Pessoal, tudo OK?
"Espetei" hoje com um novo artigo no blogue Reflexões Musicais (http://reflexoesmusicais.blogs.sapo.pt/).
Já agora, deixo-o à vossa consideração para o lerem e darem as vosas opiniões.
Um abraço,
Dico
BOOTLEGS OFICIAIS – UM NEGÓCIO COM FUTURO
A DiscLive, uma start-up norte-americana subsidiária da Immediatek, empreendeu recentemente um modelo de negócio revolucionário e em expansão, que poderá contribuir de forma decisiva para eliminar as gravações piratas nos espectáculos ao vivo e reduzir o número de ficheiros partilhados ilegalmente através das plataformas P2P (peer-to-peer, ou P2P).
O conceito é muito simples: equipado com uma unidade móvel de gravação, um grupo de profissionais da empresa acompanha, em tournée ou em concertos isolados, bandas seleccionadas (no site da DiscLive são anunciados os shows a captar). No final de cada espectáculo, graças a uma tecnologia desenvolvida pela empresa (que também opera na Europa), os fãs podem adquirir um CD numerado e profissionalmente masterizado com a gravação integral do evento. Para isso, têm de pré-encomendar o disco e receber uma senha que devem apresentar no final do espectáculo para adquirir a sua cópia do CD. Um número limitado de exemplares fica disponível para quem não possua senha.
De acordo com a empresa, esta plataforma de produção de CDs permite que cinco minutos após o término do concerto fiquem disponíveis as primeiras 200 unidades (a DiscLive afirma ainda ter capacidade para gerar, no local, 800 discos a cada 20 minutos). Os CDs são vendidos em formato digipak, com capa e “bolacha” alusivos ao espectáculo. Mais tarde, os fãs podem encomendar os CDs através do site da empresa.
Aliás, frequentemente as próprias bandas encomendam várias cópias para vender nas suas páginas Web oficiais. A DiscLive recebe uma comissão por cada CD vendido, mas cobra percentagem sobre o copyright. A também norte-americana Clear Channel Entertainment, concorrente da DiscLive e subsidiária da Clear Channel Communications, adoptou uma estratégia semelhante, limitando-se, no entanto, a gravar espectáculos cuidadosamente seleccionados.
Com este modelo de negócio ganham todas as partes interessadas: as bandas e as editoras (que assim recuperam algum do dinheiro perdido na partilha ilegal de ficheiros e nas gravações caseiras dos CD’s), mas também os fãs, que usufruem de bootlegs oficiais de qualidade e a baixo preço.
Porém, a fórmula não é nova. Numa das suas anteriores digressões (que até passou por Portugal), os Pearl Jam gravaram cada espectáculo e editaram o respectivo CD áudio no país em que se realizou, daí resultando, sem surpresa, um magnífico volume total de vendas. Porquê? Os fãs acérrimos quiseram, naturalmente, guardar uma recordação do evento que presenciaram.
Numa genial estratégia de marketing, o grupo não só demoveu sub-repticiamente os admiradores de piratear os espectáculos, como também os levou a adquirir os CDs. Dificilmente poderia imaginar-se uma jogada mais eficaz no combate à pirataria.
Mas há bandas que, num posicionamento do it yourself, vão ainda mais longe: os Testament, por exemplo, registam em vídeo espectáculos seleccionados, que depois vendem na sua página oficial em DVD. Este afigura-se, pois, um modelo de negócio apetecível e complementar àquele em que a DiscLive e a Clear Channel Entertainment se movimentam, pelo que não deverá passar muito tempo até que essas e outras empresas explorem esta ideia. Arrisco-me mesmo a prever, para um futuro muito próximo, a gravação, produção e venda de DVDs nos próprios recintos dos espectáculos, com os eventos disponibilizados nos formatos áudio e vídeo, sem esquecer vastas galerias de fotos.
