ESTADO DO METAL EM PORTUGAL
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thundercross [RIP]
ESTADO DO METAL EM PORTUGAL
Gostaria de saber as vossas opinioes, ppl que está no meio, do metal em portugal, se acham que há boas bandas, quais sao as vossas favoritas, porque é que sao raras as bandas que conseguem ser reconhecidas internacionalmente, enfim, dissertem e deambulem sff.
Eu acho que as coisas estão mal por um lado mas também não tanto por outro. Ou seja, falando particularmente de Lisboa, que é onde vivo, é confrangedor não haver nem um sítio de jeito para dar concertos nem um bar de Metal a sério. Nunca houve de facto um sítio mesmo bom para as bandas pequenas e médias tocarem. O Paradise é uma chulice pegada e aquela onda de cortarem a energia com bandas a actuar para poderem depois abrir a discoteca à uma chateia-me. Sítios que nunca foram grande coisa mas davam para desenrascar já fecharam: o Johnny Guitar, o Rookie, o Ritz (que não era mau), o Lusitano (que era péssimo), etc etc. E quanto a bares, aí então pior ainda. O Lusitano e o Gingão deixaram-me muitas saudades, mas analisando as coisas friamente, aquilo sempre deixou muito a desejar. O V Império nunca lá pus os pés mas também pouco durou. E hoje em dia, ainda não fui agora a este novo substituto do Limbo, mas aquela onda Gótica não me atrai mesmo nada.
Se fosse rico, talvez me metesse numa de abrir um verdadeiro bar de Heavy Metal com uma sala de concertos e tudo. Isso seria o ideal. No entanto, o pessoal do Metal geralmente não tem dinheiro, e pior ainda, já não estamos nos tempos em que um tal bar fosse um sucesso garantido. Já passaram muitos anos. Que clientela poderia juntar um tal bar em Lisboa? Duvido que fosse suficiente para lhe manter as portas abertas.
Por outro lado, acho um sintoma de vitalidade impressionante verificar que os concertos de bandas locais são hoje em número que não me lembro de alguma vez ter visto. Quando vou a sites como
http://www.guiaviseu.com/circulodefogo/concertos.htm
http://pwp.netcabo.pt/pffilipe/concert.htm
concluo que a nível nacional é comum haver vários concertos a cada fim-de-semana, fora os que há durante a semana. Eu por exemplo desde Dezembro até cá tenho tocado todos os meses pelo menos uma vez, e até poderia ter tocado mais. Ora isto é uma grande diferença, para muito melhor, em relação a tempos idos. Acreditem!
Se isto é para mim o melhor sinal da vitalidade da cena, quanto ao caso específico de Lisboa creio que o Jó tem razão em queixar-se por haver falta de público nos concertos. Claro que por vezes não dá para ir, assim é a vida (e esta noite queria mesmo ir à cozinha do Ginjal e estou a ver as coisas um bocado negras; espero conseguir ir, se não der, sorry Jó!
). Mas seria bom pelo menos aqueles que se queixam da cena e tal fazerem sempre que possível um esforço por contribuir activamente para que o pouco que temos possa continuar a existir, nestes tempos de Nu Metals e ondas comerciais.
A evolução da cena para o futuro interessa-me muito particularmente porque ao contrário de muitos putos sei que daqui a um ano, tal como daqui a dez e por aí fora, "I'LL STILL BE METAL!"
Se fosse rico, talvez me metesse numa de abrir um verdadeiro bar de Heavy Metal com uma sala de concertos e tudo. Isso seria o ideal. No entanto, o pessoal do Metal geralmente não tem dinheiro, e pior ainda, já não estamos nos tempos em que um tal bar fosse um sucesso garantido. Já passaram muitos anos. Que clientela poderia juntar um tal bar em Lisboa? Duvido que fosse suficiente para lhe manter as portas abertas.
