Icon & The Black Roses
Icon & The Black Roses
Gostaria de saber se já ouviram os Icon & The Black Roses, uma fantástica banda nacional de Metal gótico. Se ainda não conhecem oiçam-nos, vale bem a pena.
Já abaixo coloco a crítica que fiz ao álbum no blog Metal Incandescente.
[CRÍTICA – CD]
ICON & THE BLACK ROSES
ICON & The Black Roses
Dark Wings/Mega Música
Web: http://www.iconandtheblackroses.com/
Email: ablueobsession@ hotmail.com
Nos anos mais recentes vimos assistindo ao surgimento de novas bandas portuguesas com uma estratégia de gestão de carreira extremamente agressiva e profissional, demasiado ambiciosas para se cingirem ao nosso diminuto mercado. É esse o caso dos ICON & The Black Roses, um colectivo de aspirações internacionais.
Situando-se musicalmente no campo do Rock/Metal Gótico, o grupo forma-se na Damaia (Amadora) em 1999 por Johnny Icon (voz) e David (bateria) sob a designação Blue Obssession. Pouco depois, já com a formação completa, gravam a maqueta 4 Winter Songs, que lhes vale a assinatura pela independente alemã Dark Wings. Um EP entretanto gravado acaba por nunca ver a luz do dia, dando antes lugar ao álbum de estreia.
ICON & The Black Roses – produzido por Michael Gerlach e Johnny - denota um invulgar sentido de canção, um perfeccionismo exacerbado nos arranjos e um enorme apuro visual. Aliás, poderíamos facilmente qualificar esta proposta como uma colectânea de hipotéticos hit-singles – entre os quais a versão de «Running Up That Hill», de Kate Bush - , tal é o seu potencial comercial. Curtas, melódicas, simples e directas, as canções seguem escrupulosamente as regras inerentes à composição de grandes êxitos. E o resultado não poderia ser mais eficaz!
O maior problema reside na colagem excessiva aos finlandeses HIM, quer em termos líricos (poemas romântico-depressivos, melancólicos e introspectivos), de composição (a estrutura dos temas, a execução, as ambiências fantasmagóricas dos teclados) e mesmo de produção (o mesmo som rude e abafado). Mas as semelhanças entre os registos de Johnny e Vile Vallo são ainda mais impressionantes, seja no tom grave e "quente", nas inflexões, nos murmúrios ou nos gemidos, apesar de as vocalizações femininas, executadas pelo cantor português (em «Crucify Your Love» e «Black Cage», por exemplo), denotarem uma versatilidade que Vallo não tem.
O grupo de Johnny Icon, Sebastian Noir (guitarra), Sean Rose (baixo), Adam Nox (teclados) e Mike Thorne (bateria) sabe o que está a fazer (e fá-lo bem), mas resta saber se no próximo disco terá a coragem necessária para se demarcar da influência HIM e construir uma identidade própria. Até lá, se mantiver a postura pode ter o mundo a seus pés. 9/10
Dico
Já abaixo coloco a crítica que fiz ao álbum no blog Metal Incandescente.
[CRÍTICA – CD]
ICON & THE BLACK ROSES
ICON & The Black Roses
Dark Wings/Mega Música
Web: http://www.iconandtheblackroses.com/
Email: ablueobsession@ hotmail.com
Nos anos mais recentes vimos assistindo ao surgimento de novas bandas portuguesas com uma estratégia de gestão de carreira extremamente agressiva e profissional, demasiado ambiciosas para se cingirem ao nosso diminuto mercado. É esse o caso dos ICON & The Black Roses, um colectivo de aspirações internacionais.
Situando-se musicalmente no campo do Rock/Metal Gótico, o grupo forma-se na Damaia (Amadora) em 1999 por Johnny Icon (voz) e David (bateria) sob a designação Blue Obssession. Pouco depois, já com a formação completa, gravam a maqueta 4 Winter Songs, que lhes vale a assinatura pela independente alemã Dark Wings. Um EP entretanto gravado acaba por nunca ver a luz do dia, dando antes lugar ao álbum de estreia.
