death in geres Escreveu:Grimner Escreveu: Não existe outra solução que não a de desarmar as facções radicais. É o melhor para Israel. E para a Palestina.
Isso é verdade!
Mas alguém está a tentar desarmar alguém!?
As facções radicais, a facção mais radical neste confronto é o Exército israelita! Não são eles que estão a atacar com a artilharia toda!? A matar indiscriminadamente tudo que aparece á frente...
Será que por uma via diplomática não arranjavam maneira de entrar em território palestiniano e aí sim, desarmá-los, ou ver onde é que estavam os 'perigos armados'! Ou mesmo a comunidade internacional!
Ou só de vez em quando é que dá jeito essa comunidade internacional avaliar os riscos!?
Uma via diplomática? Dás-te conta da dificuldade que é conseguir lidar com o território dessa maneira?
Em primeiro lugar, onde é que o Hamas ia deixar um contingente (seja de israel, seja da comunidade internacional) entrar pacificamente no território e remover-lhes as armas? Uma das bases do poder do Hamas é a capacidade ofensiva. São uma facção que NÃO aceita uma negociação pacífica (não vamos esquecer que este conflito começou com o quebrar de uma trégua por parte do Hamas), e que proclama a Jihad como item de programa político. Qualquer força que entre no seu território para os desarmar vai encontrar resistência armada.
Em segundo lugar, o problema agrava-se em Gaza por ser uma zona densamente populada. Por muito cirurgica que seja a intervenção, como desmantelar infraestruturas de uma organização que se esconde e lança ataques de uma região tão populada, e não esperar vitimas civis? Especialmente quando os líderes do movimento escolhem como base essas mesmas zonas densamente populadas. Por outras palavras, se te quiseres esconder, que sitio melhor que numa multidão? Enquanto a teconologia militar não for capaz de "encontrar o Wally", é dificil, porque os membros do Hamas não têm propriamente cartazes no peito.
Finalmente, a força destas facções terroristas consiste numa teoria relativamente simples de ser por si só uma força relativamente pequena de membros chave, mas ser capaz, através de propaganda (extremamente eficaz, de resto, diga-se. Cada bomba que cai, está lá alguém para filmar... se calhar se os Israelitas fizessem o mesmo e mostrassem os mortos e feridos depois de um ataque bombista, sentiamos mais pena. mas escolhem não o fazer.), agitar as massas e tornar um cidadão comum num miliciano. Numa terra onde as AK 47 são tão comuns como para nós são, sei lá os telemóveis, é dificil, senão quase impossível distinguir quem é ou não uma ameaça.
Em suma, temos uma facção radicalista armada até os dentes que se esconde atrás de uma população civil, lança ataques a coberto dessa população civil, que não está, de forma alguma, disposta a negociar, e que, em ultima instância, é capaz de agitar essa população civil a pegar em armas para o seu lado.
Se tens um formigueiro, queres matar a Rainha, e só a Rainha, consegues chegar a ela sem ser atacado por milhares de obreiras e guerreiras? E sem escavacar o formigueiro todo, uma vez que a Rainha se "esconde" lá no centro?

20ª Edição




