Tese de Mestrado: A comunidade metálica portuguesa no ciberespaço

Vooder [RIP 2011/01/03]

Re: Tese de Mestrado: A comunidade metálica portuguesa no ciberespaço

Mensagempor Vooder [RIP 2011/01/03] » quinta nov 12, 2009 4:39 pm

Esse em modo free tem um limite de 200 respostas.
Eu brevememente também vou ter que fazer um. O que mais tenho visto para teses será este http://www.limesurvey.org/
Mas uma pesquisa rápida no google deverá ser esclarecedora.

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spiegelman
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Re: Tese de Mestrado: A comunidade metálica portuguesa no ciberespaço

Mensagempor spiegelman » sexta nov 13, 2009 12:16 am

Thx people. :cheers:

Por acaso numa pesquisa rápida não me surgiu à primeira o SURVS. E ao contrário da maior parte dos outros permite quase o dobro das respostas em modo free. Por acaso se conseguisse 200 respostas já era muito bom. Nem me chateia esse limite. Mas para desbloquear os filtros comparativos e exportar dados é que terei de pagar. Mas se dou 20 euros por um livro também dou de bom grado 20 euros para uma ferramenta de trabalho académico.

Amanhã experimento o limesurvey. Até agora estes dois pareceram-me os melhores.

Raxx, o Survs parece-me tuga. Qual a origem daquilo? Está com umas features porreiras.
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Re: Tese de Mestrado: A comunidade metálica portuguesa no ciberespaço

Mensagempor Inmist » sexta nov 13, 2009 12:40 am

Usei o moodle para um trabalho de Sociologia e correu tudo bem. Não é muito simples de trabalhar, mas é eficaz e simplifica os dados para gráficos com as devidas percentagens, sobrando apenas as conclusões para quem faz o estudo. Mas pelo que vi sobre o Limesurvey parece muito melhor... e o survs também. Boa sorte com a tese :cheers:
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Re: Tese de Mestrado: A comunidade metálica portuguesa no ciberespaço

Mensagempor ORIS » sexta nov 13, 2009 4:25 am

Tens aí um belo tema e muito trabalho nas mãos Spiegelman....Good Luck :D

Calhou ter tempo para passar por aqui hoje... vou tentar contribuir um pouco.


A Sociedade sempre se dividiu em pequenos/ grandes grupos. Alguns deles extremamente estereotipados foram resistindo à evolução da Sociedade em si, à evolução tecnológica ( Separo estes dois porque verdade seja dita nem sempre a Sociedade evolui/evoluiu concomitantemente com a Tecnologia e vice-versa) à Vida em si digamos.

Tudo tem o seu tempo, inevitavelmente o Tempo é algo ao que o Ser Humano não pode fugir, ficar alheio ao tempo é morrer à nascença como eu bem costumo dizer. Bem como tentar apagar o passado de dentro de nós, é tentar apagar aquilo que somos hoje em dia ( como Humanidade, como Sociedade, como pessoas ).

Nasci no início dos anos 80, anos esse que não foram tão caóticos (direi mesmo decisivos) para a Humanidade ( ao contrário de algumas décadas anteriores cujas cicatrizes fazem parte da História da Humanidade para o Bem e para o Mal ) mas que para o nosso pequeno canto a que chamamos de Portugal, começou por ser um grande despertar de tendências, o re-despertar da arte, uma liberdade mais saudável... ao contrário do que foram os 1.ºs anos de liberdade logo a seguir ao fim do Regime pelo qual passámos.

Foi no meio de uma família de origens humildes de educação bem vincada, onde os costumes morais o respeito pelo próximo, os estudos, a arte em si, eram o seio para uma educação dita equilibrada. Aos 3 anos a família ofereceu-me um pequeno teclado da casio, o qual passado um ano ( e com muito orgulho para a família ) eu já dominava. Passei a minha infância alternando entre a música e a escola. Aliás se por acaso falhasse na escola já sei o que me esperava ( não é como hoje em dia, verdade seja dita a evolução de mentalidades e liberdades tem os seus "quês" ). Mal sabia eu na altura que aquilo a que chamamos vulgarmente de Net, Internet, Infernet, World Wide Web...etc... iria uns bons anos mais tarde fazer parte da minha vida , tanto na música como no trabalho.