ICON & The Black Roses – produzido por Michael Gerlach e Johnny - denota um invulgar sentido de canção, um perfeccionismo exacerbado nos arranjos e um enorme apuro visual. Aliás, poderíamos facilmente qualificar esta proposta como uma colectânea de hipotéticos hit-singles – entre os quais a versão de «Running Up That Hill», de Kate Bush - , tal é o seu potencial comercial. Curtas, melódicas, simples e directas, as canções seguem escrupulosamente as regras inerentes à composição de grandes êxitos. E o resultado não poderia ser mais eficaz!
O maior problema reside na colagem excessiva aos finlandeses HIM, quer em termos líricos (poemas romântico-depressivos, melancólicos e introspectivos), de composição (a estrutura dos temas, a execução, as ambiências fantasmagóricas dos teclados) e mesmo de produção (o mesmo som rude e abafado). Mas as semelhanças entre os registos de Johnny e Vile Vallo são ainda mais impressionantes, seja no tom grave e "quente", nas inflexões, nos murmúrios ou nos gemidos, apesar de as vocalizações femininas, executadas pelo cantor português (em «Crucify Your Love» e «Black Cage», por exemplo), denotarem uma versatilidade que Vallo não tem.
O grupo de Johnny Icon, Sebastian Noir (guitarra), Sean Rose (baixo), Adam Nox (teclados) e Mike Thorne (bateria) sabe o que está a fazer (e fá-lo bem), mas resta saber se no próximo disco terá a coragem necessária para se demarcar da influência HIM e construir uma identidade própria. Até lá, se mantiver a postura pode ter o mundo a seus pés. 9/10
Dico
- WrathOcasteR
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WrathOcasteR Escreveu:Só não percebo os pseudónimos
Que têm os pseudónimos?
Jó (Theriomorphic)
http://metalhead.pt : http://theriomorphic.org : http://thedeadstore.com : http://loomdesign.net
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- WrathOcasteR
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A questão é que só notas, porque eles são portugueses. Se fosses a saber a quantidade de pseudónimos que julgas serem nomes reais, em bandas estrangeiras, ficavas espantado, se calhar... 
Jó (Theriomorphic)
http://metalhead.pt : http://theriomorphic.org : http://thedeadstore.com : http://loomdesign.net
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Sim, eu sei disso, por exemplo o Zakk Wylde (Ozzy/Black Label Society) na realidade chama-se Jeff Wielandt, o Ozzy chama-se John Michael Osbourne, o Varg Vikernes era Kristian Vikernes (ahahah, cristão
), etc. Verifica-se em muitos estilos de música também.
Eu não li as Regras para Avatares e Assinaturas.
Pois, no fundo, os pseudónimos acabam por ser uma (pequena) parte do todo artístico. Os nomes e o visual dos músicos, a música, as letras, o grafismo dos discos, os concertos, tudo faz parte do mesmo conceito. Por acaso, das primeiras vezes que ouvi falar de Slipknot, achei extremamente curioso o facto de eles tereme scolhido números em vez de nomes. No fundo, acho que acabam por transmitir a msg (crítica) de que realmente todos nós não passamos de um número, seja para a Segurança Social, para os patrões, para tudo.
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-Edges-
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otnemeM Escreveu:Eu acho muito bem que se usem pseudonimos entre outras coisas.
Á falta de melhor a banda lá tem de chamar a atenção de alguma maneira
Pelo que tenho lido acerca deste grupo estao a chamar a atençao pela musica que fazem, isso é que interessa né?
Se calhar Grog chamava a atençao por causa do pedra ou Sacred Sin pelo pica....
Pleasure = Pain x 2
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LS [RIP]
WrathOcasteR Escreveu:Sim, eu sei disso, por exemplo o Zakk Wylde (Ozzy/Black Label Society) na realidade chama-se Jeff Wielandt, o Ozzy chama-se John Michael Osbourne, o Varg Vikernes era Kristian Vikernes (ahahah, cristão), etc. Verifica-se em muitos estilos de música também.
ozzy n é pseudónimo, é alcunha. é o diminutivo das duas primeiras letras de osbourne. foi só uma observação
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