Por outro lado, acho um sintoma de vitalidade impressionante verificar que os concertos de bandas locais são hoje em número que não me lembro de alguma vez ter visto. Quando vou a sites como
http://www.guiaviseu.com/circulodefogo/concertos.htm
http://pwp.netcabo.pt/pffilipe/concert.htm
concluo que a nível nacional é comum haver vários concertos a cada fim-de-semana, fora os que há durante a semana. Eu por exemplo desde Dezembro até cá tenho tocado todos os meses pelo menos uma vez, e até poderia ter tocado mais. Ora isto é uma grande diferença, para muito melhor, em relação a tempos idos. Acreditem!
Se isto é para mim o melhor sinal da vitalidade da cena, quanto ao caso específico de Lisboa creio que o Jó tem razão em queixar-se por haver falta de público nos concertos. Claro que por vezes não dá para ir, assim é a vida (e esta noite queria mesmo ir à cozinha do Ginjal e estou a ver as coisas um bocado negras; espero conseguir ir, se não der, sorry Jó!
A evolução da cena para o futuro interessa-me muito particularmente porque ao contrário de muitos putos sei que daqui a um ano, tal como daqui a dez e por aí fora, "I'LL STILL BE METAL!"
Já agora, não respondi à questão das bandas:
Para uma editora grande pegar numa banda ela tem de já ter nome feito; dificilmente pegam numa banda para a construir desde o início. E hoje em dia só coisas que já tenham uma grande probabilidade de ter rentabilidade. Isto já não são os anos 80 (nem mesmo os 90) e o público do Metal diminuiu muito em todo o lado (ou quase). E a facilidade enorme que há hoje em dia em fazer uma banda (relativamente a outros tempos) e em gravar demos ou CDs, faz com que num mercado cheio de bandas muitíssimas fiquem pelo caminho, incluindo algumas muito boas que se perdem no mar de bandas.
O caminho é, no entanto, perseverar. Além disso, muitas bandas de Metal não querem sequer assinar pela Metal Blade, querem apenas lançar as suas músicas para o seu público, que é restrito por natureza.
Um exemplo de banda que acho que poderia ter chegado muito longe e que me custa que não tenha contrato é The Firstborn (poderia dizer vários outros nomes).
Para uma editora grande pegar numa banda ela tem de já ter nome feito; dificilmente pegam numa banda para a construir desde o início. E hoje em dia só coisas que já tenham uma grande probabilidade de ter rentabilidade. Isto já não são os anos 80 (nem mesmo os 90) e o público do Metal diminuiu muito em todo o lado (ou quase). E a facilidade enorme que há hoje em dia em fazer uma banda (relativamente a outros tempos) e em gravar demos ou CDs, faz com que num mercado cheio de bandas muitíssimas fiquem pelo caminho, incluindo algumas muito boas que se perdem no mar de bandas.
O caminho é, no entanto, perseverar. Além disso, muitas bandas de Metal não querem sequer assinar pela Metal Blade, querem apenas lançar as suas músicas para o seu público, que é restrito por natureza.
Um exemplo de banda que acho que poderia ter chegado muito longe e que me custa que não tenha contrato é The Firstborn (poderia dizer vários outros nomes).
Rick Escreveu:Eu acho que as coisas estão mal por um lado mas também não tanto por outro. Ou seja, falando particularmente de Lisboa, que é onde vivo, é confrangedor não haver nem um sítio de jeito para dar concertos nem um bar de Metal a sério. Nunca houve de facto um sítio mesmo bom para as bandas pequenas e médias tocarem. O Paradise é uma chulice pegada e aquela onda de cortarem a energia com bandas a actuar para poderem depois abrir a discoteca à uma chateia-me. Sítios que nunca foram grande coisa mas davam para desenrascar já fecharam: o Johnny Guitar, o Rookie, o Ritz (que não era mau), o Lusitano (que era péssimo), etc etc. E quanto a bares, aí então pior ainda. O Lusitano e o Gingão deixaram-me muitas saudades, mas analisando as coisas friamente, aquilo sempre deixou muito a desejar. O V Império nunca lá pus os pés mas também pouco durou. E hoje em dia, ainda não fui agora a este novo substituto do Limbo, mas aquela onda Gótica não me atrai mesmo nada.
