Continuando, outro do Cruz (Últimos Sonetos).
DEUS DO MAL
Espírito do Mal, ó deus perverso
Que tantas almas dúbias acalentas,
Veneno tentador na luz disperso
Que a própria luz e a própria sombra tentas,
Símbolo atroz das culpas do Universo,
Espelho fiel das convulsões violentas
Do gasto coração no lodo imerso
Das tormentas vulcânicas, sangrentas,
Toda a tua sinistra trajetória
Tem um brilho de lágrima ilusória
As melodias mórbidas do Inferno...
És Mal, mas sendo Mal és soluçante,
Sem a graça divina e consolante
Réprobo estranho do Perdão eterno!
Poemas sobre Satan
-
Ermo [RIP]
Tais-toi, mais tais-toi!... C'est la honte, le reproche, ici: Satan qui dit que le feu est ignoble, que ma colère est affreusement sotte. - Assez!... Des erreurs qu'on me souffle, magies, parfums, faux, musiques puériles. - Et dire que je tiens la vérité, que je vois la justice: j'ai un jugement sain et arrêté, je suis prêt pour la perfection... Orgueil. - La peau de ma tête se dessèche. Pitié! Seigneur, j'ai peur. J'ai soif, si soif! Ah! l'enfance, l'herbe, la pluie, le lac sur les pierres, le clair de lune quand le clocher sonnait douze... le diable est au clocher, à cette heure. Marie! Sainte-Vierge!... - Horreur de ma bêtise.
Shut up, will you shut up !... Everything here is shame and reproach : Satan saying that the fire is worthless, that my anger is ridiculous and silly. - Ah, stop ! ...those mistakes someone whispered, magic spells, deceptive odors, childish music. - And to think that I possess the truth, that I can have a vision of justice : my judgement is sound and firm, I am prime for perfection... Pride. - My scalp begins to tighten. Have mercy ! Lord, I am afraid ! Water, I thirst, I thirst ! Ah, childhood, grass and rain, the puddle on the paving stones, Moonlight when the clock strikes twelve.... The devil is in the clock tower, right now ! Mary ! Holy Virgin !... - Horrible stupidity.
NUIT DE L'ENFER
RIMBAUD ; UNE SAISON EN ENFER
Shut up, will you shut up !... Everything here is shame and reproach : Satan saying that the fire is worthless, that my anger is ridiculous and silly. - Ah, stop ! ...those mistakes someone whispered, magic spells, deceptive odors, childish music. - And to think that I possess the truth, that I can have a vision of justice : my judgement is sound and firm, I am prime for perfection... Pride. - My scalp begins to tighten. Have mercy ! Lord, I am afraid ! Water, I thirst, I thirst ! Ah, childhood, grass and rain, the puddle on the paving stones, Moonlight when the clock strikes twelve.... The devil is in the clock tower, right now ! Mary ! Holy Virgin !... - Horrible stupidity.
NUIT DE L'ENFER
RIMBAUD ; UNE SAISON EN ENFER
Bocage :)
XVII [SONETO DO PRAZER EFÊMERO]
Dizem que o rei cruel do Averno imundo
Tem entre as pernas caralhaz lanceta,
Para meter do cu na aberta greta
A quem não foder bem cá neste mundo:
Tremei, humanos, deste mal profundo,
Deixai essas lições, sabida peta,
Foda-se a salvo, coma-se a punheta:
Este prazer da vida mais jucundo.
Se pois guardar devemos castidade,
Para que nos deu Deus porras leiteiras,
Senão para foder com liberdade?
Fodam-se, pois, casadas e solteiras,
E seja isto já; que é curta a idade,
E as horas do prazer voam ligeiras!
Dizem que o rei cruel do Averno imundo
Tem entre as pernas caralhaz lanceta,
Para meter do cu na aberta greta
A quem não foder bem cá neste mundo:
Tremei, humanos, deste mal profundo,
Deixai essas lições, sabida peta,
Foda-se a salvo, coma-se a punheta:
Este prazer da vida mais jucundo.
Se pois guardar devemos castidade,
Para que nos deu Deus porras leiteiras,
Senão para foder com liberdade?
Fodam-se, pois, casadas e solteiras,
E seja isto já; que é curta a idade,
E as horas do prazer voam ligeiras!