Ao longo dos anos, principalmente da minha adolescência "assisti" e digamos até que participei directa e indirectamente no desenvolvimento...daquele que é um dos principais meios de comunicação, de crime, de frustrações, de alegrias, de criação, destruição, etc, da Sociedade Moderna.

( Voltando à adolescência ) Eram tempos complicados para mim. Estudar, andar a tocar por aqui e por acolá. Ver as minhas K7's a caírem em desuso, a vida a mudar, o tempo sempre a passar os amigos a desaparecer ou a mudarem de localidade/cidade/País.
Deixar de trocar K7's de música ( fosse ela metal ou não...felizmente posso dizer que nunca me limitei a géneros ou então não sabia um décimo daquilo que sei hoje ),e começar a usar discos frágeis às vezes mais frágeis que o vinil ou a própria k7. Quantos de nós aplicámos um pouco de fita-cola, na fita da nossa k7 favorita que se tinha acabado de partir ou enrolar no leitor??? *risos* *nostalgia*

Mas pronto é como tudo na Vida, lá está o Tempo e Evolução ditam sempre as últimas palavras. O Tempo do Orgulhosamente sós já lá vai felizmente.

Voltando indirectamente ao início deste texto...Eu sou daqueles que sempre fiz parte ( e não tenho vergonha nenhum de o dizer ) do grupo dos estereotipados. Ou porque era Aplicado na Música, ou porque era bom Aluno, ou porque era um Nerd da informática...etc, etc. Rótulos e catálogos não me faltam. Mas uma coisa nunca fui: Retardado e parado no Tempo. Tal como muitas outras pessoas adaptei-me às novas tendências.

Desde a estúpida escrita "à la telemóvel", às expressões muitas vezes sem nexo e foleiras, aos Vírus e Spywares... às broas de ganza inexplicáveis, sem nexo em pleno dia e aos cérebros vazios sem capacidade de discurso linear que na altura as possuíam, etc. Habituei-me a muita coisa, como noutras estou muito grato por haver evolução, e muita coisa aprendi como é óbvio.
À custa da Internet e suas ferramentas, consegui trabalhos e desenvolvi outros. Comunico mais facilmente, posso opinar e falar de experiências vividas em espaços como este onde "estou" neste momento.


Em relação à Arte...neste caso a música:

É com bom grado que vejo que hoje em dia é mais fácil ouvir música, no entanto não há muita música mas muito "entulho"
Bem como é fácil ouvir "entulho" mas nem para isso é fácil juntar pessoas e partilhar alguns bons momentos.
(Só esta pequena situação levar-me ia a dissertar sobre muito tema e sub-tema. Levar-me-ia à Sociologia em si, ao funcionamento de massas, bem como levar-me-ia à psicologia e a opinar sobre aquilo que é algo pessoal ou seja a nossa Personalidade, e sinceramente não quero entrar por aí)

Eu ouço aquilo a que se chama de Metal e seus vastos sub-géneros musicais. No entanto não me considero Metaleiro, ou seja lá o que fôr: Eu sou Eu. Acho de uma grande falta de Personalidade, carácter, lógica.... uma pessoa caír na tentação infeliz do estereótipo.

Não vejo nem nunca vi uma comunidade dita/categorizada de "Metaleira" no ciber-espaço, bem como outra qualquer forma categorizada de comunidade seja ela musical ou não. Vi sim alguns movimentos fundamentados e com bases, e muitos outros que não passavam/passam de lixo electrónico, bits e bytes deambulantes. Vejo pessoas com alguns interesses em comum, apenas e nada mais que isso.

Em relação aos ditos "metaleiros", "comunidades" ou o que se queira chamar , isso via eu há uns anos. E onde? Em concertos como é óbvio.

Posso dizer que antigamente poucos ou nenhuns concertos haviam, e eram sempre em "cascos de rolha". O dinheiro não abundava, faziam-se as vaquinhas , ia-se aos concertos ver a banda x ou y, não porque era mais uma ou porque era porreiro e fazia-se parte da cena. Ia-se porque era a Banda que curtíamos ver, da qual éramos fãs, ou que nos era ligada de uma forma ou de outra.
Hoje dia podem perguntar a muitas pessoas para vos dizer uma música que as tenha marcado nalgum momento da sua vida. A grande parte das respostas vai ser: um "não sei" ou " epá nunca pensei nisso" . Mas isto é outro sub-tema com "pano para mangas" e uma bela caldeirada.

