canta a tempestade nos céus,
o seu trovão o meu grito
as gotas no meu rosto
agulhas do firmamento
e a dor faz-me sentir vivo
o vento nos meus cabelos,
um chicote no meu corpo
uivo que me ensurdece
e o raio que rasga a noite
com luz os meus olhos cega
meus pés na terra molhada,
queimada a terra que piso
os meus pés nela se afundam
e afunda meu corpo também
abandono-me assim à deusa
e caindo assim me elevo,
aos braços de minha mãe
vermes devoram a carne,
a carne que para trás deixei
da luz vim, à luz eu volto
recebe-me então minha mãe
e lava de mim a memória
das lágrimas que, vivo, chorei
espiral
-
Abracadaver [RIP]
Bem, se no outro post falei na respiração, aqui tenho que o voltar a fazer.
Existem muitos autores que não usam pontuação para ser o leitor a dá-la. Eu acho isso mal, mas enfim.
O que aqui vejo é uma vírgula no primeiro verso e uma outra cinco versos depois, já na segunda estrofe. Ou seja, ler isto com a pontuação que dás é, basicamente, impossível.
No entanto gostei bem mais deste do que do anterior.
Existem muitos autores que não usam pontuação para ser o leitor a dá-la. Eu acho isso mal, mas enfim.
O que aqui vejo é uma vírgula no primeiro verso e uma outra cinco versos depois, já na segunda estrofe. Ou seja, ler isto com a pontuação que dás é, basicamente, impossível.
No entanto gostei bem mais deste do que do anterior.
Voltar para “Arquivo 2004 a 2009”
Quem está ligado:
Utilizadores neste fórum: Nenhum utilizador registado e 57 visitantes