Conflito Israelo-palestiniano. Ou "o Tom & Jerry"

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Postmortem
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Re: Israel declara guerra “sem misericórdia”

Mensagempor Postmortem » segunda dez 29, 2008 10:21 pm

coragem Escreveu:
Zyklon Escreveu:
Johnny B Goode Escreveu:se os espanhois oucupassem o algarve ou outra parte de portugal,queria ver se gostavam...
ninguem gosta de viver numa terra que era sua e ser tratado como cão.

Hey alguns como já se leu aqui até se esporravam pelo umbigo,tipo já viste o preço dos combustiveis em Espanha?
Ou o salario minimo? :mrgreen:


seria muito bom :D :D :D


Era, então trazer aqueles 15% de desempregados então é que era uma maravilha. Não sabemos o que fazer com 8% quanto mais com (quase) o dobro da taxa de desempregados.
Última edição por Postmortem em segunda dez 29, 2008 11:45 pm, editado 1 vez no total.
Soul of Darkness Escreveu:Pessoalmente, não gostaria que o mundo acabasse

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BetinhoDoSludgeDrone
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Re: Israel declara guerra “sem misericórdia”

Mensagempor BetinhoDoSludgeDrone » segunda dez 29, 2008 11:19 pm

Mais do dobro. Físicos a fazer contas, lol.

Israel está a ter um resposta desproporcionada. No entanto, foi o Hamas com todo o seu radicalismo que desta vez violaram o cessar-fogo. Moral da historia: pobre povo palestino. Entre um exército israelita que os bombardeia, um Hamas que não se importa de os pôr em risco e uma Fatah corrupta, venha o diabo.

Já agora, pensem duas vezes antes de tomar partido de um dos lados. :roll:
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Re: Israel declara guerra “sem misericórdia”

Mensagempor Postmortem » segunda dez 29, 2008 11:35 pm

Deves ter essa retina toda queimadinha de ler o chupa-mos porque em lado nenhum do meu post diz "Mais do dobro".
Soul of Darkness Escreveu:Pessoalmente, não gostaria que o mundo acabasse

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Re: Israel declara guerra “sem misericórdia”

Mensagempor BetinhoDoSludgeDrone » segunda dez 29, 2008 11:39 pm

Por isso mesmo está mal. É mais do dobro. Em termos de número de trabalhadores, 15% de Espanha é muito mais do dobro que 8% de Portugal.
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Vooder [RIP 2011/01/03]

Re: Israel declara guerra “sem misericórdia”

Mensagempor Vooder [RIP 2011/01/03] » segunda dez 29, 2008 11:45 pm

Olha que esta!

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Re: Israel declara guerra “sem misericórdia”

Mensagempor Postmortem » segunda dez 29, 2008 11:46 pm

Err, faltava "taxa".
Soul of Darkness Escreveu:Pessoalmente, não gostaria que o mundo acabasse

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Audiokollaps
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Re: Israel declara guerra “sem misericórdia”

Mensagempor Audiokollaps » terça dez 30, 2008 2:10 pm

Uma guerra para mudar as regras do jogo.

Perguntas e Respostas sobre a última guerra israelo-palestiniana.

Em 2005, Ariel Sharon ordenou a retirada unilateral do exército e dos colonos da Faixa de Gaza no Verão de 2005, mas a ocupação do território mais densamente povoado do mundo, sem interesse estratégico ou religioso para o Estado judaico, nunca terminou completamente. Israel continua a controlar todos os acessos por terra, mar e ar a este paupérrimo pedaço da Palestina – 362 quilómetros quadrados habitados por 1,5 milhões de pessoas – onde nasceu o Hamas e eclodiu a primeira Intifada. Foi aqui que, no sábado, Israel desencadeou uma guerra com uma intensidade que não se via desde a dos "seis dias", em1967. O primeiro bombardeamento durou três minutos e 40 segundos. Sessenta caças F-16 destruíram 50 alvos. Num só dia, foram mortas mais de 200 pessoas (número que continua a subir) e feridas cerca de mil.