Hoje em dia concertos há aos "pontapés", (Eu já nem ponho as questão " Quem vai ou não " - As pessoas têm vida, família, o dinheiro não abunda. Há responsabilidades , etc, etc.), informação não falta.
Com mais ou menos dinheiro, hoje em dia há a possibilidade de saber atempadamente dos eventos, de nos deslocarmos a eles. Tudo isto muito devido aos meios de comunicação nos quais e como é óbvio se integra a Internet.

A Internet está e estará cá para o Bem e para o Mal.
Para a música em si... não sei se para bem ou para o mal.
Há a maior possibilidade de conhecer nova e boa música, mas em mil bandas...10 aproveitam-se. Há os espaços virtuais de discussão sobre música, mas a maior parte deles gere-se quase na totalidade por opiniões e por muito poucos factos.
É mais fácil através da Internet comunicar, mas também é muito mais fácil esconder a cara.
É mais fácil obter boa informação como também é extremamente fácil deturpa-la.
É fácil servir boas causas bem como cometer um crime muitas vezes sem que se saiba.

Se isto e muito mais depende apenas de pontos de vista e de conhecimentos? Sinceramente considero esse tipo de julgamento muito virado para o facilitismo, para o deixar andar as coisas, afirmo mesmo que depende da moralidade das pessoas e suas acções.

É-me muito difícil dissertar aqui em tão poucas linhas sobre um tema que directa e indirectamente está ligado a tanta mas tanta coisa,sem as mencionar, porque o meu discurso acabará por parecer sem nexo.

Resumindo e concluindo: Há uma necessidade consciente e inconsciente das pessoas seguirem a todo o custo as novas "modas", tendências. Houve grande aproximação de massas, de povos, mas as relações tornaram-se impessoais e cada vez mais o irão ser.
Há hoje ( ainda mais ) a necessidade de pertencer a algo, ou de fazer parte de algo.
Resta saber se o "algo" vale a pena. Resta saber a forma como lidamos e nos ligamos ao "algo". É muito fácil fazer parte de uma comunidade virtual... ( será mesmo uma comunidade ). É muito fácil debitar pequenos textos, rábulas, smiles... e tudo aquilo a que a Internet nos permite.

Uma boa forma de acabar mesmo este texto, é comparando a Net à situação e história do filme "Surrogates"... ( quem já viu poderá entender pelo menos uma parte do meu ponto de vista ). Resta saber se algum dia a Net irá ser desligada. Se será correcto ou não, é algo para o Tempo o dizer.

Eu tenho uma vida, felizmente não é virtual. Eu sou Eu.
Hanged by Mental Fibers Crystallized Thru Gold...At the Gates of Oblivion - Vastness Project

http://www.youtube.com/user/ProjectVastness
http://neophytus.deviantart.com/

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Re: Trabalho de Mestrado: A comunidade metálica no ciberespaço

Mensagempor Le Point Noir » segunda nov 16, 2009 2:32 am

spiegelman Escreveu:Ora deixa-me cá ressuscitar isto porque agora chegou a coisa a sério.

Vá-se lá saber porque é que um gajo no seu perfeito juízo vai fazer uma tese de mestrado sobre esta espelunca virtual onde gajos que ouvem coisas como Necrophagist, Dark Funeral e Queijinhos Frescos se reúnem para falar de política e cinema e de vez em quando falar mal das bandas nacionais, do som das salas de concerto portuguesas, idolatrar Neurosis, odiar Manowar e ver posts com mamas censurados.

Se calhar não estou no meu perfeito juízo

Mas o que é facto é que em 31 de Agosto de 2010 terei de apresentar ter uma monografia de 60 páginas acerca da comunidade metálica portuguesa no ciberespaço e dar-lhe o nome de Tese de mestrado em Ciências da Comunicação, Cultura Contemporânea e Novas Tecnologias.

Para tal terei de recolher testemunhos, fazer entrevistas, realizar inquéritos, devorar bibliografia. Como até aqui tem resultado mais ou menos bem, conto obviamente com a vossa colaboração.

Para já precisava de uma forma de fazer um inquérito online para dados comparados que hei-de postar aqui para que participem.

Alguém que já tenha feito algo parecido? Com que plataforma? Precisava de algo que pelo menos permitisse cerca de 100 respostas.

Obrigado por serem as minhas cobaias académicas.