just quoting
A PÁTRIA (Guerra Junqueiro)
Cena XVI
O espectro de D. João V, velho, asqueroso, idiota, meio paralítico. Tartamudeia desconexamente, embrulha a ladainha com a Martinhada, engole uma história santa, depois uma pastilha afrodisíaca, geme, chora, dá um arroto, baba-se e desaparece.
O DOIDO, na escuridão
Mora num convento, com onze mil freiras,
um bode doirado, chamado Sultão:
são moças as monjas, loiras ou trigueiras,
e o bode frascário como um garanhão.
Ao dar meia-noite, com fúria insensata,
na torre da igreja dobra o carrilhão;
martelam os sinos badalos de prata,
de imunda, de horrível configuração!...
Milheiros de luzes, brandões macerados
tremulam no templo.. Que imenso clarão!
Faíscam diamantes, lampejam brocados,
Incenso da Arábia voa em turbilhão!
Os santos e as santas, alfaias e altares,
é tudo oiro virgem, que cintilação!
Crepitam os fogos de gemas solares,
topázios da Pérsia, rubis do Industão.
Debaixo dum pálio de chama purpúrea
levanta-se um leito rútilo e pagão:
o leito do bode, Senhor da Luxúria,
com mais pedrarias que o de Salomão.
Já o órgão reboa, frementes e nuas,
as onze mil monjas vêm em procissão...
Os olhos de chama, traseiros de luas,
rezando palavras de abominação!...
Mitra coruscando, sedas fulgurosas,
a cruz sobre o peito, báculo na mão,
conduz a teoria das monjas ansiosas
um bispo castrado, que é seu guardião.
O bode rebrame no leito de pluma...
acercam-se as freiras... e o bispo capão
entrega-as ao bode, dá-lhes uma a uma,
com ar de respeito, com veneração...
São onze mil noivas, são onze mil bodas...
Formidavelmente gira o carrilhão...
E o monstro lascivo padreia-as todas,
num delirium tremens de fornicação!
Depois de execrando, bruto cavadoiro,
o bode, desfeito de devassidão,
toma um semicúpio numa concha de oiro,
em água benzida pelo capelão.
E, sinos calados, extintas as luzes,
entregues as freiras ao seu guardião,
persigna-se o bode, fazendo três cruzes,
e em paz adormece como bom cristão.
E ao cabo duns meses, final de tais contos,
as monjas nas celas, com toda a razão,
parem arcebispos, mitrados e prontos,
exemplo mui alto de grã devoção!...
Cena XVI
O espectro de D. João V, velho, asqueroso, idiota, meio paralítico. Tartamudeia desconexamente, embrulha a ladainha com a Martinhada, engole uma história santa, depois uma pastilha afrodisíaca, geme, chora, dá um arroto, baba-se e desaparece.
O DOIDO, na escuridão
Mora num convento, com onze mil freiras,
um bode doirado, chamado Sultão:
são moças as monjas, loiras ou trigueiras,
e o bode frascário como um garanhão.
Ao dar meia-noite, com fúria insensata,
na torre da igreja dobra o carrilhão;
martelam os sinos badalos de prata,
de imunda, de horrível configuração!...
Milheiros de luzes, brandões macerados
tremulam no templo.. Que imenso clarão!
Faíscam diamantes, lampejam brocados,
Incenso da Arábia voa em turbilhão!
Os santos e as santas, alfaias e altares,
é tudo oiro virgem, que cintilação!
Crepitam os fogos de gemas solares,
topázios da Pérsia, rubis do Industão.
Debaixo dum pálio de chama purpúrea
levanta-se um leito rútilo e pagão:
o leito do bode, Senhor da Luxúria,
com mais pedrarias que o de Salomão.
Já o órgão reboa, frementes e nuas,
as onze mil monjas vêm em procissão...
Os olhos de chama, traseiros de luas,
rezando palavras de abominação!...
Mitra coruscando, sedas fulgurosas,
a cruz sobre o peito, báculo na mão,
conduz a teoria das monjas ansiosas
um bispo castrado, que é seu guardião.
O bode rebrame no leito de pluma...
acercam-se as freiras... e o bispo capão
entrega-as ao bode, dá-lhes uma a uma,
com ar de respeito, com veneração...
São onze mil noivas, são onze mil bodas...
Formidavelmente gira o carrilhão...
E o monstro lascivo padreia-as todas,
num delirium tremens de fornicação!
Depois de execrando, bruto cavadoiro,
o bode, desfeito de devassidão,
toma um semicúpio numa concha de oiro,
em água benzida pelo capelão.
E, sinos calados, extintas as luzes,
entregues as freiras ao seu guardião,
persigna-se o bode, fazendo três cruzes,
e em paz adormece como bom cristão.
E ao cabo duns meses, final de tais contos,
as monjas nas celas, com toda a razão,
parem arcebispos, mitrados e prontos,
exemplo mui alto de grã devoção!...

- Legião
- Metálico(a) Supremo(a)
- Mensagens: 648
- Registado: segunda mai 03, 2004 11:50 am
- Localização: BDS
"Satan"
Satan is a friend of mine
Satan is a friend of mine
? Satan
Is a friend of
SATAN
Vampire Beelzebub(?)
Vampire Beelzebub
They call him Vampire Beelzebub
He's a friend of mine
He's a friend of mine
There ain't nobody as evil as
Satan- He's a friend of
SATAN
Vampire Beelzebub
SATAN
Vampire Beelzebub
It's Satan Vampire Beelzebub
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He's evil
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- bella-morte
- Ultra-Metálico(a)
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- Registado: domingo set 18, 2005 9:56 am
- Localização: Fundão/Santa Maria da Feira
Quando eu tinha aí...menos 11 ou 12 anos tinha a mania que era satânico e tal e fazia poemas e músicas do demo e lembro-me do refrão de uma musiquita que era mais ou menos assim (aii os petizes da altura...): "SATAN's my burnig pain
Burning I breed
Satan's my burning pain...
A dark christ in ME!"
Coisas de gaiato!
Burning I breed
Satan's my burning pain...
A dark christ in ME!"
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O Grande Bode procura uma Grande Cabra 

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