É isso mesmo.Não nego que o pimba seja menos elaborado ritmicamente, até porque a ideia é vender, logo para vender bem, convém que entre no ouvido de forma directa.O 4/4 acaba por ser a origem de compassos compostos como o 12/8 e mesmo o 6/8 é um derivado de um binário simples (2/4).Aqui, acaba por influir o "virtuosismo" do músico, uma vez que, não basta querer, é preciso saber tocar isto.
Quanto aos grandes nomes do metal a tocar em 4/4, posso dar-te os exemplos de Slayer (Dead Skin Mask, Angel Of Death, War Ensemble,Death's Head, etc.), Black Sabbath (a mais notória é a Paranoid), Edguy, Shaman, Epica e num caso muito diferente Meshuggah, que constroem os riffs de guitarra em 4/4, deixando à bateria e ao baixo o dever de seguir em métricas incomuns.Ou seja, 4/4 não é assim tão raro, se bem que o H'n'Heavy seja o tal caso aparte.
Olhando ao panorama nacional, bandas como os TFB, Monogono ou Concealment, são exemplos de bons músicos, com grande capacidade de escrita e interpretação.
Eu falei apenas na questão rítmica como exemplo de construção básica para assentar a linha melódica. Mas quando falava do exemplo 4/4 não era considerar o 4/4 redutor. A diferença á que , nos exemplos que deste, esses músicos que usaram 4/4 não se limitaram ao 4/4 a que a música pimba se limita quase sempre. Era aí que eu queria chegar. Escusavas de dar o sermão dos tipos de compassos que já conheço essa lengalenga há uns anos largos
Aliás, Epica a nível de composição nem é nada por aí além, por exemplo. Mas isso já são outros assuntos.
Por mais engraçado que possa parecer, há uma maior fluência criativa em compasso composto. Pões alguém a compor, imagina que 5 compassos. Um em binário e outro em ternário. Vais ver que o sentido ritmico é mais apurado no ternário.
Aqui é que está o Q do assunto.A maioria do pessoal é autodidacta e não frequenta formação musical e instrumental.Ou seja, existem sempre elementos que lhes vão escapar.Ainda assim, começas a ver tendências invertidas, como os casos do pessoal dos The Ransack (peço desculpa mas assim de repente só me lembrei de vocês), mais concretamente o Shore e o Zeus, que além de autodidactas, tiveram/têm formação musical e instrumental.
O problema no meio disto tudo, e pelo contacto que já tive com tantas bandas e tantos músicos, é que a maioria não quer aprender. Mesmo quem seja muito bom como autodidacta, mais tarde ou mais cedo precisa d aulas. ninguém nasce com a técnica. Mesmo nos casos de virtuosismo é preciso uma aprendizagem para se saber em que direcção evoluir.
Last but not least, é verdade que enquanto músico profissional, ou tocas o que anda na moda ou tens um projecto consolidado (fazendo parte de bandas de apoio como a do Rui Veloso ou do Paulo Gonzo p.e.) ou então a coisa fica muito mal parada.
Isso também já é outro assunto. Portugal há de ser sempre Portugal. E não venham com conversas de "que falta de Patriotismo" porque a verdade é essa. Quem quer artes, tem que se pôr a andar daqui para fora. É a realidade.
E é bom meia volta discutir estes assuntos, de facto
Vooder, quanto a ti, não sei para que foi esse