:metal:



E eu que pensava que até eras um gajo esperto :|




















:P
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Re: Tese de Mestrado: A comunidade metálica portuguesa no ciberespaço

Mensagempor spiegelman » quinta abr 15, 2010 10:47 am

The topic... It's ALIVE

Peço a todos de novo a vossa preciosa colaboração. No âmbito do meu trabalho de mestrado acerca da comunidade metálica na internet, já largamente discutido aqui.

Sigam por favor o link do site do meu trabalho onde poderão responder a um pequeno inquérito acerca da comunidade metálica e da importância da internet.

https://sites.google.com/site/metalnarede/ferramentas

O que está em causa já foi largamente discutido aqui e está resumido nos trabalhos de seminário no meu site.

Respondam, divulguem, ajudem

:metal:

Thanks!
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Re: INQUÉRITO: Tese de Mestrado: A comunidade metálica portuguesa no ciberespaço

Mensagempor raxx7 » quinta abr 15, 2010 10:53 am

Oh. You again.. :p

(done)
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Re: INQUÉRITO: Tese de Mestrado: A comunidade metálica portuguesa no ciberespaço

Mensagempor Old_Skull » quinta abr 15, 2010 10:57 am

done!!!

Boa Sorte com isso! :cheers:

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Re: INQUÉRITO: Tese de Mestrado: A comunidade metálica portuguesa no ciberespaço

Mensagempor spiegelman » quinta abr 15, 2010 11:01 am

Thx pessoal. Engraçado como neste momento tenho a "spreadsheet" do inquérito aberta no google docs e as respostas vão-me surgindo em tempo real no ecrã.

Se conseguisse 50 respostas era porreiro. Mas vou deixar isto a absorver respostas um mês... depois serão mais 3 meses a escrevinhar furiosamente!
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Re: INQUÉRITO: Tese de Mestrado: A comunidade metálica portuguesa no ciberespaço

Mensagempor Vooder [RIP 2011/01/03] » quinta abr 15, 2010 11:04 am

Responderei como muito prazer.
Quem precisa destes questionários tem uma sensibilidade diferente para responder aos dos outros também. Ainda para mais sobre um assunto que gostamos também. Digo que brevemente também irei precisar de vossemecês. :)

Já agora, podes dizer porque te decidiste pelo Google e não por outros softwares?
:cheers:

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Re: INQUÉRITO: Tese de Mestrado: A comunidade metálica portuguesa no ciberespaço

Mensagempor spiegelman » quinta abr 15, 2010 11:14 am

Vooder Escreveu:Responderei como muito prazer.
Quem precisa destes questionários tem uma sensibilidade diferente para responder aos dos outros também. Ainda para mais sobre um assunto que gostamos também. Digo que brevemente também irei precisar de vossemecês. :)

Já agora, podes dizer porque te decidiste pelo Google e não por outros softwares?
:cheers:


Uma expressão: É de BORLA! :mrgreen:

Estava a usar o SURVS que é muito bom mas a versão free tem um limite de 10 perguntas por inquérito e o meu tem 14 questões. Para poder usar todas as potencialidades teria de desembolsar pelo menos 19 euros por mês de utilização.

Todos os outros estão limitados de uma forma ou outra e esta ferramenta do google docs não tem essas limitações. Embora simples, para o que se pretende é o ideal e ainda me dá um resumo das respostas em forma de gráfico automaticamente.

Ah, já tinha dito que é de BORLA?
Última edição por spiegelman em quinta abr 15, 2010 11:20 am, editado 1 vez no total.
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Re: INQUÉRITO: Tese de Mestrado: A comunidade metálica portuguesa no ciberespaço

Mensagempor Sir Sardine » quinta abr 15, 2010 11:20 am

Done!

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Re: INQUÉRITO: Tese de Mestrado: A comunidade metálica portuguesa no ciberespaço

Mensagempor Indigente » quinta abr 15, 2010 11:21 am

Não te contentes com 50 respostas! Se colocares uma pergunta a avaliar o desempenho dos Midnight Priest ou sobre a qualidade interpretativa de Bosque, o Funderground português encarrega-se do resto.

Também já dei a minha posta de pescada.
Wine, women and song.

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Re: INQUÉRITO: Tese de Mestrado: A comunidade metálica portuguesa no ciberespaço

Mensagempor meninobesta » quinta abr 15, 2010 11:24 am

já está!
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