia de clube de futebol,
calem-se os cães nas janelas
ladrando aos gatos que se esgueiram
pelo espaço vazio entre dois caixotes do lixo,
calem-se as criancinhas,
acima de tudo,
calem-me as vossas criancinhas
que tenho ganas de as esburacar,
de lhes perfurar os tímpanos
como me fazem a mim os seus gritos histericos
de quem não teve por parte dos pais qualquer tipo de educação.
Calem-se os silencios
e os hiatos temporais em que não me lembro,
Não me lembro,
não me lembro do que fiz ontem,
do que disse há pouco,
lavei os dentes ou não?
Calem-me a mim,
de uma vez por todas,
apartada dos outros nos eslaivos sangrentos de ti,
do que me resta de ti,
do que ainda ficou aqui.
E deixa-me em paz, tu também,
antes que eu mate alguém.
bem no fundo da caverna escura e quente,
no fundo do útero seco
que pariu as aberrações que vos são dadas a ver.
Pela frincha da porta,
pelo buraco da fechadura,
lá andam vocÊs a espreitar, em segredo,
em surdina, sem nada dizerem.
Deixem-me sangrar sozinha,
de punhos cerrados contra a imensidão
da nuvem escura que cobre este céu,
deixem-me aniquilar o pouco juizo
que resta neste cerebro cansado, queimado,
desgastado de ouvir as vossas palavras vazias e carrancudas.
Deixem-me afogar, aniquilar,
adormecer a dor em alcool e sangramentos,
menstruações quase abortivas
dos vossos sussurros chatos e inquietantes.
No auge da vossa estupidez,
vocês fazem-me pensar,
fazem-me considerar a estupidez reinante em meu redor.
Deixem-me em paz, não percebem que bebi de mais?
Calem-se as vozes e as buzinas estridentes
dos carros que passam na rua
no engarrafamento continuo
da semente golfada em violencia de clube de futebol,
calem-se os cães nas janelas
ladrando aos gatos que se esgueiram
pelo espaço vazio entre dois caixotes do lixo,
calem-se as criancinhas,
acima de tudo,
calem-me as vossas criancinhas
que tenho ganas de as esburacar,
de lhes perfurar os tímpanos
como me fazem a mim os seus gritos histericos
de quem não teve por parte dos pais qualquer tipo de educação.
Calem-se os silencios
e os hiatos temporais em que não me lembro,
Não me lembro,
não me lembro do que fiz ontem,
do que disse há pouco,
lavei os dentes ou não?
Calem-me a mim,
de uma vez por todas,
apartada dos outros nos eslaivos sangrentos de ti,
do que me resta de ti,
do que ainda ficou aqui.
E deixa-me em paz, tu também,
antes que eu mate alguém.
Última edição por Svandis [RIP] em terça ago 30, 2005 7:45 am, editado 2 vezes no total.
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