Quem começou as hostilidades?
A 4 de Novembro deste ano, Israel assassinou seis membros do Hamas, violando uma "tahdiyeh" ou trégua, que estabeleceu (mas nunca reconheceu publicamente) com o movimento islâmico, sob mediação egípcia, a 17 de Junho. O Hamas intensificou o lançamento de mísseis e morteiros sobre cidades israelitas – em sete anos, estes disparos mataram pelo menos 20 civis. Israel retaliou sujeitando a Faixa de Gaza a um duro bloqueio económico – com restrição de entrada de alimentos e medicamentos e cortes de combustível –, agravando uma situação humanitária que o Banco Mundial e ONG descreveram como "catastrófica". Khaled Meshaal, o chefe do Hamas exilado em Damasco, justificou a decisão de revogar a "tahdiyeh", a partir do dia 18 de Dezembro, invocando as execuções dos seus operacionais e o cerco a que Gaza está sujeita. Segundo o diário hebraico "Ha’aretz", os preparativos para a vasta operação militar em curso começaram há seis meses – quando o Egipto mediava novamente negociações para a prorrogação da trégua – o Hamas exigia como condição o levantamento do bloqueio. Na altura, o ministro israelita da Defesa, Ehud Barak, terá ordenado aos serviços de espionagem que identificassem todos as instalações das "forças de segurança" do Hamas e de outros grupos radicais em Gaza.

Porquê atacar agora?
Para alguns analistas, Israel quis aplicar um duro golpe ao Hamas, ainda quem sem a ambição de o eliminar, como tentou, mas fracassou, com o Hezbollah no Líbano, em 2006. Também quis, escreveu o jornal francês "Libération", mudar as regras do jogo antes de uma "desacreditada Administração Bush" sair de cena e Barack Obama entrar na Casa Branca. Decisivo foi também o facto de Israel estar em campanha eleitoral, e de as sondagens beneficiarem o líder da oposição direitista, Benjamin Netanyahu. O facto de Tzipi Livni, a ministra dos Negócios Estrangeiros e líder do Kadima, e Ehud Barak, o chefe trabalhista, terem aparecido juntos numa conferência de imprensa como os artífices desta ofensiva serviu para passar a mensagem de que serão "implacáveis com os terroristas". Um passado recente tem mostrado, porém, que este tipo de crises favorece mais os "duros" que os "pragmáticos" – em 1996, Netanyahu derrotou Shimon Peres, apesar de ter sido durante o governo do sucessor de Yitzhak Rabin que o Shin Beth assassinou o "mestre bombista" do Hamas, Yahya Ayyash, e de ter sido levada a cabo a "Operação Vinhas da Ira" no Líbano, que culminou num massacre de mais de 100 civis na cidade de Qana. Do lado palestiniano, também o Hamas estava interessado agora em mudar o "statu quo". Os disparos de "rockets" foram lidos como "uma fuga para a frente". Isolado desde que derrubou a rival e secular Fatah no chamado "conflito de irmãos", em Junho de 2007, incapaz de aliviar o sofrimento da população de Gaza, achou que era altura de tentar alargar a sua esfera de influência à Cisjordânia, abrindo desde já a campanha para as presidenciais antecipadas de 9 de Janeiro próximo.

