Venøm Escreveu:Claro que não dependem apenas de questões de desempenho. Mas não podes sacrificar uma empresa que mal se aguenta por causa de efectivos. E se as coisas continuam como estão, mais empresas vão à falência e não é o que se pretende.
Teres efectivos mais baratos em tempo de crise não quer dizer exactamente que percam qualidade de vida, em tempos de crise com trabalhadores mais baratos consegues um crescimento e uma flexibilidade laboral maior. E nem é preciso serem mais baratos nos ordenados, o problema nem é o ordenado, acho que esta medida até vem ajudar os trabalhadores a longo prazo. Com trabalhadores efectivos mais baratos vai ser mais fácil uma empresa empregar efectivos e mais gente mesmo que sejam mais faceis de despedir. No fundo é uma medida que a longo prazo vai aumentar a empregabilidade empresarial, já para não falar de que vai ajudar a extinguir os tais falsos recibos verdes.
Portugal é um país com um estado poderoso e dispendioso que se comprometeu a um regime Social Democrata, ou seja, as pessoas nos seus impostos estão a pagar para terem direito a todos os serviços, sejam eles saúde, polícia, advogados, etc etc... Como tal precisas de ter uma estrutura de produção grande para fazer face a essa despesa, coisa que Portugal não tem, a não ser empresas a dar com um pau, que por sua vez dependem do estado nos pagamentos e por sua vez outras empresas dependem dessas primeiras no que diz respeito a pagamentos. Neste momento, o que tu queres fazer é dar elasticidade às empresas, que são ou pelo menos deviam ser o foco principal de rendimento (e as principais entidades empregadoras) do país porque a nível de produção que consiga suster os nossos serviços somos uma anedota. Para isso as empresas precisam de respirar e ter margem de manobra em vez de terem sempre o estado (o primeiro a falhar nos compromissos) em cima. Ao facilitares o despedimento e a fazeres com que o trabalhador saia mais barato consegues fazer com que as empresas consigam contratar mais pessoal ao longo do tempo, pessoal que faz falta e que muitas vezes não entram na empresa porque está lá um efectivo a trabalhar à mais de 10 anos que já vale balúrdios. Assim mesmo que tenhas despedimentos logo de inicio a longo prazo vais fazer com que haja uma maior circulação de mão de obra por essas empresas.
No fundo o que aqui há é um Quantidade de gente empregada VS Direitos da gente empregada. Neste momento tem de se apostar na quantidade de gente empregada para fazer o dinheiro circular. Por isso tens um trabalhador Brasileiro, por exemplo que se calhar esteve anos sem receber nem metade dos beneficios que aqui se recebe, mas o facto de eles serem mais baratos do que nós neste longo prazo conseguiram agora alcançar um crescimento que agora já lhes permite obter mais beneficios sociais.
TPC:
Pense nas frases sublinhadas, se possível durante o horário de expediente. Tente também não se contrariar pois apenas demonstra que ignora os assuntos sobre os quais pretende falar.
Obrigado.
Editado: agora reparo que sublinhei o raio do chorrilho todo. E não é para admirar.