Vinil X CD

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kuthulu
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Vinil X CD

Mensagempor kuthulu » quinta jun 08, 2006 1:56 pm

Há uns tempos li algures na net que o vinil consegue reproduzir sons que no CD se tornam impossíveis devido ao seu formato compacto. Há alguém que me possa elucidar acerca disto? Quais as principais características do som do vinil e do cd? Tenho vários vinis mas já há algum tempo que não tenho gira discos, porque acho os cds muito mais práticos.

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raxx7
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Mensagempor raxx7 » quinta jun 08, 2006 2:25 pm

A principal caracteristica do som do vinil é o ruido de superficie, também conhecido por "som a batatas fritas".
A principal caracteristica do som do CD é não ter qualquer caracteristica.

subathory [RIP]

Mensagempor subathory [RIP] » quinta jun 08, 2006 2:30 pm

raxx7 Escreveu:A principal caracteristica do som do vinil é o ruido de superficie, também conhecido por "som a batatas fritas".
A principal caracteristica do som do CD é não ter qualquer caracteristica.



lol mto esclarecedor :D

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kuthulu
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Mensagempor kuthulu » quinta jun 08, 2006 2:31 pm

raxx7 Escreveu:A principal caracteristica do som do vinil é o ruido de superficie, também conhecido por "som a batatas fritas".
A principal caracteristica do som do CD é não ter qualquer caracteristica.


Como deves calcular essa observação em nada pode ajudar à minha questão.

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Gornoth
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Mensagempor Gornoth » quinta jun 08, 2006 2:39 pm

Os CDs, como são gravações digitais, "cortam" todas as frequências acima dos 44.1KHz, e abaixo dos não-sei-quantos Hz; os vinis, enquanto gravações analógicas, gravam um espectro de frequências mais alargado. Portanto, num vinil muitas vezes encontram-se frequências que os CDs já não têm, e especialmente nas frequências mais graves (as tais abaixo dos não-sei-quantos), é normal que um vinil seja mais rico em termos de som que um CD, onde elas pura e simplesmente não existem.

Nos últimos anos, já não é tanto assim, porque é raro o vinil que tem músicas gravadas cujo processo de gravação/produção/mastering tenha sido completamente analógico, sem passar por equipamentos digitais que cortem logo essas frequências.

Por outro lado, mesmo que os vinis tenham essas frequências, é preciso que estejas a ouvi-los com um amplificador e colunas que as suportem, senão a diferença é nula, já que o amp e/ou as colunas acabam por não conseguir reproduzi-las também.

Lembro-me de ver vários sites com informação bastante mais detalhada e muito melhor explicada do que eu consigo fazer sobre isto. Se encontrar algum entretanto, ponho aqui um link.

Edit: Falta referir que os CDs poderiam perfeitamente ser gravados de modo a que essas frequências lá estivessem, mas o standard Red Book da Philips - aquele que rege todos os CD áudio - foi definido na altura como tendo a gravação do som com 16 samples gravadas 44100 vezes por segundo (os famosos 16 bit / 44.1KHz), como compromisso entre uma qualidade de som aceitável e as especificações do material de gravação e reprodução, e espaço disponível no CD.
Última edição por Gornoth em quinta jun 08, 2006 2:42 pm, editado 1 vez no total.

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N.H.
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Mensagempor N.H. » quinta jun 08, 2006 2:39 pm

Fora a habitual caracteristica de fazer o tal som "batata frita" está provado que o som tem mais "corpo",mais "alma",consegue criar algo que o digital é incapaz,o digital dá ao ouvinte aquilo que é e nada mais.
Para alguns também não se trata de ser prático ou não,muito pelo contrário,ser nada prático faz com que uma pessoa possa se identificar mais com o lançamento,o ritual em si de meter a agulha,virar o disco é a razão de interesse,para não comentar que o simples facto de ser Old School e que isso não devia morrer.
O CD acaba por ser um pedaço de plástico facilmente reproduzido e um vinyl não,o vinyl requer mais dedicação em todos os prismas.
Posso falar por experiência própria que um vinyl bem estimado aguenta bem mais anos que um CD mesmo qu também estimado.Tenho vinyl datado aos "early 70´s" e não vejo um CD conseguir fazer esse percurso(sendo usado claro,tal como o vinyl).
Hoje em dia o preço base de fazer um vinyl mesmo que 7´´ vai dos 1.5euros unidade(caso seja 500 ou mais unidades) até ao 12´´ que custa no minimo 3euros a unidade(também minimo de 500 unidades).referir que normalmente o pessoal queixa com os preços dos 10´´ mas fiquem sabendo que custa precisamente o mesmo que um 12´´,tal se pode dizer de um mCD para um mCD portanto desmistifiquem essa vossa ideia.Adicionem a este preço mais uma serie de coisas,não pensem que é este o preço final para uma editora pois um vinyl pesa bem mais que um CD portanto só em portes paga-se o dobro,por vezes mais.
Vinyl pode vir em gatefold,trazer poster,o vinyl ser ás cores etc,não conseguem fazer nada disso num CD de caixa regular(jewel case).
Felizmente o Underground Black Metal fomente semanalmente lançamentos que ainda só são disponiveis neste formato e sinto orgulho nisso,os antigos metodos não são para morrer por mais caro que esta produção possa ficar.
Hail the Underground!
satansatansatansatansatansatansatansatansatansatansatansatansatansatansatansatansatan