Uma ofensiva terrestre é inevitável?
Embora tenham sido enviados sinais – mobilização de 6000 reservistas e colocação de carros de combate na "fronteira" com Gaza – de que estão em marcha preparativos para uma grande invasão terrestre, esta não é inevitável. Segundo explicou ao diário britânico "The Guardian" o general na reserva Shlomo Brom, analista militar no Institute for National Strategic Studies em Telavive, o objectivo de Israel "é extrair as melhores condições para um futuro cessar-fogo com o Hamas". No mais curto prazo, os israelitas querem pôr termo aos ataques com mísseis Qassan, Katyusha e Grad contra Sderot, Ashkelon e outras localidades – meio milhão de habitantes na linha da frente. Para isso, estão a destruir os túneis que têm permitido o contrabando de armas e munições, mas também de bens alimentares e outros produtos básicos – forma de contornar o bloqueio. Há uma certa urgência em enfraquecer as capacidades do Hamas e da Jihad, que têm vindo, gradualmente, a aumentar o alcance dos seus projécteis, já não artesanais mas com tecnologia iraniana. Hoje, contrariando declarações anteriores de um porta-voz do MNE, que considerava «idiotas» as alegações de que a ofensiva visava derrubar o Hamas, o vice-primeiro-ministro Haim Ramon admitiu que é esse mesmo o propósito. "Suspenderemos os ataques imediatamente se alguém assumir a responsabilidade por este Governo [em Gaza], todos excepto o Hamas", disse Ramon. "Somos favoráveis a qualquer outro governo que tome o lugar do Hamas".

O Hamas será neutralizado?
Apesar do poder destrutivo dos ataques israelitas contra as suas infra-estruturas e de várias vezes ter sido decapitado (os seus fundadores Ahmed Yassin e Abel Aziz al-Rantissi foram assassinados), o Hamas não foi neutralizado. Na Síria, o chefe no exílio, Khaled Meshaal, prometeu uma terceira Intifada, indiciando que tem novos mártires para atentados suicidas em Israel (suspensos desde 2004). A trégua também permitiu ao Hamas reforçar arsenais e o seu braço armado, as Brigadas Ezzedin al-Qassam, que contarão com cerca de 25 mil homens bem treinados. Mais: o bloqueio económico «não produziu nenhum dos resultados políticos desejados», por Israel, constatou Yossi Alpher, antigo responsavel da agência de espionagem Mossad e hoje um dos mais activos pacifistas. "Os palestinianos não se deixaram manipular para odiarem o Hamas. Tratou-se de um castigo colectivo inútil".

Que solução para o conflito?
Para Israel, dizem analistas, o pior cenário seria o Hezbollah, apoiado pela Síria e financiado pelo Irão, abrir uma "segunda frente" no Líbano. O movimento xiita terá cerca de 40 mil mísseis e provou, em 2006, que sabe resistir ao reputadamente "mais poderoso exército do Médio Oriente". Outro receio é o da eclosão de uma revolta popular na Cisjordânia, onde Mahmoud Abbas tem sido incapaz de obter significativas concessões de Israel: os colonatos continuam a expandir-se, as incursões militares prosseguem, os «checkpoints» não são desmantelados e 6000 prisioneiros permanecem nas cadeias. O cenário mais realista parece, assim, o de negociar uma nova trégua. "A resposta à questão do que queremos é simples: cessar-fogo", observou Alex Fishman, colunista do diário "Yedioth Ahronoth". Para o cessar-fogo, "temos de chegar a um acordo e para convencermos o Hamas a aceitar um acordo estamos agora a quebrar os seus ossos – entre outras razões, para que o preço que vier a exigir não seja muito elevado. [O problema é que] ainda não decidimos, entre nós [israelitas], o preço que estamos dispostos a pagar." Conclui Yossi Alpher : "Israel vai ter de escolher se reconhece que o Hamas está para ficar e o aceita como interlocutor, por muito que isso seja intragável, ou se reocupa a Faixa de Gaza, derruba o Hamas e acarreta com todos os custos que isso envolverá."
Em 2006, o Hamas exigiu a Israel que reconhecesse as fronteiras de 1967, se retirasse de toda a Cisjordânia, incluindo Jerusalém, e aceitasse o «direito de retorno» dos refugiados. Em troca, propôs o que o profeta Maomé ofereceu aos judeus há 1400 anos: uma "hudna" por 10 anos, mais do que uma trégua, menos que um cessar-fogo. Não há aqui lugar para a paz.

in: Público por Margarida Santos Lopes

É sempre agradável ver a merda que nos servem como "informação credível" nos noticiários.

