Kilmara - banda catalã que acompanha os Crystal Viper nesta tour ibérica, foi a segunda atuação da noite. Para quem não os conheça, que era o meu caso, diria que a sua música se enquadra no melodic metal. Banda competente em palco, a saber exatamente o que e quando fazer, bons músicos também e com um vocalista de bom nível, deram um bom concerto, de cerca de 40 minutos, que aqueceu a sala devidamente para os headliners da noite. Foram muito os sing alongs, os incentivos constantes ao público, que respondeu sempre entusiasticamente (apesar de pouco numeroso, o público mostrou-se bastante enérgico, a apoiar todas as bandas da noite). Deixaram uma boa impressão e cumpriram perfeitamente o seu papel de principal banda suporte.
Crystal Viper - Regresso a Portugal mais ou menos um ano depois do seu concerto no RCA, novamente na mesma sala e trazidos pelo mesmo promotor (obrigado Carlos.
). Tinha gostado bastante do concerto do ano passado, mas este conseguiu superá-lo. Isso deveu-se, essencialmente, a dois fatores: desta vez a banda contou com os seus dois guitarristas, o que permitiu que a Marta apenas se concentrasse no seu papel de frontwoman, o que aumentou ainda mais a energia e a intensidade do concerto, comparativamente ao ano passado; no ano que passou a banda lançou um novo álbum - Tales of Fire and Ice - muitíssimo bom, e que o público pôde comprovar, ao ouvir temas como Still Alive (que abriu o set), Under Ice, a (contagiante) Bright Lights, Neverending Fire e One Question. Temas que comprovam a excelente forma que a banda atravessa e que combinaram muitíssimo bem com os seus temas mais emblemáticos e que, apesar da relativa curta carreira, são já bastantes. The Witch is Back, When the Sun Goes Down, Metal Nation (um dos temas obrigatórios), Flames and Blood, Secrets of the Black Water, Night Prowler e At The Edge of Time foram alguns dos melhores momentos do set, num concerto sem paragens nem sequer encore (a banda teve apenas uns momentos de pausa quando os dois guitarristas se entretiveram numa guitar fight). 90 minutos do que de melhor o heavy metal, entendido aqui como subgénero musical, tem para oferecer. Uma excelente vocalista e performer, uma banda muito bem oleada em palco (a boa disposição do baixista é contagiante) e, claro, o mais importante - com verdadeiros hinos de heavy metal, para entoar de punho cerrado e/ou com muito headbang. Excelente concerto de um dos nomes mais recentes (vá, não tão antigos), que sigo com interesse, e cujas atuações só confirmaram tudo o que de bom têm feito em estúdio. Metal Nation. 