Ressurgimento...
Enviado: sexta out 14, 2005 2:24 pm
Um pedaço de mim ultrapassado pelo tempo, permanece escavado na sombra do arrependimento, erguido num passado tão distante como o ontem que não me deixou adormecer. A palidez daquilo que não fiz, deixei fugir aquilo que sempre quis, a necessidade de esconder o sorriso num fino rio lacrimal antes de me deixar morrer...
São fragmentos de memórias, frases repetidas duma velha história, pleonasmo do sentimento, metafóra da minha destruição, o amor que se enraizou no meu... odeio tudo aquilo que me fez cair, inalar a poeira num chão empobrecido, disforme, secar o meu corpo num canto perdido, sumido, exaurir as minhas veias dormentes...
As sombras, a escuridão, as trevas... cega-me a luz que não existe, decomposição da minha saudade triste, é difícil enfrentar a verdade e olhar para além da parede do meu quarto, onde sofro em silêncio... companheiro no medo, tendência para o abismo... o meu coração ensaguentado quebrado em mil estilhaços, estranho eufemismo.
Vislumbro o céu, o meu último rasgo de esperança, a música doce que me deixaste na lembrança... a silhueta que desenhei num caderno rasgado, nas páginas amareladas as letras opacas, as marcas deixadas na minha pele ensinada pelo teu corpo afagado por mim. Beija-me uma última vez e entrega-me ao vazio...
São fragmentos de memórias, frases repetidas duma velha história, pleonasmo do sentimento, metafóra da minha destruição, o amor que se enraizou no meu... odeio tudo aquilo que me fez cair, inalar a poeira num chão empobrecido, disforme, secar o meu corpo num canto perdido, sumido, exaurir as minhas veias dormentes...
As sombras, a escuridão, as trevas... cega-me a luz que não existe, decomposição da minha saudade triste, é difícil enfrentar a verdade e olhar para além da parede do meu quarto, onde sofro em silêncio... companheiro no medo, tendência para o abismo... o meu coração ensaguentado quebrado em mil estilhaços, estranho eufemismo.
Vislumbro o céu, o meu último rasgo de esperança, a música doce que me deixaste na lembrança... a silhueta que desenhei num caderno rasgado, nas páginas amareladas as letras opacas, as marcas deixadas na minha pele ensinada pelo teu corpo afagado por mim. Beija-me uma última vez e entrega-me ao vazio...