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Nando
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Re: Israel declara guerra “sem misericórdia”

Mensagempor Nando » terça dez 30, 2008 2:56 pm

Sul de Israel: “Há crianças que não viveram um dia da sua vida sem um alarme, sem um rocket”
30.12.2008 - 14h24 Maria João Guimarães


No Sul de Israel, os habitantes queixam-se de não ter vida por causa dos rockets do Hamas. Sderot, a cidade mais afectada, perdeu metade da população nos últimos 8 anos, a economia está estagnada, as crianças têm medo. Agora, os rockets do Hamas começam a chegar mais longe e a cidades maiores, como Ashdod e Ashkelon, onde já fizeram vítimas mortais.

“Outro dia fui passar pela casa de um vizinho sabe qual foi a primeira coisa que a minha filha, que tem cinco anos, me perguntou? Foi onde estava o abrigo”, comenta, por telefone, Yossi Tal, que mora em Ashkelon. “Um miúda de cinco anos e tem a preocupação de saber onde está o abrigo.”

Deve existir um abrigo a cada três quarteirões, explica Yossi Tal, e as casas construídas depois de 1991 têm de ter uma divisão segura. Há um sistema anti-míssil: antes de cair um projéctil, soa um alarme. Depois, há 15 segundos para chegar a um abrigo. “Se é jovem e consegue correr, não há problema”, diz Tal. “Mas uma mulher grávida, uma pessoa doente, ou mais velha já não consegue.”

Eitan Regev, um estudante a morar num kibbutz (comuna) perto de Sderot, a cidade mais castigada pelos rockets, diz que este sistema às vezes ainda é pior. “Às vezes estamos longe de um abrigo e não podemos ir para lado nenhum. Então ficamos ali a pensar que o rocket vai chegar e sem saber se vai chegar para você ou não – e isso é o pior”, conta, numa entrevista por telefone, num português abrasileirado que aprendeu ao ajudar famílias brasileiras a integrar-se quando chegaram a Israel.

“No outro dia estava no carro quando soou o alarme”, conta Yossi Tal, que tem dois filhos, uma menina de cinco e um filho já maior, que é reservista. “Estava perto do jardim de infância e perto não havia um abrigo. Fiquei a pensar o que fazer? Correr para o jardim infantil? O que faço?”

“E as crianças, quando ouvem o alarme, às vezes entram em pânico”, conta Regev. “Não querem ir para a escola, ficam nos abrigos, há crianças com oito anos a dormir na cama dos pais.. Há aqui meninos que nunca viveram um dia sem que soasse um alarme, sem que caísse um rocket.”

Desde o início do ano, pelo menos 9 civis israelitas morreram vítimas de rockets disparados da Faixa de Gaza.

“Temos instruções do Exército sobre como lidar com os rockets”, diz Yossi Tal. “Sabemos que não devemos estar em concentrações de pessoas, nunca estar mais de 50 pessoas num dado local”, explica, exemplificando: “não fazemos celebrações como casamentos ou Bar Mitzvah [a cerimónia judaica que marca a entrada na vida adulta]...”

O Exército também avisou os habitantes da área para poderem ter de ficar em abrigos durante tempo indeterminado, até que termine a operação. “Estamos preparados para isso. O pior não é termos de ficar agora num abrigo. O pior foi termos estado estes oito anos com rockets a cair todos os dias perto”, diz Eitam Regev, que está a terminar o mestrado em Direito enquanto trabalha num banco. Muitas pessoas da região decidiram sair mais para Norte: “Há muitas famílias em Israel que, embora não conheçam as pessoas, ofereceram as suas casas para acolher famílias de Sderot”. Mas não Regev e a sua família – cinco irmãos, uma irmã casada e com um bebé – que para já decidiram ficar no kibbutz.

Também sentem que não vale a pena sair para alguns locais perto: “Agora o Hamas tem rockets maiores e melhores, que caem em Ashkelon, Ashdod...”

“Nunca pensei que ia ter de viver assim”, desabafa Eitan Regev. “Isto não é vida.”