Não compreendo porque é que criticas os bares de metal de LX devido à sua fraca qualidade, e nem experimentaste ir uma vez ao V Império! Para além disso a onda gótica do ex-Limbo/actual Disorder é inexistente às 5as feiras, noite dedicada ao metal...
Quanto ao Metal em Portugal, penso que está a crescer de um modo estável, em quantidade e qualidade, e que caminhamos (ou será que já lá estamos) ao nível do que se faz lá fora. O problema é que a qualidade não chega, e terá que existir (não sei bem como) um apoio forte às nossas bandas, que permita apagar de vez a ideia que existe lá fora que "o metal em Portugal são 2 ou 3 bandas e o resto é tudo uma grande m#$%a".
Fotografia - http://www.joseramos.com | http://www.facebook.com/joseramosphotography/
Amphion (blackened death metal)
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Quanto a isso já não sei.... 
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Rick: Muitas mesmo... eu não o fiz, porque chegavam a ser tão incoerentes que nem os levava a sério, Mas "queimaram" muito o bar, devido a isso... 
Jó (Theriomorphic)
http://metalhead.pt : http://theriomorphic.org : http://thedeadstore.com : http://loomdesign.net
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Nos primeiros tempos, estava sempre cheio tanto à Sexta, como ao Sábado. O grande mal foi mesmo a "filosofia" de quererem um bar ao gosto deles e preocupando-se pouco com a opinião dos clientes... Era mesmo uma enorme falta de jeito para o negócio.
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REVAGE
- Ultra-Metálico(a)
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É pá, ontem em conversa com o gothmog, ele disse uma coisa com a qual eu estou 100% de acordo, o underground nacional está bem vivo e recomenda-se. Maior parte das bandas são restritas porque mantém o espirito de origem e fazem as coisas como se fazia nos anos 80 e principios de 90, mas quem é que procura nas listas de distros e de editoras underground, uma demotape ou um vinil de uma banda que ninguem conhece ? e quem é que vai ver os lançamentos das editoras underground ? Numa era em que a internet domina a divulgação da cena, a corespondencia entre bandas, entre metaleiros, entre pessoal e editoras underground através de correio já não existe. O pessoal dividiu-se e desapareceu, alguns voltam a reaparecer, recomeçando quase tudo de novo. As zines acabaram, já ninguem adquire zines. Mas todos os dias aparecem novas bandas de excelente qualidade. É isso que interessa, para manter o underground vivo. Mas a mentalidade das pessoas que vão aos concertos tem que mudar, mas este assunto já tá mais que batido. Só me resta a minha frase mais que caracteristica...
KEEP THE METAL ALIVE !!!
KEEP THE METAL ALIVE !!!
- Khold
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Poucos mas bons right? 

"O estado é aquela grande ficção em que toda a gente tenta viver à custa de toda a gente.” ~ Frédéric Bastiat
http://www.myspace.com/insaniae
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Abracadaver [RIP]
Como já foi dito, já há vários anos que não me lembro de uma época tão produtiva em termos de concertos de underground.
Há cerca de um ou dois anos, quase todos os meses tinhamos bandas internacionais a tocar. Agora nada (ou muito pouco). As bandas nacionais (ou quem organiza os concertos, será melhor dizer assim) parecem ter aproveitado.
Quanto às bandas, gosto particularmente de várias como Epping Forest, Dr Salazar, Assemblent, The Howling, The Ransack (acho que é assim que se escreve), Infernal Kingdom, etc.
Apesar da originalidade, em média, continuar, na média, bons músicos temos com fartura. Logo, a coisa só deve vir a melhorar.
Há cerca de um ou dois anos, quase todos os meses tinhamos bandas internacionais a tocar. Agora nada (ou muito pouco). As bandas nacionais (ou quem organiza os concertos, será melhor dizer assim) parecem ter aproveitado.
Quanto às bandas, gosto particularmente de várias como Epping Forest, Dr Salazar, Assemblent, The Howling, The Ransack (acho que é assim que se escreve), Infernal Kingdom, etc.
Apesar da originalidade, em média, continuar, na média, bons músicos temos com fartura. Logo, a coisa só deve vir a melhorar.
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