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Mensagempor Infernalord » quinta jun 08, 2006 2:46 pm

N.H. Escreveu:Felizmente o Underground Black Metal fomente semanalmente lançamentos que ainda só são disponiveis neste formato e sinto orgulho nisso,os antigos metodos não são para morrer por mais caro que esta produção possa ficar.
Hail the Underground!
Agora é que disseste tudo!
:D
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Mensagempor kuthulu » quinta jun 08, 2006 2:47 pm

Muito obrigado amigo Gornoth e N. H.. Já agora que modelo de gira discos aconselham e onde posso encontrá-lo? Tenho umas colunas velhas Pioneer, mas têm um bom som, gostava de mantê-las, adquirir um gira discos e um amplificador. Sugestões...

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Mensagempor Tin Tin Metaleiro » quinta jun 08, 2006 2:52 pm

Por acaso tinha a ideia (nao justificada) de que um CD teria uma esperança de vida superior ao do vinil...
Também já tinha ouvido dizer que um CD regista uma faixa menor de frequências, mas depois pergunto-me se isso seria assim tao relevante quanto isso, uma vez que um ouvinte comum nao se deve aperceber da diferença... Digo eu, que pouco percebo destas questões técnicas...
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Mensagempor N.H. » quinta jun 08, 2006 3:04 pm

Tin Tin Metaleiro Escreveu:Por acaso tinha a ideia (nao justificada) de que um CD teria uma esperança de vida superior ao do vinil...
Também já tinha ouvido dizer que um CD regista uma faixa menor de frequências, mas depois pergunto-me se isso seria assim tao relevante quanto isso, uma vez que um ouvinte comum nao se deve aperceber da diferença... Digo eu, que pouco percebo destas questões técnicas...



Por alguma razão os DJ´s de techno usam vinyl e não CD,pelo menos os profissionais.Com vinyl podem ter "baixos" bem mais pujantes mas óbvio que com um bom sistema de colunas/amp por trás.


kuthulu,posso dizer-te que uso a mesma aparelhagem Pioneer há mais de 12 anos e com o seu prato "gira discos" de origem e mesmo assim noto diferenças significantes para com os mesmos lançamento em CD´s,e não,não me refiro somente aos efeito "batata frita".
Na FNAC compras um prato bem barato e mediano + por uns 125 euros,agora o amp é que pode ser pior,mais puxado
satansatansatansatansatansatansatansatansatansatansatansatansatansatansatansatansatan

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Mensagempor Gornoth » quinta jun 08, 2006 3:05 pm

kuthulu Escreveu:Já agora que modelo de gira discos aconselham e onde posso encontrá-lo?


Nem faço ideia... sinceramente, quase tudo o que ouço em casa toca no meu PC, onde tenho umas colunas baratuchas da Creative - dão bom som e não distorcem, e é quanto me basta. Compro vinis mas nem tenho gira-discos. :oops:

Acabo por comprar vinis ou CDs mais para apoiar as bandas, e para saber que realmente os comprei, o que me faz sentir-me melhor que simplesmente sacar os mp3, mas os vinis nem ouço, e os CDs raramente saem da caixa...