“Claro que temos medo”, diz Yossi Tal. “Temos crianças, velhos.. Todos podem estar ao alcance de um rocket. Uma mulher que morreu ontem ouviu o alarme do rocket soar. Estava dentro do carro, não sabia o que fazer, foi tentar abrigar-se na paragem do autocarro. E o rocket caiu precisamente aí”, relata. “E ontem morreu um árabe israelita vítima de um rocket. É tão irónico matarem árabes. E nem pediram desculpa – nós é que tratámos dos árabes que ficaram feridos – claro, são cidadãos de Israel”, comenta ainda.

Agora, à volta de Sderot, as escolas estão fechadas, as fábricas estão fechadas, nada está a funcionar, conta Regev. “Vamos ficar em casa. O Exército já aviou para que nos próximos dias possam cair 100 a 200 rockets por dia.”

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Grimner
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Re: Israel declara guerra “sem misericórdia”

Mensagempor Grimner » terça dez 30, 2008 3:20 pm

KonigLowe Escreveu:Com tanta terra de ninguém em África e foram logo meter os judeus ali naquele barril de pólvora.... Como é que um povo que passou o que passou nas mãos dos alemães age agora desta forma? - Será que n aprenderam nada? Enfim. Violência só gerará uma maior escalada de violência e fará com que mais judeus inocentes venham a morrer, e aí nem o muro os salvará...



A ideia de regressar à terra de onde foram expatriados, e viver nela livremente, é uma ideia que tem uns bons 2500 anos de entrosamento na mentalidade judaica. Aliás, TODA a história cultural dos judeus revolve em volta dessa terra, já desde o mito mosaico. É uma noção que nós, não judeus,temos um certa dificuldade em compreender completamente, mas que para eles é tão vital e importante como será para nós, a nossa língua, se não mais ainda. E é impossível não sentir uma certa admiração pelo facto de que essa crença subsistiu, mesmo durante os 2000 anos em que eles viveram em exílio noutras terras (o facto do cristianismo lhes ser declaradamente hostil ajudou a manter esse sonho vivo, diga-se).


Não que isto desculpe aquilo que hoje acontece. Mas a verdade é que Jerusalem continua a ser cidade santa para as três religiões dominantes, e já há pelo menos 1000 anos que pelo menos duas dessas religiões estão em luta pelo controlo do território. Aliás, as principais razões pelas quais o cristianismo já não está "na corrida" deve-se em parte à progressiva secularização dos estados cristãos, e à corrente aliança entre o Ocidente cristão e o judaismo, que é resultado, em grande parte de um enormissimo descargo de consciência ocidental por 1000 anos de pogroms dos quais o Holocausto é apenas o mais visível e mais sistemático.

Hoje temos uma comunidade europeia que ainda tem o estigma ingénuo (basta ver a reacção quando o Zyk disse algo de negativo em relação aos judeus, embora o alvo que ele deva realmente criticar seja, mais que o judaismo, o Zionismo) de proteger os judeus à força toda. A Lista de Schindler, A Vida é Bela, o diário de Anne Frank, todos contam (e devidamente) a história e os horrores do holocausto, enquanto que o Der Untergang, por ser atrever a humanizar um pouco a face do Nazismo (ou melhor dizendo, a face dos alemães que sofreram na pele o horror de uma guerra iniciada por uma ideologia que nem percebiam bem, e que humaniza o sofrimento de uma população sem humanizar as atrocidades do seu governo) e dos seus líderes, e éum deus-que-nos-acuda de desconforto, e o discurso prevalente é ou o de fazer dos judeus martires eternos, ou cair no outro extremo, muito fácil e redutor, de "era bombardeá-los a todos".

No meio disto, aquilo que o betinho disse é talvez das coisas mais acertadas em todo este tópico. A bem ou a mal, para melhor ou para pior, Israel existe e não vai embora porque é conveniente. E facções como o Hamas, são inteligentes. O estado israelita só não está rodeado de inimigos a Ocidente, e isso é porque a Ocidente só tem água. Israel mantém a sua condição de estado precisamente porque dá demonstrações de supremacia militar avassaladora sempre que provocada, precisamente para fazer os estados vizinhos pensar duas vezes (especialmente depois de terem já sido derrotados estrondosamente em guerra aberta) antes de entrar em guerra com Israel. E a estratégia do Hamas é simplesmente esta. Dão um pontapé, sabendo que Israel não se pode dar ao luxo de retaliar com menos que um ataque em massa a esse pontapé, sob risco de dar sinais de fraqueza, e nesa retaliação, cometem-se atrocidades, quem sofre é o povo palestiniano, quem ganha é o Hamas que recruta mais mártires para a causa.