O potencial deste novo modelo de negócio é tão amplo que ultrapassa em muito o horizonte destas empresas emergentes ou mesmo das editoras. Há algum tempo, o dono de um bar especializado em Metal underground dizia-me que ponderava a hipótese de começar a gravar os espectáculos aí realizados e vender os respectivos CD’s às bandas.
E porque não adoptar um modelo de negócio paralelo ao da DiscLive e da Clear Channel Entertainment para rentabilizar a actividade? Cobrando aos grupos uma percentagem sobre o processo de gravação dos espectáculos, da reprodução dos CDs e das unidades vendidas, estes espaços encontravam uma nova estratégia de lucro.
As bandas, por seu lado, ganhavam mais algum dinheiro, ao mesmo tempo que exploravam um bom veículo de auto-promoção. As possibilidades estão à vista, e o mercado – aberto a novas ideias e ansioso por satisfazer as necessidades do consumidor – aguarda que o explorem. Investidores com vontade de arriscar precisam-se.
Links a consultar:
DiscLive – http://www.disclive.com/
http://www.myspace.com/disclive
DiscLive Europe Limited – http://www.discliveeurope.com/
Immediatek – http://www.immediatek.com/
Clear Channel Entertainment – http://cc.com/
Clear Channel Communications – http://www.clearchannel.com/
Dico
Bootlegs oficiais - um negócio com futuro
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LS [RIP]
Acho este sistema bem fixe, eu gostaria de ter o audio de muitos bons concertos que vi, tanto de bandas portuguesas como estrangeiras - para além de que a embalagem profissional é uma óptima aliciante; o que não concordo no caso da DiscLive é com o sistema de pré-encomenda, há concertos que são para esquecer, o sistema Pearl Jam é bem melhor.
Abnos Escreveu:os proprios dream theater fazem o mesmo, via a editora do portnoy, a ytse-n-sei-das-quantas
mas verdade seja dita, as boots deles não têm lá muita qualidade.
Chama-se Ytse Jam Records (http://www.worldhistory.com/wiki/Y/Ytse-Jam-Records.htm). Pois, eu tenho o Dream of the Beast, um álbum em que tocaram integralmente o The Number odf the Beast em Paris e realmente o som é um bocado ranhoso...
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sorath [RIP]
No concerto de Einsturzende Neubaten no CCB, havia a possibilidade de os fans comprarem a gravação profissional do concerto, cerca de 20min logo após o término deste. E a banda durante o concerto afirmou que seria uma prática corrente em todos os futuros concertos deles.
Os próprios Napalm Death aproveitaram um bootleg de um concerto no Japão, devido ao som fabuloso que a gravação pirata tinha (melhor que muitas bandas conseguem em estúdio) e lançaram-no oficialmente sem tocarem no som.
Os próprios Napalm Death aproveitaram um bootleg de um concerto no Japão, devido ao som fabuloso que a gravação pirata tinha (melhor que muitas bandas conseguem em estúdio) e lançaram-no oficialmente sem tocarem no som.
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LS [RIP]
o q aí não falta sao bootlegs com som espantoso, por isso é q me espanta q os dream theater vendam bootlegs com uma qualidade tão má. um exemplo perfeito é a do master of puppets ao vivo, q já xeguei a ver uma versao de, suponho, outro concerto igual, mas com melhor qualidade de som, e essa nao era oficial!
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O problema acho eu não fica resolvido, e mais ainda, pode agravar a troca de bootlegs! Imaginem um fan da alemanha a trocar com o fan do canada via P2P o bootleg dos respectivos concertos! Mais, haveria garantias de boa qualidade!!!! Isso seria o paraíso dos coleccionadores de bootlegs.
Contudo, é uma boa ideia. Desde que depois não aconteça como com o Death On The Road de Maiden, cujo bootleg é superior.
Contudo, é uma boa ideia. Desde que depois não aconteça como com o Death On The Road de Maiden, cujo bootleg é superior.
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