DechristianizeR Escreveu:
E a questão de não explicarem os meios que pretendem utilizar para atingir o objectivo mais uma vez só não os sabe quem não viu ainda o que sugeri e quem não quer, e em primeiro lugar não é sequer uma sociedade utópica! Ficar a criticar um "livro" que não se leu ou que se leu apenas 10 páginas e não o completo, não adianta de nada, e é um mau principio.
Infelizmente não vi todos os links que colocaste. Não sei se terei tempo para isso. De qualquer maneira, vi com interesse o Transition Plan e não fiquei esclarecido em relação às dúvidas que que coloquei no outro tópico e que resumi no meu post. Pela minha interpretação (que não é mais do que isso) as 6 etapas descritas são enumeradas de uma forma suficientemente vaga para que se possa ter uma ideia real da implementação destes passos.
Não parece ser contemplada qualquer tipo de maior ou menor dificuldade na construção das "quintas auto-sustentadas" ou na construção das ligações entre diferentes comunidades que se presumem espalhadas pelo mundo(?). Como é que se pretende assegurar as ligações entre estas comunidades (caminho-de-ferro) entre diferentes Estados? Como é que os próprios Estado (ainda) soberanos poderão ver o desenvolvimento de comunidades fechadas e que, em última instância, pretendem desenvolver-se à margem do local onde estão inseridos.
Pretende-se que os investimentos iniciais para as ditas quintas e fábricas automatizadas venham de fundos governamentais, programas regionais (é dado o exemplo dos fundos comunitários), mas e se as propostas de projectos não são aprovadas? Regra geral, os programas comunitários exigem que o beneficiário seja uma qualquer entidade (pública ou privada) e não propriamente pessoas naturais (sejam pessoas singulares ou grupos), embora não tenha conhecimento de todos os programas que existem (apenas os Europeus) portanto talvez a realidade noutros locais seja diferente.
Vou continuar a seguir eventuais informações que possam surgir acerca da implementação deste movimento (acho que se pretende criar uma cidade segundo os preceitos do movimento no prazo de um ou dois anos e há um projecto que pretende fazer da Nova Zelândia o foco principal de novas comunidades). E será que já tentaram vender esta ideia a gente como o Richard Branson, o Bill Gates. Ou criarem um efectivo grupo de pressão (ou vários) que possa fazer lobbying junto de instituições nacionais/regionais. Atendendo a que as energias renováveis estão, de facto, na ordem do dia, as ideias do Sr. Jacques poderiam ganhar algum apoio institucional...Espanta-me que isso não esteja a ser tentado há mais tempo (se é que está)...
Se alguém se incomoda com "o tom" pelo menos exponho fontes de informação sobre os assuntos em questão, enquanto outros ficam a supor, distorcer, fazer piadas e mandar bocas uns aos outros, procurar algo mínimo de errado por onde pegar para destruir tudo o resto, e por vezes explicar de uma maneira errada e incompleta o que por sua vez gera confusão e dúvida e ninguém se entende.
E, finalmente, não me considero inserido em nenhum destes grupos. Não quero destruir nada, gozar com ninguém ou o que quer que seja. Não perco o meu tempo a escrever isto para gozar ou mandar abaixo ninguém. São as dúvidas que este tipo de questões me suscitam. Quem quiser lê, quem não quiser responde com o "tldr" e rimo-nos todos um bocado.

Daí as tuas dúvidas. E como ja tinha dito tudo isto não é perfeito, mas é a melhor solução para os problemas sociais que temos em todo o mundo. 

20ª Edição