E a ironia é que recentemente, o governo israelita até andava a dar provas (pelo menos teóricas) de uma solução de compromisso real, com propostas de alguma generosidade. Mas a verdade é que, sempre que isso acontece, os radicais (de um lado ou de outro) arranjam uma forma de inviabilizar as conversações. E ESSE é o verdadeiro problema no médio Oriente.
Eu já vi o raxx num papo seco
Hordes of Yore webpage

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Enigma
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Re: Israel declara guerra “sem misericórdia”

Mensagempor Enigma » terça dez 30, 2008 3:38 pm

Acho que o que o Grimner disse resume, e muito bem, toda a situação que vive naquela região.
Valfar, ein Windir

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Re: Israel declara guerra “sem misericórdia”

Mensagempor death in geres » terça dez 30, 2008 5:19 pm

Os israelitas têm o apoio de toda a gente!
Os gajos estão cheios de nota... e quem tem nota tem conhecimento... tem influência...

O terrivel bloqueio que se fez a Cuba terá sido originado por algo pior que isto?
Tenho 22 anos! Lembro-me de ouvir falar nestas merdas e ver Palestinianos a morrer desde criancinha...

Enfim... triste mundo o nosso!
Até Morrer! BENFICA Até Morrer!

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Re: Israel declara guerra “sem misericórdia”

Mensagempor diabox » terça dez 30, 2008 5:25 pm

bloqueio que se faz...

quem tem grandes amigos, tem grandes privilegios...the end
"where would we be without black sabbath?" justin E.W. MAD FER IT! dowhatthouwiltshallbethewholeofthelaw

http://www.myspace.com/paranoyadesign http://www.paranoyadesign.deviantart.com

repressão política... só para alguns...

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Re: Israel declara guerra “sem misericórdia”

Mensagempor bassbart » terça dez 30, 2008 7:27 pm

Nando Escreveu:Tens de perceber que os Judeus são quem mantêm a economia americana viva. Normalmente não se tem noção disso, mas a elite empresária norte-americana é de origem judaica. Portanto percebes o porque de tanto apoio...


Isso é um estereótipo.

Mesmo que possas indicar estatisticamente que alguma percentagem significativa da população rica americana tem origem judaica, não se pode fazer uma correlação entre isso e o conflicto.

O conflicto é uma convergência massiva de vários factores, que incluem a instabilidade religiosa do Hamas, o orgulho israelita, o poder militar de Israel e o apoio americano a quem interessa ter um fantoche ali no Médio Oriente e muitos mais que eu provavelmente não saberia dizer. Ah, e petróleo.

Aliás como foi referido, foi o Hamas quem violou o cessar-fogo. Obviamento que eu não concordo com tamanha resposta de Israel, mas com o histórico tão grande desse conflicto, o Hamas bem devia saber que ia levar no focinho, e não era pouco.

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Void
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Re: Israel declara guerra “sem misericórdia”

Mensagempor Void » terça dez 30, 2008 7:59 pm

Estão a fazer o mesmo o que fizeram com eles. E mesmo assim ainda se queixam que o mundo é anti semita.
Não há quem os compreenda.
www.myspace.com/officialtrevas

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Re: Israel declara guerra “sem misericórdia”

Mensagempor otnemeM » quarta dez 31, 2008 1:15 pm

Se não for pedir muito, as pessoas menos informadas mas não necessariamente menos bem intencionadas que opinaram sobre o assunto, podiam pelo menos ler o artigo da wiki sobre o assunto :P

http://en.wikipedia.org/wiki/December_2 ... Background


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