Bronze [RIP]

Mensagempor Bronze [RIP] » quinta jun 08, 2006 3:07 pm

N.H. Escreveu:Por alguma razão os DJ´s de techno usam vinyl e não CD,pelo menos os profissionais.


tb é muito mais fácil manipular vinil que CDs... no vinil vês as espiras... o CD está dentro do leitor... além disso podes fazer SCRAAAAATCHHHH
Última edição por Bronze [RIP] em sexta jun 09, 2006 10:41 am, editado 1 vez no total.

fms [RIP]

Mensagempor fms [RIP] » quinta jun 08, 2006 3:35 pm

para por em pratica a ja citada "melhor qualidade" do vynil é preciso controlar imensas variaveis (geometria da sala, processo de gravação, um sem fim de compatiblidades entre os equipamentos que so pode ser conseguido com analises da resposta em frequencia dos componentes usados e "matching" de impedâncias etc etc por exemplo a estrategia de amplificação usada..tipo A, B, AB, C, D).

Assim o gasto em equipamento não é de 1000 nem 2000 nem 10000 euros que vai permitir chegar a esse patamar.

O mesmo se aplica ao CD , no entanto no limite o vynil hipoteticamente ganha na "qualidade" de reprodução.

enfim para os comuns mortais que não podem controlar, e ou desconhecem as ditas variaveis, é muito mais sensato ficar pelo CD.

Uns "blind tests" e ficava tudo muito mais convencido com a chamada gama média e baixa do equipamente audio que temos por casa.

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Amphion
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Mensagempor Amphion » quinta jun 08, 2006 3:56 pm

Não acredito de todo que o vinyl dure mais tempo que o cd. Se tratarmos de modo igual ambos os suportes, custa-me a crer que o vinyl dure mais tempo.


Se num mp3 a 320kbps já se torna praticamente impossível distinguir entre ouvir o cd original e o mp3, muito menos acredito que o vinyl tenha mais detalhe. As frequência que foram cortadas para o standard cd-audio são frequência não audíveis pelo ouvido humano.


Não consigo também aceitar que um vinyl soe melhor que um cd. Ignorando o ruído de fundo (e torna-se dificil perceber como é que ruído de fundo é aceitável no vinyl quando não o é em mais nenhuma forma de áudio), a questão de o vinyl ter mais corpo tem muito que se lhe diga. Temos hoje em dia gravações inteiramente digitais que soam incrivelmente "quentes", recorrendo a processamento por aparelhos a válvulas e usando algoritmos que simulem o analógico. O que muitas vezes se passa é que quem ouve música em vinyl por definição torna o acto de ouvir música um ritual, o que leva a que use melhor equipamento e/ou que disfrute muito mais daquele momento musical. Só isso já é suficiente para que subjectivamente soe melhor.


A virtude do vinyl é exactamente a do "emocional", o pegar, a estética, o culto. Eu não uso vinyl, mas admiro quem o faz e considero que podem disfrutar mais do acto de ouvir música.

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Mensagempor raxx7 » quinta jun 08, 2006 4:02 pm

Acerca das frequências, os CDs vão realisticamente de 0 a ~20 kHz (o limite teórico são 22,050 kHz mas precisas de margem para os filtros de reconstrução), com flutuações de 0,5 dB. A relação sinal/ruido é, na prática, uns 90 dB.

Nos gira-discos, é mais complicado e depende muito do preço do gira-discos e da qualidade e estado do próprio disco.
Aquilo que realisticamente se consegue gravar e reproduzir num disco de vinil é algo relativamente desconhecido. Cortar o lathe é um processo "robusto" e as máquinas são, invariavelmente, antigas. A vulcanização e prensagem também não são meigas.
Há cabeças que vão de 5 a 32 kHz, mas isso é só a cabeça - o limite superior está algures abaixo, dependendo do resto do corpo do gira-discos. A flutuação da resposta em frequência é tipicamente maior 1,5 dB e a relação sinal ruido talvez menor que 80 dB.

Finalmente, a questão do "corpo" do som.
Cada um sabe do que gosta e cada disco é um disco.
Contudo, lembro-vos que tipicamente, há algum processamento adicional no processo de passar a música para discos de vinil.
Eu escrevi ali em cima 80 dB, mas quando o vinil era rei e o CD novidade, o comum dos mortais não conseguia uma relação sinal/ruido melhor que 50-60 dB, que é um bocado má. Para minorar um bocado o efeito disso, comprime-se a gama dinâmica da música. Como efeito adicional, compressão de gama dinâmica bem feita é algo que faz a música soar melhor aos ouvidos de qualquer humano (ou pelo menos, de uma larga maioria).
Provavelmente, a maioria das pessoas que compram vinil hoje em dia têm gira-discos melhores que isso, mas a compressão continua a ser usada.


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